<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875</id><updated>2012-02-16T10:21:37.323-02:00</updated><title type='text'>Café Expresso</title><subtitle type='html'>Espaço voltado para as publicações dos textos da coluna de quinta-feira de "A Gazeta do Iguaçu".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2150704722343325335</id><published>2011-03-16T08:32:00.005-03:00</published><updated>2011-03-16T08:37:50.709-03:00</updated><title type='text'>Ausência</title><content type='html'>Aos que eventualmente passam por aqui, fica claro a ausência de novos textos. Realmente não escrevo ha meses. Não devo escrever mais, ao menos tão cedo.&lt;br /&gt;Obrigado aos que leram e deram atenção às minha idéias, e aos que emitiram opiniões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2150704722343325335?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2150704722343325335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2011/03/ausencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2150704722343325335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2150704722343325335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2011/03/ausencia.html' title='Ausência'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1458088298625426322</id><published>2011-01-27T11:09:00.003-02:00</published><updated>2012-01-12T21:52:35.793-02:00</updated><title type='text'>Ih, choveu...</title><content type='html'>O termo usado é forte e de certa forma chocante: É a maior tragédia climática da história do país.Há controvérsias, é verdade, mas é assim que a mídia tem tratado. &lt;br /&gt;Obviamente esse adjetivo é diretamente ligado ao número de vítimas fatais decorrentes dos deslizamentos provocados pelas chuvas no Rio de Janeiro. Não temos terremotos de magnitude considerável, não temos nevasca, nem furacão e nem vulcões entrando em erupção. Pelo menos ainda não. Mas os recentes acontecimentos envolvendo as fortes chuvas que caem no Estado evidenciam a fragilidade na qual se encontra a população. &lt;br /&gt;Quem conhece a região serrana do Rio sabe que trata-se de um lugar de características peculiares. O clima é ameno, as belezas naturais evidentes e até mesmo a cultura dos que vivem ali, mesmo estando apenas a pouco mais que uma hora da caótica capital fluminense, é muito diferente. É como uma fuga do stress e do calor comuns ao Rio 40º.&lt;br /&gt;É notório que a qualidade de vida é elevada, até sócio-economicamente falando. &lt;br /&gt;Mesmo assim, a cidade não conseguiu escapar do crescimento desordenado e da loucura climática atual. Na verdade, a soma destes dois fatores foi fatal desta vez.&lt;br /&gt;Tirando que neste caso, os deslizamentos atingiram áreas que não eram consideradas de risco, a maioria atingida ainda foi de pessoas que viviam em locais impróprios.&lt;br /&gt;Quando os órgãos ligados as previsões meteorológicas obterão o merecido respeito e estrutura necessários para atuarem com prevenção?&lt;br /&gt;Por que aquelas pessoas se instalaram ali? Por que ficaram? Por que as deixaram? &lt;br /&gt;E por que o brasileiro paga tanto tributo e num momento destes, é convocados a fazer doações de roupas, alimentos e dinheiro para ajudar estas pessoas?&lt;br /&gt;Quanto ao aumento das chuvas, das mudanças climáticas e de suas conseqüências, há evidências suficientes para levarmos em conta que o mundo mudou, e que fatos deste tipo ocorrerão com mais freqüência. Não há como evitar um dilúvio, mas deve-se alertar e proteger-se quanto ao pior que possa acontecer. As pessoas que tem esse preparo recebem o devido suporte e são levadas em consideração?&lt;br /&gt;Quanto às vitimas, muitos vão dizer que são pessoas sem oportunidades, que vivem à margem da sociedade, que não tem alternativa. Aí a discussão se estende aos maiores problemas sociais da nação, desde o êxodo na década de 70. É um problema similar ao fenômeno da favelização e do crescimento horizontal das grandes metrópoles.&lt;br /&gt;Sobre ser solidário, acho incrível como o brasileiro conhecido povo sofrido e trabalhador, acha tempo para tirar do seu e dar ao próximo. Isso é louvável. Mas considero um abuso os apelos por doações, sendo que o que se paga de impostos deveria servir para garantir a todos o mínimo de civismo por parte do Estado. Não só falta estrutura quanto não há fiscalização dos órgãos pertinentes para proibirem ou realocarem famílias que correm riscos.&lt;br /&gt;Não estou me abstendo da ajuda, não faço campanha contra, aliás, até já mandei minha contribuição. Mas jogar para o peito do povo a responsabilidade por reerguer a vida destas pessoas, sendo que o valor que é recolhido em impostos é absurdo, é piada ou mesmo achar que artista X, jogador Y tem o coração enorme, é ingenuidade. Alguns até fazem, mas outros querem mesmo é a dedução do IR. E "pagam" de bonzinhos.&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1458088298625426322?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1458088298625426322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2011/01/ih-choveu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1458088298625426322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1458088298625426322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2011/01/ih-choveu.html' title='Ih, choveu...'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-6957864275593310955</id><published>2011-01-13T08:08:00.001-02:00</published><updated>2011-01-13T08:12:01.002-02:00</updated><title type='text'>Meu ídolo argentino</title><content type='html'>De tempos em tempos falo de futebol. Hoje, o futebol é coincidentemente citado no meu texto, por ser o mecanismo revelador de uma personalidade digna de homenagem.&lt;br /&gt;Não me sinto nem um pouco desconfortável em falar de um argentino com tanta satisfação, até porque essa rivalidade escancarada deve se limitar às brincadeiras saudáveis. Somos povos irmãos, países vizinhos e principalmente em Foz do Iguaçu isso é sentido. A Argentina faz parte do dia-a-dia do brasileiro que vive na fronteira, assim como o contrário. Se os dois países exercessem uma diplomacia mais esperta, conseguiriam consolidar uma representatividade muito mais sólida em relação ao Mundo, mas enfim, isso é outra história.&lt;br /&gt;Estou aqui para falar de Lionel Andrés Messi. &lt;br /&gt;Imagine você, na sua profissão, ser considerado o melhor do Mundo, receber um prêmio, uma medalha, uma placa, enfim, ser reconhecido como o melhor no que faz. É gratificante, obviamente. Talvez nem todos tenham essa ambição, apenas querem fazer seu papel com eficiência, e é aí que surge o reconhecimento. Não que a ambição seja ruim, mas se isso torna obsessão, tudo vai por água abaixo. Ou mesmo com o reconhecimento devido, seu desempenho muda diante de como absorve toda essa gratificação.&lt;br /&gt;E foi ha dois dias atrás que assistindo a premiação do melhor jogador de futebol do mundo no ano de 2010, descobri que sou o mais novo grande fã desta figura, quando involuntariamente abri um sorriso ao ser anunciado o seu nome, em detrimento aos favoritos espanhóis.&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que adoro futebol. Acompanho, jogo, leio sobre, enfim, sou louco mesmo, característica comum aos brasileiros, por sinal.&lt;br /&gt;Mas essa minha admiração vai além do esporte. &lt;br /&gt;Hoje em dia é tão difícil encontrarmos exemplos nas figuras públicas. Se usarmos o Brasil como campo de busca e observação mesmo, percebemos que há uma tendência ao estrelismo, uma preocupação com a exposição, com a forma como se porta diante da mídia e do povo, com uma falta de responsabilidade moral. Não é incomum ver jogadores ostentando ouro nos pescoços e orelhas Brasil afora, empinando o nariz e se destacando muitas vezes das suas origens. &lt;br /&gt;O jogador argentino me surpreende por ser simplesmente o melhor, e isso é consenso, para quem entende de futebol, e até para quem não costuma ver muito, mas acompanha alguns lances. Acaba de ganhar o prêmio de melhor do mundo pela segunda vez, com apenas 23 anos, e se nenhum imprevisto ocorrer, ele tem tudo para ganhar mais vezes, e se tornar o recordista. E por tudo isso, me surpreende a discrição, o carisma, a responsabilidade e o respeito que ele tem com os que o cerca. Fãs, mídia, torcedores e até os brasileiros, ditos maiores rivais.&lt;br /&gt;Sobre a comparação com Maradona, mesmo com a resistência dos saudosistas, eu acho perfeitamente possível que Messi ultrapasse seu desempenho. Ao menos em exemplo de comportamento e postura ele já está à frente. Dizem que para se consagrar, um jogador tem que levar uma Copa do Mundo. Maradona usa esse argumento, inclusive, para proteger seu status de ídolo e até Deus, como é considerado pelos “hermanos”. Mas vos digo: Zico nunca ganhou uma Copa, em contrapartida Paulo Sérgio já ganhou, em 1994. Sabem quem é Paulo Sérgio? E Zico? Logo...&lt;br /&gt;À Lionel “Leo” Messi minha manifestação sincera de admiração àquele que merece todo status de um verdadeiro ídolo.&lt;br /&gt;E bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-6957864275593310955?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/6957864275593310955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2011/01/meu-idolo-argentino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6957864275593310955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6957864275593310955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2011/01/meu-idolo-argentino.html' title='Meu ídolo argentino'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1274545455193297597</id><published>2011-01-07T08:10:00.001-02:00</published><updated>2011-01-07T08:11:55.886-02:00</updated><title type='text'>Viagem Cilada</title><content type='html'>Provavelmente grande parte das pessoas já teve a oportunidade de assistir a pelo menos um episódio da série nacional transmitida num canal por assinatura, de nome “Cilada”. Um sujeito que relata os diversos inconvenientes ocorridos no cotidiano da maioria das pessoas, de forma inteligente, sarcástica e critica. É impressionante como todos nos identificamos com as histórias contadas por ele neste programa televisivo. &lt;br /&gt;Final de ano, festas, viagens... Já imaginam. Acho que pelo menos 65% da população passa pelos inconvenientes proporcionados por períodos festivos no Brasil. O que seria isso, mais especificamente?&lt;br /&gt;Desde filas em supermercados até atraso nos aeroportos e o principal deles, transito louco nas cidades alvo.&lt;br /&gt;Tenho o costume de fugir do fluxo, prefiro usar os dias de festas que geralmente resultam em folgas prolongadas, como descanso e só. Como o Rio de Janeiro infesta de turistas por questões já conhecidas, preferi a capital paulista. Deu certo até, afinal, a maioria dos paulistanos despenca para os litorais adjacentes.&lt;br /&gt;Consegui um ótimo vôo na ida, vazio, sem atraso, descendo em Congonhas. Mas na volta, por ser no segundo dia do ano e um Domingo, não encontrei bilhetes a preço razoável e tive que vir de ônibus. Nada demais, para quem sempre viaja de ônibus. Rio – São Paulo, cinco horas, estrada razoável. &lt;br /&gt;É aí que começa minha história.&lt;br /&gt;Bem acomodado, ônibus prestes a partir, entram as duas senhoras. Exatamente sentadas ao lado de nossos assentos, as indiscretas senhoras se puseram a falar. Ou seria melhor usar o termo, gritar? E elas não só conversavam entre si. Cada uma de posse de dois celulares, totalizando quatro aparelhos, ligava incessantemente para todos os conhecidos e familiares no Brasil, para desejar-lhes boas entradas e não só isso, tricotavam todo o tipo de fofocas das mais indiscretas em alto e bom som ecoando carroceria do ônibus adentro.&lt;br /&gt;Uma natural revolta abateu-se sobre muitos, e eu esbocei uma manifestação. Mas fui logo contido pela minha companheira que contra-argumentou com algum sentido e conseguiu me fazer mudar de idéia.&lt;br /&gt;Pessoas sem o bom senso suficiente em um ambiente de uso coletivo, provavelmente não reagiriam bem a um pedido, mesmo que educado, para fazerem menos barulho. &lt;br /&gt;Já escrevi sobre telefonia móvel aqui neste espaço e sabem o quanto aprecio este serviço essencial na vida das pessoas. Essas mega-promoções que inventam fazem com que senhoras como estas, liguem para Deus e o Mundo e perturbem a paz dos outros pobres passageiros por 5 horas a fio. Um celular com créditos dá a sensação de poder a quem não costuma ter. E um dos trechos curiosos destas ligações foi num momento em que a outra pessoa atendeu o telefone e a senhora 2 disse em timbre agudo “Feliz Ano novo! É a Fulana que está falando, não tá reconhecendo? Ah te acordei? Desculpa, mas olha só, sabe quem morreu?...” E continuou falando, falando, falando... Sete e pouca da manhã. E a mulher pergunta se acordou? Claro que ela acordou o pobre do outro lado do telefone, e manteve acordados a viagem inteira 40 outros sonolentos passageiros.&lt;br /&gt;“I-pod comeu solto a viagem toda”, competindo com as “sopranos”. &lt;br /&gt;Que cilada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1274545455193297597?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1274545455193297597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2011/01/viagem-cilada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1274545455193297597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1274545455193297597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2011/01/viagem-cilada.html' title='Viagem Cilada'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-907780638622188988</id><published>2010-12-23T11:02:00.002-02:00</published><updated>2010-12-23T11:02:53.375-02:00</updated><title type='text'>Jingle Bells</title><content type='html'>Andar em círculos. Expressão que dá a idéia de estarmos perdidos, sendo inúteis, não encontrando solução. No sentido literário seria como numa pista de atletismo, ainda sim não são exatos círculos, a pista tem um formato misto de retângulo com extremidades curvilíneas, que te colocam de volta em volta no mesmo lugar.&lt;br /&gt;Esta é a sensação que o tempo nos traz, e o relógio, objeto de representação do abstrato temporal, representa igualmente um ponteiro ao encontro das 12 horas e uma pessoa diante te um Papai Noel mal representado por um homem magro e suado na praça, com uma barba de algodão mal colada. “Ho, ho, ho, é Natal!”&lt;br /&gt;Isso só lhe faz pensar que mais um ano passou voando e que você está ficando velho. Brincadeira, em parte. Tudo depende do ponto de vista. Isso me fez pensar no porque as pessoas sempre dizem que virada de ano é um período de renovação, de coisas novas, de lavar a alma. E para as pessoas que estão bem em todos os âmbitos da vida? As pessoas que não precisam destas mudanças radicais?&lt;br /&gt;Fica bem claro que esta manifestação da maioria, que esta onda de renovação é espelho de uma insatisfação na forma como suas vidas vêm sendo conduzidas. Até aí não há nada de novo. No caso dos brasileiros, é evidente que possuímos uma maioria insatisfeita, isso ignorando dados probatórios, pesquisas encomendadas. Por isso este sentimento de esperança emana nesta fase do ano, diante de tantos apelos e crenças por um ano melhor.&lt;br /&gt;Quando você completa este círculo anual, é como se desse de frente com um espelho e perguntasse a si: E aí, tudo bem?&lt;br /&gt;A reposta geralmente pende para o negativo. Você queria ter viajado mais, ganho mais dinheiro, ter sido promovido, ter encontrado alguém que lhe satisfizesse por completo, amado mais. Enquanto isso, seu tempo foi curto, não viajou nem em feriados prolongados, ganhou seu dinheiro mais gastou mais do que isso, iniciou uma paixão de lhe promover calafrios eufóricos que hoje virou rotina, e pensa que o amor não foi suficiente de nenhum dos lados. Se sente fraco e sem fé, e promete que o ano que vem será diferente.&lt;br /&gt;A verdade é que nunca estamos satisfeitos. E que muitas das coisas que deixamos de fazer devem ser depositadas nas nossas contas, em nossas escolhas. Às vezes por comodismo, medo, falta de confiança, deixamos de arriscar mais, de acreditar que podemos ser e viver mais. Enquanto que às vezes nos perdemos em uma falta de discernimento e cometemos devaneios que nos fazem andar para traz. Como num jogo de aventura no vídeo game, em que você “morre” e começa do último “save point”. Olhar para traz e ver que o que você tinha era muito bom e que não precisava ter aberto mão daquilo, apenas administrado emoções.&lt;br /&gt;Um emprego legal,uma namorada, seu apartamento que achava apertado, podem te fazer falta.&lt;br /&gt;Então não é justo com você mesmo, chegar ao final do ano e propagar a mudança radical, dizer que ainda bem que o ano acabou, e que finalmente, começará aquela dieta, aquele curso que vai alavancar sua carreira, ou sair pelo mundo sem rumo.&lt;br /&gt;O cronograma será praticamente o mesmo de todos, e você só anda em círculos se quiser. Encarando como se estivesse sempre andando em frente, entendendo que as derrotas, os momentos ruins só engrandecem, e curtir as festas com o simples significado da palavra: Festa.&lt;br /&gt;Então festeje, “encha a cara”, reveja os familiares, volte a sua cidade de origem, curta a folga que a maioria pode ter, e não se cobre muito.&lt;br /&gt;Seu ano foi bom, o ano que vem será um ano igualmente bom.&lt;br /&gt;Paz a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-907780638622188988?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/907780638622188988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/12/jingle-bells.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/907780638622188988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/907780638622188988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/12/jingle-bells.html' title='Jingle Bells'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-6265116691487286989</id><published>2010-12-16T08:43:00.001-02:00</published><updated>2010-12-16T08:44:35.400-02:00</updated><title type='text'>Telefone celular: utilitário ou brinquedo inútil?</title><content type='html'>Tive que ir ao shopping um dia desses, aqui perto de casa, e como é comum nesta época do ano, qualquer centro comercial, rua, viela, calçadão, e principalmente Shopping Center, ficam abarrotados de pessoas.&lt;br /&gt;Sem muita bala no cartucho para gastar, meu itinerário neste tipo de estabelecimento se resume a um restaurante ali, um cinema acolá, e um sorvete de iogurte. Nada muito dispendioso. &lt;br /&gt;Mas nem o mais distraído dos indivíduos deixa de prestar atenção a um conglomerado de pessoas semelhante a um formigueiro á esquerda, a direita, ou mais a frente numa loja distante não tanto ao visual. A primeira piadinha que o carioca faz quando vê esse tipo de movimentação: “Estão dando doce ali?” Fazendo alusão ao feriado estadual de São Cosme e São Damião, aonde as pessoas oferecem doces na porta de suas casas às crianças, que formam filas em frente a estas residências.&lt;br /&gt;Mas que tipo de produto atrai tanto as pessoas nesta época do ano? Descobri que não tem nada a ver com a época do ano, é um produto que desperta este interesse o ano todo. Telefones celulares, telefonia móvel em geral.&lt;br /&gt;Isto me instigou a escrever um texto. &lt;br /&gt;Esta política econômica que se fortaleceu nos últimos anos elevando o poder de compra de todas as camadas sociais brasileiras, mudou o padrão de consumo das camadas inferiores.&lt;br /&gt;E o mercado que não é bobo nem nada, faz um ataque sedento à classe mais numerosa. &lt;br /&gt;O produto em si, o aparelho telefônico, tem de possuir um princípio básico e imprescindível, que é lhe dar boas condições de falar e escutar. Mas qual é a graça? &lt;br /&gt;Os aparelhos hoje oferecem milhões de utilidades “extras” que chegam a descaracterizar a natureza funcional do produto. Um aparelho que reproduz MP-3, vídeos, acessa redes sociais e envia foto mensagens, por exemplo, só lhe permite usufruir de tudo caso obtenha um plano de cobertura “x”, e muitos não têm condições de adquirir tais planos. O que torna o telefone obsoleto, em sua original função.&lt;br /&gt;Os contratos de telefonia hoje permitem que as pessoas tenham um aparelho que não as permitem fazer ligações a não ser que tenham créditos, os famosos pré-pagos.  E a maioria das pessoas que está naquele entrevero popular não tem condições de formalizar contratos de telefonia pós-paga, ou as contas, que dão a liberdade de uso a um custo final mais caro, devido a comodidade.&lt;br /&gt;O telefone hoje é muito mais do que um aparelho que conecta as pessoas através de voz, mensagens e conversações simultâneas. O objeto tornou-se símbolo de ascensão e status social, de um falso poderio econômico, uma vez que muitos não possuem telefones compatíveis com sua realidade.&lt;br /&gt;O marketing envolto nesse tipo de segmento é eficaz a ponto de fazer com que uma grande quantidade de consumidores priorize ostentar uma “cereja preta” um “ai-fone” ou “N-12345678” do que investir em algo que melhore suas condições básicas de vida.&lt;br /&gt;Um fenômeno mercadológico já visto na recente febre de consumo pelas televisões, hoje se volta à telefonia. Não é a toa que ocupam as mais nobres cotas de propaganda da rede nacional.&lt;br /&gt;Bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-6265116691487286989?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/6265116691487286989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/12/telefone-celular-utilitario-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6265116691487286989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6265116691487286989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/12/telefone-celular-utilitario-ou.html' title='Telefone celular: utilitário ou brinquedo inútil?'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-6316249963599480148</id><published>2010-12-09T07:31:00.002-02:00</published><updated>2010-12-09T07:31:53.001-02:00</updated><title type='text'>Ter e não ser? Eis a questão</title><content type='html'>É involuntário, mas me pergunto o porquê da maioria das pessoas se referem ou interpretam amor com a imagem de um casal feliz, um horizonte belo e uma espécie de silhueta ou áurea em forma de um coração parecendo que postado ali ao acaso, ou atraído pela energia de tal sentimento. &lt;br /&gt;Antes que os marmanjos de plantão comecem suas insinuações sobre a sensibilidade temática do texto, me adianto e aviso: escrever requer sensibilidade fale você de amor ou de guerra, portanto, sugiro que a critica surja acerca da leitura completa do texto.&lt;br /&gt;Muitas vezes me uso como exemplo, como base de relato às minhas impressões, mas poderia criar uma personagem perfeitamente comum à nossa cultura cotidiana. Alguém que acorda cedo, trabalha, estuda a noite e se vê dominada pelo ritmo frenético das obrigações incanceláveis.&lt;br /&gt;Qual é o real objetivo do seu ciclo diário rumo a dias iguais aos outros? Porque os sonhos se perdem cada vez mais cedo?&lt;br /&gt;Perdem-se é forma expressiva de eximir de culpa quem simplesmente deixou para trás o ápice do enredo de sua biografia.&lt;br /&gt;Quando você anda num centro econômico, num centro comercial aonde quer que seja, percebe quantas pessoas incógnitas cruzam por você, passam do seu lado, estão paradas num ponto de ônibus ou, sei lá, num dia quente tomando um sorvete? &lt;br /&gt;Se dedicasse dez minutos a apenas observar a fisionomia destas pessoas, perceberia o quão indiferente é a maioria dos semblantes. Todos parecem andar sem destino. Isso me lembra um clipe do Pearl Jam , “Do the Evolution” aonde os seres-humanos ao nascer seriam marcados com códigos de barras, como mercadorias. E essa indiferença sentida é reflexo de uma evolução sócio-cultural voltada para a produção e quantidade. Quando falo disso, me refiro à resultados. Lucros, metas, positividade numérica. Palavras que substituem sonhos.&lt;br /&gt;Volte ao momento em que passou a observar por dez minutos as pessoas ao seu redor. Pense o quão incrível seria, independente de status e poderio econômico, de vestimenta, de estética destas pessoas, que cada um destes têm ou teve um sonho, pelo menos um dia. E se todos pudessem ter realizado esses sonhos? E se ao menos alguns deles? Estariam essas pessoas andando como parecendo “frios andróides”, provavelmente indo ao encontro de um compromisso o qual ele foi obrigado a comparecer?&lt;br /&gt;Tenho certeza que a vida de muitas destas pessoas daria bons livros.&lt;br /&gt;A satisfação ilusória do consumo é o mecanismo que sustenta parte de toda essa realidade. A troca do “ter” por “ser”.&lt;br /&gt;Onde está o amor? O amor em você mesmo.&lt;br /&gt;A primeira resposta que as pessoas têm para justificar a perda da paixão pelas coisas da vida é que não há opção, que o Mundo “massacra”, que o tempo passa, e que precisa pagar contas e trabalhar. E isso serve como justificativa global aos considerados fracassados, ou, resignados.&lt;br /&gt;Eu não tenho a fórmula, sou alguém que vive esta perspectiva real, mas me questiono de tempos em tempos. Abrir mão desse amor ocasiona perda de confiança, desilusão. Isso reflete no convívio social do mais superficial ao mais íntimo. &lt;br /&gt;Talvez seja a motivação pela qual esteja compartilhando estes questionamentos. E a resposta a essa aparente incontornável onda comportamental, de minha parte, está aqui, nestes textos que semanalmente escrevo.  Talvez seja resquício do que almejei um dia. &lt;br /&gt;Não faria sentido se todos simplesmente aceitassem as condições que a vida lhes propõe, e deixasse o tempo se encarregar do resto.&lt;br /&gt;Cadê seu amor, “pô”?&lt;br /&gt;Ame a si a ponto de permitir-se deixar fazer coisas que o satisfaçam. Faça algo bonito aos seus olhos, não aos alheios.&lt;br /&gt;Não seja número se pode ser história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-6316249963599480148?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/6316249963599480148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/12/ter-e-nao-ser-eis-questao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6316249963599480148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6316249963599480148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/12/ter-e-nao-ser-eis-questao.html' title='Ter e não ser? Eis a questão'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4890070140927287286</id><published>2010-12-02T08:36:00.001-02:00</published><updated>2010-12-02T08:37:40.913-02:00</updated><title type='text'>Violência Vende</title><content type='html'>Não gosto de repetir o conteúdo dos meus textos, mas depois do meu último texto, relatando a atmosfera do Rio de Janeiro em meio à violência proveniente do choque entre o tráfico e o mecanismo de segurança publica estadual, não posso deixar de fazer um adendo ao produto que se tornou para a mídia em geral essa guerra civil que acreditem, está longe de terminar. &lt;br /&gt;Nem novela, nem jogo de futebol, nem BBB, nem Jornal Nacional. O legal da semana era ver o tiro “comendo”, as pessoas correndo para lá e para cá desesperadas (nem todas, algumas pasmem,paravam para dar acenar às câmeras), e traficantes se espalhando pelo meio do matagal morro adentro como formigas em meio a uma pisada no formigueiro. Não duvido que as cotas de propagandas nos intervalos das transmissões ao vivo tenham valorizado consideravelmente. &lt;br /&gt;Diante do escarcéu promovido pela bandidagem, a resposta à opinião pública principalmente aos olhos do restante do Mundo, uma vez que o Rio e o Brasil são futuros anfitriões de mega eventos internacionais, tornou-se necessidade. &lt;br /&gt;E como transformar uma polícia desvalorizada e dita corrompida em ferramenta eficiente ao combate a algo que nunca conseguiu combater?&lt;br /&gt;Os “superstars” do Bope entraram em ação, mas eles já existiam...&lt;br /&gt;Foi fundamental a intervenção federal, mesmo ante uma incompreensível resistência do Estado. Não é hora de fazer testes, tampouco de orgulho. A opinião pública quer resposta imediata. &lt;br /&gt;Agora se pensarmos um pouco, foi uma ação antecipada pela necessidade. Se é que havia de fato um plano para retomada territorial daquela comunidade, confessa pelo próprio secretário de segurança, o quartel general do crime. Sendo essa ação antecipada, como confiar que o seu resultado seja permanente?&lt;br /&gt;Meu receio, como morador do Rio, é que essa resposta tenha sido superficial. Que tenha sido só um reality, uma minissérie policial aonde o bem sempre vence. Uma edição de cenas inéditas e fortes.&lt;br /&gt;O que dizer dos blindados da Marinha brasileira se locomovendo vielas adentro? Sensacional. “Uma pausa: Blindados da Marinha são os famosos tanques de guerra mesmo, que eu sei lá por que cargas d’água não poderiam ser descritos como tal.”&lt;br /&gt; Será que pode sujar mais a imagem do Rio, dizer que há tanques de guerra a proteger a população do que deixar os bandidos tocarem o terror como vinham fazendo?&lt;br /&gt;Parece que de uma hora para outra tudo se resolveu. Querem mesmo que a gente acredite que simplesmente acabou? Que compremos posters de policiais militares com os dizeres: Heróis Nacionais?&lt;br /&gt;À vista grossa ou o medo, ou a própria consciência de incapacidade que deixaram o crime crescer no país, se perdeu em um final de semana?&lt;br /&gt;Eu juro que gostaria muito que fosse fácil assim. Quem não quer paz? Nós do Rio sequer sonhamos com a utópica vida sem tráfico, sem crimes. Simplesmente nos acostumamos com o mal. E para que o poder público passe credibilidade à todos, precisará que faça muito mais do que uma cena em horário nobre nacional. Que seja concreto e estável. E isolem os mentores, “os reis”, e desarmemos “peões” deste jogo violento.&lt;br /&gt;Aquela cena toda, de policiais fincando a bandeira do Rio e do Brasil no alto do morro, é tão forçada como a cena do Armstrong fincando a bandeira dos Estados Unidos na Lua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4890070140927287286?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4890070140927287286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/12/violencia-vende.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4890070140927287286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4890070140927287286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/12/violencia-vende.html' title='Violência Vende'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-177209457469727923</id><published>2010-11-25T08:26:00.004-02:00</published><updated>2010-11-25T10:38:55.543-02:00</updated><title type='text'>Rio 1000º graus</title><content type='html'>Tem certas coisas que só acontecem em filme, novela, seriado de ação. Algumas outras acontecem com pessoas distantes, com algum conhecido de um amigo, mas nunca com a gente. Mas dessa vez...&lt;br /&gt;Há umas duas semanas atrás, eu esperando pelo motorista da empresa, que naquele momento já estava atrasado, presenciei a cena de cinema, aonde quatro homens armados com fuzis e sub-metralhadoras, pediram para o motorista sair do carro, e simplesmente atearam fogo no veículo, que queimou por completo e ainda explodiu por conta do cilindro de gás embutido no porta malas. Tudo a cerca de 20 metros do meu campo de visão. O que se seguiu foi aquela agitação natural de curiosos, a chegada do corpo de bombeiros e da polícia militar, e pronto, cheguei atrasado no trabalho. &lt;br /&gt;O incrível é que a reação da opinião pública e da imprensa é de que aquilo se tornou normal no cotidiano da cidade. As pessoas não demonstram medo, nem indignação, apenas resignação e indiferença.&lt;br /&gt;Aos que vivem fora do Rio de Janeiro, uma sensação de alívio somada a uma perplexidade. Talvez não façam idéia do que realmente se trata. A violência no Rio já é taxada como algo corriqueiro, já é característica permanente da região, infelizmente.&lt;br /&gt;Por mais que o problema do tráfico de drogas, dito e comprovado principal fonte de violência urbana deste país, tenha recentemente sido exposto pelos dois sucessos de bilheteria “Tropa de Elite 1 e 2”, tudo ali ainda se trata de ficção. Ficção baseada em realidade, é fato, mas o buraco é muito mais embaixo “no asfalto”, no dia-a-dia mesmo.&lt;br /&gt;O programa de segurança do Estado, com a implantação das UPPs dentro das favelas e comunidades comandadas pelo crime, é praticamente um plano de estratégia de guerra. A idéia que é mais simples do que parece no papel e consiste em tomada de território, é complicadíssima na prática. Você expulsa a facção criminosa do seu local de atuação, mas não prende todos os suspeitos, não identifica os mentores, não realoca estas pessoas, não há plano consistente para a desarticulação do sistema criminal. &lt;br /&gt;A conseqüência disso é o que tem sido mostrado no noticiário do Brasil e provavelmente do Mundo todo nestas duas últimas semanas. Imagens como a de veículos de passeio, ônibus e vans queimadas, construções alvejadas a balas de alto calibre são comuns nos locais onde há guerras permanentes como no Oriente Médio.  &lt;br /&gt;Essa violência propositalmente exposta e chamativa é um claro sinal de resposta do crime ao plano de segurança pública estadual adotada no Rio de Janeiro. Até aonde isso vai é uma incógnita.&lt;br /&gt;O tema é um dos mais complexos do país, e acredito estar longe de uma solução. A polícia infelizmente demonstra ser mal preparada e mal remunerada em todos os seus degraus de hierarquia, mal exemplificada por uma “famosa” política corruptível. &lt;br /&gt;Se instalar à força num território desconhecido e hostil, como uma comunidade dominada pelo tráfico, achando que resolveram o problema parece um equívoco. &lt;br /&gt;Qualquer intenção e movimentação de paz é válida, e somos esperançosos quanto a isso. Acontece que ações precipitadas e pouco inteligentes do tipo para “Inglês ver”, só alimentam um barril de pólvora que explode aos poucos a cada dia.&lt;br /&gt;E quem conhece um pouco de Rio de Janeiro, sabe que a tendência é piorar, e em breve não me espantaria em ver a Força Nacional nas ruas, como já vi algumas vezes.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-177209457469727923?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/177209457469727923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/11/rio-1000-graus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/177209457469727923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/177209457469727923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/11/rio-1000-graus.html' title='Rio 1000º graus'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-5433153127248035088</id><published>2010-10-28T10:28:00.002-02:00</published><updated>2010-10-28T10:28:55.906-02:00</updated><title type='text'>Um dia de fúria</title><content type='html'>Os mais antigos que lêem o título desse meu texto logo se lembrarão do famoso filme estrelado por Michael Douglas no início da década de 90, aonde um cidadão à beira de um ataque de nervos, perde o último fio de tolerância com as mínimas dificuldades cotidianas e parte para a ignorância contra os “zumbis” que surgem a sua frente tratando de tornar seu dia um pouco pior do que já estava.&lt;br /&gt;Vindo para o trabalho hoje, lembrei do William Foster, personagem protagonista da trama. A verdade é que este filme tornou-se símbolo da justiça contra a lei de Murphy, feita por nós mesmos. Outra verdade é que eu não lembrei só hoje, faço isso umas três vezes por semana. Quem nunca sonhou fazer o que o personagem faz no filme? &lt;br /&gt;Deixo claro que esse texto não é uma incitação a violência, nem a intolerância, e sim destaca a saga desastrada que um dia ruim nos submete neste Mundo cada vez mais doido e saturado, vista sob um ponto de vista irônico.&lt;br /&gt;Não vou usar o jargão do atraso, seria pouco criativo, e nem sempre as coisas dão errado só quando não temos tempo. &lt;br /&gt;O trajeto da minha casa até o transporte para o trabalho é de uma razoável caminhada, e na minha rua, como em muitas do Rio de Janeiro, calçada é lugar para carros estacionados, e não para pedestres. Imaginei com um taco de baseball na mão, me divertindo na depredação justiceira, na vingança dos pobres andarilhos sem calçadas. Ou sendo mais atual, estilo Tropa de Elite, bem Rio de Janeiro mesmo, plantando granadas embaixo de cada carro. Será que assim aprenderiam que calçada é lugar para pedestres?&lt;br /&gt;Transporte coletivo, segunda fase do início da jornada. Lata de sardinha sobre trilhos ou simulação de montanha russa sobre rodas?&lt;br /&gt;Que Hopi-Hari que nada, Play Center, Disney então, perde fácil. Emoção mesmo é andar num ônibus no Rio. De cenários paradisíacos à safáris favelas adentro, e até aventuras dentro de túneis sujeitos à arrastões. Surf é mole para quem anda de ônibus no Rio. A cada curva um encontro com o desconhecido. Um poste, um carro, uma capotagem e o mais legal, o corpo-a-corpo dos cidadãos sendo sacudidos e arremessados lata adentro. Chegar vivo é conseqüência. E até tento compreender que as condições de trabalho destes profissionais não são das melhores. Mas que façam greves, reivindiquem, ao invés de brincarem de “Fórmula Bus”.&lt;br /&gt;O trêm é uma lata de sardinha e o Metrô, lata de atum, devidas as proporções sociais de ambos.&lt;br /&gt;Sem muito tempo para o almoço, você para num Mac alguma coisa para comer um lanche. Aí me remeto à melhor cena do filme citado no início. Quase 20 anos depois, e o atendimento é ainda pior. Funcionários despreparados discutem entre si, demoram a entregar-lhe o que deveria ser fast-food, e quando você morde aquele mix de carne com substância desconhecida, descobre que está frio, e ainda suja sua camisa com um pedaço de alface que caiu do mal montado burguer. &lt;br /&gt;São 15:00 horas e eu só fiz o relato do que foi metade de um dia comum. Deve ser divertido para quem lê, afinal, a “desgraça” dos outros é o deleite de muitos. Mas a saída é tentar levar na “sacanagem”, afinal, “dias de fúria” são comuns, e continuarão sendo, a não ser que sua vida tome um rumo extraordinário. Ganhar na Mega-Sena? Não, o extraordinário que me refiro seria ir morar no Tibet , longe do turbilhão consumista contínuo irreversível que leva sua paz embora com cada vez mais velocidade.&lt;br /&gt;Ria de mim hoje, que eu te garanto: amanhã é você quem vai imaginar-se na pele do William enfurecido, e com gosto!&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-5433153127248035088?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/5433153127248035088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/10/um-dia-de-furia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5433153127248035088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5433153127248035088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/10/um-dia-de-furia.html' title='Um dia de fúria'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-5972376548030694301</id><published>2010-10-21T18:58:00.001-02:00</published><updated>2010-10-21T19:06:36.763-02:00</updated><title type='text'>Aniversariante do Mês</title><content type='html'>Há na vida de todos nós um dia no calendário que difere de todos os outros. É o dia em que completa mais um ciclo de 365 dias desde seu nascimento. Na maioria das sociedades ao que se conhece, passa-se que é um dia o qual deve ser festejado, como uma conquista. Analisando como se a vida fosse algo ao qual tivéssemos que resistir, e quanto mais conseguirmos viver, mais gratificados devamos nos sentir. &lt;br /&gt;Na fase infantil, não se compreende bem o significado da data, do porque daquilo. O que vem em mente são os presentes, o bolo, o guaraná, muitos doces, como diz a música até hoje cantarolada pelas pessoas ao redor da mesa principal.&lt;br /&gt;A adolescência parece um calvário, um árduo percurso entre as espinhas, pelos nascendo em todos os mais remotos lugares, a timidez e a rebeldia, o conflito entre não ser criança e não ser adulto, entre não poder mais brincar de certas coisas, mas continuar querendo, e querer fazer algumas novas coisas e não podendo, ainda. É a parte aonde o “eterno enquanto durar” é o que passa mais rápido. O primeiro namorico, o primeiro porre e o primeiro emprego, o primeiro bigodinho de latino e a primeira menstruação das meninas. É tudo por ali.&lt;br /&gt;As festinhas de aniversários não tem parentes velhos, só amigos do colégio, as meninas e meninos mais legais e interessantes e coisas proibidas para menores. Esse negócio de vela, bolo e parabéns para você é repugnante e proibido, até vergonhoso. Você não quer que lembrem que na verdade você está fazendo 13, 14 anos. Ou 17, aonde já espichou, mas ainda não pode ir aquela boate, ou melhor, só nas matinês.&lt;br /&gt;Algumas velas apagadas a mais, e lá está você com saudade da década anterior. Os “vintões” passam pela maior provação ao verem que tudo aquilo que os velhos nos diziam e que achávamos um saco, se concretizou tão perfeitamente quantos suas palavras chatas aos nossos ouvidos. Contas, horários, metas, responsabilidades. É nesse auge da forma física e mental que a vida mais exige da gente. E se vacilarmos, ela exige e tira tudo o que conseguir. O tempo para o lazer é cada vez menor. Na verdade o tempo para tudo é menor. Um dia não tem mais 24 horas, tem 15. Aquele drible que você dava no futsal, e tentou fazer outro dia? Esquece. Nos raros momentos de folga, você bebe. Esse é o famoso ritual de cultivo da barriguinha que a década dos 20 aos 30 o submete. As meninas que tentam se aventurar na antiga brincadeira dos patins, ou roller, não tem mais equilíbrio que não seja para andar em saltos.&lt;br /&gt;Apesar de tudo parecer ir perdendo a graça, entender o significado do seu dia-a-dia, realizar coisas das quais pode se orgulhar, e quando digo isso não falo de “mega-atitudes”, digo corresponder no seu trabalho, ser bom aos que convivem com você, são o melhor presente. Conseguir decifrar o mistério do envelhecimento com a maturidade que cada aniversário lhe traz, é algo magnífico.&lt;br /&gt;Estar longe do que desejou num apagar de velas há 10 anos atrás, mas se sentir capaz de alcançar aquilo mesmo assim, isso é legal. Ou mais legal ainda, que o desejo tenha mudado várias vezes e hoje você não precisar mais apagar uma vela desejando nada absurdamente impossível.&lt;br /&gt;A atmosfera do seu dia sempre existirá, o dia do seu aniversário sempre será seu dia. És sempre digno de parabéns. Mesmo que não haja um bobo cantando “parabéns pra você , parabéns pra você”, ou aquele que diz que o pavê não é “pa cume”, sempre haverá você e você mesmo, lembrando que a 28 anos deu início a obra-de-arte torta da sua vida. Meus parabéns.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-5972376548030694301?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/5972376548030694301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/10/aniversariante-do-mes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5972376548030694301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5972376548030694301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/10/aniversariante-do-mes.html' title='Aniversariante do Mês'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-6523676457882237525</id><published>2010-10-14T15:06:00.002-03:00</published><updated>2010-10-14T15:06:59.643-03:00</updated><title type='text'>33 lições de vida</title><content type='html'>No “Grande Irmão” da vida real, em meio às eleições presidenciais, a imprensa volta-se ao resgate dos mineiros chilenos. Falar em confinamento num reality show cheio de famosos ou pessoas bonitas e de porte atraente, suscetíveis a mudanças de humor ante ao tédio e as confortáveis condições de vida, parece na verdade a descrição de alguns dias num Spa. Aí com algumas semanas de “sofrimento” o participante sai dizendo que virou outra pessoa, que tudo ali dentro é muito difícil, e que foi um aprendizado e blá e blá e blá. Meses depois saem de lá e escrevem uma autobiografia reveladora.&lt;br /&gt;Fico imaginando quanta história têm para contar os 33 trabalhadores presos a cerca de 70 dias a pouco mais de meio quilômetro da superfície sem sequer poderem receber um raio de luz solar.  Vencer esse reality não dará a eles um milhão de dinheiros, e sim algo que todos eles têm, mas não tinham tanta certeza de continuar tendo, suas vidas.&lt;br /&gt;Neste reality, não havia espaço para vaidade. Não havia espaço para luxúria ou egoísmos. 33 seres humanos do mesmo sexo, eram a sobrevivência de um e de outro. Provavelmente nem todos seguiam as mesmas crenças, mas ali, naqueles pouco mais de dois meses, um era a bíblia do outro.&lt;br /&gt;Em situações extremas, espera-se todo o tipo de reação do indivíduo, e certamente estes beiraram o limite do instinto de sobrevivência animal. E passaram por ele. Este teste certamente será para estes homens a maior prova de evolução espiritual, a medida que através da sua capacidade de equilíbrio emocional, sustentou-se as condições mínimas de convivência em grupo sem conseqüências drásticas a qualquer um dos sobreviventes.&lt;br /&gt;Diz-se que alguns deles podem sofrer traumas, irão absorver esta experiência positiva, ou negativamente, enfim, o certo é que a vida destas pessoas irá mudar. Acabei de ouvir isso na televisão, dito por um médico psiquiatra. Eu acho que tudo tende a ser bom para alguém que não sabia quando e se veria a luz novamente.&lt;br /&gt;Este episódio ganha atenção de todos no Mundo por ser uma história onde homens passaram o maior tempo confinados em condições precárias e conseguiram ser resgatados.&lt;br /&gt;Exemplo concreto e metafórico para todos nós, em momentos de falta de esperança e de desânimo. Nós somos muito mais fortes e capazes do que sequer possamos imaginar. Não desejo ter que passar por tal teste, mas esses rapazes mostram a todos que a perseverança e a sua fé, seja ela qual for, da forma que for manifestada, têm força nas conseqüências dos seus passos. &lt;br /&gt;Diferente das fúteis intenções comerciais e materiais dos programas das televisões, tendenciosos e às vezes até preconceituosos, o resgate dos mineiros é o verdadeiro final feliz e produtivo de uma indesejada prisão. Acho até meio impróprio e vergonhoso que qualquer Pedro da vida trate de um participante dos próximos BB alguma coisa como um guerreiro, como um sobrevivente. Coçar o saco e correr o risco de ganhar um milhão numa luxuosa casa não requer esforço nenhum, não é mérito nenhum e não engrandece ninguém, só aliena.&lt;br /&gt;A maior vitória deste confinamento real será ver o Mundo de forma diferente, valorizar cada segundo, sua família, seus amigos, seus amores. Com certeza serão pessoas melhores com muitos valores adquiridos.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-6523676457882237525?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/6523676457882237525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/10/33-licoes-de-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6523676457882237525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6523676457882237525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/10/33-licoes-de-vida.html' title='33 lições de vida'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7617974757749580085</id><published>2010-10-07T11:05:00.001-03:00</published><updated>2010-10-07T11:13:53.845-03:00</updated><title type='text'>O melhor brinquedo do Mundo</title><content type='html'>Era 1990, acordei num dia de Outubro e vi meus irmãos felizes com seus brinquedos nas mãos. Não lembro bem exatamente o que eles haviam ganhado, mas o que seguiu aquele momento foram momentos de aflição de um menino de 7 anos. Não havia sinal de presente e um silêncio e uma angústia acompanhada de procura tímida pelos cantos da casa arremeteram sobre o garoto.&lt;br /&gt;Até que o medo se fez real, quando meu pai chegou a mim com a seguinte explicação: “Filho, papai esteve muito ocupado e não conseguiu encontrar seu presente, mas na próxima semana eu vou tentar comprar.” Meus irmãos me olhavam com uma feição estranha, como se estivesses escondendo algo. E de fato estavam.&lt;br /&gt;Desci a escada que levava ao quintal, desolado, com lágrimas nos olhos, e me deparei com ela. Novinha, esbelta, linda. Foi coisa de menino quando se apaixona pela primeira vez. Foi uma das melhores sensações que senti, surpreendente mesmo. Estava lá minha primeira bicicleta. &lt;br /&gt;Na época, havia uma grande campanha de uma famosa marca de bicicletas, daquelas que fazem lavagem cerebral em qualquer criança.&lt;br /&gt;Eu fui atingido por tal campanha publicitária. Torrei a paciência dos meus pais, mas a realidade é que por sermos 3 filhos, dificilmente eles teriam condições de comprar presentes equivalentes para todos.&lt;br /&gt;Mas naquele feriado, aconteceu. Foi sem dúvida o melhor presente da minha vida. &lt;br /&gt;Hoje revivo esta sensação, não como pai, ou sei lá, talvez parcialmente. Presentearemos meu sobrinho com sua primeira bicicleta. Não estarei presente para ver os olhinhos dele brilharem com tal emoção, mas sei o que o espera com sua nova aquisição.&lt;br /&gt;Muitos ralados nos joelhos e cotovelos, mas muito vento no rosto, sensação de liberdade e diversão inigualável.&lt;br /&gt;Aliás, este texto não é por mim e meus relatos de 20 anos atrás, tampouco para meu sobrinho. Aproveitei a data e as lembranças para homenagear o melhor brinquedo do mundo, a bicicleta.&lt;br /&gt;Com tantas inovações tecnológicas, as crianças cada vez mais cedo, estão suscetíveis aos computadores e vídeo games, mas eu duvido que qualquer um destes itens seja tão benéfico para uma criança quanto à bicicleta. E nenhum deles trará uma satisfação tão longa. Eu comecei com 7 anos, e hoje, 20 anos depois, ainda sinto o mesmo apreço pela magrela. &lt;br /&gt;Ficaria muito feliz em ser presenteado com uma bicicleta um dia, quem dirá uma criança conhecendo os prazeres da vida?&lt;br /&gt;Diante de tantas preocupações dos pais na educação dos filhos, enfrentando problemas cada vez mais correntes de sedentarismo ou hiperatividade, obesidade, timidez, irritabilidade e assim por diante, acho cada vez mais importante resgatar algumas tradicionais ferramentas pedagógicas para uma boa condução e desenvolvimento da criança. E não há nada que descredencie a bicicleta, só há coisas positivas relacionadas.&lt;br /&gt;Nenhuma nova invenção ultra divertida e futurista que possa surgir nesse Mundo avançado, individualizado e consumista é capaz de trazer o que traz de bom uma bicicleta.&lt;br /&gt;E na próxima semana, no final do feriadão que a maioria das pessoas estará aproveitando, espero que muitas crianças estejam vivendo a emoção que vivi no início da década de 90. O pequeno Abel estará.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7617974757749580085?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7617974757749580085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/10/o-melhor-brinquedo-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7617974757749580085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7617974757749580085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/10/o-melhor-brinquedo-do-mundo.html' title='O melhor brinquedo do Mundo'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2490075230327635784</id><published>2010-09-30T14:26:00.001-03:00</published><updated>2010-09-30T14:27:07.683-03:00</updated><title type='text'>Um "não-eleitor"</title><content type='html'>Ótima semana para dúvidas não? Domingo era para ser um dos dias mais esperados pela população brasileira. De quatro em quatro anos, às vezes demora até mais, como é o caso atual, temos a chance de expressar os anseios e insatisfações gerais, através do voto. Mas será mesmo que as eleições no Brasil retratam essa capacidade democrática de supostamente decidirmos pelo que é melhor para o país? É uma das coisas que não sei.&lt;br /&gt;Se fosse tender para um lado, diria que isso absolutamente não se aplica. Mas já aviso logo: não sou de lado nenhum, uma vez que não enxergo argumentos que me dêem segurança para apoiar qualquer movimento político neste Brasil. Sou o que as crianças chamam de “café com leite” nas brincadeiras de infância, para a política. Não faço diferença.&lt;br /&gt;Acho a democracia tão utópica quanto a paz no Mundo. Fale o que pensa para o seu vizinho e pode simplesmente processado por ele. Somos julgados por cada movimento que fazemos, e qualquer deles que te desenquadre do sistema, ou seja, do que “querem” que você seja, ou como “querem” que você aja, e serás reprimido.&lt;br /&gt;Logo, a eleição que serviria de ferramenta de mudança, de revolução em caso de necessidade, não passa de protocolo. Somos “obrigados” pela lei a votar, e em muitos casos, não há boas opções a serem escolhidas. Aí você se desloca de sua casa para votar em branco ou nulo. É como abrir seu guarda roupas de manhã, não encontrar nenhuma roupa que lhe agrade, e ter que sair nu de casa. Seria mais fácil, em caso de dúvida ou desinteresse em qualquer das opções, se eximir de tal obrigação, e que ficasse para a que entende e realmente acha que pode decidir algo, fazer tais escolhas.&lt;br /&gt;Na minha simplória e realista visão, grande parte da massa sem instrução é facilmente manipulada por falsas propostas deslavadas. E é essa grande parte, propositalmente alienada através de estratégias minuciosamente estudadas de incentivo ao consumo fútil e um falso poder de aquisição, é quem decide por todos, no fim.&lt;br /&gt;Não as culpo pela falta de instrução, apenas as responsabilizo pelo resultado. E de fato é o que ocorre na maioria dos casos. Garantindo a maior porcentagem dos votos por intermédio de práticas chulas, algumas “ínguas” perpetuam-se na política em prol individual e “mamam nas tetas” de todos por anos, dos que nele votaram e até nos que não o escolheram. Processo injusto.&lt;br /&gt;Vale lembrar que para toda regra, há exceção, e acredito haver pessoas capazes de fazer o bem e com boas intenções.&lt;br /&gt;Mas quando há qualquer movimento que tente clarear e transparecer tal processo, ao menos torná-lo mais limpo, o acaso e a coincidência se apressam em “anestesiá-lo”. 11 decidem, um não comparece, de 10, a única coisa que pode adiar uma decisão, um empate. O que acontece? Comédia pastelão, show de circo, passa o processo eleitoral, pronto, de que adiantou? Desilusão.&lt;br /&gt;Eu faço parte do que denominam hoje classe média, e tive razoável preparo e confesso que se tivesse que votar neste Domingo, precisaria de muitos dias de reflexão. Por questões geográficas e profissionais, escapei de tal “encruzilhada”. &lt;br /&gt;A impressão que tenho é que paira sobre as cabeças das pessoas no país é um grande ponto de interrogação.&lt;br /&gt;Não é nem questão de avaliação sobre o quanto e em que sentido o Brasil evoluiu nos últimos 8 anos, se a posse da “esquerda” que virou direita trouxe mais justiça social, se o povo tem mais trabalho ou mais comida em casa, enfim, não é isso. É mais simples. As pessoas simplesmente parecem não saber completamente o que se passa, o que está por vir, o que poderemos perder e ganhar se candidato X , Y ganhar as próximas eleições. &lt;br /&gt;Arrisco em dizer que diante de tal despreparo e até desconhecimento de propostas e de possibilidades acima dos que se dispõem a representar a república, seremos apenas espectadores do que está por vir, meio omissos e meio atados, mesmo que isso seja contraditório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2490075230327635784?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2490075230327635784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/um-nao-eleitor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2490075230327635784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2490075230327635784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/um-nao-eleitor.html' title='Um &quot;não-eleitor&quot;'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-5388345753421896940</id><published>2010-09-24T13:30:00.001-03:00</published><updated>2010-09-24T13:31:25.933-03:00</updated><title type='text'>A bola é minha!</title><content type='html'>Tenho certeza que todos nós já tivemos, pelo menos uma vez na vida, a vontade de mandar o chefe para algum destino abstrato.  E a diferença entre ter essa vontade e concretizá-la é abissal. Principalmente no que diz respeito às conseqüências. Se for realmente fazer isso, tenha em mãos um currículo atualizado e alguns bons contatos.&lt;br /&gt;A não ser que ... A não ser que você seja uma grande promessa do futebol brasileiro e jogue no Santos Futebol Clube. Nesse caso, faça o que lhe der vontade, afinal, és intocável.&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte, por enquanto, o assunto do momento é o moleque travesso da Vila Belmiro, aquele de nome unissex e cabelo de rabo de quati.&lt;br /&gt;Tido como uma das grandes revelações do futebol nacional nos últimos anos, e com a fugaz e super valorização, num esporte cada vez menos esporte e muito mais negócio, o menino é hoje o spot da mídia, tendo mais espaço, pasmem que assuntos sérios como as traquinagens na Casa Civil pré-eleições. É verdade que não é surpresa nenhuma o futebol ter prioridade para a maioria dos brasileiros. Aliás, retificando, o futebol é tudo na vida de um cidadão tupiniquim quando seu time está nas cabeças, e nada quando está prestes a ser rebaixado. O sujeito chega a padaria de manhã após a goleada sofrida pelo seu time e diz: “Nada, nem estava assistindo, tinha que acordar cedo para o trabalho, tenho coisas mais importantes para fazer nessa vida rapaz”... E na final do campeonato paga uma excursão para ir ver seu time a mais de 800 quilômetros de distância num ônibus velho e sem ar, com um monte de homem fedorento, deixando a mulher em casa e arrumando uma folguinha suada com o chefe no dia seguinte. E “neguinho” continua de travessura na Casa Civil.&lt;br /&gt;Mas deixa eu voltar ao caso do rapaz que mandou seu superior tomar suco de caju na semana passada, na frente de milhares de torcedores, e de milhões de telespectadores. &lt;br /&gt;Tirando as conseqüências de toda a história, com a suspensão do rapaz pelo técnico, com intuito de repreender e demonstrar autoridade, seguido de sua demissão e tudo o que já se conhece, o fato é que há realmente uma distorção de valores na relação do jovem com o Mundo real. &lt;br /&gt;No caso dele, nem dá para dizer que ele cresceu na pobreza e ascendeu muito depressa. Foi criado em família de classe média, e sempre com a presença dos pais. Pai ex-jogador que criou o filho dentro do Santos. Menino que viu um futebol já muito mais voltado para o marketing do que propriamente para o jogo, que com 18 anos ganha um salário de 6 dígitos antes da vírgula à direita, e que não joga nem 1/10 dos craques que vi jogar na minha humilde existência. Muitos podem me contrariar, mas meus argumentos são simples e baseados em números, em história concreta. Esses driblezinhos sem objetivos que ele dá, os moleques aqui da rua dão todo dia na “peladinha” de fim de tarde, e nesse Brasil adentro, deve haver vários outros muito mais habilidosos e até melhores tecnicamente, que nunca terão a oportunidade que este menino está tendo. &lt;br /&gt;Um sacrilégio vê-lo postar em seu twitter que “está cansado de tudo”. A maioria dos jovens de 18 anos com a mínima instrução neste país, a esta altura da vida profissional, ganha um salário mínimo e meio mais vale transporte, trabalha todo dia 8 horas e pega condução lotada, para no final do mês não sobrar quase nada. &lt;br /&gt;Este certamente seria o destino deste garoto se não houvesse quem lhe apresentasse o caminho do futebol, e alavancasse sua carreira.&lt;br /&gt;Sobre o treinador e a decisão do clube, é óbvio que a instituição com administração amadora de modelo empresarial vai dar prioridade ao seu produto de maior investimento. Por mais que a tendência do resultado em campo seja o decréscimo, a venda do jogador num futuro próximo por cifras inimagináveis será mais importante do que qualquer título que puder ser conquistado.&lt;br /&gt;É um paradoxo com o qual os clubes têm que conviver cada vez mais. Empresa visa lucros. Agremiação futebolística visa conquistas desportivas. &lt;br /&gt;Quem perde são os que gostam do espírito lúdico do esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-5388345753421896940?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/5388345753421896940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/bola-e-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5388345753421896940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5388345753421896940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/bola-e-minha.html' title='A bola é minha!'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7870476586901645275</id><published>2010-09-16T10:37:00.002-03:00</published><updated>2010-09-16T10:39:45.623-03:00</updated><title type='text'>In Attesa</title><content type='html'>Nunca tinha parado para pensar no quão inútil se torna o momento entre estar pronto para determinado compromisso e dar início a tal ação. Comumente chamado, espera.&lt;br /&gt;Certamente já ouviu de algum amigo, do seu pai, da sua namorada, uma reclamação do tipo, “ se tem uma coisa que eu detesto é ficar esperando.” Da próxima vez que te falarem isso, arrisque desafiar a pessoa com a seguinte pergunta: “Me diga alguém que goste de esperar”, e aí se prepare... &lt;br /&gt;Na sala de espera da clínica de fisioterapia, aguardei por uns 15 minutos. Procurando não ter que passar pela agonia dos inúteis minutos que antecediam minha sessão, cheguei exatamente na hora. Sorte, pois planejei o tempo certinho. Comumente chego atrasado. De qualquer forma, eles se atrasaram hoje. Enfim, lá eu estava com aquelas revistas antigas ao meu lado, uma televisão de 14 polegadas a 10 metros de distância, com o som baixo e com a imagem péssima. Tudo bem, transmitiam uma entrevista com um candidato desses quaisquer. Preferi a distancia mesmo. O dilema agora era escolher entre a revista de saúde de 1997 ou outra de decoração, de 1999. Acho que o cenário descrito é comum a todos nós, foi só para ilustrar a idéia na imaginação de cada um. Remetê-los a momentos de espera. Fila de banco, ponto de ônibus, aquela loja em liquidação no shopping, aquele amigo que há meses está fora e vem lhe visitar. &lt;br /&gt;Dizem que passamos um terço de nossas vidas dormindo. Até aí tudo bem, dormir é uma necessidade fisiológica. Agora eu me arrisco a dizer que passamos outro terço desses esperando por algo.&lt;br /&gt;Pode ser por uma consulta, por um aumento no salário e pelo amor da sua vida, não importa. O fato é que alguém plantou a idéia de que em certos momentos devemos esperar pelas coisas.&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;Minhas experiências só me mostram o contrário. &lt;br /&gt;Os melhores momentos que vivi foram inesperados, surpreendentes. E as maiores decepções vieram das coisas as quais tinha confiança de que seriam boas, das quais criei enorme expectativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo muito da simples espera física relatada acima, que realmente é um saco, mas é a menos danosa delas, a espera pelas realizações que ditarão o ritmo da sua vida, é a mais ofensiva.&lt;br /&gt;Ouso desafiar aquele ditado, “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Se você correr, o bicho tem que correr atrás, e nessa, você está mais preparado e ele se cansa, ou tropeça em algum obstáculo, sei lá. O fato é que se correr, você aumenta suas chances. Experimente ficar parado e se submeta à espera do que pode acontecer.&lt;br /&gt;Devemos ter iniciativa sempre, buscar o que se pretende. Se há uma data, um horário estipulado, o ideal é ser pontual. Sendo pontual com seus compromissos, suas metas e seus ideais, você está pulando a inútil fase da espera.&lt;br /&gt;Meus textos muitas vezes parecem com trechos de livros de auto-ajuda. Não gosto muito disso. Não sou fã destes livros apesar de ter lido alguns. Acho prepotência e até oportunismo usado diante de dificuldade alheia. Mas isso é apenas uma opinião. Assim como mais esse texto, baseado puramente nas minhas próprias experiências e idéias. A diferença é que não as vendo a ninguém, apenas compartilho.&lt;br /&gt;Sobre a palavra em si, acho que a espera e seus inúmeros significados só perdem para o teimoso “se”. O “se” destrói tudo, até a espera, “se” tudo se antecipar, ou “se” uma surpresa acontecer, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7870476586901645275?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7870476586901645275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/in-attesa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7870476586901645275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7870476586901645275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/in-attesa.html' title='&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;In Attesa&lt;/span&gt;'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8152742538944804651</id><published>2010-09-09T19:58:00.001-03:00</published><updated>2010-09-09T19:59:47.510-03:00</updated><title type='text'>Portadores de necessidades essenciais</title><content type='html'>Certamente já ouviste aquele ditado, “quando a água bate na bunda é que se aprende a nadar”. Ou aquele outro, “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.&lt;br /&gt;Este feriado prolongado me trouxe um presente no dia da independência do Brasil. Fiquei fisicamente dependente, após um acidente doméstico que agravou um quadro clinico ao qual estava dando início ao tratamento.&lt;br /&gt;Estou imobilizado da perna para baixo escrevendo este texto deitado, com um pouco de dificuldade. Além de tudo confesso que essa dor constante controlada por medicamentos me prejudica na concentração e conseqüentemente na inspiração para a escrita. &lt;br /&gt;Isso tudo me faz pensar no quanto seria difícil viver com determinadas limitações físicas. A minha no caso, hoje, de não poder me locomover sem a ajuda de alguém, apesar de temporária, me faz ter uma breve noção do quão difícil é a vida das pessoas que possuem necessidades especiais. E olha que não são poucas. Talvez não as vejamos por aí justamente pelo fato de não haver condições adequadas para tal. &lt;br /&gt;Não são muitas as cidades, quiçá alguma, que contam com uma pavimentação adequada a este grupo de pessoas neste país. Muitas pessoas capacitadas penam com a falta de estrutura urbana sofrendo acidentes por conta de inúmeros inconvenientes e obstáculos encontrados nas ruas e calçadas, imagina as pessoas que precisam de espaço, de indicação, de guias, de rampas...&lt;br /&gt;Quantos ônibus você já pegou que possuem o espaço reservado a um portador? Eu até vejo alguns aqui no Rio, mas aí entra o problema da falta de educação. Aqui por exemplo, andar de ônibus é como entrar num carro de corrida, aonde motoristas são pilotos, e os pontos de ônibus são boxes aonde o “pitsop” tem que ser rápido. Imagina agora um portador dependendo da cidadania de um sujeito que não respeita nem as normas de segurança adequadas às pessoas capacitadas. É complicado.&lt;br /&gt;No shopping, no mercado, não respeitam a vaga exclusiva do estacionamento, não há escadas e às vezes nem elevadores adaptados.&lt;br /&gt;Além de tudo isso, há o preconceito social.&lt;br /&gt;Não pesquisei sobre isso, tampouco conheço pessoas próximas que passem por esta situação, mas como citei no início do texto através dos ditos populares, a gente só passa a enxergar certas situações vivenciando-as. Passei o feriado numa cadeira de rodas, tendo sequer forças para empurrá-las. Em casa, meu dia tem sido 90% na horizontal, tendo que ser carregado ao banheiro e receber comida na boca.  Imagino que em breve estarei bom, através de tratamento ou sei lá, cirurgia, mas passando por isso, me pergunto: e se eu tivesse que ficar permanentemente assim? &lt;br /&gt;Nós seres humanos temos uma capacidade desconhecida de adaptação, e essa é a resposta das pessoas que convivem com a dependência física. &lt;br /&gt;Pensando assim, sinto-me envergonhado por reclamar de uma topada na quina da mesa, de uma dorzinha de cabeça, ou por me sentir cansado ao fim do dia, condução lotada, trânsito, ou uma chuva inesperada. &lt;br /&gt;Tentemos não ser egoístas, e olhemos por diferentes prismas. Isso pode nos ajudar a nos tornarmos pessoas melhores, e fazer bem mais aos que realmente têm dificuldades.&lt;br /&gt;Este texto é uma humilde solidariedade a todos estes.&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8152742538944804651?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8152742538944804651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/portadores-de-necessidades-essenciais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8152742538944804651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8152742538944804651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/portadores-de-necessidades-essenciais.html' title='Portadores de necessidades essenciais'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-9100091834900664583</id><published>2010-09-01T23:01:00.003-03:00</published><updated>2010-09-01T23:06:49.183-03:00</updated><title type='text'>"Pior do que tá não fica"</title><content type='html'>Antes de qualquer palavra digitada, que possa induzir alguém imaginar que o texto a seguir possa ser tendencioso, explico: não chego a ser anarquista, acho que deva haver ordem sim, de alguma forma ainda não descoberta. Mas sou anti-politicagem. Não tenho partido e nem candidatos.  Sou um leigo no assunto. Não que eu ache que os que estão lá sejam entendidos, porque se fossem certamente tudo estaria muito melhor. Diria que aqueles que lá estão se interessam, ou tem algum interesse. &lt;br /&gt;Esses dias andando pela cidade não consegui fugir daqueles rostos céticos cheio de números e frases feitas pedindo voto, poluindo visualmente o trajeto da minha casa até o trabalho. Olhei para um cartaz de um candidato com uma foto na qual sorria amareladamente, e dizia que era a voz do povo. Ora bolas, pensei, que povo seria esse? Eu olho para um cara com um sorriso amarelo misturado com uma cara de nojo, e ele diz para mim, “Sou a sua Voz”. Como assim? “Peraí , minha voz não, nem te conheço rapaz.”&lt;br /&gt;Aí pensei, esse cara deve aparecer uns 15 segundos na televisão hoje a noite falando alguma coisa do tipo, saúde educação e segurança, vote em mim. Se baixasse um anjo na minha frente agora e falasse assim: “vou acabar com a pobreza, com a violência, com o desemprego e com o trânsito” eu diria para ele: “Seu anjo, chega mais aqui, deixa eu te mostrar o que é o Brasil”. Agora quem dirá um indivíduo qualquer com a gravata meio desajeitada, lendo um tele-pronto e me prometendo a resolução dos problemas da sociedade em 15 segundos. Tá, você está complacente, acha aquele rapaz sincero e dá um crédito, vai atrás da história política dele. Não demora muito e descobre que ele esteve envolvido em “maracutaia” X, no ano Y. A maioria é assim.&lt;br /&gt;Sem conseguir fugir da atmosfera eleitoral, recebo um e-mail com a ficha de alguns ilustres candidatos. Artistas incluindo músicos, jogadores, atores e ex-prostitutas que se dizem dançarinas ou modelos, enfim, uma penca de gente que não faz a mínima idéia do que está fazendo. Ou será que fazem? &lt;br /&gt;O Tiririca ao menos foi honesto. Diz que não faz idéia do que faz um deputado, senador, seja lá o qual for o cargo para o qual se candidata. Ele já está na frente de muitos, falando a verdade. Alguns acham que ele debocha da democracia. Eu acho que o deboche existe há anos pelos tradicionais engravatados.&lt;br /&gt;Uma mulher com nome de fruta, em sua descrição, tem como formação acadêmica, ou nível de instrução: Lê e escreve. Isso seria ensino fundamental pelo menos? Ah, sei lá, acho que nem se as leguminosas do horti-fruti votassem, essa mulher seria eleita. Na verdade como é o povo brasileiro que vota, ainda há esperança a “frutífera” mulher-alguma fruta. Povo que se alimenta de big-brother e barbárie e é facilmente comprado e corruptível não tem direito a reclamar de seus políticos. Omisso e acomodado só quer que haja cerveja gelada na geladeira no fim de semana, que seu time de futebol ganhe, e que seu salário entre na conta no final do mês. Cobrar sem atitude? Votar em incógnitos que só aparecem de 4 em 4 anos com os dentes a mostra e com cestas básicas, ou asfaltando a rua da sua casa?&lt;br /&gt;Falta muito ainda para eu começar a acreditar em política séria. Não vejo horizonte algum nesse sentido. &lt;br /&gt;O dia em que um político se encorajar e deixar de alienar sua sociedade dando educação a essa nação, para que todos tenham discernimento necessário a buscar seus direitos, eu acreditarei em mudança.&lt;br /&gt;Por enquanto, fico com o Papai Noel e com o coelhinho da Páscoa.&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-9100091834900664583?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/9100091834900664583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/pior-do-que-ta-nao-fica.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/9100091834900664583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/9100091834900664583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/09/pior-do-que-ta-nao-fica.html' title='&quot;Pior do que tá não fica&quot;'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-447674409178423971</id><published>2010-08-18T20:57:00.001-03:00</published><updated>2010-08-18T20:58:18.359-03:00</updated><title type='text'>Um homem, sua mente e o mar</title><content type='html'>Há dias em que simplesmente queremos ficar sós. Quem nunca desejou isso após uma jornada intensa de trabalho, ou num dia de algum desgaste emocional e estresse? Vivemos rodeados de pessoas, cada vez mais, e a interferência desse convívio nem sempre é algo que nos acrescenta algo. Em alguns casos isso é apenas causa de uma distração prolongada que retarda o crescimento intelectual, espiritual e de autoconsciência. O convívio social é essencial a todos, mas o real desenvolvimento do indivíduo está na forma como absorve tudo a sua volta e transforma em valores, em comportamento. O que esperaria de você, sozinho em meio ao mar imenso, com bilhões de estrelas “mudas” te olhando, te cobrando e colocando sua sanidade à prova? É nesse momento que tudo tende a tornar-se claro para o homem. No momento em que se encontra e se questiona. &lt;br /&gt;A forma sutil como o homem, como espécie, é capaz de atingir uma sensibilidade extrema, sem que sequer note.  Como é capaz de aprender a valorizar cada forma de vida aqui existente. Realizar que em meio à tão grande mar e abaixo do infinito céu, ele é simplesmente nada como matéria.&lt;br /&gt;Tenho relatos de um homem que conheci em 1988, quando não éramos sequer donos de nossas escolhas. &lt;br /&gt;Nossa primeira paixão platônica foi a mesma menina no colégio. Inocentes como crianças que éramos, e amigos, nos permitíamos dividi-la.&lt;br /&gt;Rodamos o mundo, passamos muito tempo afastados. Mas tudo parece ainda como naquele início da década de noventa.&lt;br /&gt;O Segundo Oficial de Náutica Paul Nuernberg, me relata as condições climáticas, a direção dos ventos e a força das águas. Diz em que costa está, que domínio territorial acabou de cruzar, e me conta as histórias de marinheiro. Lugares lindos, pessoas de diferentes culturas, cervejas mais fortes e mais amargas. Tem o mundo a seus pés, ou melhor, à sua proa.&lt;br /&gt;Mas dois ou três meses longe daqueles a quem ama, do seu lugar de origem, da sua casa... ao longo de alguns anos, é provação transformada em crescimento.&lt;br /&gt;E nós aqui, em terra firme, querendo ficar a sós e desejando o Mundo. &lt;br /&gt;O paralelo traçado entre o que temos e o que queremos geralmente é grande. E é quando nos conhecemos mais, é que descobrimos aonde realmente queremos ir, e estreitamos este paralelo.&lt;br /&gt;As histórias são incríveis. Desde conflitos psicológicos pesados a vários golfinhos te acompanhando viagem. O desespero mental beirando o êxtase da natureza. O “Third” como é chamado a bordo é um baú de enredo literário. &lt;br /&gt;Suas histórias me fazem refletir como a relação entre as pessoas é mesquinha, e como não damos a mínima para nossos próprios questionamentos e anseios. &lt;br /&gt;Passados mais de vinte anos, descobrimo-nos dividindo a paixão da escrita. Seu diário de bordo será transformado em livro um dia. Escreveremos. &lt;br /&gt;Pretendo compartilhar ao menos uma aventura dessas aqui neste espaço.&lt;br /&gt;Se algum de vocês quiserem se exilar por alguns momentos, sentindo-se em meio ao imenso oceano, ou coberto pelos astros luminosos, busquem-no neste blog: http://paulnuernberg.blogspot.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-447674409178423971?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/447674409178423971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/08/um-homem-sua-mente-e-o-mar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/447674409178423971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/447674409178423971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/08/um-homem-sua-mente-e-o-mar.html' title='Um homem, sua mente e o mar'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4879321710092494919</id><published>2010-08-12T06:35:00.001-03:00</published><updated>2010-08-12T06:36:46.310-03:00</updated><title type='text'>Os bons vinte e poucos anos</title><content type='html'>Foi-se o tempo em que “mamãe” achava me achava bonito de qualquer jeito, por mais acabado e mal vestido que eu estivesse. Até acordando de ressaca com o cabelo bagunçado era o mais lindo. Agora as críticas são árduas e sinceras. Deu para me cobrar quanto aos meus textos. Disse que não estão mais como antes. Escrevo por prazer, em meio a uma quantidade enorme de telefonemas e e-mails do trabalho, geralmente às Quartas a 30 minutos do fechamento da edição do jornal. Mas tudo bem, eu prefiro assim, afinal não sou mais o filhinho predileto, já estou a mais perto dos 30 do que dos 20. &lt;br /&gt;Por sinal, e nessa deixa que começo a história de hoje. A década da verdade. Sempre pensei que seria. Bom, meus pais com vinte e poucos anos eram casados e tinham filhos. Suas profissões eram estáveis. Tanto que minha mãe, por exemplo, ainda é professora do município do Rio de Janeiro até hoje. E grande parte dos meus tios e pais dos meus amigos, também já tinham situação parecida.&lt;br /&gt;Vivendo em meio a este exemplo, a idéia que tinha de amadurecimento era a de que o tempo e a idade me trariam naturalmente essa condição de vida. Mas não hoje. &lt;br /&gt;É redundante dizer que é uma época e geração diferentes. Avanços tecnológicos consideráveis que mudaram e muito as relações sociais e até a questão da religião e do conceito de família hoje muito mais discutidos, formam uma nova perspectiva de amadurecimento e acaba nos confundindo no que se refere ao limite da juventude.&lt;br /&gt;A cobrança e a competição entre as pessoas no campo profissional e até no pessoal de certa forma força uma tendência individualista que reflete num comportamento voltado para a conquista estabilidade financeira em detrimento a princípios antes vistos como essenciais.&lt;br /&gt;A quantidade de homens e mulheres já acima da faixa dos trinta que vivem sozinhos, não possuem compromisso afetivo e que ainda vivem sob os domínios de seus pais é enorme.&lt;br /&gt;A pergunta que remete a idéia do texto: estamos nos tornamos adultos mais tarde?&lt;br /&gt;Penso que sim baseado nos argumentos acima. Isso é bom ou ruim?&lt;br /&gt;Ninguém quer envelhecer, ou a maioria das pessoas não quer. Se fosse basicamente por isso, ótimo. Mas há questões embutidas nesta discussão que nos obriga a olhar por diferentes aspectos. Um destes aspectos que me chama a atenção é a do preparo para a vida. O espaço entre a independência e o momento em que nossos pais tornam-se nossos dependentes é aonde você é o protagonista, é o “diretor”, e vai ter que andar sozinho, apanhar sozinho, se dar bem sozinho, enfim. E este retardo em “se tornar adulto” nem sempre significa melhor preparo. Soa como falsa conveniência.&lt;br /&gt;Vivemos a geração das mudanças generalizadas. E estar no meio deste processo nos dificulta muito. Temos um modelo comportamental desatualizado e não possuímos um manual de como será amanhã, daqui a um ano ou a dez.&lt;br /&gt;A vantagem talvez seja estar subsidiado pela versatilidade e o improviso. Nem tudo é tão certo e nem tão errado quanto era há poucos anos atrás.&lt;br /&gt;Sendo a década da verdade ou não, os “vintões” que aproveitem, pois é o período em que nos apaixonamos loucamente, abusamos dos nossos corpos tinindo de saúde e justificamos as “cagadas” pela juventude.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4879321710092494919?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4879321710092494919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/08/os-bons-vinte-e-poucos-anos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4879321710092494919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4879321710092494919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/08/os-bons-vinte-e-poucos-anos.html' title='Os bons vinte e poucos anos'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8096965680888823735</id><published>2010-08-05T19:29:00.001-03:00</published><updated>2010-08-05T19:30:28.017-03:00</updated><title type='text'>O sócio-comediante</title><content type='html'>Qual é o preço de uma piada? Depende de como ela é contada, e de onde ela é contada, certo?&lt;br /&gt;No Brasil a piada vale muito, e vivemos uma época em que nunca se pagou e se investiu tanto em humor.&lt;br /&gt;Tudo bem que se você entrevistar um artista deste segmento hoje, ele vai dizer que batalhou muito, que o meio artístico é para poucos, que a estrada é árdua e eles dificilmente são reconhecidos.&lt;br /&gt;Imagino que deva ser difícil viver da atuação cômica, da piada, do deboche, da palhaçada, principalmente num país de desigualdades sociais bruscas, o que faz com que qualquer tipo de brincadeira possa gerar reações adversas. É contraditório e peculiar, já que brasileiro têm o dom de rir da desgraça, do errado, da corrupção, do bárbaro. Talvez seja uma característica que explique a falta de atitude em relação aos problemas e a fraqueza democrática da massa. &lt;br /&gt;E é neste momento de humor crítico que crescem os grandes comediantes, afinal, eles descobriram uma ótima fórmula de cutucar as mais antigas e “cascudas” mazelas políticas sociais do país. Se até hoje a sociedade não consegue saciar-se de justiça aos corruptos, ao menos tem o prazer de vê-los em uma “sinuca de bico”, eu “beco sem saída”, desmoralizados e ridicularizados em rede nacional. &lt;br /&gt;Os rapazes de terno que correr a produzir matérias sérias, transferem a graça que os maus políticos acham de suas “traquinagens” para o vexatório e mudo inexplicável dos mesmos ante a câmera. Que estas reportagens não resultem em providências imediatas, mas já é um grande dever democrático prestado. Nós podemos ver e conhecer o que imaginamos que acontece e quem os faz. Aliás, nada melhor que ano de eleições para nos enchermos de informação, afinal até aonde sabemos, só nosso voto pode mudar alguma coisa.&lt;br /&gt;Não é propaganda a este ou aquele grupo de artistas, até porque a quantidade de patrocínio que estes atuais programas obtêm é absurda. Nem sempre eles são geniais, o que é compreensível. Inúmeros artistas e suas comédias em pé usam a graça como instrumento de indagação e por isso se arriscam mais. Seus públicos pedem cultura e suas piadas necessitam de cultura para sua compreensão. Mas a simplicidade aparente dos temas abordados é justamente o segredo. Falar de coisas do cotidiano sem tabus, relacionamento, política, racismo e religião, por exemplo, sem se prender a falsos princípios, cria uma relação de proximidade com público que se vê em muitas daquelas situações.&lt;br /&gt;Até mesmo o humor banal descobriu uma forma de se consolidar. Fazer o que qualquer um teve vontade de fazer um dia, expor personalidades arrogantes, fazer perguntas jamais feitas, caçoar do galã e da musa e mostrá-los que apesar de toda fama e dinheiro, são pessoas normais. Tirar um pouco do glamour. Uma forma de igualdade de status social.&lt;br /&gt;A forma como se produz tais programas, sem scripts, sem um aparente planejamento nas reportagens, são marcas da espontaneidade. &lt;br /&gt;E o público cansou da informação pré-fabricada, do “fale o que eu te pago para falar”. Além do que quanto mais acesso à informação, mais sedento por questionamentos. Assim, o humor independente vem batendo a formalidade e se tornando muito mais produtivo do que muito material dito séria.&lt;br /&gt;Palmas para os bobos.&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8096965680888823735?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8096965680888823735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/08/o-socio-comediante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8096965680888823735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8096965680888823735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/08/o-socio-comediante.html' title='O sócio-comediante'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-6754664442340604823</id><published>2010-07-29T18:01:00.002-03:00</published><updated>2010-07-29T18:07:09.246-03:00</updated><title type='text'>Desvio de atenção: Túnel fechado</title><content type='html'>Todos estavam errados, sem exceção. &lt;br /&gt;Pronto, essa é a minha opinião final quanto ao episódio fatídico envolvendo um jovem filho de uma famosa artista brasileira.&lt;br /&gt;O primeiro e mais concreto argumento é que o túnel estava fechado. Fechado para carros, fechado para pedestres, ciclistas, skatistas, equilibristas, macumbeiros, ou qualquer outro tipo de indivíduo não pertinente à lei ou ao órgão responsável pelo fechamento do mesmo, como a CET Rio.&lt;br /&gt;Esporte considerado radical, por não ser considerado algo tradicional, é associado por muitos à rebeldia e a uma forma independente de expressão, culturalmente falando. No exterior, usa-se o termo extreme, ou somente X, para esportes com grau de dificuldade elevado e de alto risco. &lt;br /&gt;Quem anda de skate, já andou, ou conhece pessoas que praticam, sabe do risco de lesão. Há poucos lugares específicos para a prática do esporte e na verdade, a modalidade street, pede que se ande e se realize as manobras nas ruas, calçadas e nos vários obstáculos urbanos.&lt;br /&gt;Aonde quero chegar? Tanto o rapaz quanto amigos e família, sabiam que ele andava de skate e não podem alegar que desconheciam o risco. &lt;br /&gt;Quanto ao veículo que atropelou o jovem e seu condutor, noticia a mídia que era um homem de classe média alta, ou seja, da mesma camada social da vítima, e praticava um racha, ou pega, com seu amigo, no túnel fechado. Errado? Sim, muito. Mais errado ou menos errado que a vítima? Vai de cada um de nós interpretar. Tudo bem que apostar corrida em via pública não é esporte, mas há quem possa dizer que andar de skate em via pública também não é.&lt;br /&gt;Uma das coisas que me incentivou a escrever foi um discurso de um famoso cronista em horário nobre no mais famoso telejornal. Sempre gostei das opiniões dele. Mas a hipocrisia que se criou ao entorno deste episódio e a capacidade que a imprensa tem de transformar sua opinião coletiva, pura e tão somente pelo fato de ser um filho de uma famosa atriz da mesma emissora, me revoltam. Qualquer outro jovem poderia ser chamado de vagabundo ou drogado por estar andando de skate num túnel fechado às 2 da madrugada e não haveria todo essa comoção nacional que não passa do sensacionalismo barato que se vende há tempos. Uma novela subsidiada pelo choque e sofrimento. Os telejornais têm reservado 50% dos seus programas para esta matéria, e nem 1% para coisas sérias como a Operação Tapete Persa que prendeu cerca de 20 pedófilos em um dia no Brasil. Eu sofro muito ao saber que crianças indefesas estão nesse momento sendo violentadas por “monstros” ao longo do país. Precisamos caçar mais desses “monstros”. Há um intencional e evidente desvio de atenção.&lt;br /&gt;Já escrevi aqui nesta coluna sobre o quanto é violento o trânsito neste país. Não defendo nenhum dos lados. Acho que a família e amigos estão profundamente tristes, e a carismática atriz, neste caso é apenas uma mãe que sofre pela perda do filho, como qualquer mãe naturalmente o faz. &lt;br /&gt;Agora cobrar justiça, cobrar mudanças nas leis de trânsito, fazer campanha nacional e discurso moralista, me parece tarde. Muitos jovens já morreram incógnitos neste país em condições muito mais cruéis, injustas e brutais, e nem eu, nem você e nem ninguém ouviu sequer um “a” da mídia.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-6754664442340604823?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/6754664442340604823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/desvio-de-atencao-tunel-fechado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6754664442340604823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6754664442340604823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/desvio-de-atencao-tunel-fechado.html' title='Desvio de atenção: Túnel fechado'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-480476605426525315</id><published>2010-07-22T10:10:00.001-03:00</published><updated>2010-07-22T10:11:19.822-03:00</updated><title type='text'>Diretrizes da Informação</title><content type='html'>O meio define a cultura de uma sociedade, ou a sociedade imprime a sua cultura de forma independente ao meio?&lt;br /&gt;Há tempos penso em como abordar este assunto relativamente complexo, uma vez que escrevo para um importante veículo de Foz do Iguaçu, uma das principais cidades do segmento turístico do país. Minhas idéias referem-se a mídia de maneira ampla, generalizada, logo, não direciono a nenhum foco específico.&lt;br /&gt;Tudo parte do pressuposto de que as pessoas são livres e consomem o tipo de informação que lhes é conveniente, e que vivemos num país democrático que adota a liberdade de expressão como o direito de todos. Essa justificativa sustenta todas as outras, como priorizar o lucro independente de qualquer outra coisa. Óbvio que não há como dizer que emissora “X”, revista “Y”, ignoram o conteúdo que fornecem, sem escrúpulos e preocupações com o que há de importante a ser dito, discutido e posto a conhecimento do grupo social.&lt;br /&gt;Mas é perceptível que alguns veículos o fazem. &lt;br /&gt;Hoje por exemplo, parei em uma banca de jornal e de cinco diários expostos, quatro falavam sobre assassinatos, mortes brutais, violência, “Caso Bruno”, “Caso Mércia”, enfim, incluindo fotografias e detalhes exagerados. Agora a pouco, antes de começar a escrever, abri os principais portais de notícias brasileiros, e todas as principais manchetes falam sobre os mesmos temas.&lt;br /&gt;Qual é o limite entre a informação e a banalização dos fatos com intuitos distintos?&lt;br /&gt;As prioridades que devem ser discutidas pela sociedade ficam em segundo plano, como por exemplo, o avanço nas pesquisas para a cura da AIDS. É um assunto de importância imensa que tenho certeza que poucos saberiam dizer sobre o que foi descoberto.&lt;br /&gt;O nosso país à beira das eleições presidenciais, e o povo sequer sabe quem são os candidatos, seus vices, suas intenções. Depois de oito anos de governo petista, de uma figura que gostemos ou não, mudou a posição do Brasil no cenário mundial, mesmo que subsidiado pelas estatais, mesmo que omisso em alguns casos de corrupção, ele consegui o rótulo de ser “O cara” do momento. Essa sucessão é uma das mais importantes da história política do Brasil, e o que se sabe ou o que se espera por parte dos brasileiros?&lt;br /&gt;Se não é de responsabilidade dos veículos de comunicação “educar” sua sociedade, e concordo em parte que não, eles são os mais capazes de contribuir culturalmente, já que suas pautas e grades são determinados pelos mesmos. Óbvio que em muitos casos, os contratos de publicidade que mantêm estes veículos os obrigam a tomar essa linha de jornalismo, porém deve-se procurar alternativa a isso, sem a necessidade de excluir de seu conteúdo.&lt;br /&gt;Há interesse pelo bárbaro, até por instinto. Mas somos suficientemente adaptáveis e a inserção da cultura pode trazer qualidade e elevar o nível intelectual de qualquer grupo social.&lt;br /&gt;Não falo de Foz, de Paraná. Falo de Rio, de São Paulo, de Porto Alegre, de Salvador, Curitiba, enfim, capitais que servem de modelo e todos os aspectos comportamentais. E este texto se refere ao que acontece em todo o País.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-480476605426525315?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/480476605426525315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/diretrizes-da-informacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/480476605426525315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/480476605426525315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/diretrizes-da-informacao.html' title='Diretrizes da Informação'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8220679661962702717</id><published>2010-07-18T20:35:00.001-03:00</published><updated>2010-07-18T20:36:41.667-03:00</updated><title type='text'>Ouro Negro</title><content type='html'>Nunca estivemos com uma perspectiva tão boa no aspecto da economia, principalmente com as recentes descobertas da abundante quantidade de petróleo sob domínio nacional. Diria que em meio há tanta polêmica, tantos escândalos vindos à tona e tanta controvérsia e aparente omissão, Lula consolidou seus mandatos e sua forte popularidade mundial às custas do “ouro negro”. &lt;br /&gt;Quem vai para uma negociação sem trunfos? Quem aposta muito numa rodada de pôquer sem as cartas certas? Há quem blefe, mas no caso do presidente do Brasil, muito do que foi construído e depositado em seu nome, deve-se ao grande poderio petrolífero do país, principalmente em tempos em que a oferta cresce no sentido inversamente proporcional ao do famoso mercado do Oriente Médio. Quem nunca ouviu falar de aproximação por interesse? Isso é comum nas relações mais primárias entre cidadãos de uma sociedade, o que diremos então na política. Estar bem com o governo brasileiro hoje é garantir negociações vantajosas num futuro aonde quem dará as cartas seremos nós. &lt;br /&gt;Quem hoje consegue uma relação amistosa com o Iran, país declarado inimigo número um do resto do Mundo, adotar uma política de boa vizinhança com os loucos ditadores do Equador eda Venezuela, e ainda assim, ter uma relação estreita com os Estados Unidos? Tudo bem, o Brasil é país simpático, boa praça e tal, mas ninguém é criança nesse jogo político. Nós somos a bola da vez. Imaginem cães famintos presos por uma coleira a 30 centímetros de um pote de comida. Agora transponham a alusão. &lt;br /&gt;Copa do Mundo, Olimpíadas, cadeira no G10, papel relevante na OPEP, crescimento do respeito internacional, nada disso se conquistou apenas por simpatia, carisma de uma figura simplória, popular e muito menos por estratégia governamental. É mais simples.&lt;br /&gt;Já ouviram falar da expressão “You got the Green, we got the goods” ? É o que acontece. O Brasil tem o objeto de desejo, o tesouro, neste caso, o óleo. Eles têm o dinheiro, “the Green”, referência ao dólar.&lt;br /&gt;Se muitos ambientalistas se preocupam com as conseqüências drásticas que a exploração de petróleo e derivados têm proporcionado ao planeta, e o fazem com toda a razão, o horizonte não parece animador. O número de sondas que vêm sendo construído em larga escala, a custo baixo, na China, por exemplo, é enorme. A perspectiva é de que haja até 2012 cerca de cem novas plataformas operando na costa “tupiniquim”, perfurando e deixando milhares de poços prontos para a coleta do líquido.&lt;br /&gt;Quanto à escassez de recursos energéticos, neste caso específico, o petróleo parece algo com o qual não há preocupações. Ainda há muita coisa a ser explorada.&lt;br /&gt;E em virtude dessa grande quantidade de oferta e demanda, o mercado ferve. Poucos sabem, principalmente fora dos estados que participam ativamente desse segmento, o quanto de capital que é disponibilizado e movimentado acerca da atividade. &lt;br /&gt;Cursos técnicos são mais valiosos do que os de nível superior, e há vagas transbordando. As empresas agregadas à Petrobrás estão sedentas por mão de obra com a mínima capacitação. Uma vez dentro, o aprimoramento é remunerado, o plano de carreira é promissor e sólido. Fica a dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8220679661962702717?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8220679661962702717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/ouro-negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8220679661962702717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8220679661962702717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/ouro-negro.html' title='Ouro Negro'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7151722304290779639</id><published>2010-07-08T23:18:00.003-03:00</published><updated>2010-07-08T23:24:41.634-03:00</updated><title type='text'>Passando mais Café fresquinho</title><content type='html'>Foram algumas semanas parado. O café tinha acabado, como decretei aqui neste espaço. Engano meu.&lt;br /&gt;Trataram de sair para comprar mais, e já voltaram a "passá-lo" semanalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse no precoce "epitáfio",nunca deixarei de escrever,logo, abaixo segue a continuação do blog e da coluna semanal no Jornal do Iguaçu, com o texto A Bela e a Fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café fresquinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7151722304290779639?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7151722304290779639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/passando-mais-cafe-fresquinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7151722304290779639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7151722304290779639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/passando-mais-cafe-fresquinho.html' title='Passando mais Café fresquinho'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-232726676713369714</id><published>2010-07-08T23:14:00.001-03:00</published><updated>2010-07-08T23:18:31.341-03:00</updated><title type='text'>A Bela e a Fera</title><content type='html'>Tentei buscar algo diferente para escrever nesse meu retorno desse breve recesso, mas fica difícil fugir deste acontecimento infeliz e bárbaro envolvendo um famoso jogador de futebol e a jovem com a qual o mesmo se envolveu.&lt;br /&gt;Delicado tocar neste assunto, afinal, trata-se de uma investigação que não se dá por concluída, além do que sou ignorante aos procedimentos legais atados à seqüência do episódio.&lt;br /&gt;Desde já registro meu respeito pela família da vítima,que por sinal é de Foz do Iguaçu, deixando claro que minhas próximas palavras não referem-se diretamente aos envolvidos em questão, e sim a um questionamento generalizado em torno de escolhas que determinados jovens tomam e a influência direta exercida por status social e ascensão efêmera. &lt;br /&gt;É sabido que grande parte dos atletas, especialmente jogadores de futebol provêm de origem humilde, de comunidades aonde os caminhos futuros postos à disposição são mínimos e até únicos. A educação infantil é deficitária, o que reflete diretamente na formação do caráter do indivíduo. A marginalização, no sentido literário e não pejorativo, já cresce com ele.&lt;br /&gt;O esporte, neste caso o futebol, surge como um trampolim de salvação a milhares de crianças. É tentador a eles ver como um jogador de sucesso é famoso e respeitado, bem remunerado e cercado de mulheres bonitas. E muitos tentam esse caminho. É claro que uma porcentagem mínima atinge o patamar que no início desejou.  Aos que chegam, falta base e orientação para suportar uma vida completamente diferente da qual estava acostumado. &lt;br /&gt;A oportunidade de ter muito, ou até tudo, usando o termo mais comum, “sobe à cabeça” e os mesmos distorcem a realidade achando ter poder de fazer tudo o que quiser, sem nenhum senso.&lt;br /&gt;Se apoiar na figura de ídolo de esporte achando que deixou de ser um cidadão comum que deve respeitar as leis, como qualquer estudante, médico, advogado, professor, etc.&lt;br /&gt;Ele é só um homem passível dos mais absurdos erros. &lt;br /&gt;De outro lado, fica outra intrigante pergunta. O que leva uma jovem bonita, que independente do que faça ou tenha feito profissionalmente, a se envolver com pessoas que demonstram claramente não ser dignas de serem levadas a sério? &lt;br /&gt;Sem hipocrisia, mulheres jovens e bonitas com o mínimo de educação e informação têm inúmeras oportunidades de serem bem sucedidas profissionalmente. A quantidade de portas que se abre é muito maior. &lt;br /&gt;Não digo tenha sido isto que tenha acontecido neste caso específico, mas será que vale a pena um envolvimento com alguém em troca de rápido enriquecimento, fama ou status-social? Alguém que não se sabe aonde é capaz de ir, que não tem senso de realidade para limitar suas ações dentro de um padrão de comportamento aceitável.&lt;br /&gt;O resultado pode ser catastrófico. Duas vidas se acabaram. Uma por inocência e menosprezo aos mais bizarros instintos, outra por total falta de equilíbrio e caráter, provenientes da ausência de orientação e educação.&lt;br /&gt;Espero que os culpados sejam penalizados, e que a família se recupere da melhor forma.&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-232726676713369714?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/232726676713369714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/bela-e-fera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/232726676713369714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/232726676713369714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/07/bela-e-fera.html' title='A Bela e a Fera'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-5177457109444577056</id><published>2010-06-22T18:05:00.004-03:00</published><updated>2010-06-22T18:26:16.219-03:00</updated><title type='text'>O "Café" acabou.</title><content type='html'>Aos que esporadicamente me acompanham através deste blog, provavelmente ficou perceptível a falta de atualização.&lt;br /&gt;Depois de mais de ano e cerca de setenta publicações colaborando com a Gazeta do Iguaçu, em Foz, Paraná, deixo de fazer parte do periódico pela atual distância dos assuntos de interesse dos que participam e lêem aliada a minha própria indisponibilidade de tempo devido a minha atual atividade profissional.&lt;br /&gt;O paixão pela escrita é natural e não se perderá. Essa experiêcia me fez crescer muito. Apesar de se tratar de uma cidade do interior do Paraná, Foz tem características de cidade cosmopolita, pela sua miscigenada população. A Gazetinha como é carinhosamente conhecida, é o veículo de maior credibilidade comunicativa na região. Cerca de 50 mil exemplares são lidos todos os dias, e todas as Quintas lá estavam meus textos na coluna então conhecida pelo nome "Café Expresso". Textos estes que ficarão aqui guardados, aos que quiserem recordar. &lt;br /&gt;O Blog que costumava ser atualizado semanalmente, ficará ativo, porém com textos aleatoriamente postados de acordo com a minha disponibilidade de tempo e também com minha inspiração para a escrita.&lt;br /&gt;Agradeço à direção do jornal e as pessoas que me confiaram o espaço semanal, e aos redatores com os quais tinha contato.&lt;br /&gt;Aos que sempre acessam o blog, a maioria amigos, familiares e conhecidos, um grande agradecimento. Recebi alguns belos elogios nos comentários em alguns textos. &lt;br /&gt;É pessoal, o café acabou ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-5177457109444577056?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/5177457109444577056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/06/o-cafe-acabou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5177457109444577056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5177457109444577056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/06/o-cafe-acabou.html' title='O &quot;Café&quot; acabou.'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8746212731783822878</id><published>2010-06-10T11:36:00.001-03:00</published><updated>2010-06-10T11:38:11.512-03:00</updated><title type='text'>O patriota</title><content type='html'>Nada como uma Copa do Mundo para evidenciar o que com muita discrição seguramos por quatro anos dentro de nós. O notório patriotismo. O brasileiro ama sua bandeira, sabe seu hino de cor, e morre pelo país. Tá, já deu pra ver que to forçando a barra, claro.&lt;br /&gt;Você sabe que sua rua não está toda enfeitada por causa do sentimento nacionalista, pelo amor a pátria. Ela é fruto da alegria do povo em sair mais cedo do trabalho, ou mesmo enforcar a lida diária. Diria que a maioria do povo adora futebol e isso é verídico, mas existe outra grande parte que simplesmente não dá a mínima. O time, por exemplo, é o menos empolgante dos últimos tempos.&lt;br /&gt;As cores, verde e amarelo por toda parte são mais uma alusão ao clima festeiro do que torcida em si. &lt;br /&gt;O evento é realmente de magnitude imensa, principalmente este especificamente, por ser realizado num país que ha algumas décadas vivia a violência alimentada pela segregação racial. Tá certo que a cessão da realização por parte da FIFA à África do Sul tem muito cunho político. Mas é um avanço a ser considerado.&lt;br /&gt;Política que mesmo disfarçada, nunca para por traz do pano em nosso Brasil. Aliás, a Copa do Mundo serve muito de cortina para o segundo semestre do ano, aonde viveremos aí sim, um momento de real importância nacional. Eleições presidenciais. Esta muito mais tensa pela possível mudança de toda uma ideologia, e do fim de um longo mandato, aonde tivemos o mais popular representante da história. Não digo o melhor ou o pior, e sim o mais popular. &lt;br /&gt;E é nesse evento, aonde deveríamos sim ir às ruas para fazermos valer a tal democracia cantada, nos recuamos em omissão. O joguinho está sendo transmitido? Sua cervejinha está gelada na geladeira? Então está tudo bem né “Guerreiro”?&lt;br /&gt;Concordo que assim como o time de futebol que nos representa este ano, as opções para a liderança da nossa República, desanimam. Mas enquanto cada um pensa dessa forma, seremos sempre 180 milhões de ilhotas que se unem de quatro em quatro anos para festejar um ex-esporte que virou circo. Só que desta vez os palhaços estão na platéia.&lt;br /&gt;Não é porque escrevo que me excluo. Eu adoro futebol, desde que me entendo por gente e certamente assistirei a maior quantidade de jogos que conseguir. Beberei minha cerveja e zoarei um pouco. O problema é se alienar e imaginar que um bom jogo cure os problemas existentes no nosso dia-a-dia no plano tupiniquim. Tem muita coisa errada aqui.&lt;br /&gt;E o país vai vivendo este falso clima de festa, em um mês de dormência as coisas que realmente importam. &lt;br /&gt;Muitas camisas serão vendidas a duzentos reais pela multinacional americana, e outras muitas outras vendidas a dez, pela industria nacional da pirataria. O território fica alegre e colorido. As pessoas felizes. Cantos exaltarão a pátria, o hino será ouvido e aquele locutor chato da TV de bobo vai extrair de você um patriotismo ilusório. Não engane a si. Nem force gostar mais do seu pais. Ele precisa de muito mais que gols para nos fazer orgulhar. Principalmente por parte dos próprios nativos, ou seja, nós mesmos.&lt;br /&gt;À partir do final deste final de semana, somos brasileiros, com muito orgulho, com muito amor. São as férias quadrienais da vida real. &lt;br /&gt;Mas não esqueçamos, o final de ano cinza está por vir. E este sim pode mudar alguma coisa em sua vida.&lt;br /&gt;Vida normal, só ao final de Julho.&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8746212731783822878?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8746212731783822878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/06/o-patriota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8746212731783822878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8746212731783822878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/06/o-patriota.html' title='O patriota'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7693951498683862825</id><published>2010-05-27T10:07:00.001-03:00</published><updated>2010-05-27T10:09:40.404-03:00</updated><title type='text'>"Você está demitido!"</title><content type='html'>Quando se fala de trabalho, sucesso profissional, metas, administração, comportamento, hierarquia, postura, ética e tudo o que envolve a pirâmide do equilíbrio de uma corporação, há todo um protocolo de exemplos aos quais nos baseamos. São livros de autores renomados, bem sucedidos, são estatísticas e números que nos dão a sensação de que aquilo é o modelo perfeito para a saga de um negócio em busca do lucro e da satisfação.&lt;br /&gt;Não estudo administração, estou longe de ser entendido neste assunto. Aliás, quando tive aula de TGA na minha faculdade, só passei de ano porque conversei muito com meu então professor, afinal, faltei cerca de 70% da carga horária que me era estipulada. Isso porque minha única folga semanal era justamente no dia seguinte à aula em questão. Era a minha única noite para tomar minha cervejinha. Após esse papo com o “mestre”, consegui mostrá-lo que apesar das ausências, eu havia adquirido o conhecimento básico que nos era requerido no curso, principalmente pela experiência absorvida na empresa em que trabalhava na época, cuja qual exercia à risca o modelo atual de administração da “moda”.&lt;br /&gt;Apesar disso, sempre questionei tal modelo. Eu estava enquadrado no sistema e obviamente a necessidade me mantinha na “linha”, mesmo não entendendo o por que de determinadas decisões, julgando-as arcaicas. &lt;br /&gt;Hoje lembrei disso, e resolvi por em discussão. &lt;br /&gt;Você provavelmente nunca verá um livro de uma pessoa que acumulou insucessos em suas empreitadas profissionais. Mas aí vai meu desafio.  Será que não seria muito proveitoso ouvir a base da pirâmide hierárquica? Invertê-la talvez?&lt;br /&gt;Se os lucros e a satisfação estão diretamente relacionados, porque não incluir, por exemplo, nas reuniões do corporativo, o colaborador que têm o mais constante contato com o cliente? Existem posições em determinadas empresas que são completamente obsoletas. A distribuição exagerada de funções faz com que se percam as informações. &lt;br /&gt;Algumas supervisões tornam o que seria mecanismo de comunicação entre a alta gestão e o cliente, em vigilância inútil. Preocupa-se com o que o colaborador faz de errado, e não com o que ele pode trazer de vantajoso. Menospreza-se sua visão. Um grande equívoco. Trazê-lo para as decisões importantes da empresa não só o motivam como podem trazer resultados rápidos.&lt;br /&gt;Alguns profissionais que hoje ocupam cargos “chave” nas grandes companhias começaram do posto incial, na função “menos importante”. Porém há muitos casos em que nessa evolução, se perde a essência de todo o processo. Parece que há uma “lavagem” para que a pessoa se comporte como se nunca tivesse vivido aquela experiência no passado. Experiência que na verdade, foi fundamental para que chegasse ali, e que continuará sendo para que permaneça obtendo seus resultados.&lt;br /&gt;Sabe-se que muitos fatores escusos são cruciais em um momento de contratação de um quadro funcional, e esperar que haja uma avaliação justa e profissional em todos os lugares, é ingenuidade. Mas não se deve menosprezar profissionais em início de carreira, ou com alguns insucessos em seu currículo. Esta pessoa pode ser a chave para seu negócio desde que seja respeitada e ouvida como tal.&lt;br /&gt;Os modelos de administração pré-fabricados vendidos por aí podem estar sucateados em sua estrutura.&lt;br /&gt;Flexibilidade e interação são uma boa alternativa aos novos empreendedores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7693951498683862825?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7693951498683862825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/05/voce-esta-demitido.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7693951498683862825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7693951498683862825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/05/voce-esta-demitido.html' title='&quot;Você está demitido!&quot;'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1241020084052215102</id><published>2010-05-20T19:06:00.002-03:00</published><updated>2010-05-20T19:09:10.296-03:00</updated><title type='text'>O Menino Grande</title><content type='html'>Crianças são fontes de energia, quem convive com elas não tem o direito de começar o dia desmotivado, desgostoso da vida. Bata um papo com seu filho, seu sobrinho, mesmo que ele ainda só emita sons sem sentido. Olhe para ele. Sairá de casa energizado.&lt;br /&gt;Meu texto de hoje conta a história de um menino. Ele ainda não sabe ler, ainda. Mas um dia saberá.&lt;br /&gt;Como dentro de um poço em busca de uma forma de subir, a criança curiosa vai atrás de suas mais variadas dúvidas sobre o Mundo lá fora. Fora como a luz que entra pela superfície do poço, fora como a luz que mostra o Mundo através da tela da televisão, fora como os olhos dos pais aos seus anseios.&lt;br /&gt;Nessa pesquisa sobre a vida, encontra o menino paredes cada vez mais estreitas. E suas respostas são criadas pela própria idéia do que as pessoas se negam ou não dispõem a ele. “Por que o planeta precisa ser preservado?” Porque “Papai do Céu” inventou o ladrão e “Se todas as pessoas não dormirem à noite, nunca ficará dia novamente.” Entender relação entre dinheiro e trabalho, mas não entender a relação entre mãe e pai. Viver num turbulento ambiente que o faz desejar sua própria casa, sonho que muitos têm depois de adultos, ele já ostenta aos cinco. Uma quantidade de energia concentrada em uma criança ainda presa a seu próprio destino. Destino que ele em breve descobrirá que terá que traçar sozinho. E por incrível que pareça, e por mais que ele mesmo ainda não entenda, ele será capaz. Melhor do que todos nós.&lt;br /&gt;A inteligência e a sagacidade peculiares no menino da língua presa na pronuncia do “s”, misturada como tinta em papel na recreação infantil com sua surpreendente educação e gentileza, faz do moleque uma atração.&lt;br /&gt;De Minas, do Rio, de São Paulo ou de Foz. Ele é de todos os lugares. Tem até os sotaques misturados.&lt;br /&gt;A vontade de se reunir, de estar com todos, de interagir com o grupo é qualidade rara num tempo cada vez mais individualista. Talvez reflexo da solidão interna que carrega. Algo que nem seus pais, nem seus tios e nem seus avós tiveram o desprazer de sentir. Algo que só o traquinas conhece, que o torna forte diante de todos.&lt;br /&gt;Quanto menos amor recebe, mais distribui. Dança, e mesmo sendo menino, como dança. &lt;br /&gt;A vontade de ser o “Homem Aranha” quando crescer, talvez revele de forma sutil uma vontade ainda involuntária de pular pra fora, para longe, de se ver livre dessas paredes internas. &lt;br /&gt;A ausência paterna constante não o incomoda, pois ele tem mais pais do que uma criança comum. A ausência repentina e freqüente da mãe também não o incomoda tanto. Ele tem uma mãe ao quadrado.&lt;br /&gt;O futuro que parece ainda inalcançável aos nossos olhos e a nossas perspectivas, não aparenta ser problema para esse menino de todos os lugares. Ele tem pernas fortes e mente aguçada. &lt;br /&gt;Quando você se preocupa em educá-lo, ele te dá uma lição de como se deve ser adulto.&lt;br /&gt;Ao voltar para casa, esse mesmo menino que transmite toda a energia da qual mencionei no início do texto para agüentarmos os dias, tira toda a restante. Mas essa é a parte boa. &lt;br /&gt;Aproveitemos os meninos. Falta-nos a inocência infantil que cada vez se vai mais cedo, em virtude dessa pressa do Mundo.&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1241020084052215102?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1241020084052215102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/05/o-menino-grande.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1241020084052215102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1241020084052215102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/05/o-menino-grande.html' title='O Menino Grande'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4719890700143071108</id><published>2010-05-13T11:16:00.001-03:00</published><updated>2010-05-13T11:17:38.080-03:00</updated><title type='text'>23 que representam quem?</title><content type='html'>Um Dunga e cento e noventa milhões de “zangados”. Ouvi isso hoje e achei hilário. E de fato descreve exatamente o sentimento generalizado que tomou conta do país após o “recrutamento” final rumo à África para em pouco mais de um mês, estejamos todos à frente das televisões, seja em casa, seja no churrasco na casa de amigos ou mesmo burlando o serviço, dando aquela fugida do setor, para dar uma espiada.&lt;br /&gt;Para ter-se uma idéia do quão importante é a convocação final da Seleção Brasileira, minha mãe, que não entende nada de futebol chegou do trabalho exclamando: “Ele não levou o Ganso né?”&lt;br /&gt;Eu nem imaginava que minha mãe sabia quem era o Ganso. O apelo nacional é sempre imenso nas proximidades desta data, e o momento é deles, mas enfim, o selecionado é da marionete Dunga sob a influencia das atrapalhadas mãos da CBF.&lt;br /&gt;É isso,vou começar o ataque ao critério utilizado por ele, sua comissão ou seja lá de quem for a responsabilidade pela lista final.&lt;br /&gt;Quem gosta, acompanha e entende o mínimo de futebol, não assina embaixo a escolha feita. E quem não entende também não, isso que é curioso.&lt;br /&gt;Usando como argumento uma “coerência totalmente incoerente”, o rapaz testou nada mais nada menos que 89 jogadores em um período de três anos e meio. Dentre eles, um volante chamado Fernando, que na época jogava no Bourdeaux da França, que nunca ninguém viu jogar em lugar algum, e o caso mais clássico, Afonso Alves, um gigante horroroso que quando via a bola se assustava. E o resto vocês já conhecem, todas as “babas” que tiveram a honra (ou sorte) de vestir uma camisa tão importante como a “canarinho” sob a tutela desse cidadão quadrado.&lt;br /&gt;Todos nós sabemos o quanto o povo brasileiro espera pela Copa, a ansiedade, a festa que é feita durante o torneio, o quanto se fatura em todos os segmentos econômicos, e a razão disso é que o evento é quadrienal, ou seja, um longo tempo.&lt;br /&gt;Para nós, o legal é o jogo em si, torcer para o time de futebol mesmo, despertar o orgulho de sermos os melhores do Mundo em alguma coisa. Mas esse não é o sentimento desta vez. Sabemos o quanto somos bons, o quanto nossos jogadores são diferentes e despertam o interesse de todos ao redor do planeta. Mas estes não estarão lá. &lt;br /&gt;A seleção hoje não é formada pelos melhores no esporte. O corporativismo empresarial o qual você convive no dia-a-dia na sua empresa, incluindo puxa-saquismo, favorecimento e injustiça, se faz bandeira deste time escolhido a dedo, de acordo com subserviência e acato. Dunga é o boneco perfeito para o posto. Ricardo Teixeira, um dirigente perpetuado por sua própria assinatura, a mais de 15 anos no cargo, convocou Ronaldinho Gaucho gordo e lesionado nas Olimpíadas e hoje tira o mesmo, assim como veta Ganso e Neymar. O pseudo-treinador obedece às ordens e fica incumbido de explicar a opinião pública num português paupérrimo, suas supostas opções.&lt;br /&gt;Por isso, não acho justo que esses homens que dirigem nosso futebol hoje, sejam lembrados historicamente por uma conquista de um torneio tão importante como a Copa do Mundo. O moço com apelido de um dos sete anões já ganhou um às custas do Romário em 94. Já considero muito para um sujeito que aparenta arrogância e mau humor, beirando a falta de educação às vezes. Ele não merece ser campeão do Mundo. E nós não merecemos essa “Seleção”. Certamente não é a nossa Seleção de verdade.&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4719890700143071108?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4719890700143071108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/05/23-que-representam-quem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4719890700143071108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4719890700143071108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/05/23-que-representam-quem.html' title='23 que representam quem?'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2803721215270758309</id><published>2010-05-06T10:49:00.002-03:00</published><updated>2010-05-06T10:53:04.327-03:00</updated><title type='text'>Música ou ruído hipnótico?</title><content type='html'>Com pouco tempo, em meio a um falatório de cerca de 50 pessoas à minha volta e com “N” coisas na cabeça, começo minha resenha semanal.&lt;br /&gt;Mesmo com tanta coisa acontecendo por aí, às vezes o trabalho te consome tanto que o contexto da sua vida limita-se à isso. Você fica meio aéreo e quando alguém te pergunta sobre tal coisa que está estampado em todas as capas de jornal, não teve tempo de ler. Mesmo assim, há certas coisas da qual não consegue fugir. Por exemplo, o engarrafamento no horário do “rush”. Ou a poluição visual dos outdoors, letreiros dos milhares estabelecimentos no seu trajeto diário casa/escritório. E finalmente os ruídos. Desses, você não consegue fugir nem na hora de dormir. Se há um cachorro na sua vizinhança a noite inteira, você sabe exatamente do que falo. As vezes, há mais que um cachorro,há vários. Ou, se moras num centro agitado, a onde a vida não tira nem um cochilo, sons de carros e pessoas nas ruas madrugada adentro o perturbam. &lt;br /&gt;Quando falo de ruído, imagino utilizar o termo perfeito. O que difere na classificação sonora, o que é música e ruído?&lt;br /&gt;Gosto não se discute. Isso é a primeira coisa que vêm a cabeça de todos quando se trata de preferência musical. &lt;br /&gt;Eu sou um apaixonado por música. Carrego meu Ipod por onde vou, ouço no ônibus, no trem, em casa, andando na rua, até atendendo o celular às vezes, só tiro o fone de um ouvido e a música continua rolando solta do outro lado. Exagero? Sim, eu durmo ouvindo música. &lt;br /&gt;Não colocarei em pauta o que escuto, o que gosto ou não, e sim o fenômeno da indústria fonográfica contemporânea.&lt;br /&gt;O que acontece hoje com a artista de codinome Lady Gaga é um absurdo. De uma música com uma letra simplória “Just Dance”, à artista mais mencionada em qualquer canto do Mundo, virou ícone do que contraria os padrões da sociedade. Um bom exemplo é a simpatia que os gays tem com a artista. Aos que estudam propaganda e marketing, um caso de sucesso a ser minuciosamente estudado. Desde a escolha do nome artístico às melodias e produção do som hipnotizante. Pegando carona em um sucesso de uma das maiores bandas da história, o Queen, a Lady adotou o Gaga  da música “Radio Gaga”. Ajuda? Há quem diga que não, eu já acho o contrário. Associar sua imagem a algo que fez muito sucesso tende a dar certo. Quanto a produção das músicas, quem nunca se pegou cantarolando sozinho: “Po pó pó pó pó pó Poker Face” ? Soa ridículo, mas atire a primeira pedra quem nunca fez isso. A atual música de trabalho não foge do estilo hipnose da cantora: “Stop telephone me me me me me me me me.” E não adianta fugir. Ela te persegue. É no rádio, seja do seu carro, ou na casa do vizinho. Ou você estará no ônibus e haverá um “Mané” com o celular soltando a música no mais alto volume. &lt;br /&gt;Numa proporção menor, temos no nosso país, neste primeiro semestre, o rebolation. Sem mais palavras para isso.&lt;br /&gt;Quanto tempo será que duram estes produtos? São descartáveis? Essa é a pergunta que reata meu questionamento, do que é música, e o que é ruído. Porque música como “ New years Day” de 1982 do U2, ou “Sultans of Swing” do Dire Straits, “Stairway to Heaven” do Led e Sweet Child O´Mine do Guns,  são ouvidas até hoje com o mesmo gosto, são atemporais. &lt;br /&gt;Você se imagina ouvindo Lady GaGa daqui a dez, vinte anos? E o Parangolé? Se é que lembrará do que se trata isso. &lt;br /&gt;Eu termino o texto ao som atemporal que sai do meu Ipod. &lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2803721215270758309?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2803721215270758309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/05/musica-ou-ruido-hipnotico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2803721215270758309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2803721215270758309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/05/musica-ou-ruido-hipnotico.html' title='Música ou ruído hipnótico?'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1773471437308202409</id><published>2010-04-29T10:40:00.001-03:00</published><updated>2010-04-29T10:42:11.662-03:00</updated><title type='text'>A língua brasileira</title><content type='html'>Você sabe quantos idiomas são falados hoje na União Européia? São 23 oficiais, eu disse, oficiais. Sabe-se que há regiões com seus próprios dialetos e formas de comunicação alternativas. Agora imagine a extensão territorial da Europa Ocidental, excluindo a Rússia e tudo o que tiver a Leste. Temos um espaço consideravelmente menor que o território brasileiro.&lt;br /&gt;O nosso país têm características e dimensões continentais. Imagine então que toda esta população utiliza um só idioma, o Português.&lt;br /&gt;Chegamos ao ponto chave deste texto. As diferentes expressões e sentidos dados à língua portuguesa em diferentes pontos do Brasil, fazem com que crie-se praticamente novas formas de comunicação ao redor do vasto Brasil varonil.&lt;br /&gt;Tive a idéia de escrever sobre isso muito mais pela diversão de compartilhar os diversos estilos de “linguajar” da nossa gente do que pela pesquisa gramatical. Não sou um profissional da educação, apenas instigado pela forma como nosso pessoal sabe improvisar, mixar, misturar tudo com o intuito de facilitar os caminhos.&lt;br /&gt;Essa necessidade de adaptação e socialização acaba evidenciando-se como identidade cultural. &lt;br /&gt;Existe algo que descreva mais o cidadão de Minas Gerais do que um cantado e tranqüilo “Uai sô” ?&lt;br /&gt;E o “Meu”? Tem dúvidas ainda “meu”? Dá licença véio” O Paulista,firmeza?&lt;br /&gt;O “cumpadi e o mermão”, são moleques conhecidos no Rio.&lt;br /&gt;Assim como o Piá e o Guri são os primos do Sul, no Paraná e Rio Grande do Sul respectivamente.&lt;br /&gt;Isso é só o começo,a saudação.&lt;br /&gt;Tendo vivido em diferentes Estados, pude sentir essa diferença na conversação entre os naturais daqueles lugares.&lt;br /&gt;Outro dia, aqui no Rio, em uma conversa com um colega de trabalho, dando a sua hora de ir para casa ele me coloca a seguinte frase: “Vou meter o pé!” O outro colega, respondeu na lata: “Já é!”&lt;br /&gt;Fiquei alguns anos fora, mas obviamente sei o que significa isso, mas muitos não imaginam. Traduzindo: “Estou indo embora”. A resposta seria: “Ok.” Na minha época de Rio de Janeiro,a gente usava, “vazar”, para tirar o time de campo.&lt;br /&gt; No Paraná, percebi o uso constante da conjunção “daí” para continuação de uma sentença. O “daí” é o elo entre uma palavra e outra. Em Foz, se uma pessoa está bem, está tranqüila, ela “está de boa”.  E se ela gosta de algo, esse algo é “massa”.&lt;br /&gt;Em São Paulo, algo legal é algo “da hora”, “certo Mano”? Se algo complica, fica “embaçado”. Mas se tudo se resolve, aí tá “firmeza”.&lt;br /&gt;O nordeste tem o sotaque bem puxado. Mas estou dando ênfase as expressões. Um rapaz de Fortaleza,em visita, me perguntou se a gente não arrumava um “estourinho” à tarde. Eu fiquei meio sem graça. Em Foz isso significava outra coisa, não publicável. Mas na verdade ele queria jogar um futebol à tarde. “Estourinho”,é mole?&lt;br /&gt;Aqui é peladinha mesmo, em Foz o pessoal joga um “suicinho”,um “salaozinho”.&lt;br /&gt;À noite ou o brasileiro vai para a balada, para a “Night” e nas cidades do interior, para o baile.&lt;br /&gt;É muito curioso e até divertido trocarmos esse tipo de cultura. Não tenho espaço para falar mais disso, mas gostaria. Maneiro à vera, tri a “fu”. Massa mesmo, “mó da hora”.&lt;br /&gt;“Mais além escrevo de novo”.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1773471437308202409?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1773471437308202409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/04/lingua-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1773471437308202409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1773471437308202409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/04/lingua-brasileira.html' title='A língua brasileira'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8101556656375233570</id><published>2010-04-22T09:57:00.004-03:00</published><updated>2010-04-22T10:04:46.010-03:00</updated><title type='text'>O "Santos" do Brasil</title><content type='html'>Todos que me conhecem sabem o quanto gosto de futebol. Escrevi algumas vezes aqui, sobre isso. Evito ao máximo usar esse tema pois acabo restringindo o interesse a maioria masculina e a uma minoria feminina que gosta do esporte ou aquela parcela de pessoas que lêem tudo, independente do tópico.&lt;br /&gt;Feriado prolongado, aquela preguiça generalizada, apesar de eu estar trabalhando, escolhi o futebol como pauta. É mais light. E haja assunto para abordar no futebol.&lt;br /&gt;Aí é que vem a curiosidade. O que escreverei abaixo, apesar de diretamente ligado ao jogo de bola, já está fugindo do âmbito esportivo restrito. O Santos! &lt;br /&gt;Quando você sai de casa num Sábado à noite, para se divertir, seja num show, seja num bar, numa boate, cria-se uma expectativa de que você se divirta. &lt;br /&gt;O homem quando sai de casa hoje para ir ao jogo do Santos, ele não sai mais com a expectativa de ir a um jogo de futebol. Ele sai sem saber o que vai ver. É como ir a um espetáculo de teatro, a um show de circo inédito. Mas ele sabe que vai se divertir.&lt;br /&gt;E isso é algo que intriga a todos. Homens, mulheres, crianças. &lt;br /&gt;O que o time do Santos faz hoje, não é visto há tempos. Para quem gosta de futebol, para quem não gosta e para quem é indiferente.&lt;br /&gt;Se você faz parte do grupo desinteressado, arrisque-se a ver um jogo do Santos na televisão. Você, o locutor e todos os que estarão assistindo àquilo ficarão surpresos.&lt;br /&gt;O que esses “caras” e “moleques” vêm fazendo no campo é um absurdo. Impossível postar-se com antipatia ante a alegria com que eles exercem suas obrigações.&lt;br /&gt;Para quem não tem noção do que isso significa, eu tento explicar: o time já fez na temporada 91 gols. Neste período, somente o Santos de Pelé, esse mesmo, o Rei do Futebol, fez. E como não vi o time de Pelé, só ouço histórias, acredito que estou presenciando algo mais mágico do que aquilo. Desculpem-me os mais “experientes”, mas em minha concepção, o Mundo é muito mais competitivo e hostil do que sempre foi,  em tudo, inclusive dentro do relvado. Logo, acredito que o grau de dificuldade de hoje, louva ainda mais o que vem sido feito por eles.&lt;br /&gt;O toque de bola rápido, pode ser comparado ao sincronismo dos malabaristas de um circo trocando os objetos jogados ao ar. A velocidade aplicada confunde os zagueiros e nossos olhos.&lt;br /&gt;As goleadas antes ditas esparsas e aplicadas pela fragilidade adversária, hoje são comuns. &lt;br /&gt;Sério, a quem lê este texto e não consegue compreender a magnitude do feito, envio-lhes meus pesares.&lt;br /&gt;Sou Flamenguista, todos sabem disso, mas fico encantado mesmo com o Santos. Amo o futebol, e futebol é o que eles fazem. O Corinthiano, o São Paulino e o Palmeirense, rivais próximos do estado, tenho certeza, não conseguem sentir raiva deste time de branco. &lt;br /&gt;Gostaria de ver a cara do sempre pessimista Sr.Orfeu ao comentar este Santos, com o José Olímpio faceiro ao seu lado, tentando convencê-lo. E o Thiago fanfarrão, e sua família de Santistas.&lt;br /&gt;É legal ver algo tão raro em nossa geração.&lt;br /&gt;Um jogador rápido, jovem, alegre, habilidoso e outro meia clássico, que joga como a muito não se vê, canhoto e com uma visão de jogo ampla. &lt;br /&gt;A única coisa capaz de tirar toda essa minha euforia é o nosso selecionador nacional, “anão de conto de fadas”, o Dunga. &lt;br /&gt;Estamos fadados a uma seleção que não condiz com o que é nosso futebol hoje. A Copa da África será alegre, provavelmente para Argentinos, Espanhóis e Africanos. &lt;br /&gt;O nosso futebol vai ser de carrancudos, de jogadores travados, sem muito recurso, mas que são da confiança do desconfiado e inseguro “pseudo-treinador”.&lt;br /&gt;  Resta-nos aproveitar o Santos. Enquanto ainda é tempo. E ao que tudo indica, esse tempo é curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8101556656375233570?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8101556656375233570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/04/o-santos-do-brasil.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8101556656375233570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8101556656375233570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/04/o-santos-do-brasil.html' title='O &quot;Santos&quot; do Brasil'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-3737118101984817764</id><published>2010-04-15T00:28:00.002-03:00</published><updated>2010-04-15T00:34:58.414-03:00</updated><title type='text'>Ilhas e barcos</title><content type='html'>Há muitos meses escrevi aqui sobre a minha mãe. Lembro-me que era um texto em homenagem ao dia das mães. Este texto não é a mesma coisa, apesar de estarmos a menos de um mês desta data comemorativa. No texto antigo, havia lá uma frase em que dizia que o Mundo poderia acabar em qualquer momento desde que eu estivesse no colo dela, afinal, ali não tinha medo de nada. O conforto, a proteção que ela me transmite. &lt;br /&gt;Hoje vivo uma situação que não duvido que seja comum a muitos jovens da minha geração e das subseqüentes. Da relação dos mais jovens com seus pais. Começo a questionar o papel do filho. Não é mais o mesmo dos nossos pais para com seus pais.&lt;br /&gt;Se o Mundo terminasse hoje, será que a minha mãe sente o mesmo conforto que descrevi sentir em relação a ela? &lt;br /&gt;Será que ela espera a proteção dos filhos em relação a isso? E nós, estamos preparados a oferecer isso?&lt;br /&gt;Quando uso a expressão “Mundo acabasse”, me refiro a qualquer aflição, qualquer insegurança ou momento adverso que eles venham a enfrentar. Não era comum que nossos avós transparecessem seus infortúnios aos filhos e pedissem-lhes opiniões sobre ao que fazer, que decisão tomar, que caminho seguir. Por mais que eles pudessem ser úteis. Isso é cultural. O respeito era primordial, e esse respeito distorcido incluía não ter a liberdade de opinar. Havia essa distância. É comum você ouvir seus pais dizerem que seus pais são teimosos, não querem ir ao médico ver aquele problema, não querem desfazer daquele carro velho e sucateado que está lá na garagem abrigando mosquitos da dengue e enferrujando, ou não querer mudar-se para uma casa mais confortável que em muitos casos o filho oferece-lhes. É difícil para eles aceitar que seus filhos tomem controle das decisões importantes da família uma vez que ele sempre desempenhou essa função. &lt;br /&gt;A instituição familiar hoje é constituída por um quadro totalmente difuso. Com a evolução das relações humanas em todos os aspectos, desde a corrida tecnológica à inclusão da mulher no mercado de trabalho e em posições chave na economia e política (o que eu sintetizaria como independência feminina) ao liberalismo ideológico como a aceitação das mais diversas manifestações religiosas e à sexualidade, o padrão comportamental se confundiu.&lt;br /&gt;Mães e pais se tornaram “ilhas”, e seus filhos “barcos” que desancoram e só voltam quando querem e se querem. A informação chega rápido demais, e precocemente membros de uma família se tornam independentes, isolados sem preparo algum. Cedo ou tarde os filhos se descobrem barcos naufragados, e os pais, ilhas imóveis, se vêem incapazes de fazerem algo.&lt;br /&gt;A obrigação dos filhos mudou. Nossos pais precisam tanto de nós quanto o inverso. Somos a fonte mais rica de experiências a quem os mesmos podem recorrer. Temos o que eles nos ensinaram e o que aprendemos nessa nova sociedade, mutante, que não lhes foi passado por seus tradicionais e algumas vezes retrógrados progenitores. &lt;br /&gt;Em muitas vezes eles sentem-se tímidos ao buscar respostas para situações novas. E retraem-se gerando ansiedade, aflição e desenvolvendo males. Nós devemos muito a eles. Oferecer o colo, o ombro, os ouvidos e algumas palavras fazem toda a diferença.&lt;br /&gt;Antes de serem nossos pais, eles são pessoas. E viveram a maior revolução tecnológica, ideológica, econômica e comportamental de todas as gerações. Cobrá-los saídas para todos os problemas é uma injustiça.&lt;br /&gt;Seja amigo dos seus pais. Vai aprender mais e vai ensinar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-3737118101984817764?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/3737118101984817764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/04/ilhas-e-barcos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3737118101984817764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3737118101984817764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/04/ilhas-e-barcos.html' title='Ilhas e barcos'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8223301000481870016</id><published>2010-04-09T07:49:00.001-03:00</published><updated>2010-04-09T07:50:31.273-03:00</updated><title type='text'>O Rio transbordou!</title><content type='html'>Só mesmo a natureza para colocar o homem e sua prepotente postura de auto-suficiência em seu devido e humilde lugar.&lt;br /&gt;Penso se a cobertura dos meios de comunicação pelo Brasil afora consegue situar as pessoas ante a realidade que vive o Rio de Janeiro hoje, após o dilúvio.&lt;br /&gt;Se precisasse sintetizar o quadro da cidade agora, diria que vivemos o caos, que nunca vimos algo tão intenso em matéria de chuvas em muito tempo. Antes que as pessoas se apressem em dizer, sem embasamento algum de argumentos, que a cidade é uma zona, que o Rio é mal planejado, mal administrado, afirmo que este não é o caso. Não há cidade do mesmo porte do Rio de Janeiro no Brasil e talvez no Mundo, que suporte um fenômeno como esse. Choveu em 1 dia, o previsto para 2 meses. A previsão para Abril era de 130 mm e em apenas um dia, choveu 250 mm. Ou seja, algo completamente atípico e inesperado.&lt;br /&gt;Agora vamos aos fatos. A cidade parou. Parou mesmo!&lt;br /&gt;A formação geológica, principalmente relativa ao solo e relevo, mas também quanto à localização cartográfica e as incidências das massas de ar e variações climáticas facilitam as alterações bruscas que provocam chuvas como esta. &lt;br /&gt;As conseqüências drásticas podem ter como justificativa a intervenção do homem à natureza ao longo dos anos, com o crescimento demográfico, especulação imobiliária e as ocupações impróprias (sendo estas não somente através da favelização).&lt;br /&gt;O governo por sua vez age de forma refratária, ou seja, só se manifesta diante do problema ao invés de criar uma infra-estrutura de prevenção. A regulamentação fundiária seria uma saída para que houvesse o mínimo de estrutura preventiva às construções acerca de encostas. O sistema pluvial deveria ser extenso e amplo, mas acima de tudo limpo, para que toda a água proveniente de chuvas intensas como estas pudessem ser escoadas de forma a não causar todo o transtorno hoje visto.&lt;br /&gt;As ações acabam sendo emergenciais, ineficazes à longo prazo. Além de tudo, para se ter idéia, a tecnologia utilizada pela Defesa Civil nacional está defasada em pelo menos 20 anos. &lt;br /&gt;Com isso, o número de mortos neste episódio é simplesmente o que causou mais vítimas no Mundo todo em 2010, pela mesma causa, ou seja, fenômenos pluviais.&lt;br /&gt;Vale lembrar, que destas vítimas, 100% foram mortas em deslizamentos, ou seja, ocupavam áreas de riscos.&lt;br /&gt;Apesar da violência da natureza e da forma surpreendente como tudo ocorreu, o Governo do Rio admite ser parcialmente responsável pelos problemas ocorridos. Não sei até que ponto é construtivo admitir falhas num momento como este, simplesmente. Ao mesmo tempo acho que não só o poder público deva assumir sua parcela de culpa. A população principalmente, com seu déficit de bom senso e educação, é também responsável, ou irresponsável a despejar lixo em lugares indevidos, em rios e córregos, em terrenos elevados, e ao se instalarem em áreas completamente impróprias para moradia, sem o consentimento das autoridades.&lt;br /&gt;O fato é que a soma de toda a displicência da sociedade em geral acaba com este saldo catastrófico.&lt;br /&gt;A cidade do Rio não suporta sua própria população. Não há estrutura habitacional, nem de transportes, nem de saneamento, nem de segurança que suporte esse infindável inchaço.&lt;br /&gt;Quem dirá suportar o maior dilúvio dos últimos 50 anos.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8223301000481870016?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8223301000481870016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/04/o-rio-transbordou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8223301000481870016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8223301000481870016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/04/o-rio-transbordou.html' title='O Rio transbordou!'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-3589157492384248082</id><published>2010-03-31T23:09:00.002-03:00</published><updated>2010-03-31T23:16:15.242-03:00</updated><title type='text'>O dia mais verdadeiro</title><content type='html'>Imaginem o dia em que todos os problemas se resolvem. É, este dia chegou.&lt;br /&gt;A ONU acaba de emitir um comunicado oficial dizendo que o Mundo não está mais em perigo. Os índices de poluição já são inofensivos ao meio ambiente. O tão temido aquecimento global já não ameaça mais. As temperaturas estão estáveis e o planeta respira o mais puro ar.&lt;br /&gt;As maiores potências econômicas assinam hoje um acordo de apoio incondicional aos países miseráveis na África, Ásia e América do Sul. Este apoio prevê combate à fome e a erradicação de doenças como a AIDS. Ainda há no acordo, intenções de suporte educacional desde os primeiros anos de vida até a graduação.&lt;br /&gt;Judeus e Palestinos, Norte e Sul Coreanos, Irlandeses do Sul e do Norte perdoam uns aos outros e se abraçam em prol do bem.&lt;br /&gt;Geólogos noticiam que não há mais riscos de terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas pelos próximos mil anos pelo menos.&lt;br /&gt;A indústria farmacêutica dispõe-se a fornecer todo o tipo de medicamento, aos mais graves problemas de saúde existentes. O câncer e a diabetes deixarão de existir em pouco tempo. A liberação de pesquisas com células-tronco finalmente aconteceu e mais que isso, haverá todo o suporte governamental às pesquisas.&lt;br /&gt;No Brasil,  a justiça finalmente fecha o cerco a corrupção, e nossos governantes agora, agem com transparência e honestidade. O salário mínimo triplica e há vagas no mercado de trabalho, a todos os níveis.&lt;br /&gt;O país reduziu sua carga tributária e hoje figura entre os primeiros na lista dos que cobram menos impostos no Mundo.&lt;br /&gt;A desigualdade social reduz abruptamente após projetos sociais associados e a ajuda da iniciativa privada.&lt;br /&gt;O tráfico de drogas praticamente não existe mais, e com ele, à violência é cada vez mais rara.&lt;br /&gt;As rodovias agora são perfeitamente pavimentadas e sinalizadas e o número de acidentes automobilísticos é irrisório.&lt;br /&gt;O transporte público melhora muito, e ir ao trabalho já não é penoso. O carro fica na garagem para o fim de semana. Não há mais tanto trânsito e ainda se economiza combustível.&lt;br /&gt;A expectativa de vida do brasileiro aumenta, uma vez que o sistema de saúde público é perfeito. Todos têm direito a assistência médica com dignidade. &lt;br /&gt;Seu Banco te liga e diz que aquela dívida do empréstimo já amortizou e que você na verdade ganhou um dinheiro extra num fundo de aplicação que você contratou a 2 anos sem saber.&lt;br /&gt;A torcida do Corinthians finalmente ultrapassou a do Flamengo, como eles sempre sonharam, e parece que o time finalmente vai ganhar a Libertadores, com o Ronaldo incrivelmente em forma.&lt;br /&gt;Olha só, até o Dunga resolveu tirar da sua lista o Josué, Gilberto Silva, Felipe Melo e o Julio Baptista, para levar o Ronaldinho Gaúcho, o Neymar e o Paulo Henrique Ganso. É difícil de acreditar não é mesmo? &lt;br /&gt;É gente, hoje é dia de textos como esse. Textos de 1˚de Abril. A única e não muito surpreendente verdade desta resenha é que um troglodita com sobrenome de peixe se tornou o mais novo mito popular nacional. Belo exemplo. &lt;br /&gt;Aproveite pra sacanear alguém hoje e se divirta.&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-3589157492384248082?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/3589157492384248082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/o-dia-mais-verdadeiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3589157492384248082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3589157492384248082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/o-dia-mais-verdadeiro.html' title='O dia mais verdadeiro'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7407418093873808281</id><published>2010-03-25T06:26:00.000-03:00</published><updated>2010-03-25T06:27:30.306-03:00</updated><title type='text'>Sinal amarelo</title><content type='html'>Sempre me pego na dúvida entre escrever algo atual, que está em evidência na mídia, ou coisas que apesar de não estarem sendo pautadas, nos massacram tanto quanto as repetidas notícias dos telejornais mais assistidos do país.&lt;br /&gt;No momento, a “novela” que mais parece “Vale a pena ver de novo” na televisão brasileira é o julgamento do casal Nardoni. Há dois anos na época do crime foi aquela lavagem cerebral com direito a entrevista encenada e patética e tudo. A história se repete e somos obrigados e engolir toda a trama novamente. Esperando que pelo menos haja justiça, não é verdade? Crimes ocorrem diariamente, talvez tão cruéis ou piores que esse. Mas esse tem roteiro cinematográfico. Enfim, justiça seja feita, e não é sobre isso que pretendo escrever.&lt;br /&gt;Queria abordar um tema que por tão comum que se tornou nas maiores cidades deste país, já foi absorvido pela sociedade como algo normal e corriqueiro. E não era pra ser assim, aliás, é um problema maior e mais urgente do que muitos sequer têm idéia.&lt;br /&gt;O trânsito de veículos. Talvez em sua cidade este problema tenha menor intensidade, mas ainda duvido que não exista. Os problemas de trânsito no Brasil são crônicos e presentes em todo o território. Em alguns lugares por falta de infra-estrutura, em outros por uma quantidade desenfreada de veículos e até pela falta de educação da população. Certamente um número que fugiu aos estudos e às expectativas passadas. &lt;br /&gt;O crescimento demográfico e de certa forma econômico, aliado à falta de planejamento público quanto ao transporte em todas as suas “entranhas”, faz com que hoje, tenhamos números negativos absurdos relacionados ao trânsito.&lt;br /&gt;Fica a nítida impressão que não houve um sincronismo entre mercado e o Estado quanto às facilidades em que as montadoras que produzem, a cada dia mais veículos, proporcionaram aos consumidores cada vez de menor poderio. &lt;br /&gt;Há mais pessoa, há mais capacidade de compra, há mais produção, há mais veículos nas ruas. &lt;br /&gt;Não há estudo de impacto, não há obras de reestruturação rodoviária e pavimentar, não há espaço. Congestionamentos, poluição, perda de tempo, transtornos mis.&lt;br /&gt;O reflexo é a manifestação da violência gerada no trânsito por todos estes fatores abordados. O trânsito se torna uma via de escape (irônico não?) para a expressão da mais pura ignorância entre a comunicação entre os indivíduos de uma mesma sociedade.&lt;br /&gt;Comunicação não é feita apenas com palavras, gestos e escrita. A forma como você se expressa nas mais simples atividades do seu cotidiano dizem muito sobre você.&lt;br /&gt;E o que vemos no submundo caótico dos congestionamentos deste país e nas auto-estradas mal administradas é o reflexo da mais pura agressividade. &lt;br /&gt;Certamente já ouvira falar que no Brasil morrem mais pessoas por acidentes no trânsito do que pessoas na guerra contra o terror no Oriente Médio, por exemplo. E não é mentira. Na verdade, estima-se que mentira ainda são os números que apesar de já serem altos, são na verdade maiores dos que os divulgados. Isso porque uma vítima que não morre no local, mas morre na ambulância já não é mais contabilizada como vítima de acidente de trânsito, acredita?&lt;br /&gt;Outra curiosidade que vale ser dita, é que uma pessoa que leva em média uma hora pra ir e outra para chegar em casa (o que é pouco no Rio e São Paulo por exemplo), passa cerca de 60 horas dentro do carro por mês. Em um ano, ela passou cerca de um mês dentro do carro. E em sua vida inteira de trabalho, mais de 3 anos. Isso para pessoas que possuem seus próprios autos. Imagina quem depende de transporte público?&lt;br /&gt;A você que se irrita com o trânsito bagunçado de Foz, com os argentinos e paraguaios e aquele “fuzuê” da Avenida Brasil próximo ao meio dia, relaxe. Foz ainda está longe dos maiores inconvenientes ocasionados pelo trânsito.&lt;br /&gt;Mas não custa nada pensar no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7407418093873808281?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7407418093873808281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/sinal-amarelo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7407418093873808281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7407418093873808281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/sinal-amarelo.html' title='Sinal amarelo'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7895691133174767407</id><published>2010-03-18T08:57:00.001-03:00</published><updated>2010-03-18T08:58:38.431-03:00</updated><title type='text'>Exemplo se escolhe</title><content type='html'>Quem nunca foi julgado ou advertido por possuir vínculos com pessoas ditas controversas? Aquele famoso ditado, “diga-me com quem andas, e direi quem és.”&lt;br /&gt;Há tempos que vasculhar hábitos das pessoas virou uma febre popular, sendo estas famosas ou não. Haja visto a forma como a maioria se utiliza das famosas redes de relacionamento virtuais. Quem nunca deu uma remexida nas fotos do vizinho, do colega do trabalho ou da ex-namorada que atire a primeira pedra. Todo mundo quer saber de todo mundo. &lt;br /&gt;E as páginas principais dos sites e jornais dividem notícias importantes como o andamento das investigações sobre as falcatruas de Arruda, ou a divisão dos royalties sobre a exploração de petróleo no Rio, com notícia sobre o sedentarismo dentro de uma casa artificial dividida por indivíduos incógnitos e suas necessidades fisiológicas. Aquele “zoológico humano” se é que se cabe a expressão.&lt;br /&gt;O que me traz ao tema é a polêmica do momento envolvendo jogadores do Flamengo, que foram a um baile funk no Rio e apareceram ao lado de traficantes armados. &lt;br /&gt;Direto e objetivo: eu não me surpreendo e não dou a mínima para os hábitos dos jogadores fora do campo. A maioria deles é de origem humilde, da favela. Eu me surpreenderia se não conhecessem alguém ligado ao tráfico. &lt;br /&gt;Há uma discussão quanto à imagem que serve de exemplo. Pode ser que faça algum sentido. Mas exigir de um adulto com pouca instrução, que cresceu em um ambiente hostil, e que mal sabe falar ou escrever, que se porte como exemplo positivo para meio mundo, sendo que foi preparado apenas para colocar aquela esfera dentro daquele arco retangular, é uma expectativa infundada. &lt;br /&gt;Outra opinião da qual faço uso: exemplos existem aos montes, bons e ruins. Nós filtramos os exemplos que julgamos positivos para absorver. As crianças podem não ter discernimento para isso, mas a forma como as coisas são expostas a elas, impossibilita o controle deste filtro. Os pais têm o papel de mostrar quais exemplos são positivos e negativos. &lt;br /&gt;Esperar de Adriano e Vagner Love posturas de gentleman é como esperar chover dinheiro. Impossível, pois eles simplesmente não são. &lt;br /&gt;Há também um preconceito enrustido em toda esta questão, sem demagogia.&lt;br /&gt;É fácil falar que jogadores humildes, favelados e porque não, “negros”, têm envolvimento com o crime. É cultural, infelizmente. Mas é difícil para a mídia e até para a sociedade em geral, questionar que o camisa 10 da seleção, é, aquele menino bonitinho, “branco”, educado e bem sucedido, criado nos mais finos moldes, tem suspeita de ligação direta e transações (doações exorbitantes em dinheiro) aos líderes religiosos de uma Igreja, que por sinal estão presos por evasão de divisas e outras “cositas más”. &lt;br /&gt;Julgar exemplos dos ídolos do futebol é um péssimo parâmetro para determinar comportamento.  Os jogadores mais importantes da história do país já se envolveram em inúmeras polêmicas, desde envolvimento com travestis à negativa de paternidade comprovada por DNA. Estes inclusive, maiores nomes da história do futebol mundial. Nem por isso deixaram de ser ídolos no campo.&lt;br /&gt;Explorar a vida de cidadãos de cultura humilde que cresceram sob influências não tão boas, e cobra-los a serem exemplos para gerações e gerações, é insensato. &lt;br /&gt;Existem inúmeras pessoas públicas com muito mais responsabilidade em dar exemplo à sociedade, como políticos. Estes sim, têm a obrigação de serem ícones, afinal, se preparam para isso, e são postos lá por nós. E a maioria não cumpre essa obrigação. &lt;br /&gt;E nós que julgamos isso, que consumimos estas notícias e demonstramos estarrecimento, damos os melhores exemplos?&lt;br /&gt;Não escrevi para defender os jogadores citados, usei este exemplo para questionar o que realmente é importante. &lt;br /&gt;É como se Adriano e V. Love fossem à causa do tráfico, da violência, das mazelas da cidade do Rio de Janeiro. Eles os usam para desvio de atenção, e o povo cai nessa. Tolos. Uma visão micro, comum à maioria ignorante no país do “BBB”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7895691133174767407?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7895691133174767407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/exemplo-se-escolhe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7895691133174767407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7895691133174767407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/exemplo-se-escolhe.html' title='Exemplo se escolhe'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1203576245312532587</id><published>2010-03-14T15:01:00.000-03:00</published><updated>2010-03-14T15:02:27.171-03:00</updated><title type='text'>Gentileza gera gentileza</title><content type='html'>Já dizia o poeta José Datrino, o “profeta Gentileza”, conhecido por espalhar sua arte nas ruas do Rio de Janeiro há algumas décadas atrás. Apesar de comportamento controverso, Gentileza poderia usar a máxima, “não faça o que eu faço, faça o que eu digo”. E era bem assim, sua missão era transmitir mensagens de bondade entre as pessoas, independente do seu grau de sanidade. O fato é que seus atos e sua obra são reconhecidos hoje. Incitar a gentileza é um ótimo caminho para que algumas coisas comecem a mudar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso começa em casa. Você acorda e deseja um bom dia a todos, com um sorriso, as pessoas mesmo que estejam mal-humoradas não conseguirão reagir de forma áspera. Se reagirem mal, com o hábito de ser gentil, pessoas vão se acostumando e tornando-se mais amenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é mais interessante nisso tudo é que a gentileza não custa nada, é como um investimento garantido. Abre portas, faz de você uma pessoa agradável, as pessoas gostarão de se relacionar com você pois transmitirá uma sensação de acolhimento. Um sentimento raro hoje entre as pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair de casa ao trabalho com seu fone de ouvido, ou do celular conectados ao ouvido, caminhar olhando para frente ou para baixo, apenas cumprindo o trajeto, sem estar aberto aos sorrisos em meio a multidão, aos “bom dias” e “boa tardes” que aparentam soar tão estranhos vindo de pessoas que não conhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convívio social é essencial para a evolução pessoal. E estar em meio a um mar de gente sem que interaja com elas é um desperdício. Cada pessoa é uma oportunidade, seja ela profissional, pessoal, enfim. E a forma como está suscetível a isso é a chave para abrir tais oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usar a gentileza para si, nunca soará egoísmo. Porque sendo gentil você está fazendo bem a todos a sua volta, mesmo involuntariamente. E sabe-se lá o quanto sua mãe ou seu colega de trabalho precisam do seu sorriso, do seu carinho, do seu bom humor? As pessoas são carentes. A maioria delas, acredite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma grande diferença de tratamento e educação entre as pessoas em várias regiões do país. Há aquele rótulo do carioca ser feliz e receptivo, que o paulista é trabalhador e fechado, que o curitibano é frio e arrogante e que o baiano é mole e preguiçoso, e assim vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato há características marcantes de determinadas regiões, mas obviamente não há como generalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas podem ser agradáveis umas com as outras em qualquer lugar. E isso melhoraria muito o convívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta do aspecto interiorano, ainda que Foz seja uma cidade de interior com características de capital, principalmente pela miscigenação popular. Você andar na rua e saudar uma aqui, outro acolá. Tomar um café e conversar com a balconista, com o cliente ao lado. Cultivem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui no Rio, cidade com a fama de receptiva e feliz, já não é bem assim. As pessoas entraram naquele ritmo corrido e indiferente, imposto pelo peso do dia-a-dia e da queda da qualidade de vida ao longo dos anos. A famosa alegria carioca hoje é ferramenta institucional. Há uma distância grande entre isso, e ser gentil e educado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente por isso, fui instigado a escrever sobre a gentileza. O bem estar contagia. E todo mundo precisa disso. Eu, você, e a pessoa ao seu lado agora, seja lá quem ela for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1203576245312532587?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1203576245312532587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/gentileza-gera-gentileza.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1203576245312532587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1203576245312532587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/gentileza-gera-gentileza.html' title='Gentileza gera gentileza'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2600506982574256114</id><published>2010-03-06T11:45:00.003-03:00</published><updated>2010-03-06T11:47:47.146-03:00</updated><title type='text'>Sensação de abandono</title><content type='html'>O jornal e o blog ficaram largados esta semana. Prometo um texto digno na próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2600506982574256114?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2600506982574256114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/sensacao-de-abandono.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2600506982574256114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2600506982574256114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/03/sensacao-de-abandono.html' title='Sensação de abandono'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4331417365371663901</id><published>2010-02-25T12:25:00.001-03:00</published><updated>2010-02-25T12:26:29.395-03:00</updated><title type='text'>(X) Bebo socialmente</title><content type='html'>“Terça em movimento” é o nome de um evento cultural semanal que ocorre semanalmente na zona Sul do Rio de Janeiro, oferecendo aos convidados presentes apresentações de curtas independentes, recitais de poesia, aulas de dança, stand-up comedy, enfim, interpretações artísticas diversas.&lt;br /&gt;À convite do meu grande amigo mencionado algumas vezes neste espaço, fui acompanhar a apresentação de seu curta “Longe de tudo”.&lt;br /&gt;O vídeo relata um grande e crescente problema social nacional, a dependência em drogas lícitas. Dividido em duas histórias paralelas, de 15 minutos cada, dois personagens se vêem atrelados aos seus vícios, e suas dificuldades no dia-a-dia, em tentar a recuperação. O enredo põe em xeque uma posição polêmica. O diretor procurou mostrar um lado diferente do que se vê em televisão e cinema, quando estes tratam do assunto. Geralmente o problema é tratado de forma muito dramática e na busca incessante pela recuperação da personagem enquadrada na história. “Longe de tudo” questiona a capacidade de recuperação ao vício, e não foca a busca pela “cura” mas sim o cotidiano do dependente e o que esta dependência o traz de dificuldades. &lt;br /&gt;Pegando um “gancho” desta “Terça cultural”, aproveitei para escrever sobre algo que sempre quis escrever, mas que obviamente não terei espaço para me aprofundar. Não me prenderei a números ou informações estatísticas, pois nem as tenho, mas farei um breve comentário embasado no que tenho como exemplo e experiência vivenciada quanto ao consumo de bebidas alcoólicas.&lt;br /&gt;É muito mais fácil estereotipar um “alcoólatra” como um sujeito sem ocupação, de aparência humilde, com uma idade avançada, do que um jovem de classe média, recém formado numa faculdade particular e que vive dentro de um condomínio de alto padrão, por exemplo. Preconceito.&lt;br /&gt;A palavra alcoólatra é pesada e muitos se recusam a aceitar tão denominação. A primeira grande barreira para o início de uma recuperação.&lt;br /&gt;Nos questionários sociais, quando há a necessidade de preenchê-los, você provavelmente marca um “X” no campo ‘bebo socialmente’.&lt;br /&gt;Não tenho discernimento para apontar o limite entre uma pessoa que bebe ocasionalmente, muito, e a que já é dependente. Deve haver um parâmetro, uma análise para se determinar isso. Mas como antecipei não me aprofundarei em dados específicos. &lt;br /&gt;O raciocínio que uso, é pessoal e simples. Você têm controle sobre a vontade de beber uma cerveja gelada, uma caipirinha, um Whisky? &lt;br /&gt;À partir do momento em que em seu cotidiano, você faz uso do álcool mesmo que em pouca quantidade, mas faz aquilo rotineiramente, e num determinado momento, ainda que por experiência, te suspendem aquilo e sua rotina fica afetada pela falta daquilo, você provavelmente está ou entrará num quadro de dependência. Numa Segunda-Feira pós-trabalho, um calor danado, te oferecem um refrigerante gelado, uma água, e uma cerveja “trincando”. É de consenso que Segunda não é dia de beber cerveja. Mas muita gente opta pela cerveja. E assim seria na Terça, na Quarta, na Quinta... Quando você para e percebe que bebeu todos os dias da semana. Mas você é jovem, tem um bom emprego, e faz uma pós que elevará seu status profissional logo. É inadmissível para si aceitar que pode estar se tornando dependente. E esse é o principal quadro neste país. Dificulta a busca por tratamento. Reconhecer que precisa dele.&lt;br /&gt;A sociedade destrói a integridade de um dependente de cocaína, por exemplo. Discrimina o usuário de maconha. Mas o dependente de álcool é subsidiado pela lei, e causa muitos males às pessoas a sua volta. Comportamento violento, irresponsabilidade e acidentes fatais no trânsito. &lt;br /&gt;O incentivo e o merchandising envoltos na comercialização do álcool é intenso e o consumo é estimulado massivamente. &lt;br /&gt;Para quem gosta, e eu sou um dos que gosta muito, é muito difícil recusar àquela cerveja a menos 5 graus, principalmente em cidades como Foz e Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;O principal problema é tornar o consumo de álcool num hábito. &lt;br /&gt;Assunto polêmico e que vale ser discutido sempre. Segue o link do trailler do curta “Longe de Tudo”.  http://www.youtube.com/watch?v=v1GeDjyndmU&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4331417365371663901?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4331417365371663901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/02/x-bebo-socialmente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4331417365371663901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4331417365371663901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/02/x-bebo-socialmente.html' title='(X) Bebo socialmente'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2501822096311879343</id><published>2010-02-18T09:13:00.001-02:00</published><updated>2010-02-18T09:14:52.244-02:00</updated><title type='text'>Carnaval é de todos</title><content type='html'>É comum ouvirmos de muitas pessoas que o Carnaval é uma festa superada, chata e repetitiva. Grande parte dos brasileiros viaja em busca de outro tipo de diversão, ou usam-se da sua própria forma de curtir o feriado, como ir às praias, ou à chácaras, como forma de refúgio. Isso porque as maiores e mais tradicionais festas viraram objeto de consumo longe do alcance da maioria da população nacional, haja vista a incidência de turistas estrangeiros e brasileiros de maior poder aquisitivo. O nosso famoso Carnaval é para poucos. Mas ainda assim, aos que cultivam dentro de si a cultura carnavalesca, há opções. &lt;br /&gt;Senão nos badaladíssimos camarotes na Marquês de Sapucaí ou nos espaços delimitados por cordas e abadas dos trios elétricos baianos, os tradicionais blocos de rua fazem à festa dos que não precisam de muito para extravasar . &lt;br /&gt;Mesmo não gostando muito do Carnaval, torna-se praticamente impossível a mim estando no Rio, fugir desta euforia que envolve as pessoas neste período do ano. Em todos os lugares por onde passa as pessoas exibem seus rostos alegres e seus espíritos festeiros. E isso é algo que comove. Se você para e pensa na quantidade de problemas que a maioria destas pessoas têm em seu dia-a-dia,  não acredita que elas tenham motivo para sorrir ou festejar. E este é o legal do brasileiro. Precisam de pouco para ser feliz. Ontem tive a oportunidade de sair a pé, pelas ruas do meu bairro, e vi muita gente festejando, cantando, dançando, ou seja, exercendo o direito à felicidade. &lt;br /&gt;Eu mesmo não estando em um bom momento particular me senti envergonhado em ficar carrancudo diante de tantas pessoas felizes, mesmo ficando evidente que eram pessoas com mais motivo para estarem com a fisionomia fechada do que eu.&lt;br /&gt;O som não era dos melhores, o rapaz que animava a galera era desafinado e particularmente chato. Mas o mais importante era que não havia violência, todos se confraternizavam e se abraçavam. Olhei para o lado e vi um senhor curvado, dançando sem parar. Ele veio na direção do meu pai, e o cumprimentou. Após isso, meu pai disse que ele tinha mais ou menos 85 anos. Ou seja, este é o clima que o Carnaval propicia, até mesmo aos que não são muito fãs das características principais da festa. Em qualquer lugar, sendo um destino emergente e concorrido, ou uma praça em um bairro de subúrbio carioca, todos adquirem o direito de exercer sua euforia, deixar de lado ao menos por alguns dias os problemas que persistem durante o resto do ano.&lt;br /&gt;Uns interpretam como acomodação, omissão, fraqueza democrática, mas é fato que o brasileiro faz vista grossa aos grandes problemas da nação, e a festa do Carnaval é uma grande prova disso. Já algumas pessoas vêem tal comportamento como um grito de liberdade, uma apropriação por direito, de no mínimo quatro dias de desprendimento das obrigações diárias.&lt;br /&gt;A positividade desta festa é algo da qual muitos brasileiros precisam para que o restante do ano flua de maneira boa. Mesmo os que não gostam do Carnaval em si, não abririam mão deste retiro e dificilmente saberiam viver sem ele. &lt;br /&gt;A verdade é que o mais legal dessa festa, é a sua pluralidade. Do trabalhador que curte nas ruas à patricinha famosa do camarote. O Carnaval é de todos, e o único requisito é estar feliz.&lt;br /&gt; Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2501822096311879343?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2501822096311879343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/02/carnaval-e-de-todos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2501822096311879343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2501822096311879343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/02/carnaval-e-de-todos.html' title='Carnaval é de todos'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2004008381673461598</id><published>2010-02-11T09:44:00.002-02:00</published><updated>2010-02-11T09:44:47.897-02:00</updated><title type='text'>O castelo de areia</title><content type='html'>Quando eu era criança, até meus 15 anos, passava minhas férias na praia, em Cabo Frio na região dos lagos, no Estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Íamos cedo para a beira do mar, por sermos crianças, nossos pais se preocupavam com o sol forte que fazia próximo ao meio dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que um dos passatempos era construir castelos de areia, fortalezas de areia, na beira da água aonde as marolinhas batiam e a areia ficava úmida.  Era uma competição entre eu e meus primos para ver quem fazia o mais imponente e bonito castelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho era minucioso, com todo o cuidado e paciência geralmente raros em uma criança super ativa. Demorava mas ficava muito legal depois de tanto trabalho e criatividade. Com o passar das horas, a praia enchia de adultos, a maré subia, e toda nossa “obra” de areia sumia ou pisoteada pelas pessoas que caminhavam a beira do mar, ou pela maré que os desmanchava com facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade desse tempo e de como as coisas são tão mais simples quando somos crianças. Apesar de que, é muito triste também para uma criança ver sua diversão terminar de forma tão banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alusão é oportuna ao momento. Refiro-me à dedicação, a dificuldade e a demora que levamos para construir algo bom que nos satisfaça na vida. E quando menos esperamos, uma maré alta ou mesmo o pisoteio de pessoas, desfazem com facilidade tudo aquilo que foi construído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a ser irônico como o peso das coisas ruins é muito maior do que ao das coisas boas. O mal não demora a ser feito, e ganha proporções enormes quando aplicados. Já o bem, característica cada vez mais rara nas pessoas, quando é posto em prática, sequer é notado. Talvez porque seja obrigação de todo ser humano fazer o bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a afirmação do caráter hoje, em meio a um Mundo egoísta e individualista, os requisitos estão distorcidos. É exigido posição social, status e “grana”. As pessoas que possuem isto obtêm tolerância às atitudes ditas errôneas, através de uma “vista grossa” dos quais lhes é conveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma pessoa simples, adotar uma conduta correta significa ser “otária” e digna de pena em muitos casos. Falta de malícia num Mundo de espertos. O conceito está todo invertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falsos moralistas e hipócritas dominam as ações. E são eles que estão no poder, na maioria dos casos. Chefes de famílias, líderes de grupos sociais, empresários e políticos. Pessoas chave, que deveriam ser exemplos disseminam um sentido comportamental superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não comemore quando achar que está sendo bom, que está construindo algo legal, solidificado por uma atitude correta embasado na moralidade. Quando você menos espera, uma maré de falsos moralistas encontra um bode expiatório para destruir seu castelo de areia. Pisoteiam seu trabalho sem dó. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espere tolerância, justiça e compreensão. Principalmente se você for alguém sem aquele princípio de caráter distorcido dos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode achar que tudo o que fez é muito bonito e valioso. Mas lembre-se, não há dificuldade alguma em ver tudo desmoronar num estalar de dedos. E sabe-se lá quanto tempo e disposição precisará para reconstruir tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos falham, boas e más pessoas, mas se não dispõe de influência contornável, tente fazer o bem sempre. Do contrário, não será digno de compaixão e nem fugirá dos julgamentos injustos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2004008381673461598?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2004008381673461598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/02/o-castelo-de-areia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2004008381673461598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2004008381673461598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/02/o-castelo-de-areia.html' title='O castelo de areia'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4594627229067642166</id><published>2010-02-04T00:34:00.004-02:00</published><updated>2010-02-04T00:45:41.969-02:00</updated><title type='text'>Um ano e temas cíclicos</title><content type='html'>Antes de postar aqui o texto publicado nesta Quinta-Feira, 04 de Fevereiro, na Gazeta do Iguaçu, gostaria de esclarecer que a repetição do texto se deve aos seguintes fatos: completo um ano de coluna Café Expresso e o texto republicado é nada menos do que o primeiríssimo de todos eles, outro importante e interessante fator, é o de que mesmo tendo passado todo este tempo, é uma resenha atualizadíssima, vide os acontecimentos semanais os quais foram noticiados e por último, estou em processo de mudança, sem tempo algum, e encontrei dificuldade de concentração para abordar qualquer tema interessante. Acho que devido a todos estes aspectos, encontrei uma forma de homenagear a coluna, por em pauta novamente um assunto muito polêmico e interessante e salvar alguns minutos importantes para que desse prosseguimento à mudança. O legal de tudo é que o número de pessoas que leram meu primeiro texto é muito inferior ao dos que lêem hoje. E este primeiro texto não está neste blog, criado tardiamente. Praticamente inédito.&lt;br /&gt;Chega de justificativas, segue o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano e temas cíclicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aproximadamente um ano eu começava a escrever esta coluna. São cerca de 50 textos publicados, sobre os mais diferentes assuntos. O curioso é que iniciei esta atividade com um texto que falava sobre o trote universitário. E para vocês verem como o quadro social atual não nos traz boas perspectivas, eu republico meu primeiro texto como forma de marcar este ano de “Café Expresso” e ele permanece atual, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Trote Universitário: integração ou humilhação?&lt;br /&gt;Início do ano letivo para grande parte das faculdades e universidades do país, período aonde muitos debutarão no ensino superior, voltam-se às atenções cada vez mais ao longo dos anos à questão dos trotes universitários. Fatos recentes de atitudes de desrespeito, abuso e violência em algumas instituições de ensino superior do país ganharam espaço em toda mídia, nos fazendo questionar o limite entre integrar e interagir a humilhar e agredir.&lt;br /&gt;A sociedade ainda se divide sobre a prática dos trotes. Há certo “romantismo” que envolve todo o contexto do “ritual de ingresso” às faculdades, uma vez que é um acontecimento muito tradicional que atravessa os anos, e como de pai para filho, é transmitido como algo pelo qual se faz necessário passar. &lt;br /&gt;Ao pesquisar a origem do trote, se descobre o quão antigo o rito é de fato. Desde os tempos medievais os veteranos nas universidades européias submetiam seus calouros a um tratamento nada amistoso. Daquele período provém o mais tradicional dos atos aplicados nos trotes, o da raspagem dos cabelos, que era feito por questões de higiene e precaução a doenças, uma vez que não se sabia a procedência dos novos alunos. Os mesmos recebiam suas primeiras aulas nos vestíbulos, locais destinados às vestimentas, explicando também a origem da palavra vestibular. Naturalmente com o passar do tempo, o tradicional evento evoluiu e agregou variações, muitas delas questionáveis. &lt;br /&gt;Os calouros já entram resignados em sua maioria a passarem por situações vexatórias, entendendo que desta forma serão bem recebidos e integrados aos seus veteranos.&lt;br /&gt;Porém, tem havido em alguns casos, uma distorção na essência do movimento. Nas últimas décadas registraram-se atos de violência àqueles que resistem a certas brincadeiras, como a obrigatoriedade do uso de álcool, drogas em festas de calouros e extorsão de bens materiais e dinheiro. Já houve inclusive finais trágicos.Há uma corrente que entende que a prática dos trotes faz parte do período acadêmico de todo aluno, defendendo ser algo fundamental para a iniciação do curso principalmente na questão da relação entre antigos e novos acadêmicos. Uma questão cultural. Em contrapartida, há os que defendem o fim do trote, alegando que todos têm o direto de escolher querer participar de determinadas atividades, e que não são obrigados a passar por humilhações uma vez que a aprovação ao vestibular é motivo de orgulho e comemoração, e não de punição. O histórico de impunidade nos principais casos de excesso em trotes do país, faz com que muitos continuem utilizando-se disso para abusarem de violência, subsidiados no anonimato de estarem sempre em grupos agindo em cumplicidade.Algumas universidades já adotam posturas mais rígidas quanto ao assunto, enquanto outras optam por preservar a tradição comprometendo-se a monitorar as atividades.Existem também formas alternativas da aplicação, como o trote solidário, que mantém o espírito de brincadeira com um caráter social de envolvimento por parte dos calouros.No ínterim desta polêmica, o importante é que sempre haja justiça, que se diminua a tolerância com os agressores, e que os trotes universitários possam continuar, seja com os rostos pintados, com as gincanas e brincadeiras saudáveis, com o pedágio (porque não?), desde que não violem os direitos de cada ser humano, mantendo apenas sua principal e nobre conotação de integração.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4594627229067642166?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4594627229067642166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/02/um-ano-e-temas-ciclicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4594627229067642166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4594627229067642166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/02/um-ano-e-temas-ciclicos.html' title='Um ano e temas cíclicos'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-392277813119010467</id><published>2010-01-27T23:38:00.001-02:00</published><updated>2010-01-27T23:40:55.458-02:00</updated><title type='text'>Aos meus ilustres</title><content type='html'>Grandes personalidades geralmente são marcadas por grandes feitos, realizações. E a proporção destes fatos cresce de acordo com a forma e a intensidade em que isso é divulgado, alardeado. Logo, se torna óbvio concluir que políticos, empresários e membros de sociedades fechadas com fins beneficentes, tornam-se figuras congratuladas e celebradas por grande parte da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tal fidalguia nem sempre é sincera, limpa. Em grande parte dos casos, há um grande interesse no retorno acerca da boa imagem construída. E é um retorno mais que natural. Alguém que faz algo bom tende a receber o bem de volta, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos buscam notoriedade. Mas os que mais conseguem são os que não se preocupam com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro episódio na busca pelo primeiro emprego, um simpático e desajeitado jovem, já garantido na função, sabendo que só haveria aquela vaga e sensibilizado pela minha situação, desistiu da vaga para que eu pudesse entrar. Sequer me conhecia. A atitude foi tão legal, que a dona do estabelecimento ficou com os dois. Tornamo-nos grandes amigos, até hoje, e nunca esquecerei esse cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ilustre personagem desse período dividiu momentos de solidão e cervejas de litro na mercearia “fuleira” da vizinhança nas madrugadas mais inóspitas. Compartilhávamos conselhos e a saudade de casa. Certa vez disse estar apaixonado por uma menina a quem convidou para tomar uma long neck no posto. A razão da paixão, o fato de ela ter se posicionado a pagar a sua própria cerveja. Mulher independente, de atitude. Hoje estão casados, e o pequeno Caetano está a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer do carrancudo de melhor coração que conheci? Aquele negão põe medo em qualquer um. Sério e frio por fora, mas em quem confia , se torna praticamente um irmão. Um músico que apesar de preguiçoso para o ensaio, ainda é um dos melhores. Sua mãe faz o melhor café passado da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste período, fiz parte de muitas famílias. Era “adotado” em quase todas as casas em que entrava. A família do Yorkshire Baby, foi muito importante, no meu início. Pessoas muito boas e trabalhadoras. Um exemplo a ser seguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a família do Ozzy, o dog highlander é a típica família italiana. Sempre cheia de gente, cheia de comida, cheia de gritaria. Divergem e discutem as pessoas que se amam muito. Isso é normal, principalmente aos de origem latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos mais recentes porém não menos importantes ilustres, a “tia” do pastel na Feirinha Cultural de domingo. Um poço de alegria e simpatia. O povo do melhor churrasquinho da cidade, infelizmente hoje extinto, o qual era praticamente mensalista. O paulista de Lins e sua esposa, muitas manhãs de conversa agradável e cafés expressos. O professor e seu filho, de alma intelectual e pacífica. Sente para uma conversa com eles, e as horas passarão como se não sentisse. Aos botequeiros de uma rodada e de todas as rodadas. Aos meus colegas de faculdade e hotelaria, muito importantes para meu desenvolvimento profissional e também pessoal. Aos moleques do futebol, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mencionei no início do texto, algumas pessoas levam o rótulo de ilustres por suas bem feitorias, em geral em larga escala. Mas para cada um de nós, existem os ilustres incógnitos, que fazem da nossa vida algo bem melhor, com atitudes simples. Aos meus ilustres, inclusive aos que não foram citados por falta de espaço, este texto como gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-392277813119010467?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/392277813119010467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/01/aos-meus-ilustres.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/392277813119010467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/392277813119010467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/01/aos-meus-ilustres.html' title='Aos meus ilustres'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1479124621570751407</id><published>2010-01-21T08:17:00.003-02:00</published><updated>2010-01-21T08:19:49.879-02:00</updated><title type='text'>Menina e  mulher</title><content type='html'>Não, este não é e não passará a ser um espaço voltado às tendências da moda feminina, absolutamente. Discutir comportamento? Faço isso às vezes, e acho construtivo e divertido.&lt;br /&gt;Fugindo um pouco do habitual e me arriscando e muito aos mais diferentes possíveis julgamentos, e com um “molde” absolutamente inspirador, resolvi jogar no ar algo que poucos homens se arriscam a fazer: analisar o estilo e o comportamento de uma mulher jovem e contemporânea sob a pressão das mais fortes campanhas comerciais e a imposição da moda inferindo os mais diferentes hábitos femininos.&lt;br /&gt;Para os machistas já “mando a letra”: o que difere um malandro de um mané é a forma como ele trata uma dama. Notar a mudança na cor das unhas ou um leve corte na franja do cabelo delas, não vai pôr em dúvida sua masculinidade, e sim te fazer ganhar muitos pontos com a moça. Mulher gosta de atenção. Não é a toa que gastam horas e fortunas em salões de beleza. Logo, não seja bruto e insensível sempre. Há horas para tudo. &lt;br /&gt;Para as meninas que julgarem meu tópico digamos, estranho para um homem, “mando a segunda letra” do dia: não sei a diferença entre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Scarpin&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mocasin&lt;/span&gt;, isso sim seria demasiado estranho para um rapaz. Brincadeiras à parte, esses dias, numa conversa breve e informal com a moça do balcão da mercearia próxima a minha casa, ouvi o seguinte diálogo: A menina mais nova, pedindo para ser liberada mais cedo, pois sairia à noite e precisaria se arrumar. O dia estava claro e o sol forte. Deveriam faltar umas quatro horas no mínimo para que ela chegasse ao local. Prosseguindo o relato, a resposta da mãe foi seca: “Para que minha filha? Os homens nem reparam nisso.”&lt;br /&gt;Adentrei a conversa sem pedir licença, concordando parcialmente com a moça, mas dando alento a jovem garota, dizendo que determinados homens prestavam sim atenção, mas que o maior charme não está nas quatro horas de preparo e seu resultado, e sim na postura e atitude da mulher. Ela pareceu não me dar ouvidos, claro, e foi pra casa com o aval da mãe. &lt;br /&gt;Hoje, o mercado entope este segmento compulsivo e consumista que é a moda e a beleza feminina em geral. &lt;br /&gt;O fato é que as mulheres querem e sentem-se seguras estando com um modelo similar ou próximo ao que vêem nas revistas de moda, nos programas de televisão e nos tapetes vermelhos espalhados ao redor do mundo. &lt;br /&gt;E muitas vezes o homem é o alvo em segundo plano. A competição é acirrada, entre elas mesmas.&lt;br /&gt;Aí é que entra um detalhe importantíssimo. A personalidade. Não a personalidade imposta pela propaganda, com o reles intuito de vender e vender. Esta personalidade é deteriorável, mutante.&lt;br /&gt;A coisa mais linda numa mulher é a segurança que ela passa baseada na sua autenticidade e características originais. Realçar o que é mais lindo de uma forma sutil, e se demonstrar confiante. Ponto. Não depender de uma etiqueta, de uma bolsa ou um salto para estar bem. Isto é descartável de uma forma rápida. A mesma colunista de moda que te indicou “x” tendência hoje, vai acabar com você caso continue usando “x” por muito tempo.&lt;br /&gt;Então meninas, trabalhem a atitude, o comportamento. Homens se demonstram irrelevantes quanto a isso, e realmente, muitos são simplesmente broncos, estúpidos. Mas um “cara” de verdade, sabe distinguir uma mulher, de uma carcaça.&lt;br /&gt;Cabelos ao vento, um olhar consistente e brilhante, um sorriso, vários sorrisos, conteúdo cultural e segurança ao se expressar, a tornam a mulher mais linda andando sobre um par de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;All-Star&lt;/span&gt;. Parece simples, mas é o suficiente para me encantar, por exemplo. Em meio às seguidoras dos padrões impostos, se destaca com seu jeito simples aparentemente ingênuo, porém “maroto” de ser.&lt;br /&gt;Não tenha medo de ser menina, tampouco de ser mulher. Há espaço para os dois, e é fundamental saber ser menina e ser mulher. Prender-se a um dos dois estados pode fazê-la nunca crescer, ou ser precocemente velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1479124621570751407?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1479124621570751407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/01/menina-e-mulher.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1479124621570751407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1479124621570751407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/01/menina-e-mulher.html' title='Menina e  mulher'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2312931423591569619</id><published>2010-01-14T01:43:00.002-02:00</published><updated>2010-01-14T01:54:16.015-02:00</updated><title type='text'>O Forasteiro</title><content type='html'>Quem já sentiu aquela dor na boca do estômago de saudade e já sentiu o rosto se contrair involuntariamente em choro após uma partida, sendo ela definitiva ou não, também já foi recompensado pela euforia, êxtase e arrepios proporcionados por um reencontro. Nunca fui preparado para uma vida estável. Já me descrevera outrora como inquieto. No meu manual constavam os adjetivos, andarilho, inconstante, instável. As minhas raízes rastejam, não se cravam, e chega um determinado momento em que elas não cabem mais naquele espaço. É hora de ir.&lt;br /&gt;Certas pessoas acabam escolhendo caminhos na vida que as fazem acumular este tipo de experiências. Aeroportos e rodoviárias tornam-se ambientes comuns e cenários frios às mais emocionantes representações de reencontros e partidas. Este texto é como um conto, um estória, que reflete a sensação de muitas pessoas que optam por uma vida de aprendizado em cima de riscos. &lt;br /&gt;“Um forasteiro tem o coração diferente. Quando se vive em espaço alheio, empurra as raízes da origem para o canto, absorve os costumes inúmeros postos à sua disposição, e sua bagagem é muito maior e mais pesada do que a sua própria mochila. &lt;br /&gt;Maior no sentido de que não se compram momentos, e aos que vivem essa peregrinação constante, a recompensa é única e exclusiva. Cada um faz sua própria história. &lt;br /&gt;É pesada por levar sentimentos. E o grande fardo do forasteiro é ter que deixar aquilo e aqueles que em pouco tempo aprendeu a amar. Já não são artefatos materiais, e sim lembranças de pessoas e situações, que se acumulam a cada nova experiência. Nas suas andanças, faz amizades sinceras e aleatórias, sem distinção de cor, raça ou credo. Deixa um pouco de si com estas pessoas, leva um monte dessas pessoas com ele. E em cada um dos lugares em que passa, escreve seu nome. Numa árvore, num jornal e em corações.&lt;br /&gt;O forasteiro, com o tempo aprende a ser frio, porém nunca insensível. Já não chora em despedidas, ou melhor, não faz despedidas, ele simplesmente vai.&lt;br /&gt;E os que imaginam que não vale à pena criar vínculo com o forasteiro, se enganam. Ele nunca esquece os que ficaram em seus roteiros. Levar consigo é a forma de proteger os maiores bens que conquistou em suas passagens, as pessoas, as amizades, as paixões. Vive em constante luta com o implacável tempo para que o mesmo não o leve suas lembranças. Por isso, sempre que pode as renova. Os que ficam o esquecem com muito mais facilidade. Sofre com o preconceito de ser imprevisível e espontâneo. Algumas pessoas têm receio disso. Mas é autêntico.&lt;br /&gt; A máxima de que a estabilidade traz equilíbrio e sobriedade não faz parte do seu conceito enquanto forasteiro, apesar de saber que um dia este será um dos seus destinos. Nas suas andanças, conheceu pessoas boas, porém presas dentro de si, frustradas. Por outro lado, nos mais improváveis encontros, conheceu pessoas incríveis como a que o motivou a escrever este texto, sobre as mais extremas e intensas sensações.&lt;br /&gt;A despedida e o reencontro. O preço de uma é pago pela outra. E de fato, de tudo o que vivenciou de mais doloroso foram os momentos de adeus. Assim como a impagável sensação de abraçar e ser abraçado depois de longo tempo saudade. &lt;br /&gt;Mesmo quando volta para seu lugar de origem, continua forasteiro. Aprendeu que seu refúgio está dentro de si. Sua origem é a soma do que vai se transformando a cada novo passo dado. Estar em sintonia consigo é seu alicerce. &lt;br /&gt;Por definição, o forasteiro é aquele que não é da terra. Na prática, o forasteiro é de todas as terras. &lt;br /&gt;Por isso, mesmo que não o vejam indo embora, este lugar nunca deixará de ser dele.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2312931423591569619?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2312931423591569619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/01/o-forasteiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2312931423591569619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2312931423591569619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/01/o-forasteiro.html' title='O Forasteiro'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4566227362164197894</id><published>2010-01-07T10:51:00.002-02:00</published><updated>2010-01-07T10:52:01.095-02:00</updated><title type='text'>Os efeitos especiais são apenas coadjuvantes</title><content type='html'>Uma das maiores produções cinematográficas da história. Há tanto apelo em torno do filme, que é desnecessário gastar linhas deste texto com os milhares adjetivos cabíveis ao que já chamam de “obra-prima”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todos atentam para a revolução tecnológica por vir ao mundo das telonas, partindo deste pioneiro título, a real “sacada” está na simbologia e na mensagem presente no enredo do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou amante da ficção científica tampouco dos efeitos especiais exagerados. Lembro de ser resistente à entrar na fila imensa do cinema naquela noite de sábado, por não gostar de salas cheias e por não ter sido diretamente atingido pela massiva estratégia de marketing utilizada na promoção de Avatar. Não levo em consideração o fato de ser quase que uma obrigação do indivíduo “antenado” consumir o que está na moda. O que me fez optar por ver o filme foi o pedido da minha namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair da sala, três longas porém não sentidas horas depois, a agradeci e voltei para casa extasiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho importante ressaltar que os efeitos especiais são realmente inovadores e bem feitos, isso sem mesmo assistir a tão falada e rara apresentação em 3D, aqui no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais sensacional mesmo do filme é a mensagem, muitas vezes exposta de forma nítida e noutras de forma bem complexa e enrustida em diálogos e cenas que só mesmo um diretor fora de série consegue captar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avatar, palavra que tem como significado a encarnação de uma divindade, fazendo uma síntese, é mostrada no filme como a manifestação dos anseios da alma. Na obra, Pandora e seus habitantes, os Navi, são transcritos como um paraíso natural aonde predomina o respeito e a fé imensa do ser pelo meio. A sensibilidade e a ligação entre a criatura e seu habitat se tornam elementos fundamentais para a existência da vida e o fortalecimento daquela espécie. O filme mostra os humanos, chamados “seres dos céus”, como coadjuvantes de uma filosofia de sobrevivência invejável, a qual ainda se mostra incompreensível e inaplicável a uma espécie totalmente corrompida por interesses mesquinhos e individuais. Uma alusão perfeita ao que se passa hoje no cenário mundial em sua relação do ser humano com o planeta, desde sua não preservação às guerras por fontes de energia e capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra clara simbologia demonstrada faz menção à forma como lidamos hoje com a tecnologia. Os avatares estão presentes em todos os lugares, em personagens e pseudônimos virtuais que realizam os desejos e vontades dos simples mortais através do utópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao filme, confesso ter tido a sensação de “ser tarde demais” para que o homem respeite o Mundo da forma como deveria, assim como aqueles seres azulões o fazem na história. Dá uma ligeira vontade de viver num Mundo como aquele, puro, onde há a troca mútua de energia que fortalece todo o contexto. Assim como acontece com o “Marine”, que opta por viver entre eles. Um puxão de orelha e a projeção de como o planeta seria se o respeitássemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lindo enredo conta com a cereja no bolo, o romance entre o homem e a criatura. Receita que nunca dá errado em qualquer produção do cinema. Quem não gosta de romance?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca havia vivenciado uma sala de cinema toda de pé a aplaudir o filme no final. Realmente impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que o visionário diretor tinha seu enredo quase todo pronto desde meados da década de 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme que te faz repensar em várias questões. Muito legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4566227362164197894?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4566227362164197894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/01/os-efeitos-especiais-sao-apenas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4566227362164197894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4566227362164197894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2010/01/os-efeitos-especiais-sao-apenas.html' title='Os efeitos especiais são apenas coadjuvantes'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2660988495556817087</id><published>2009-12-30T23:58:00.002-02:00</published><updated>2009-12-31T00:01:09.425-02:00</updated><title type='text'>Marcelo, marmelo,martelo</title><content type='html'>Outro dia chegando em casa, passando em frente à casa de um dos meus vizinhos, fiquei observando o comportamento dos cachorros dele. Um filhote de Rottweiler, daqueles robustos, e seu velho porém não pequeno e bonito Labrador misturado com alguma outra raça. Os dois rolavam no chão mostrando os caninos e rosnando. O mais novo sempre tomando a iniciativa, e o cão adulto só administrando. Lembrei da relação entre irmãos. Por mais que os animais naquele caso não fossem filhos dos mesmos pais e sequer sejam da mesma raça, eles estão vivendo no mesmo meio, e essa convivência justifica a minha alusão à fraternidade. Lembro que sempre fui de iniciativa, mais agitado, mais impulsivo e enérgico, e meu irmão sempre sereno, colocando a mão na minha testa enquanto eu tentava “atacá-lo”, me evitando com seus braços compridos. Foi isso que vi na minha memória quando olhei os dois cães rolando e “brigando” no quintal da casa ao lado. O mais velho ensinando o mais novo, impondo o respeito, mas nunca o machucando de verdade.&lt;br /&gt;Não me lembro bem, obviamente, mas minha mãe conta que nos primeiros anos da minha vida, meu irmão foi essencial. Ele ajudava com tudo, desde troca de fraldas a ficar me olhando dormir no berço. E adorava. Não tinha ciúmes. Parecia que cultivava o novo amigo que estava por crescer.&lt;br /&gt;As primeiras e mais consideráveis lições foram sobre um esporte o qual aprendi a amar por sua causa. Ele me ensinou a chutar com efeito, com a parte interna do pé, e de “trivela”, o famoso “três dedos”. Na verdade estes fundamentos não são os meus melhores ainda hoje, mas ele o fazia muito bem. Aliás, tenho orgulho de dizer que meu irmão é ambidestro, e que não conheço ninguém que jogue assim. Ele tem o domínio, dribla e chuta com a mesma eficácia tanto com a direita como com a esquerda. Você nunca sabe como ele vai bater na bola. De quebra, como qualidade extra, ele possui uma incrível habilidade no basquete. Roube uma bola dele no basquete e te pago dez “mangos”. &lt;br /&gt;Minha paixão pelo Flamengo foi fomentada por ele. Quantas tardes de Maracanã vivenciamos juntos? &lt;br /&gt;Um senso cultural apurado, me apresentou a boa música. Fã do Arsenal e dos costumes britânicos. Talvez seja uma influência involuntária vinda dos nossos ancestrais. Um galanteador nato. Neste quesito eu perco de goleada para ele. &lt;br /&gt; A diferença de quatro anos na idade só começou a ser sentida na adolescência. Enquanto ele começava a se interessar pelas garotas e freqüentar as matinês eu ainda estava na fase dos carrinhos. Foi o período em que nossas prioridades se desviaram. Mas essa fase não durou muito, e logo estávamos em São Paulo, morando juntos, dividindo um minúsculo Flat em Moema, aonde só havia uma cama de casal a qual tínhamos que dividir. Um cara de quase dois metros de um lado, e eu que não sou pequeno, do outro. E um fazendo massagem no pé do outro. Imaginem a cena. Coisa que só pode ser feita entre irmãos mesmo.&lt;br /&gt;Para relatar nossos momentos, precisaria de um livro. Mas esse cara, de nome Marcelo, meu irmão, me deu muito do que sou hoje. Uma das maiores contas que pago vivendo aqui é a de estar longe dele. &lt;br /&gt;Conheci poucas pessoas na vida as quais não consigo encontrar uma objeção ao descrevê-los. Um deles é o Celo. E quem o conhece dificilmente encontrará alguma característica negativa. Ou melhor, não encontrará.&lt;br /&gt;Encontrou sua forma peculiar de reverter uma situação de vida em que muitos julgavam difícil de ser superada. Sozinho.&lt;br /&gt;Sonhador e passional é daqueles que apostam todas as fichas por um momento incrível. Se por acaso perder, não hesitará em começar de novo, do zero. &lt;br /&gt;Dia 31 para todo mundo é o dia do reveillon. Para mim não, é o aniversário do meu irmão. Ele sempre reclamou de estar sozinho neste dia. Eu sempre lhe disse: não, toda essa festa e fogos são para você. Parabéns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café, e Feliz 2010 à todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2660988495556817087?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2660988495556817087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/marcelo-marmelomartelo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2660988495556817087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2660988495556817087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/marcelo-marmelomartelo.html' title='Marcelo, marmelo,martelo'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4854688380955984292</id><published>2009-12-23T23:59:00.000-02:00</published><updated>2009-12-24T00:00:09.535-02:00</updated><title type='text'>Do inquieto aos acomodados</title><content type='html'>Tempo de reflexão, de reciclagem de pensamento e projeção de novas metas. Chegou a hora de pedir, de desejar, de sonhar e ter esperança.&lt;br /&gt;Mas antes disso, sugiro que se pergunte: Eu estou feliz com a minha vida?&lt;br /&gt;Sim, não, mais ou menos?&lt;br /&gt;Por mais bem sucedido profissionalmente e pessoalmente, sempre vai haver uma coisinha. Mas não queria tudo. Não é saudável. Afinal o tudo já não será mais tudo quando atingi-lo e aí pode ser que fique frustrado com a sensação de insatisfação permanente.&lt;br /&gt;Em contrapartida, se vive uma vida apenas cômoda, se mexa. A maior armadilha na qual podemos cair é a da acomodação. “Não é o que eu sonhava, mas pelo menos não me oferece riscos.” E os anos passarão como flecha e de repente estará velho demais para tentar recuperar certas coisas.&lt;br /&gt;A vida é muito fugaz para que nos acomodemos com o mediano. Há bilhões de pessoas neste planeta e muitas dela correndo atrás de algo notável. Você se acha pior do que estas pessoas, menos capaz, mais indefeso? Somos todos mortais e pessoas nascidas em ambientes muito mais hostis encontram força para vencer.&lt;br /&gt;Quando pensamos isso nos sentimos até ligeiramente envergonhados não é mesmo?&lt;br /&gt;Portanto, neste final de ano, não espere que o Papai Noel traga todos os seus desejos em sua sacola, e os dê de mão beijada. Na verdade sugiro um pé atrás com o Papai Noel porque pelo que li hoje ele está tão em crise que anda assaltando bancos por aí. Trocadilhos à parte, o que quero dizer é que nós somos os responsáveis pela nossa própria história. Há mecanismos que nos guiam, nos impulsionam até certo ponto, mas de lá, é você quem deve guiar. &lt;br /&gt;Ninguém é tão importante a ponto de ser responsável pela sua felicidade plena. &lt;br /&gt;O risco existe para o mais corajoso, na mesma proporção que para o mais covarde. Viver fugindo do que é arriscado é abdicar da vida. &lt;br /&gt;Não aceite a inexperiência nem a falta de dinheiro, tampouco o medo como obstáculos daqui para frente. São mais artifícios motivadores do que qualquer outra coisa. Ao inexperiente sobra audácia, a quem não possui dinheiro suficiente, sobra determinação para ir atrás do necessário, e o medo deve ser interpretado como juízo. Quem teme respeita, e respeito nunca é demais.&lt;br /&gt;Aos que lêem meus textos, ou estão lendo pela primeira vez, imagino que paire a pergunta: Quem é esse cara para sugerir isto ou aquilo? Não sou um escritor renomado, não sou doutor em nada, e nem pregador de qualquer religião ou seita. Sou um cara comum. Mais comum do que você, provavelmente. Mas veja o lado interessante disso. Não é legal, ao menos diferente, pensar em coisas que um cara comum escreve? Ao menos compartilhamos de situações cotidianas semelhantes. Os exemplos simplesmente se encaixam. &lt;br /&gt;Escrevo aqui há quase um ano, por hobby, e confesso que ainda não estou perto de algo que me satisfaça plenamente. Nem sei se um dia encontrarei isso. &lt;br /&gt;Acho que posso passar a vida atrás e viver procurando me proporciona muita coisa boa. Como estar aqui hoje, nesta cidade linda, tendo visto tudo o que vi e conhecendo tantos que conheci. A busca é compensatória. As experiências ruins neste meio tempo só te engrandecem. &lt;br /&gt;Portanto, em 2010 “mexa seu traseiro gordo” e vá atrás do que quer! Por mais que se ferre todo, ainda sim terá ganhado muito mais.&lt;br /&gt;Todos merecem seus sonhos. Mas ninguém irá te trazer. &lt;br /&gt;Esse texto poderia ser para a próxima Quinta-Feira, 31, mas para mim é um dia mais especial do que o dia da virada. &lt;br /&gt;É o dia do aniversário do meu irmão, e escreverei pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4854688380955984292?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4854688380955984292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/do-inquieto-aos-acomodados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4854688380955984292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4854688380955984292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/do-inquieto-aos-acomodados.html' title='Do inquieto aos acomodados'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-3075176494197718090</id><published>2009-12-17T09:54:00.001-02:00</published><updated>2009-12-17T09:56:11.098-02:00</updated><title type='text'>Preconceito enrustido</title><content type='html'>Quando se fala em Argentina, qual é a primeira coisa que lhe vêm em mente? Ta bom, não fale alto porque pode ser constrangedor, se estiver perto de uma senhora, ou num ambiente público, afinal, sair por aí falando palavrão não é legal. Isto poderia ser roteiro de mais uma piadinha besta sobre nossos “hermanos” argentinos, de fato. Mas minhas palavras hoje vêm em tom de protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou o tipo de pessoa que prega e alimenta preconceitos, na minha utópica visão de Mundo perfeito todos deveriam se gostar e se possível tratar-se como se fossemos parte de apenas um povo. Somos todos homens com as mesmas habilidades e sentidos providos da espécie. Mas a verdade é que a história nos separa numa complexa cadeia de fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a história tratou de criar entre os vizinhos sul-americanos uma das mais intensas rivalidades mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse só futebol tudo bem, apesar de já haver tanta competição envolvendo os dois países, é apenas um esporte, mas a rivalidade transcende o jogo, passa pela política, economia, cultura e por aspectos de socialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós que vivemos à fronteira entre os dois países sentimos isso com mais clareza. Há brasileiros e argentinos que se comportam mal, que isso seja justamente posto, o que faz parte da educação individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como brasileiro, seria fácil descer a lenha sem base alguma e alimentado por uma rixa que aprendemos desde criança. Não é do meu feitio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos moradores de Foz têm como hábito visitar a feirinha de Puerto Iguazu, freqüentar alguns restaurantes, clubes noturnos ou mesmo abastecer seus veículos naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que seja visível a não cordialidade entre os moradores daqui e os de lá, ambos se beneficiam desta rotina. Diria que no aspecto comercial, apesar de Puerto Iguazu ser uma cidade também turística, eles dependem muito dessa presença do brasileiro e do iguaçuense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é incompreensível é o descarado desinteresse deles ante a nossa presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não bastassem atitudes estúpidas como fechar a ponte de “pirraça”, dificultar a entrada de brasileiros cobrando taxas estranhas e fazer piada com os tapetinhos verdes os quais tínhamos que limpar nossas “patas” para entrar, o mais sério é o desuso da lei para o brasileiro especificamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários relatos de pessoas que estiveram nesta situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o inaceitável é a intolerante violência. Mais uma vez um iguaçuense é espancado a frente de dezenas, covardemente, por seguranças de uma casa noturna bastante freqüentada por brasileiros. A polícia pôs panos quentes, afinal, o segurança era um policial. Queriam levá-lo preso, e senão fosse sua família, sabe lá o que haveria acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem até pensar que o rapaz fez por merecer, o que não foi o caso, mas nenhuma atitude justifica o espancamento. E tenho absoluta certeza de que se fosse um turista americano ou europeu, nada disso teria acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que se expõe a rivalidade que muitos acham que fica apenas no futebol e nas piadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora esta família busca solução para o caso. Como conseguir justiça na Argentina, sendo brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante que seja dito é que o Brasil não é modelo de justiça, nem de comportamento, há corrupção na política, nos órgãos de proteção ao cidadão, há todo o tipo de violência. Tem muita coisa errada aqui. E como pagamos? Com a má fama e com a exposição negativa. É o mínimo e é merecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o mínimo que devo fazer, é dizer que você que é brasileiro, vive em Foz e costuma ir a Puerto Iguazu, pode, um belo dia, ser vítima de um intolerante preconceito e terminar espancado, extorquido, enfim. Você precisa mesmo disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro ficar por aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-3075176494197718090?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/3075176494197718090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/preconceito-enrustido.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3075176494197718090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3075176494197718090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/preconceito-enrustido.html' title='Preconceito enrustido'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4813115464181836173</id><published>2009-12-10T14:05:00.004-02:00</published><updated>2009-12-10T14:07:21.836-02:00</updated><title type='text'>Informe</title><content type='html'>Ao pessoal que costuma ler meus textos publicados no jornal, peço desculpas, já que esta semana devido à inúmeros imprevistos, não pude redigir um texto novo. &lt;br /&gt;É a primeira vez em 10 meses de coluna semanal. Espero que seja a única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a próxima semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4813115464181836173?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4813115464181836173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/informe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4813115464181836173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4813115464181836173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/informe.html' title='Informe'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2353739804248396637</id><published>2009-12-03T10:42:00.001-02:00</published><updated>2009-12-03T10:45:50.308-02:00</updated><title type='text'>O início do fim do ano</title><content type='html'>Brasileiro deixa tudo para a última hora? A maioria sim. Eu faço parte dela. Confesso que não gosto, mas geralmente trabalho sobre pressão. Os textos desta coluna são sempre escritos no último momento. Portanto, peço a compreensão aos que lêem, afinal, é uma atividade paralela a qual faço questão de encontrar espaço para encaixá-la. Uma semana cheia e de muitas preocupações. Não sucumbi a falar de futebol, principalmente neste momento, pelo qual espero ansiosamente. O Domingo será o divisor de águas. Ou eu largo mão de vez, ou fico mais apaixonado pelo esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reservo meu curto espaço de tempo, e minha cabeça repleta de obrigações, darei um breve "Boas Vindas" ao melhor mês do nosso calendário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mês aonde ao menos tentamos esquecer o que há de ruim no cenário atual de nossas vidas. Aonde ganhamos mais, e gastamos mais. Ganhamos presentes, e vemos amigos e familiares distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosses comparar os meses do ano, com os dias da semana, qual deles seria Dezembro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do fim de mais um ano, este primeiro texto do Mês inspira o sentimento cíclico que no toma conta. O sentimento de começo de festa. Por mais que para aqueles que não fazem parte de um calendário sazonal regular, em suas profissões ainda estejam a todo vapor, é inevitável deixar-nos contagiar pelo clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiosidade à parte, o espírito a qual me refiro é o individual, da auto-reflexão, da análise e dos projetos futuros. Para os que foram mal, a esperança de que tudo será melhor no ano seguinte. Aos que realizaram bons feitos, a sensação de gratidão e a expectativa de que tudo possa ser no mínimo igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol vêm, a economia esquenta, o trabalho se torna menos penoso, as pessoas mais sorridentes, e vai por aí... Por mais que saibamos que nos lamentemos que os anos passem e mesmo depois de tantos "Dezembros" felizes e esperançosos, temos o velho e suado ano, não abrimos mão de vivenciarmos a felicidade, pelo menos no último mês do ano. E isso é legal. Nem ligamos para as músicas natalinas repetitivas que tocam em todos os estabelecimentos comercias do país. Talvez faça parte da hipnose necessária para entrarmos no clima natalino. Ou seria uma tática de influência de consumo? Não duvido que haja estudos realizados nessa área. Nesta época costumamos comprar Panetones que duram até Março do próximo ano, e nunca nos perguntamos o por quê. Pode ser a musiquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao foco e respondendo à minha própria pergunta acima, eu diria que estamos numa Sexta-Feira. O dia que antecede o fim de semana, que saímos do trabalho e tomamos uma cerveja sem culpa, o dia em que saímos para "festar" à noite, um dia eu diria, sempre eufórico. Como Dezembro, o mês festeiro, que antecede algo que esperamos ser bom, ou melhor do que o que passou. A diferença, ou a vantagem, é que não há meses com cara de "Segundas-Feiras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todos saibam aproveitar este Mês diferente e fugaz. Que em meio aos planos e as festas, as pessoas exagerem na boa conduta, no crescimento do caráter, no fazer bem. É essa harmonia que Dezembro nos proporciona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2353739804248396637?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2353739804248396637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/o-inicio-do-fim-do-ano.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2353739804248396637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2353739804248396637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/12/o-inicio-do-fim-do-ano.html' title='O início do fim do ano'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8673012188844190573</id><published>2009-11-26T00:46:00.002-02:00</published><updated>2009-11-26T00:47:54.138-02:00</updated><title type='text'>Os “malas” e as malas.</title><content type='html'>Você é dono de uma empresa e mantém um quadro razoável de funcionários a um custo elevado, em condições adequadas ou até acima da média da realidade atual, e obtêm um desempenho aceitável anual em relação às expectativas. Em determinado momento resolve incentivar seus funcionários a um resultado acima do esperado e se surpreende com a capacidade dos mesmos. Deram mais de si, se empenharam, demonstraram uma capacidade muito maior daquela que você conhecia e estava acostumado. A que conclusão você chega? Seus funcionários trabalham na “meia-boca” apenas com seu salário que já é muito bom? Não seria sua remuneração suficiente para que dessem tudo de si? Seriam eles corruptos? &lt;br /&gt;Aonde quero chegar?  Entendo que uma empresa com uma política de incentivo, inclusão dos colaboradores nas cotas de lucro, remuneração satisfatória, obtêm resultados melhores. &lt;br /&gt;Agora transfira este raciocínio ao futebol. O assunto do momento são as “malas-brancas”, os “bichos” e seus efeitos no desempenho dos times e jogadores. Sabe-se que os valores que envolvem grande parte dos profissionais da elite do futebol brasileiro são irreais ante a maioria dos outros profissionais do país. Um jogador mediano, semi-analfabeto ganha mais do que um médico.&lt;br /&gt;Estes mesmos jogadores são funcionários do clube pelo qual jogam. O trabalho deles, na teoria, é entrar em campo e ir em busca da vitória, objetivo claro do jogo. Porém, o ano já está no fim, a empresa (neste caso o clube) já atingiu suas pretensões anuais, e os funcionários (jogadores), já não tem motivação para jogar e ir em busca da vitória. Raciocinemos. O jogador (funcionário) está sem motivação para ir atrás do seu objetivo, que é a vitória no jogo. Mesmo assim, seu salário “astronômico” continua sendo depositado em sua conta corrente. Mas isso não é mais suficiente. Agora, para que ele desenvolva o seu trabalho com o mínimo de eficiência, é necessário que entre um “extra”. Veja bem, a pessoa começa a desempenhar seu trabalho de forma desleixada, e ao invés de ser multada por isso, ela ganha mais?&lt;br /&gt;É isso que acontece no futebol. Esporte que envolve muito dinheiro, e por outro lado envolve muito sentimentalismo por parte das pessoas que o acompanham. &lt;br /&gt;Corrupção, como em vários outros segmentos político-econômicos deste país.&lt;br /&gt;O pagamento de incentivo de um clube a outro para que o mesmo endureça a partida contra um adversário indireto, é de certa forma, manipulação de resultados. Não é dever de todo o time de futebol, entrar em campo para defender sua instituição, sua empresa. O clube que entra sem esta obrigação básica é de alguma forma cúmplice de manipulação, uma vez que o resultado de seu jogo interfere em todo o resultado final do campeonato. &lt;br /&gt;E outra, um clube sem maiores pretensões que recebe tal “incentivo” para jogar com seriedade contra determinado adversário, pode muito bem aceitar dinheiro para jogar com mais desinteresse ainda. E não há um mecanismo que coíba tal prática. A lei não é muito clara e sempre há brechas. &lt;br /&gt;Sabe-se que isso ocorre há anos, e nada é feito. Desta forma, todo o brilho de uma conquista, todo o empenho dos jogadores durante o ano, de nada valem uma vez que os mesmos se desvirtuam de suas obrigações esportivas em prol de benefícios alheios ao esporte.&lt;br /&gt;Além de tudo isso, há ainda a conotação preconceituosa em relação às malas. &lt;br /&gt;A mala preta que seria a ilegal, e a mala branca a qual julgam não haver nada de errado. Independentemente das cores das malas e das notas que vão dentro delas, quem perde mais são os que gostam do esporte. &lt;br /&gt;E a culpa é do caráter corrupto e ganancioso do brasileiro em geral. &lt;br /&gt;A maioria responderia positivamente a um incentivo extra em qualquer atividade que exerça, sendo ilegal ou não, enquanto que dar o máximo de si em seu trabalho não passa de uma obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8673012188844190573?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8673012188844190573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/11/os-malas-e-as-malas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8673012188844190573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8673012188844190573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/11/os-malas-e-as-malas.html' title='Os “malas” e as malas.'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2262820122414289229</id><published>2009-11-19T11:05:00.001-02:00</published><updated>2009-11-19T11:11:35.580-02:00</updated><title type='text'>É o fim do mundo mesmo</title><content type='html'>Você que esta hora está diante do computador do trabalho, com inúmeras planilhas de Excel à sua frente, de saco cheio ainda de manhã, pensando que as férias deste ano serão apertadas, que sua remuneração é baixa, que chegará em casa e terá mais um monte de pepinos de ordem pessoal para resolver, seus problemas acabaram! Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples, mais uma vez, o Fim do Mundo bate à sua porta! Largue tudo, mande seu chefe para o quinto... E rume em direção a um cenário paradisíaco, ou o local dos seus sonhos. Curta seus últimos anos de vida. Este é o primeiro e simplório pensamento que vem à cabeça de todo ser humano ao se falar em apocalipse, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou o pânico generalizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não estou aqui para profetizar, e sim para falar de cinema. Conversava eu com meu amigo e diretor de cinema Marcelo Cypreste, aqui no Rio de Janeiro, quando surgiu a seguinte questão: Hollywood sabe fazer cinema? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer criança de cinco anos riria de nossas caras ao ouvir tal questionamento. Hollywood é alma do cinema, dirão alguns. Quando se fala em produções cinematográficas, qual é o primeiro nome que vem em mente? Sim, exato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo que muitos de nós não sejamos profissionais ou estudiosos no assunto, é algo que intriga e incomoda a quem vive no meio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu no alto da minha ignorância cinematográfica ouso dizer que Hollywood é sim uma máquina de dinheiro. De produzir e de gastar. E isso é inegável. Mas há um abismo entre uma produção caríssima e uma boa obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque seria o Festival de Cannes o mais respeitado entre os profissionais de cinema no Mundo todo? E porque os filmes que mais se destacam em Cannes às vezes sequer chegam ao público em massa? Não é tão difícil responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem realmente faz cinema, gosta, se importa com boas obras, boas atuações, boas direções, sabe a diferença entre os dois tipos de produtos. Ou melhor, a diferença entre uma obra e um produto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, não há como ignorar a presença de Hollywood e suas criações, algumas até muito boas, mas a maioria aquelas que nos enfiam goela abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes nas últimas semanas, ouviu-se falar em final dos tempos? Não, não foi um grupo de religiosos que espalhou tal notícia via internet. A “mega” divulgação do filme 2012 atingiu o objetivo. A promoção foi tão forte que até o “apagão” da última semana foi relacionado a premiére do filme, que estreou, por “coincidência” na sexta-feira 13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos filmes apocalípticos você já assistiu em sua vida? Uns dez? Não duvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “2012”é mais um filme de efeitos especiais respeitáveis, muita destruição e pouco enredo. As causas da extinção do planeta, como em diversas outras produções, são mal explicadas, talvez um pouquinho mais original por não ser um simples pedregulho que viaja em direção a Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clichês mis, no final de quase três horas de agonia (para quem entrou no clima), sempre resta uma esperança. O homem americano adora desafiar E.T.s, monstros e a própria natureza. E vence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que todos já sabemos, é que o Mundo precisa de uma reeducação de costumes, para que se preserve o planeta a fim de que se retardem os efeitos catastróficos causados pela condição humana de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas 2012 é só mais um produto americano que conseguirá sim, arrecadar uma grana violenta ao redor do Mundo. E só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você que está na frente do computador, com a planilha do Excel, cheio de preocupações, esqueça o paraíso e volte a trabalhar, para que em 2013, você esteja numa melhor posição e quem sabe com menos dores de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2262820122414289229?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2262820122414289229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/11/e-o-fim-do-mundo-mesmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2262820122414289229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2262820122414289229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/11/e-o-fim-do-mundo-mesmo.html' title='É o fim do mundo mesmo'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1346308208155829765</id><published>2009-11-12T12:08:00.001-02:00</published><updated>2009-11-12T12:09:06.001-02:00</updated><title type='text'>Órfãos da energia</title><content type='html'>Quantas vezes, nós, moradores de Foz do Iguaçu e vizinhos da maior Hidrelétrica em fornecimento de energia do Mundo a Itaipu, nos perguntamos em casos de queda de energia na cidade como seria isso possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta que costumamos ouvir é que apesar de estarmos ao lado da hidrelétrica, não somos diretamente abastecidos por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, e vos digo, agradeçam por isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite de ontem nas maiores cidades do país foi de calor, desordem e mosquitos. Pelo menos aqui no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 10 estados do país foram afetados pelo mais novo histórico apagão ocorrido em nosso território. Um período mínimo de 40 minutos e máximo de até 6 horas de falta de energia em determinados locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os problemas imagináveis numa situação como esta, praticamente todos concretizaram-se. Trânsito caótico, acidentes, pessoas presas em elevadores, trens e metrôs e o pior deles, a violência urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias questões ainda são postas à mesa uma vez que até o momento presente, o qual escrevo este texto, por volta de 11 da manhã de quarta, não há uma versão oficial e convincente para às causas do “black-out”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, assim que ocorreu a queda, como ao maioria, imaginei ser um problema local. Mas logo recebi uma ligação de São Paulo, aonde vive meu irmão, relatando o problema. Sintonizei o rádio no celular, e comecei a ouvir as possíveis causas e explicações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas já são de conhecimento de todos, não há aqui espaço e nem intenção de repeti-las, e sim debatê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das mais importantes declarações dadas, as principais são do nosso conhecido diretor geral da Itaipu Jorge Samek, que explicou a todos num primeiro momento, a razão pela qual a Usina deixou de fornecer a energia, e os fatos que levaram a isso. Questões de segurança, nada mais justo e correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Horas mais tarde, Samek provavelmente recebendo todo o tipo de informação e solicitação, foi ao ar para deixar claro que o problema não foi da hidrelétrica, que estava cumprindo seu papel de produzir energia, e que a mesma não os faltava, e sim das linhas de transmissão, responsabilidade de Furnas. Acrescentou que há cerca de mil quilômetros de linhas e que justamente por isso seria difícil identificar o foco do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de expor minhas dúvidas, gostaria de dizer que assim como grande parte dos que lêem este texto, conheço a Usina, e apesar de leigo, sou muito seguro quanto a eficiência de Itaipu e seus profissionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duvidas levantadas por vários desde ontem, é quanto à fragilidade mostrada pelas tais linhas de transmissão de energia, caso esta tenha sido de fato a razão do ocorrido. De que adianta possuir toda uma tecnologia de produção quando sua distribuição demonstra falhas? É algo intrigante e difícil de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pela manhã, Furnas se pronunciou dizendo que não houve grandes avarias em suas torres e cabos de transmissão. Dando a entender que a causa não foi essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que o Oeste do Paraná vem sofrendo com muitos fenômenos climáticos, ventos, chuvas fortes, enfim. Porém isso já ocorreu antes, e não causou apagões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento, o que fica claro é que um país como o Brasil não pode ser refém de um sistema de fornecimento de energia único e isolado. Deve haver alternativas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre às explicações à população, entende-se que para que não haja pânico e desordem, até que se saiba o que houve, ponha-se panos quentes. Mas caso haja sabotagem ou invasão por hackers, a situação realmente preocupa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar, lembro-vos que uma das principais candidatas à presidência da República nas eleições de 2010, Dilma Roussef, declarou à duas semanas: “O Brasil não corre mais riscos de apagão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1346308208155829765?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1346308208155829765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/11/orfaos-da-energia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1346308208155829765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1346308208155829765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/11/orfaos-da-energia.html' title='Órfãos da energia'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7997329060285322408</id><published>2009-11-05T00:34:00.002-02:00</published><updated>2009-11-05T00:34:48.198-02:00</updated><title type='text'>Turista não é otário. Respeite-o!</title><content type='html'>Turista não é otário, respeite-o!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, nas merecidas e fugazes férias anuais, priorizei obviamente matar a saudade da família e das atividades as quais tinha o hábito de fazer quando aqui vivia. Antes de prosseguir, gostaria de deixar claro que tenho propriedade em relatar o cenário carioca como natural da cidade, crescido e habituado com a cultura local. Não é perseguição muito menos difamação. O problema do Rio se estende às grandes capitais e cidades de mais evidência e apelo econômico, em suas proporções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao descer no Galeão no sábado à tarde, dei um beijo na mãe e a pedi que levasse minhas malas para casa e me largasse nas imediações do Maracanã. Jogo do Flamengo sempre foi minha terapia. Ganhando ou perdendo eu ia a todo jogo, nem que fosse para ficar rouco de tanto xingar e descarregar minhas frustrações semanais. Minhas primeiras impressões não foram das melhores. Na verdade, nada muito diferente do que sempre foi. Sob o clima tenso das constantes operações policiais, muita algazarra e confusão ao redor do estádio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingresso nas bilheterias? Impossível. Para adquirir um ticket e ver a partida, somente nas mãos do cambista. Cambista é a figura que trabalha para alguém grande, revendendo uma carga de ingressos “X” a um preço 500 % maior do que o original. Isso é crime, claro. Mas ocorre desde que me entendo por gente, aqui e na China. Abordado por um rapaz simpático, eu sem muita alternativa, e com muita vontade de entrar logo no estádio, comprei meu bilhete e para minha surpresa, fui cordialmente levado até a roleta eletrônica aonde o vendedor me garantia a veracidade do seu produto. No meio do caminho cumprimentou uns “rapazes fardados” na maior camaradagem. Desejou um bom jogo e ali se encerrava a falcatrua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a áurea da magnética torcida, e o lindo Maracanã lotado, curti o jogo numa boa. Porém pensava comigo: “Imagina numa Copa do Mundo, nos Jogos Olímpicos?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo encerrado, a maioria do público feliz, aquela zoeira na saída, fui atrás de um táxi, para voltar tranqüilo para casa aonde “mamãe” me esperava com uma comidinha recém preparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo passo, notei a presença de turistas estrangeiros ao lado, também procurando pelo serviço. Ao abordarem um taxista, fiquei chocado com o que ouvi. Os turistas disseram o destino e o taxista foi sucinto: R$ 150,00. Na lata. Os “gringos” contestaram. O rapaz replicou: “Se quiser é assim, e já lhe aviso, que todos fazem o mesmo preço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma máfia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei “p” da vida com aquilo e fui atrás do meu, quando obtive o mesmo tipo de resposta. Ficamos, eu e os turistas rodeando e procurando um táxi que pudesse realizar o serviço de forma honesta. Não encontramos. O resultado, eles pegaram o táxi naquelas condições, e eu andei 2 km até sair do raio de abrangência do estádio. Peguei um táxi e me custou R$ 8,00 até minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: o país pode conquistar prestígio internacional na economia, na política, pode ter riquezas naturais que garantam o futuro da república para mais 500 anos. Mas ainda sim necessitamos de uma reeducação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turista não é otário. Eles, inclusive, têm uma cultura de pesquisarem bastante antes de suas viagens, são precavidos, e por mais que tenham poderio econômico, não jogam dinheiro para o alto. Tratá-los como idiotas, é uma idiotice “macro”. Ele leva uma decepcionante memória para casa e não volta. Além de fazer uma propaganda negativa do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foz do Iguaçu tem características semelhantes ao Rio, em vários aspectos. Recebemos turistas o ano inteiro. E este tipo de comportamento é inaceitável. Compartilho deste exemplo negativo aos que servem turistas na nossa cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este episódio me envergonhou, e sinto que falta muito para recebermos bem eventos da magnitude da Copa e das Olimpíadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamamos da corrupção dos governos, mas grande parte da população age da mesma forma. Tornam-se cúmplices uns dos outros. Desta forma nunca seremos uma sociedade de primeiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta-nos civilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7997329060285322408?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7997329060285322408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/11/turista-nao-e-otario-respeite-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7997329060285322408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7997329060285322408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/11/turista-nao-e-otario-respeite-o.html' title='Turista não é otário. Respeite-o!'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7822663682285934801</id><published>2009-10-29T00:31:00.000-02:00</published><updated>2009-10-29T00:32:03.281-02:00</updated><title type='text'>O superestimado e sua vítima</title><content type='html'>Na busca “sedenta” por assuntos interessantes, um leque de sensacionalismo estampado nas capas dos principais portais do Mundo. Violência, corrupção, fofocas e futebol.&lt;br /&gt;Nunca escondi que o futebol é minha maior paixão e falaria sobre o tema todas as quintas-feiras se este espaço fosse destinado a isto. Na verdade o espaço é livre, mas minha intenção é debater sobre tudo um pouco. &lt;br /&gt;Nesta semana, peço licença ao Jornal e ofereço minha coluna a meu irmão, Marcelo Tupper. É de família, amamos escrever.&lt;br /&gt;O texto que seguirá é de sua autoria, e fala sobre a valorização da “marca” Brasil, o fortalecimento de sua economia, e o contraditório comportamento dos burocratas dinossauros que administram nossa república.&lt;br /&gt;O Brasil está na moda, fama traz visibilidade, e consequentemente, expõe muito mais o mecanismo funcional do Governo. E expondo o Governo, há um grande risco de aparecerem coisas nada agradáveis, além do que tais fragilidades podem resultar a queda da “crista da onda” que o Brasil está posicionado hoje, ante o cenário global.&lt;br /&gt;Nas linhas abaixo, meu brother:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É notório percebermos o quanto o Brasil tem caminhado a passos largos em direção a uma política econômica salutar e estável, basta recapitularmos os últimos acontecimentos que nos inseriram como um país de firmeza e consistência em tal setor.&lt;br /&gt; Para os que não se recordam, há pouco tempo atrás, ocorreu uma espécie de “recessão mundial”, em que grande parte das grandes potências mundiais foram prejudicadas.&lt;br /&gt; Avesso à isso , o Brasil seguiu adiante dando os ombros para tal crise e mostrando de uma vez por todas um grande amadurecimento financeiro e um forte sistema bancário. A conseqüência: Grande demanda de capital estrangeiro investido no país, afinal, tais garantias o tornam como a grande saída para os países envolvidos naquela crise recessiva. Porém de maneira contrária caminha o nosso ministro da economia Guido Mantega , que num ato de puro tirocínio , resolve taxar  de maneira reguladora a entrada de capital estrangeiro no país através do outrora já conhecido IOF , captando 2% do montante investido no país. Mas você, leigo como eu , se pergunta: Mas isso não vai contra o crescimento do país? A tributação de capital estrangeiro investido não irá diminuir ao ponto de frear esse avanço tupiniquim rumo ao status de nova potência do século XXI? &lt;br /&gt;Como citou o jornal El País: “a primeira grande crise da globalização deixa, até o momento, dois grandes ganhadores: os emergentes asiáticos e o Brasil".&lt;br /&gt; Sim, no popular, o Brasil é a bola da vez, o país do momento para quem quer investir e se dar bem e essa taxação do IOF veio para controlar os ânimos dos mais empolgadinhos e oportunistas. Vítima do seu próprio sucesso, o Brasil vê nesse marco regulador uma maneira de diminuir o excesso de aplicações especulativas dos outros países sobre o mercado de capitais, evitando o que se poderia se chamar de bolha na Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros (BM&amp;F ) ou seja ,uma volatilidade , assim como percebemos nos mercados externos.&lt;br /&gt;Somando-se a isso o nosso ministro Mantega ressaltou que a taxação tem como objetivo desestimular a sobrevalorização da moeda brasileira a fim de que as exportações e os empregos não sejam atingidos negativamente.&lt;br /&gt;Quanto a esta certeza do ministro de que tal medida irá refletir de maneira positiva no mercado de ações só posso reagir com ceticismo.”&lt;br /&gt;Marcelo Tupper escreve para o blog http://saladediscussoes.blogspot.com focando a política e a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7822663682285934801?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7822663682285934801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/o-superestimado-e-sua-vitima.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7822663682285934801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7822663682285934801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/o-superestimado-e-sua-vitima.html' title='O superestimado e sua vítima'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2921762346769806062</id><published>2009-10-22T00:32:00.005-02:00</published><updated>2009-10-22T00:36:42.048-02:00</updated><title type='text'>É difícil servir bem?</title><content type='html'>Dias atrás lembro de ter saído de um restaurante prometendo nunca mais voltar. Acabei voltando. Em muitos lugares o produto “se vende”, e talvez a singularidade de tal, o faça ponderar a péssima prestação de serviço pela satisfação de consumi-lo.&lt;br /&gt;Não me julgo capaz de propor através deste espaço um boicote às pessoas que são pessimamente tratadas por um serviço de atendimento “aleijado”. Mas posso sugerir que sejam mais exigentes e atentas aos que têm o dever de vos proporcionarem ao menos o bem estar naquele ambiente.&lt;br /&gt;Não é de hoje que vivencio experiências inacreditáveis de descaso de funcionários com seus clientes, de forma explícita e revoltante.&lt;br /&gt;Imaginar que numa cidade como Foz do Iguaçu, que recebe turistas do mundo todo, que tem uma população permanente exigente e consumidora, contempla em vários segmentos comerciais uma prestação de serviços tão mal preparada. &lt;br /&gt;Um problema que parte da própria administração do local à consciência do colaborador quanto ao seu papel não só ate ao empregador, e sim ao cliente, a principal fonte de manutenção de seu próprio emprego e estabelecimento respectivamente.&lt;br /&gt;Sabe-se que o investimento em treinamentos e a valorização do funcionário são fundamentais para que o mesmo desempenhe sua função com excelência. E valorização não significa simplesmente elevar salários. Eu falo em motivação, reconhecimento, condições ideais de trabalho. Pois certamente um funcionário satisfeito presta um atendimento melhor e o resultado disso é a cadeia de satisfação completa. Proprietário, colaborador e cliente.&lt;br /&gt;Não é a toa que as maiores empresas do Brasil e do Mundo adotam periódicos programas de treinamento nos quais dá-se aos seus funcionários além do conhecimento pleno de como desempenhar seu papel na empresa, incentivo e reconhecimento inclusive nos cargos de menor nível hierárquico.&lt;br /&gt;Este tipo de investimento é fundamental, mesmo que haja contratempos. Obviamente por razão ou outra existem extensões de determinadas empresas que evidenciam falhas em seu contato com o cliente e a forma como o produto é entregue, principalmente as maiores cadeias, pelo fato de alguns de seus responsáveis em determinadas localidades não administrarem da forma correta, colocando interesses particulares à frente dos interesses da empresa. &lt;br /&gt;Quem sofre novamente é o consumidor.&lt;br /&gt;Por isso, cabe ao maior atingido pelo mau profissionalismo, cobrar destas pessoas uma melhora. De que forma? Expondo a insatisfação. Geralmente saímos do local prometendo não voltar, como iniciei o texto, mas o fato é que a maioria das pessoas simplesmente esquece e volta, e só relembra o fato ao ser abordado novamente pela equipe do estabelecimento.&lt;br /&gt;As maiores empresas possuem um canal direto de comunicação, enquanto nas menores geralmente se tem uma maneira de transmitir ao gerente e ou até ao próprio proprietário.&lt;br /&gt;Converse, deixe uma anotação, sempre de forma educada. &lt;br /&gt;Eu tenho certeza que alguns lugares específicos logo apresentarão mudanças, uma vez que seu serviço demonstra-se tão evidentemente insatisfatório.&lt;br /&gt;É preciso que nossa cidade receba bem. Aliás, este é o “be a ba”  do anfitrião. Não consigo mais acreditar que nesta cidade existam pessoas servindo tão mal a população e seus turistas.&lt;br /&gt;É sabido que se trabalha muito para construir-se uma boa imagem e que um deslize qualquer suja esta mesma imagem com muita facilidade.&lt;br /&gt;E considero injusto aos que trabalham bem e as empresas que investem nisso carregarem o estigma de que a prestação de serviços em Foz do Iguaçu é ruim. &lt;br /&gt;E isso acontece. &lt;br /&gt;Os setores de comunicação direta à população e turistas necessitam de um serviço excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2921762346769806062?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2921762346769806062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/e-dificil-servir-bem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2921762346769806062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2921762346769806062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/e-dificil-servir-bem.html' title='É difícil servir bem?'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7997910280454217438</id><published>2009-10-15T14:09:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T14:11:20.028-03:00</updated><title type='text'>A parte boa do que somos</title><content type='html'>Quem nunca falou que a família só é boa em porta-retratos, à distância, que atire a primeira pedra. Eu mesmo já o fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condenada por alguns especialistas e sociólogos como instituição falida, a família ainda é fator fundamental na formação do indivíduo. Há uma visível mudança sócio-comportamental com o avanço tecnológico e econômico que nos remete a individualidade. Desde a inserção da mulher no mercado de trabalho, aos mais modernos apetrechos eletrônicos que nos dão a ilusória sensação de auto-suficiência. Você fecha negócios via mensagens em seu BlackBerry e comemora o Natal com a família numa vídeo conferência  através do Skype. Mantêm-se atualizado quanto aos passos de amigos através de suas redes sociais diariamente atualizadas, e faz um pedido de fast-food via chat. Laptops e aparelhos de telefone celular são o sexto e o sétimo sentido da espécie humana contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo competitivo te oferece poucos espaços. E os espaços coletivos são escassos. E essa afirmação refere-se a todos os âmbitos. Desde o espaço físico, quanto o profissional. A corrida tecnológica e econômica é inversamente proporcional aos recursos que o planeta oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovens cada vez mais jovens, sucumbem à pressão imposta por todos ao seu redor. E na maioria das vezes não estão preparados à isso. E tal pressão inicia-se dentro da própria casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o papel de prepará-los não foi substituído por nenhum computador. Ainda é da tão falada instituição falida, a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princípios morais, caráter, autoconfiança, fé, educação e principalmente amor, são alicerces fundamentais para a nossa sobrevivência ante tantos desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que máquina é capaz de prover tais capacitações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou da geração da transição, e minha família sofreu com o início do processo. Somos cinco membros distantes e isolados geograficamente. Porém tal distância física não nos faz separados. Resistimos a esta nova formação social com o que aprendemos de fundamental dentro do ambiente familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, aos que ainda convivem em família, é fundamental o cultivo destes princípios para que haja um equilíbrio no futuro. Quando falo em tal ambiente familiar, não me refiro a casa cheia, e sim a sintonia entre os membros. Amem-se, ajudem-se, respeitem-se e sejam justos uns com os outros. Aos mais velhos, transmitam o que de bom lhes foi ensinado, e não façam pagar os mais novos as frustrações passadas. Lembre-se que há a responsabilidade de se manter a essência moral. Todos nós envelheceremos, e caberá aos sucessores transmitir o bem, numa sociedade aonde isso já é raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente pela enorme falta de características as quais aprendemos no inicio da vida, que é muito difícil hoje, encontrar correntes voltadas à preservação ambiental, a pessoas interessadas no agrupamento social, na verdadeira união de raças. A globalização, o rompimento de fronteiras, é de mero interesse político. Enquanto que o real interesse é a segregação individual. Carros compactos, apartamentos menores, computadores de mão, pontos eletrônicos, toda a tecnologia nos remete a uma suposta auto-suficiência ilusória e somente atingível aos de maior poderio econômico. Uma re-edição artificial da teoria da “seleção-natural”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina-se que o Mundo é dos mais fortes e espertos, e a busca pelo sucesso (poderia dizer, sobrevivência) nos faz homens muito mais pobres de espírito, amargurados e covardes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a verdade é que somos seres muito mais dependentes de algo que a evolução tecnológica não é capaz de nos prover. O sentimento recíproco. A união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira manifestação de união parte de dentro para fora, e é a família. E há muita força de fora para dentro para que ela se desfaça. Cultive a sua se ainda a têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7997910280454217438?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7997910280454217438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/parte-boa-do-que-somos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7997910280454217438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7997910280454217438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/parte-boa-do-que-somos.html' title='A parte boa do que somos'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2864803063033896822</id><published>2009-10-08T02:01:00.001-03:00</published><updated>2009-10-08T02:05:22.623-03:00</updated><title type='text'>ENEM: o "x" da questão!</title><content type='html'>O processo de seleção para o ingresso nas universidades e faculdades do país nunca foi o ideal, todos sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à polêmicas quanto ao conteúdo aplicado, considerado retrógrado e ineficiente ao regime de cotas, explicitando um dos maiores problemas sociais deste país, a divergência econômica e a questão da etnia, o tema em pauta hoje é o ENEM, processo que substituirá de vez os vestibulares nacionais, prometendo distribuir de forma mais justa e coerente as vagas tão concorridas nas principais instituições de ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos tendo sua importância relegada à segundo plano, hoje o exame nacional do ensino médio é visto como um dos mais importantes concursos do país. Supervalorizado, o material da prova virou objeto de ganância dos impostores. Como uma filha indefesa de pais milionários, foi facilmente seqüestrada por dois larápios funcionários da gráfica "responsável" pela copia dos exemplares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como todo seqüestro tem sua motivação financeira, os rapazes espertos, pediram a membros da imprensa a "bagatela" de quinhentos mil reais pelo conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o furo já estava caracterizado, e gratuitamente. Se a idéia era expor o frágil sistema de proteção utilizado num procedimento tão importante, o objetivo foi atingido, e sendo assim, fica difícil acreditar que tal furto tenha tido a simples intenção enriquecimento. Parece coisa maior. Interesses difusos, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta do ENEM não é de agrado unânime, isso já foi evidenciado assim que o ministro de educação Fernando Haddad manifestou sua vontade de promover o exame ao caminho exclusivo de acesso ao ensino superior em alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses antes, houvera um problema de caráter documental que já ameaçara a prova de ser realizada em sua data prevista. Agora, dias antes, o material é roubado sem que haja uma motivação clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito mais compreensível se os dois envolvidos diretamente no ato do furto fossem pegos tentando vender o conteúdo da prova à candidatos. Faria algum sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque procurar diretamente a imprensa para que se propagasse tal escândalo, senão com uma finalidade moral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a dupla de Felipes, os protagonistas do episódio, ousariam se expor por algo tão pequeno, sabendo que havia ali inúmeras câmeras de segurança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente fizeram tudo respaldados por alguém que os dera garantias de que a pena seria branda e vantajosa no final das contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, cerca de quatro milhões de candidatos foram lesados, a nova data prevista para a realização das provas coincide com mais inúmeros vestibulares, e o sistema demonstrou falta de confiabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como as empresas responsáveis são escolhidas é questionada. Licitações más redigidas dão brecha para que o serviço não seja eficaz. É inaceitável que indivíduos "comuns" manejem documento de tal importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal seria a escolha por excelência. As empresas mais capacitadas fazem o serviço. E deve haver fiscalização severa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas universidades, incluindo a "nossa" Unioeste, ainda não decidiram se mudarão suas datas em virtude da proximidade de aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um furo de notícia, este acontecimento mexe com o futuro de milhares de jovens deste país. Sabe-se que o processo seletivo é tenso e concorrido, e qualquer desvio de concentração na reta final pode resultar na perda da vaga, numa prova mal feita, em mais um ano perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, o revolucionário ENEM sai enfraquecido, com sua credibilidade abalada, e com certeza, os mentores deste crime (que não foram os dois rapazes), com o seu objetivo selado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2864803063033896822?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2864803063033896822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/enem-o-x-da-questao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2864803063033896822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2864803063033896822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/enem-o-x-da-questao.html' title='ENEM: o &quot;x&quot; da questão!'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8012046127290220794</id><published>2009-10-02T18:27:00.003-03:00</published><updated>2009-10-02T18:39:57.197-03:00</updated><title type='text'>Extraordinário !</title><content type='html'>Se você leu meu último texto, seja no jornal seja neste blog, provavelmente hoje lembrou-se das minhas palavras.&lt;br /&gt;Posso ser julgado chato, sim, ao invés de torcer por algo inédito e grandioso ao nosso país, preferi me posicionar contra. Sim, porque sou um dos alguns indignados com um país com tanto para ser mais, ser um oasis de corrupção. &lt;br /&gt;Porém hoje confesso, como brasileiro, especialmente como carioca, que foi inevitável me emocionar. Não com os rapazas de terno que nos representavam em Copenhague, sim com o povo, com as nossas belezas, com a nossa alegria, nossa paixão, como dizia o "slogan" da campanha. Apesar de sabermos que inevitavelmente muitos tirarão proveito dos investimentos a serem feitos, que muita coisa ainda não vai mudar desta vez, que o acesso a grande parte dos eventos quando se realizarem será restrito a um seleto grupo, a sensação de grandeza, de vitória, de orgulho é inegável.&lt;br /&gt;Não estou me contradizendo e nem retiro o que escrevi a uns dias atrás. &lt;br /&gt;Mas surpreendi-me com a sensação de felicidade hoje.&lt;br /&gt;Resta agora a esperança de que o lado ruim fique de lado, que as pessoas aproveitem a magnitude e o espírito deste evento para deixar algo de bom a cidade, ao país, aos brasileiros.&lt;br /&gt;Porque na verdade, se formos esperar por um país perfeito para realizarmos coisas grandes, talvez nunca tenhamos nada. &lt;br /&gt;Então vai assim mesmo, fiscalizemos a grana pública e façamos história.&lt;br /&gt;Parabéns Rio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8012046127290220794?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8012046127290220794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/extraordinario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8012046127290220794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8012046127290220794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/extraordinario.html' title='Extraordinário !'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-237419119788315883</id><published>2009-10-01T00:07:00.001-03:00</published><updated>2009-10-01T00:08:20.915-03:00</updated><title type='text'>Rio 2016? Não apóio.</title><content type='html'>Quem acompanha o noticiário certamente tem notado como intensificou o lobby pela candidatura do Rio de Janeiro à sede dos jogos olímpicos de 2016. &lt;br /&gt;Antes de falar sério, gostaria de dizer que essas escolhas de sedes para Copas do Mundo e Olimpíadas me fazem mal. Porque estamos em 2009 e os “caras” já têm contratos e projetos firmados para eventos daqui há 10 anos. Entendo a necessidade de antecipação das decisões para que haja o preparo necessário e adequado para a realização de tais eventos. Qualquer dia, estarei tratando de datas que sequer terei certeza se estarei vivo. &lt;br /&gt;Comentários pessoais inúteis à parte, esta candidatura, assim como sua possível realização, deve ser vista com diferentes olhos dos que nos passam os interessados.&lt;br /&gt;A Copa do Mundo de 2014 está confirmada, e não há o que fazer, a não ser nos conformarmos e fingir que tudo será muito legal e positivo, para o país, para a sociedade direta e diretamente envolvida. Os Jogos Olímpicos são da mesma, ou até maior proporção do que um evento do porte da Copa. O “x” da questão é: o Brasil têm condições de sediar eventos desta magnitude, sendo carente de outras prioridades, havendo tamanha desigualdade social, violência e falta de infra-estrutura? &lt;br /&gt;O Pan-Americano de 2007 no Rio de Janeiro, foi um “rascunho” da incompetência de planejamento e da incapacidade dos responsáveis de organizarem. Para quem assistiu aos jogos até o último dia, gostou das competições, se divertiu e parou por ali, talvez tenha sido legal. Mas um dos principais argumentos dos defensores da realização destes jogos, o progresso, a melhoria de infra-estrutura, a mobilização da sociedade e o emprego, não têm base alguma.&lt;br /&gt; O Rio de Janeiro possui hoje vários “elefantes brancos” do esporte. As arenas que custaram milhões estão largadas, sem manutenção, obsoletas. A Prefeitura poderia, por exemplo, fornecer determinados espaços para as crianças das comunidades carentes praticarem esportes. Isso não ocorre.&lt;br /&gt;A rede de transportes que teve como promessa uma melhoria considerável, se mantêm problemática. &lt;br /&gt;A segurança que supostamente aumentaria, restringiu-se aos dias de evento, obviamente. &lt;br /&gt;O Brasil por ser um país de características continentais, tem poucos atletas bem sucedidos no esporte, se comparado a pequenas nações européias. Justamente pela falta de estrutura e incentivo.&lt;br /&gt;E essa é mais uma “lorota” que nos contam para que apoiemos tal candidatura. O Brasil se tornará uma potência no esporte. Mentira. Com essa administração, com esses cargos perpétuos e mentalidade retrógrada e oportunista, continuaremos sendo enganados.&lt;br /&gt;Sobre no legado do Pan, até hoje não se conseguiu declarar à União o destino da verba disposta para a realização dos jogos, incluindo as obras de preparação, e as necessidades básicas. E o mais legal disso tudo? O dinheiro é público, ou seja, meu e seu. E mesmo sem conseguir explicar para onde foi tanto dinheiro, o que aconteceu com os “caras”? Se re-elegeram em seus cargos. &lt;br /&gt;O problema é que tais informações não chegam a grande maioria.&lt;br /&gt;Enquanto um monte de gente faz festa para recebem a Copa do Mundo em 2014, e faz campanha para eleger o Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o país continua com seus crônicos problemas postos de lado.&lt;br /&gt;Eu adoro esporte, mas detesto ser tratado como otário. &lt;br /&gt;Se você acha que conseguirá assistir a algum jogo na Copa do Mundo, sem despender de um valor com no mínimo quatro dígitos, acorde. Metade da carga será para políticos, 40% será para patrocinadores, e 10% para o público, provavelmente estrangeiro. Se você acha que a violência vai diminuir, que sua cidade vai ficar um “brinco”, que o transporte será eficaz e que o Brasil será uma potência do esporte, tire o “cavalinho da chuva”. No Brasil é diferente. Agora, se você tem consciência de que o país continuará o mesmo, e os principais envolvidos na realização enriquecerão, você está certo.&lt;br /&gt;Ah, e tudo por nossa conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-237419119788315883?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/237419119788315883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/rio-2016-nao-apoio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/237419119788315883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/237419119788315883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/10/rio-2016-nao-apoio.html' title='Rio 2016? Não apóio.'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2093616781469447628</id><published>2009-09-24T00:11:00.001-03:00</published><updated>2009-09-24T00:12:02.033-03:00</updated><title type='text'>Há vagas! Mas só as de sempre...</title><content type='html'>Com o aparente sentimento de que “o pior já passou”, o que parecia mais um comentário patético e sem relevância acabou ganhando status de definição perfeita para o que acabou sendo a crise para o Brasil, na visão do presidente: “apenas uma marolinha”. O país já recebe novo grau de investimento por agências internacionais e o Pré-Sal nos reserva um futuro jamais tão próspero. Tudo bem, metade das pessoas não faz a mínima idéia do que isto significa. O que acontece na prática é que os números relacionados à economia do país estão voltando ao normal. Oportunistas aproveitam esta tendência para falar em crescimento, mas a verdade é que apenas se trata de uma readaptação, uma suposta volta à normalidade. As empresas e indústrias com seus postos ociosos voltaram a restabelecê-los. O desemprego diminuiu nos últimos meses justamente em virtude disso.&lt;br /&gt;O interessante é que o que era ruim ontem passa a ser maravilhoso hoje.  Os melhores percentuais atingidos no Brasil ainda estavam longe de serem os ideais. &lt;br /&gt;A forma como a vaga de trabalho é oferecida ainda é desigual, o que favorece as classes econômicas mais favorecidas nas principais ocupações, nas maiores empresas, limitando a grande maioria a postos de trabalhos nos quais as exigências de qualificações são menores. Ou seja, não há meio termo. A maior parte da população situada nesta faixa econômica mediana, a famosa “classe média”, vê-se distante da realização profissional justa. Há preconceito e segregação nas indicações para cargos importantes e de responsabilidade, assim como há poucos de tais cargos disponíveis no mercado de trabalho. Fala-se de falta de mão de obra qualificada. É oportuno utilizar-se deste argumento num país aonde a educação é pífia e a desigualdade social é latente. Mas é um argumento falho.&lt;br /&gt;O corporativismo afunila as possibilidades do cidadão comum de, por meio de seu próprio esforço, adquirir sua colocação máxima dentro de um patamar hierárquico pré-determinado. A resignação pelo emprego seguro e que garante o ordenado mensal acaba sucumbindo. A conseqüência evidencia a realidade, que é a de pessoas razoavelmente qualificadas realizando funções primárias, em muitos casos sem exigir do intelectual, deixando os trabalhadores com qualificações inferiores sem emprego. E no topo da cadeia, pessoas escolhidas “a dedo”, de acordo com interesses inerentes ao mercado de trabalho, criando um largo espaço entre uma classe e outra.&lt;br /&gt;Característica comum ao Mundo cada vez mais selvagem e capitalista.&lt;br /&gt;Às “cadeiras cativas” das principais referências econômicas nacionais não são de acesso liberado. Em muitos casos forja-se até seleções minuciosas e testes inúmeros, enquanto que já há o escolhido.&lt;br /&gt;É crescente a “opção” dos profissionais pelo trabalho alternativo. Sendo a formação subjetiva para seu desenvolvimento dentro de uma companhia, o indivíduo opta pela diversidade de características. E geralmente essa readaptação foge à sua formação específica. &lt;br /&gt;Outra saída é o ingresso em instituições públicas mediante concursos cuja concorrência é desigual e em alguns casos “desumana”. Passando, o sujeito que estudou a vida inteira determinada habilidade, trabalhará no administrativo de algum segmento do governo em troca da estabilidade inabalável, ganhando um salário mediano mais benefícios. Errado? Claro que não. Mas...&lt;br /&gt;Ou seja, há um desequilíbrio mercadológico no país evidentemente manipulado de forma consciente. &lt;br /&gt;O resultado disso é a formação de algo como um “campo de força” que inviabiliza qualquer suspiro de inovação e abertura. &lt;br /&gt;O sistema é fechado e protegido.&lt;br /&gt;Talvez até meados de 2010 abra-se mais “casas” para peões neste “tabuleiro”, mas as torres, os bispos, o Rei e a Rainha seguirão a “linhagem”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2093616781469447628?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2093616781469447628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/09/ha-vagas-mas-so-as-de-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2093616781469447628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2093616781469447628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/09/ha-vagas-mas-so-as-de-sempre.html' title='Há vagas! Mas só as de sempre...'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-5617646887636994428</id><published>2009-09-17T01:11:00.001-03:00</published><updated>2009-09-17T01:12:59.007-03:00</updated><title type='text'>Qual é o real valor do esporte?</title><content type='html'>A infusão da tecnologia no esporte influenciou de forma pesada nos rumos da atividade ao longo dos últimos anos, tanto na operacionalização em si quanto em sua divulgação e interesses inúmeros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constatação de que o esporte vende, trouxe como conseqüência uma corrida acirrada da mídia e patrocinadores acerca dos principais eventos. Conseqüência esta ainda a ser discutida, quanto a seus benefícios e /ou malefícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa visão econômica macro, a “transformação” do esporte em produto revelou um potente segmento a ser explorado. Os contratos de patrocínio às ligas européias de futebol ou aos campeonatos de automobilismo como a Fórmula 1 e a Moto GP, por exemplo, possuem números “estratosféricos”. Se os eventos recebem tal aporte monetário, o que dizer de suas estrelas, seus protagonistas? Os “atletas” hoje são muito mais que esportistas, são artistas. Vendem sua imagem por um valor às vezes mais caro que o seu próprio desempenho. A superexposição dos mesmos os subsidia com o direito de imagem concedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui apaixonado por esportes em geral. Claro, como brasileiro é natural que o futebol seja minha fixação, mas adoro por exemplo, o automobilismo e o tênis. Fora que acompanho sempre que posso pela televisão, todos os tipos de eventos esportivos, até torneio de bolinha de gude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E justamente por acompanhar de perto, percebo o desapego cada vez maior pela essência esportiva. O jogo, a coletividade, a vitória e a derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante hoje não é mais o espírito, e sim como esse espírito se mostra, que marca estampa e o quanto ela rende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se partirmos de um princípio que o esporte “depende” da iniciativa privada para sua manutenção e desenvolvimento, como segregar os ideais dos atletas e suas metas às de seus patrocinadores, da mídia e do público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecimentos como o ocorrido com Nelson Piquet Jr. Na Formula 1 servem, infelizmente, como sustentação para este texto e o raciocínio o qual pretendo expor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero questionar a atitude do piloto em si, ou por à prova o caráter do rapaz. Fica claro que existiram pressões por todos os lados. Mas pressupõe-se que um piloto que chega a Fórmula 1 é provido de todos os requisitos que à categoria exige, inclusive estabilidade emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, torna-se injustificável tal atitude. Nelsinho foi precipitado, algo comum aos mais jovens. Entendo que seria muito mais apropriado para ele negar-se a fazer parte de tal farsa. Que perdesse seu posto na equipe, mas fortalecesse sua postura correta. A verdade viria à tona de qualquer forma, e talvez antes, e Nelsinho sairia intacto de toda a trama. Hoje, por mais que ele não seja punido, portas fecharão, e acredito que mesmo que volte, será sob olhares desconfiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem gosta do esporte e vê-se ludibriado por armações premeditadas, é uma enorme decepção. Não se trata de um programa de auditório ou de um “reality show” com seus intervalos comerciais incessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esporte mexe com a vida das pessoas de forma intensa. E a deturpação do conceito desportivo cria esta enorme dúvida quanto ao futuro deste segmento tão apaixonante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado corações, suor, emoção. Do outro os poderosos, interesses e dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ainda têm dúvida sobre quem ganha esse jogo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-5617646887636994428?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/5617646887636994428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/09/qual-e-o-real-valor-do-esporte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5617646887636994428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5617646887636994428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/09/qual-e-o-real-valor-do-esporte.html' title='Qual é o real valor do esporte?'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8743159742524944334</id><published>2009-09-10T11:45:00.001-03:00</published><updated>2009-09-10T11:47:53.855-03:00</updated><title type='text'>Flagrante fajuto</title><content type='html'>Venho de uma família numerosa. Vários tios e primos para todos os lados. Sempre fomos muito carinhosos entre nós, em gestos e palavras. Comportamento comum ao povo latino. Sangue quente, intenso. As manifestações entre seus membros tende a ser fervorosa, tanto nas brigas quanto nos afagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso ter achado muito exagerado e estranho num primeiro momento, a prisão do italiano em Fortaleza, por ter beijado sua filha de quatro anos na boca. Não estou me posicionando a favor deste tipo de comportamento. Compreensível parecer chocante e absurdo para muitos, mas deve-se esclarecer a forma como tal beijo foi dado na criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe a nós, desprovidos da real situação do caso, pré-julgar este fato isoladamente. E a minha intenção ao escrever sobre isso não é noticiar nem averiguar o que realmente ocorreu. Independente do que vier a ser comprovado, o que me deixa curioso, é que num país onde um dos principais "atrativos" oferecidos para o estrangeiro, seja em publicidade impressa ou através da internet, seja o sexo fácil e barato, inclui-se neste "pacote" a prostituição infantil, haja todo este alarde. E não menos estranho em uma região aonde é sabido que mães põem suas filhas desde cedo a vulgarizarem seus corpos em troca de dólares e euros ou as trocam por caixas de cerveja ou carteiras de cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como “bode expiatório”, um flagrante gravado por uma câmera de segurança, vira um exemplo de como combater esse tipo de violência. No Brasil? “Pra cima de moi?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o cidadão for realmente culpado de molestar sua filha, deve ser julgado, preso, enfim, pagar pelo absurdo que é a violência sexual a menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, noticiar mundialmente a moralidade não combina com um Brasil a cada dia mais imoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do senado à polícia militar corrupta no Rio de Janeiro, do mega-empresário ao favelado que rouba e mata pelo tráfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;É legal argumentar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, em meu último texto, coloquei em cheque o que se chama de “liberdade de expressão” neste país. Naquela ocasião, motivado por uma reportagem que li sobre a opressão à “Marcha Verde”, proibida sob alegação de apologia à maconha. O assunto é complexo e cabem semanas de textos e discussões. O fato é que a liberdade de expressão neste país só vale ao que for conveniente aos “poderosos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma liberdade que permite a qualquer cidadão sensato exercer a profissão de jornalista, desde que tenha noções básicas da escrita do português e interpretação, cala cidadãos que pretendem pôr seus argumentos em discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é a complexidade das leis em nosso país. Há legalidade no consumo e propaganda de drogas lícitas como o álcool e medicamentos. Pessoas são fortemente dependentes deste tipo de droga, e a dificuldade à procura de reabilitação se torna muito mais difícil, (como não seria?), diante do incentivo massivo à sua compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do alcoolismo e do tabagismo, além da dependência química a medicamentos, com muito menos importância como deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual seria o interesse em alertar às pessoas aos perigos do exagero de consumo de determinados produtos, sendo eles os mais rentáveis do mercado, tanto para o governo quanto para os grupos responsáveis pela produção? A indústria é poderosa. O povo é frágil, mas a alimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas indagações não significam que acho certo que se legalize a maconha sem que haja discussão. A luta por isso, por parte de quem a defende, esbarra na própria lei. Qualquer manifestação que sugira a utilização de uma droga proibida torna-se ilegítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o tráfico de drogas diminuirá e a violência como conseqüência é outra história. O que defendo é a argumentação, em todos os casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8743159742524944334?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8743159742524944334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/09/flagrante-fajuto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8743159742524944334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8743159742524944334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/09/flagrante-fajuto.html' title='Flagrante fajuto'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-3323143369745283918</id><published>2009-09-03T10:44:00.003-03:00</published><updated>2009-09-03T10:56:39.167-03:00</updated><title type='text'>Liberdade de quê?</title><content type='html'>Já fui uma pessoa mais preocupada e esperançosa com o futuro desta república de dimensões continentais, chamada Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto um desconforto imenso quando leio o noticiário, diariamente, e perco minutos tentando entender como certas coisas ainda acontecem de forma tão simplória, sendo essas de cafajestice usual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é de um país aonde a definição da liberdade de expressão e democracia se distorceu completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atuais e famosos “atos secretos”, a realização de projetos em prol do desenvolvimento e infra-estrutura nacional tendo como alicerce uma enxurrada de dinheiro público, meu e seu, e o simples fato de sermos obrigados a exercer a “cidadania” do voto, nos tornam falsos liberalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro encara como liberdade ter um teto, nem sempre próprio, um emprego provavelmente não remunerado da forma como a merecida, uma televisão na sala aonde possa assistir ao seu futebol no Domingo e um pack com doze latinhas de cerveja na geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero muito pouco para um país com tanta gente brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que exercem tais bons pensamentos em magnitude inversamente proporcional à necessidade que o país tem delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpadas? Porque deveriam sentir-se?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem em sã consciência se propõe a peitar dinossauros burocratas que perpetuam a incompetência e corrupção que se arrastam pela história do poder tupiniquim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de omissão, e sim de delegar seus dotes a atividades que tragam resultados satisfatórios na escalas em que lhes é possível ante o quadro arcaico das políticas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas ocupam posições importantes e são bem sucedidas em suas ações, idéias e administrações. E estão disponíveis a nós. Busquem-nas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a tentativa de resgate da liberdade de expressão de dentro para fora. O brasileiro ainda precisa entender dentro de si o que significa isso, para que defenda seus argumentos de forma correta, almejando obter resultados em suas idéias propostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem formas de buscar o conhecimento hoje, como nunca houve antes. O conhecimento é a arma para a mudança. Logo, fica pressuposto que há uma boa vontade imensa dos interessados com a manutenção da ignorância da grande camada populacional. Isso não pode se transformar em motivo para continuarmos sendo subdesenvolvidos. Talvez em administração política sim, mas não em cultura e intelectualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um “muro” propositalmente construído a frente do que é importante para o desenvolvimento de uma sociedade com tanto potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentam nos enfiar goela abaixo uma realidade estagnada. Vendem-nos a desesperança. Anestesiam-nos com novelas, reality shows e futebol. Metade do que acontece no palácio do planalto é disponibilizado da mais incompreensível e monótona forma, para que justamente não haja interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabe a maioria das pessoas o quão baixo nível são determinados episódios ocorridos em Brasília, equiparando-se às mais patéticas cenas de duas sisters “siliconadas” de um show de horrores destes que passam todo ano na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino também como seria produtivo se ao menos duas vezes por semana, jornalistas e estudiosos se reunissem para comentar ao vivo, por horas a fio os devaneios providos do senado, da mesma forma que discutem por uma hora se foi pênalti ou não no Joãozinho no jogo de Domingo á tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura do conformismo impera. Fica difícil encontrar um indivíduo que assuma sua responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-3323143369745283918?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/3323143369745283918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/09/liberdade-de-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3323143369745283918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3323143369745283918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/09/liberdade-de-que.html' title='Liberdade de quê?'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2603335780730864452</id><published>2009-08-27T01:13:00.000-03:00</published><updated>2009-08-27T01:14:45.950-03:00</updated><title type='text'>O médico e o monstro, a lebre e a tartaruga</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Doutor Monstro&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas coisas são realmente dificílimas de entender. Um cidadão que passa anos entre formação e especialização, constrói uma reputação invejada, nomeia a própria clínica numa das regiões de maior poderio econômico do país. Pela descrição, uma pessoa realizada, um médico de sucesso. Eis que então revela-se o monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos 56 vítimas confessas do médico, contam que sofreram lesões corporais íntimas após serem fortemente sedadas pelo “Doutor”, se é que ainda pode-se dar tal denominação ao “crápula”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, transferido para o presídio de Tremembé, passará por fase de adaptação, sozinho. Ah “Doutor”, não fique acanhado, afinal, esta penitenciária abriga o Nardoni. Quem sabe não encontrem-se para jogar um dominó ao sol e fazer uma disputa particular: jogar criança da janela do apartamento ou estuprar mais de 50 mulheres inconscientes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironias à parte, nenhuma justiça e capaz de tirar o trauma destas mulheres e suas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais incorreto que pareça, a expectativa é que ocorra a famosa justiça das celas, e o “Doutor” vire “Boneca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Preto no Branco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que se fala em cor, etnia ou raça, logo pensamos no “insistente” tema preconceito. É chato constatar que ainda hoje exista este tipo de sentimento dentro de determinadas pessoas e grupos. E é mútuo. Não só exclusividade dos chamados “brancos”. O fato é que pelo histórico, é notório que os afro-descendentes tenham sofrido muito mais com o racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana foi divulgada uma matéria em que a Microsoft alterou uma de suas fotos publicitárias, aonde numa aparente reunião de negócios, a figura, mais especificamente o rosto de um cidadão negro foi trocado por um rosto “branco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propaganda veiculou com a alteração na Polônia. Intrigante não? A empresa pronunciou-se, obviamente, desculpando-se pela gafe, mas nem a mesma conseguiu explicar o ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é acreditar que um suposto hacker tenha alterado a arte publicitária de uma empresa como a Microsoft. Estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A lebre e a (nem sempre) tartaruga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que posso, ironizo o Rubinho. Virou cultura nacional, como o samba, como a caipirinha, enfim, zoar o Rubinho faz parte do Brasileiro. Mas sou justo, e a “tartaruga” na sua perseverança venceu no Domingo passado. Bom acordar e ver o Brasil ganhar uma corrida de novo. O que não é legal é o Galvão Bueno gritando, mas aí é tecla mute no controle remoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usain Bolt é o nome do momento. O cara voa no chão. Grandão, brincou com suas pernas longas no mundial de atletismo de Berlim. Quebrou vários recordes. E deve vir mais por aí. Só faço uma objeção ao seu estilo. Legal ele ser positivo e tudo, mas sua descontração, para minha particular opinião, beira a soberba, o desrespeito. Os repórteres adoraram quando ele “brincando” disse que os brasileiros deveriam jogar futebol ao invés de correr. Para mim, tudo bem, então eles que parem de jogar futebol também, porque a seleçãozinha de futebol da Jamaica sabe no máximo cantar um Reggae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em empáfia, e o Maradona hein? Falou demais, de novo. Não aprende mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2603335780730864452?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2603335780730864452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/08/o-medico-e-o-monstro-lebre-e-tartaruga.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2603335780730864452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2603335780730864452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/08/o-medico-e-o-monstro-lebre-e-tartaruga.html' title='O médico e o monstro, a lebre e a tartaruga'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4618038607823115435</id><published>2009-08-20T14:45:00.001-03:00</published><updated>2009-08-20T14:46:21.074-03:00</updated><title type='text'>Não se discute? Com respeito, por que não?</title><content type='html'>Futebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço questão de mencionar uma das pessoas que me inspira e me faz companhia nas tardes semanais cotidianas desta cidade. Ao tomar meu cafezinho, tenho a honra de trocar muitas idéias com o grande Ulisses. Ao lado de sua esposa Sandra, vieram a Foz, e apesar de “forasteiros”, formam um casal de sucesso que fazem esta cidade tornar-se mais acolhedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é com o amigo Ulisses que troco minhas idéias futebolísticas. Sempre coerentes. Hoje, a moda no Campeonato Brasileiro é o bom e velho São Paulo, e seu novo apelido, Jason. Quando todo mundo o dá como acabado, eis que surge. Legal, o São Paulo é assim, nunca podemos descartá-lo. Só que por ser o time que sempre ganha, os demais torcedores têm que arrumar uma maneira de pegar no pé. E como meu time “morreu” no início da década de 90, eu aproveito pra tirar um sarro mesmo, é o que me resta. Os São Paulinos estão adorando o novo apelido, principalmente pelo fato de esquecerem momentaneamente o carinhoso “Bambi”. Mas, nunca escapam. A piada da vez é que o Jason, em seus filmes, sempre que via uma mulher nua, ao invés de “comê-la” (desculpem o termo) a matava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bispo Edir Macedo é a bola da vez. Demorou hein! O império construído pelo cidadão, subsidiado pela ignorância de uma grande camada da sociedade, e pelo suado dinheiro da mesma, chamou a atenção do Ministério Público. Eu desde que me entendo por gente acompanhei este “crescimento milagroso”. Chorei quando compraram os únicos dois cinemas que havia em meu bairro, no Rio de Janeiro. Mas isso não é nada perto do patrimônio que o rapaz possui hoje. Dono de uma das maiores emissoras de TV do país, a briga foi parar nas telas do país. Macedo acusa a Globo de “instigar” a justiça a iniciar esta “perseguição” ao mesmo, pelo medo do crescimento da rival, a Record, de propriedade do tal. Agora fica aquela troca de acusações públicas por todos os lados. Ainda bem que, apesar de pagar caro, eu tenho TV por assinatura. O fato tem que ser apurado, certamente.  Aos religiosos mais fervorosos dou o mesmo respeito que peço, e não posso deixar de fazer este comentário: Nessa guerra midiática, difícil é saber quem representa o céu e quem carrega a bandeira do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrida presidencial parece que ganhará novos participantes. Nada tão divertido quanto a “Corrida Maluca” dos desenhos, mas sempre com seus “Vigaristas” na espreita. O momento agora parece ser da mulherada. Em 2005, Angela Merkel, foi eleita Primeira Ministra da Alemanha. Legal para um país com uma história tão conservadora. Heloísa Helena já “meteu” as caras em uma eleição, e na próxima a mesma terá a companhia das prováveis candidatas Dilma Roussef e Marina Silva. Nada mais justo. O Mundo é das mulheres, elas estão aí, liderando multinacionais, representando os mais importantes grupos econômicos, e como sempre, ainda colocando ordem na casa. O que não pode é mudar o gênero do governante e continuarem os adjetivos, trocando apenas a vogal final pelo “a”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para finalizar: nessa história toda do Sarney, sabe o que mais me intriga? O fato de existir um conselho de Ética no Senado. Não combina e nem me convence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4618038607823115435?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4618038607823115435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/08/nao-se-discute-com-respeito-por-que-nao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4618038607823115435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4618038607823115435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/08/nao-se-discute-com-respeito-por-que-nao.html' title='Não se discute? Com respeito, por que não?'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-3678997097207874512</id><published>2009-08-13T00:30:00.001-03:00</published><updated>2009-08-13T00:31:26.783-03:00</updated><title type='text'>A história de um Paranaense-Paulista-Carioca</title><content type='html'>As semanas passam, os escândalos no Senado continuam, a gripe continua assustando e o São Paulo começa a subir na tabela. Tudo igual. Chato não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, peço licença em meu próprio espaço versátil para hoje contar uma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente contam-se histórias mirabolantes, de super-heróis, de uma grande aventura, de um menino inteligente, de um esportista vitorioso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se alguém se atreve a contar uma de um cidadão comum, simples, com vida semelhante à de outros milhões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto “empaca”. Ninguém se interessa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu tenho uma resenha de um menino paranaense de Santo Antônio da Platina que cresceu na zona leste de São Paulo. Contador de causos. Eram muitos seus relatos das corridas de carrinhos de rolimã nas ladeiras da Penha. E haja “tampa” de dedão do pé saindo no asfalto. Futebol, sempre foi ruím. O seu melhor lance foi quando seus amigos cobriram o paralelepípedo com um couro de bola e pediu para ele chutar. Mais um tampão de dedo para o espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adolescente, aos 13 anos pegou o Fuscão de seu pai e capotou numa vala. Mas ele não era só travesso. Trabalhava desde cedo, seu pai não lhe dava moleza. Mais tarde com seu jeito para artefatos eletrônicos, e sua vitrola toda cheia de estilo, animava festas aos finais de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa dessas que foi detido certa vez numa “mega” confusão. O coitado não tinha nada a ver. Passou a noite no xilindró!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi noutra noitada que conheceu aquela menina forasteira de sotaque estranho. Ficaram juntos, logo se apaixonou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância os separava, até que um dia, encarando pais e o sogrão, abriu mão do emprego, dos amigos, da família e foi atrás do que seu coração pedia. Uma vez no Rio de Janeiro, casou-se com seu amor, pegou o sotaque do “R” e virou até flamenguista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre mantendo a ordem em casa, saía cedo e voltava bem tarde. Os filhos mal o viam, só escutavam o barulho da chave perto da meia-noite. E ele sempre trazia um sacão de pipocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planejava muitas coisas, mas a vida imprevisível nunca o permitiu concretizar seus reais sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos cresceram, seguiram rumos diferentes e distantes. Num momento novo e difícil, perdeu sua sustentação, seu grande amor e seu emprego seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sozinho. Ao andar por ruas escuras à noite, quase se rendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar de aparentar fraqueza, e de não ter mais qualquer pessoa para empurrá-lo, ele reergueu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje têm uma vida que muitos gostariam. Dono do próprio negócio, “faz” seus horários, têm seus amigos, e é ainda o porto-seguro de seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma história comum para muitos. Mas essa é a história do meu pai. Um pai diferente daquele das propagandas. Um pai mais real. Ele nunca foi de dar muitos conselhos, mas o mais importante que me deu, sigo à risca: “Filho, não tenho muita experiência em dar conselhos, mas siga seu coração, eu sempre fiz isso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje eu estou aqui e sou o que sou por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia dos pais é mero calendário. Faz parte de uma política voltada à economia. Marketing, comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais do que nunca, entenderei o que é ser pai, muito mais do que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-3678997097207874512?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/3678997097207874512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/08/historia-de-um-paranaense-paulista.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3678997097207874512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3678997097207874512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/08/historia-de-um-paranaense-paulista.html' title='A história de um Paranaense-Paulista-Carioca'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-6678263093081008611</id><published>2009-08-06T09:05:00.000-03:00</published><updated>2009-08-06T09:06:16.519-03:00</updated><title type='text'>O famoso cobertor curto</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dá gosto ver um brasileiro&lt;/span&gt; com uma superioridade notória em relação aos seus adversários como a que César Cielo vem tendo nos últimos campeonatos.&lt;br /&gt;Méritos para ele. O Brasil tem a mania de tratar vitórias como essa, raridades, feitos históricos. Só são históricos porque não estamos tão habituados a vencer com tal propriedade. O que é errado. O país com 200 milhões de habitantes, com extensão territorial de caráter continental, e diferentes panoramas climáticos, nos dá plenas condições de sermos potência no esporte. Produzir um ídolo por geração é pouco, é uma vergonha na verdade. Cielo obviamente não é o culpado por isso. Ele faz a parte dele, e bem. As condições de treinamento e os patrocínios são praticamente os mesmos para os atletas. Não que sejam os ideais. Mas não são terríveis. Temos que parar com esse complexo de inferioridade e achar que chegar num oitavo lugar numa final já é grande feito. Talvez para um país menor como a Eslovênia. Para nós não. Tem que ter ambição, vontade, demonstrada em exagero por César. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;No próximo ano teremos eleições.&lt;/span&gt; Já citei isso em textos anteriores. Venho tentando acompanhar como a Internet fará diferença no quadro político do país. O brasileiro em geral não é interessado no assunto. Se for pra tirar o “rabo” da cadeira, sair de frente do computador e ir para as ruas, a maioria não vai. O impeachment do Collor foi um acontecimento importantíssimo para a história nacional, mas se fosse nos dias de hoje, as pessoas iriam às ruas como foram? A comodidade e a proteção que a Internet fornece, faz com que as pessoas achem que estão fazendo sua parte seguindo manifestações como #forasarney, ou repassando e-mails sobre escândalos políticos e pedindo que seus receptores os enviem a mais pessoas, sendo que praticamente ninguém lê. Se você envia um e-mail com fotos de um ex-BBB fazendo algo inusitado você abre na hora. Se recebe uma planilha do Excel com desvio de verbas públicas por parte de um político importante, por exemplo, você já exclui, joga para a lixeira. Essa é a nossa cultura.&lt;br /&gt;Na Espanha, a TVE, produz debates com eleitores enviando seus vídeos via Youtube para os candidatos responderem ao vivo no programas. Nos EUA, Obama arrecadou “zilhões” em venda de produtos com sua marca, seu famoso rosto sorridente. Cada país utiliza os mecanismos da forma que lhes é interessante. No Brasil, certamente a Internet será interessante para os próprios políticos, que vêem nela ferramenta ideal e abrangente para suas próximas campanhas.&lt;br /&gt;Por sua vez, os “internautas” ainda preferirão sites de fofocas, relacionamento e jogos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Com a suspensão das aulas&lt;/span&gt; em grande parte do país por conta da gripe, o país ficou dividido quanto à eficácia da medida. Especialistas e cidadãos divergem. O fato é que não há garantia de que o vírus não se propagará com a suspensão das atividades escolares.  Algumas escolas encontram na Internet a solução para que não haja perda de conteúdo e a extensão do período das aulas ao final do ano letivo. Uma alternativa limitada às classes com mais condições, escolas particulares, enfim. Infelizmente imagina-se que grande parte dos alunos da rede pública dificilmente tem acesso a “web” de suas casas. E as mães que trabalham e não podem ficar com seus filhos em casa? Não poderão se abster da obrigação profissional. Um problema. Penso também, que dependendo do período de afastamento, dificilmente as escolas conseguirão encaixar o conteúdo programático de maneira correta. Haverá uma compressão, certamente.&lt;br /&gt;Uma vez que se passa a limitar espaços coletivos, logo estaremos fechando mercados, lojas, hotéis, shoppings, e ficaremos isolados em quarentena, dentro de casa. &lt;br /&gt;Eu quero mais é que volte logo aquele calor “infernal” de Foz. Pelo menos ficamos longe dos resfriados que nos assustam, e diminui a resistência do vírus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos fatos “cobrem o colo e deixam os pés de fora”. Atente-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-6678263093081008611?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/6678263093081008611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/08/o-famoso-cobertor-curto_06.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6678263093081008611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6678263093081008611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/08/o-famoso-cobertor-curto_06.html' title='O famoso cobertor curto'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-741226717005082676</id><published>2009-07-30T05:28:00.003-03:00</published><updated>2009-07-30T05:32:53.830-03:00</updated><title type='text'>Jogando conversa fora (temas semanais sob uma visão comum)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Twittar&lt;/strong&gt;. Esse é o “verbo”. A nova febre da Internet que se reinventa de tempos em tempos. Conversas simultâneas com os amigos já não têm graça. Rede de amigos como Orkut, também não. Ser atual no mundo virtual é ser um seguidor do Twitter. Ferramenta criada com intuito de atualizar em curtos espaços de tempo os seus afazeres cotidianos, o aplicativo revelou-se uma ferramenta e tanto nos meios de comunicação.&lt;br /&gt;As principais personalidades e instituições do Mundo lançam em primeira mão suas novidades no “site”, para todos os seus seguidores ao redor do Mundo saberem. O furo da notícia agora “pula” o profissional do jornalismo. Mais uma vez o segmento sofrendo na mão da tecnologia. Herói ou vilão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No Brasil&lt;/strong&gt;, país do futebol, a figura de treinador da Seleção Brasileira é quase tão importante quanto do Presidente da República. Ou seja, tudo o que dizem e fazem é super dimensionado.&lt;br /&gt;Agora quem acompanhou a entrevista coletiva do cidadão apelidado Dunga ontem pela televisão deve ter ficado assustado. Ele esbanjou seu “dialeto” incompreensível e pobre, ao pé da letra, a sua falta de conhecimento da língua portuguesa e suas regras. O famoso “com nós” (entenda-se conosco) é comum em suas aparições. Ontem ele inovou, lançou um “adapto”, ao invés de adaptado, ou apto. O pior é que ele repetiu a mesma palavra umas cinco vezes.&lt;br /&gt;Tudo bem, o negócio dele é futebol, mas uma pessoa pública importante como ele deve preocupar-se com o básico. Falar direito.&lt;br /&gt;Mas, como falei no início, ele e o Presidente... é melhor deixar de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o Massa hein&lt;/strong&gt;. Que azar. Uma mola sai quicando na pista e entra justamente no único lugar não protegido do seu equipamento, um espaço de cerca de 15 centímetros no capacete. O impacto foi semelhante ao de um tiro. Curiosidade sobre o caso: o Massa estava andando atrás do Rubinho. Era um treino classificatório, tudo bem, mas ninguém nunca anda atrás do Barrichello. É ele quem anda atrás dos outros. Coisas estranhas evocam situações peculiares. O legal agora é seguir os passos da recuperação do Felipe. Os maiores portais estampam nas suas páginas principais: “Massa já fala. Massa já abre os olhos. Massa sente fome.” Daqui a pouco eles colocam lá: Massa vai ao banheiro e larga um... (que nojo). É tudo tendência. (Lembram do que falei do Twitter lá no começo da coluna?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os “reality shows”&lt;/strong&gt; estão cada vez mais originais não? Não. &lt;br /&gt;Eu acho curioso o método de seleção dos participantes da “vida real”. Ou são modelos, empresários, promoters e publicitários. Nada contra esses profissionais. Mas é óbvio que são todos desocupados, conhecidos de alguém da emissora, ou da produção ou de algum diretor, que assina um acordo aonde o foco é ficar mostrando partes do corpo em rede nacional. E ao sair dali, posam nus, para revistas masculinas, femininas, gays... animais... etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimo para a cultura tupiniquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-741226717005082676?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/741226717005082676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/jogando-conversa-fora-temas-semanais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/741226717005082676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/741226717005082676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/jogando-conversa-fora-temas-semanais.html' title='Jogando conversa fora (temas semanais sob uma visão comum)'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-3460684883290462537</id><published>2009-07-25T09:55:00.001-03:00</published><updated>2009-07-25T10:08:43.863-03:00</updated><title type='text'>Se fosse "só" uma gripe...</title><content type='html'>É muito mais fácil culpar o desconhecido, o incompreensível e até o sobrenatural.  Parece que apesar de não haver ainda soluções e respostas, é um “alívio” ter estampados em nossos jornais, uma contagem subjetiva de mortos pela famosa maldita gripe. Alívio??? Entenda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria louco se dissesse que devemos virar às costas para este grande problema de saúde pública Mundial, mas “cá entre nós”... As notícias são repetitivas e os comentários onde quer que vá, é o mesmo: “Você viu, morreu mais um com a gripe suína”. “Olha, foi aqui no Paraná”. “Nossa, no Paraguai já são mais de não sei quantas mortes...” Bom, eu como humilde cidadão comum, confesso que me atenho aos procedimentos básicos de prevenção, e não há mais nada que possa ser feito, por ninguém. Os órgãos da saúde estão atrás de algo que possa trazer calma à população. O fato é que o alarde não ajuda em nada. Algumas pessoas de meu convívio me sugeriram que escrevesse sobre a gripe. Minha resposta foi seca: Como? Se “os caras” ainda não sabem direito a característica do problema, imagine eu. As novidades são pequenas, crescem as suspeitas de casos, é tudo o que lemos.  Sou extremamente leigo. Mas tenho meu ponto de vista e como um colunista de opinião, posso usar este espaço para expor e dividi-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza que por maior que seja a preocupação de todos, tem muitas pessoas por aí que estão satisfeitíssimas com o espaço que a epidemia ocupa nos noticiários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouviu falar que brasileiro esquece fácil? Pois bem. Enquanto as principais manchetes contam as vítimas da gripe horrenda, tem muita coisa também importante e preocupante acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas outras pessoas morrem por dia no país por causas mais patéticas e absurdas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência, acidentes de trânsito, pobreza? Morte por balas perdidas nas grandes cidades principalmente, todos os dias quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que isso já não vende tanto quanto o vírus indecifrável. Não é novo. O fato de a gripe ser um mistério faz com que as pessoas busquem e se assustem com aquilo. O que intriga é que para todas essas causas ainda não encontraram soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Muitos colocam aquelas máscaras estilo “Michael Jackson”, ou para chocar, ou na pior das hipóteses ficarmos “na moda”. (A eficiência é mínima.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é importante de fato é que a OMS já alertou que vacinas não chegarão ao Brasil ainda este ano, em contrapartida, Temporão diz que há 9 milhões de kits à disposição da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias da gripe perdurarão, ficaremos atentos, às novidades, enquanto ao fundo, o velho “câncer” do país continua no seu ritmo acelerado de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixemos de nos preocupar , mas olhemos para os lados.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usar o vírus como bode expiatório para esquecer dos outros graves problemas do Brasil não é a saída.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de importante ano de 2010? É a Copa do Mundo? (Por sinal, "estrategicamente" agendada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Importante mesmo são as Eleições, e está relativamente próximo. Você está “antenado” para os possíveis rumos do nosso país? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixe a gripe te “pegar”, lave sempre as mãos e abra os olhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-3460684883290462537?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/3460684883290462537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/se-fosse-so-uma-gripe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3460684883290462537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/3460684883290462537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/se-fosse-so-uma-gripe.html' title='Se fosse &quot;só&quot; uma gripe...'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-333689379836002395</id><published>2009-07-16T01:38:00.002-03:00</published><updated>2009-07-16T01:38:39.560-03:00</updated><title type='text'>Quando a esmola é demais...</title><content type='html'>... o santo desconfia. Com certeza todos nós já ouvimos este famoso dito popular. A doação de esmolas é alvo de discussões sem fim na nossa sociedade. Há os que defendem que a prática da esmola protela um grave problema proveniente da desigualdade que assola o Brasil, o que de fato faz sentido. Porém há muitas pessoas que entendem que o problema está longe de ser resolvido, o que também não deixa de ser verdade, e optam por ajudar, fazer a parte delas, “ficando em paz” com suas consciências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As maiores cidades e as cidades turísticas sofrem mais com a incidência de moradores de rua, mendigos e pedintes, devido ao fluxo de parte da população de alto poderio deflagrando maior disparidade sócio-econômica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio atual acerca desta problemática foi noticiado em São Paulo, esta semana. A famosa Rua Oscar Freire, nos Jardins, Zona Sul de São Paulo, que ostenta as maiores grifes da moda mundial, os mais requintados hotéis e restaurantes do país, vêm sendo alvo dessa parcela de pessoas que pedem por esmolas. Ou seja, a rua está cheia de mendigos e pedintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação que pareceu incômoda à “nata” da sociedade paulistana incentivou os empresários responsáveis pelo “shopping a céu aberto” a tomarem providências a evitarem tal contraste, tal inconveniente à imagem do metro quadrado mais caro do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade agora na principal capital do país é o “Vale Valor”. Os clientes e frequentadores da “Beverly Hills” nacional agora recebem vales, e os repassam aos pedintes, para que os mesmo possam ter acesso a uma casa de apoio, uma ONG que atende em várias cidades do país. Além deste vale, foram instalados pequenos cofres de papelão aonde os clientes podem fazer suas doações que são repassadas à mesma entidade para que ela desenvolva mais projetos de combate à pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que fica no ar, inclusive posta em pauta por sociólogos, é se o real intuito dos idealizadores de tal projeto é uma ajuda à longo prazo ou simplesmente expulsar essas pessoas dos arredores de seus estabelecimentos. Questão levantada pelo fato de a casa de auxílio situar-se no Brás, cerca de 20 Km daquele local. Além do que a instituição já atende muitos necessitados de uma região muito mais densamente povoada por eles, o centro da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós aqui em nossa cidade sofremos bastante com o problema, e muitas vezes nos vemos com as mãos atadas. Não por não termos uma moeda para dar. O problema é que em muitos casos, tanto aqui quanto em São Paulo, quanto no Rio, enfim, os pedintes são usuários de drogas, são pessoas que não têm perspectiva alguma de melhoria. Acabamos com a esmola, alimentando e sustentando o tráfico que subsidia a violência urbana. É um grande dilema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao “Vale Valor”, a primeira coisa que tento imaginar é o cidadão com um terno Armani, entrando em seu Porshe, entregando o vale para o mendigo e explicando-o que ele deve encaminhar-se ao tal lugar, a vinte quilômetros dali. E não consigo imaginar o indivíduo que recebe tal vale, guardando aquilo como se fosse fazer uso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, fica uma grande impressão de segregação social, e de que o tal “Vale Valor” tem o proposto “subliminar” de “Vale Vá para longe daqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-333689379836002395?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/333689379836002395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/quando-esmola-e-demais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/333689379836002395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/333689379836002395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/quando-esmola-e-demais.html' title='Quando a esmola é demais...'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-977116070765144092</id><published>2009-07-09T21:07:00.002-03:00</published><updated>2009-07-09T21:07:47.803-03:00</updated><title type='text'>Ídolos "Fast-Food"</title><content type='html'>Tenho certeza que muitos da "minha época" pensaram: "nossa, estou ficando velho... o Michael Jackson, morto!...". Bem, não é para tanto, apesar de eu confessar ter pensado assim por um momento. Ele morreu jovem. Uma morte aos 50 anos deve ser considerada precoce. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente poucos de nós sentíamos falta dele neste "hiato" profissional em que sua carreira estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi impossível ficar indiferente à sua partida. E muito mais por ser quem foi, sua morte me fez enxergar um cenário novo no comportamento da sociedade perante seus ídolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ídolos que inspiravam juventudes ditavam comportamentos, moviam multidões, tinham inclusive poderes políticos, estão se esvaindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o mercado impõe a novidade. A mutação contínua de escolhas seja no que se usa, no que se escuta, no que se come. Essa rapidez com que as mudanças são impostas faz com que ídolos não se consolidem. Consome-se algo por um determinado momento fugaz de forma intensa, e logo se satura. É como ir a uma lanchonete dessas aonde "adoramos" seu sanduíche principal. Você come aquilo com tal rapidez que sai do estabelecimento empanturrado dizendo que não voltará ali tão cedo. Volta, acaba voltando. Mas não é algo que te satisfaz por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ídolo ao pé da letra, não satura. Elvis, Madonna, Michael, Beatles e U2, ou os nacionais, Roberto Carlos, Cazuza, Raul Seixas, Rita Lee, não saem de moda, não deixam de tocar nas rádios, e nós não nos sentimos tão velhos nas "festinhas" de família, pois eles são atemporais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que nem sempre politicamente corretos, ídolos tem uma ideologia. Há romantismo. E é essa a sensação de perda que fica com a morte de Michael Jackson. O romantismo do público com seus "heróis" se extingue a medida que cada um deles vai embora. Sinto uma nostalgia ao ver os clipes que via quando era criança. Aquelas imagens, aquelas músicas me remetem a momentos da minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje confesso que me perco com tanta coisa nova. Meu Ipod é meio "clássicos", meio "contemporâneos". Sendo que a parte das músicas atuais, eu troco de três em três dias. Não marca, não fica. Músicas de quatro minutos, parecidas umas com as outras, de artistas emergentes que somem como avião no céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma infinidade de pessoas tendo a possibilidade de ingressar no meio artístico através dos diversos modos independentes hoje disponíveis. O problema é que a qualidade cai, e quando ainda há, compete com muito lixo barato. A gama de artistas que viriam tornar-se referência, nada mais é um bando de incógnitos sem talento comercializando material ruim. Desde que seja rentável, joga-se no mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que seremos órfãos de uma era terminal de "estrelas". Os mais novos podem argumentar e defender a autenticidade dos seus ídolos instantâneos. Mas os que viveram certos personagens sabem o quanto será difícil surgir entre nós fenômenos como aqueles, exemplificando mais especificamente, como Michael Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo de música, mas se observar em todos os segmentos lúdicos, o cenário é parecido, muita gente nova, pouca gente boa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Você paga, ingere, enjoa. São os ídolos "fast-food".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-977116070765144092?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/977116070765144092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/idolos-fast-food.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/977116070765144092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/977116070765144092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/idolos-fast-food.html' title='Ídolos &quot;Fast-Food&quot;'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-7871708629698949232</id><published>2009-07-02T13:46:00.002-03:00</published><updated>2009-07-02T13:46:57.254-03:00</updated><title type='text'>Racismo: jogada desleal</title><content type='html'>Há cerca de 4 anos atrás, escrevi um dos meus primeiros textos publicados.O racismo deflagrado no futebol, reflexo de uma incompreensível e resistente prática existente em vários segmentos de nossa sociedade.&lt;br /&gt;O futebol vira um potente meio de propagação do racismo devido ao grande apelo midiático existente. O esporte hoje é um show. Não digo na prática do jogo em si, e sim nos valores envolvidos, nos patrocínios estratosféricos e nos direitos de imagens de atletas.&lt;br /&gt;E a exposição de algo negativo, como o que aconteceu na última semana, é quase que inevitável. Ao vivo, as câmeras captam todo e qualquer movimento, inclusive dos lábios dos jogadores e fica evidente a todos, o que acontece no contexto do confronto.&lt;br /&gt;Na última quarta, o jogador argentino Maxi López, ofender seu adversário usando a expressão “macaco”, referindo-se claramente a cor da pele do jogador em questão. &lt;br /&gt;Primeiramente não consigo compreender que ainda hoje, no ano de 2009, exista este tipo de agressão verbal. Enquanto o Mundo evolui, fronteiras são destituídas, a economia se aglomera, busca-se a igualdade para facilitar questões inúmeras, cidadãos ainda são capazes de expor tal ignorância ao tentar diminuir outro por sua cor. &lt;br /&gt;Muitos dizem que aquela conversa se restringe ao campo de jogo. Quem gosta, acompanha e joga futebol sabe que se cria todo um clima de guerra e provocação no gramado, principalmente em jogos que valem mais. Os mais diversos xingamentos são detectados. “Filho da fruta”,“vai buscar chuchu”, “vai se doer”, são costumeiros.&lt;br /&gt;O grande problema é que quando se trata de uma ofensa desse gênero, o fato ganha dimensão maior. A ofensa acaba atingindo todo o grupo étnico-social. &lt;br /&gt;A história nos conta o quanto o racismo gerou conflitos desumanos em todos os cantos do Mundo. É triste acreditarmos que ainda exista enrustido em algumas pessoas tal sentimento retrógrado.&lt;br /&gt;Não falo só do racismo que atinge os negros. A xenofobia, a discriminação por classe social, sexual, cultural, religiosa...&lt;br /&gt;O que ocorreu no jogo entre Grêmio e Cruzeiro, na quarta-feira, principalmente pelo fato de haver uma transmissão a nível nacional, com um provável índice de audiência enorme, foi trazido à opinião pública com muita força. A paixão pelo time faz com que torcedores defendam o jogador do seu time. De ambos. Acho que tanto um não deve fugir da responsabilidade do que foi dito, quanto o outro não deve se colocar na total posição de vítima. Os dois comportamentos alimentam o racismo.&lt;br /&gt;Há atitudes como aquela todos os dias, em diferentes meios profissionais, grupos sociais, que não se tornam evidentes. A exposição disto serve como forma de pensarmos cada vez mais nas nossas atitudes relativas ao próximo.&lt;br /&gt;Não pretendo aqui determinar certo e errado, pois existem diferentes formas de interpretação, e isso deve ser respeitado. Porém, se evidenciado, o racismo é repugnante. O debate se torna válido desde que o fim seja a extinção de tal comportamento. Isto já deveria ser apenas história.&lt;br /&gt;Que no jogo desta noite esta história tome um rumo diferente, de reflexão, de retratação, de união entre as pessoas. Afinal, somos todos muito iguais. &lt;br /&gt;Um bom café (com leite) porque não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-7871708629698949232?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/7871708629698949232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/racismo-jogada-desleal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7871708629698949232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/7871708629698949232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/07/racismo-jogada-desleal.html' title='Racismo: jogada desleal'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4249698227039861843</id><published>2009-06-25T11:58:00.002-03:00</published><updated>2009-06-25T11:58:36.488-03:00</updated><title type='text'>Mais lixo? Não,obrigado.</title><content type='html'>Esta semana decidi falar de algo que, por mais que tente ignorar, simplesmente "deixar para lá", o próximo sinal vermelho trás à tona. Como denominar tal atividade, não sei. Promoção, panfletagem,  propaganda? &lt;br /&gt;Sendo mais direto e específico, falo da entrega de toneladas de papéis aos motoristas nos sinais de trânsito.&lt;br /&gt;Hoje, ao olhar para dentro do carro, constatei o seguinte: sou motorista de uma lata de lixo ambulante!&lt;br /&gt;A questão é antiga, sim, e de abrangência nacional. Não é só em nossa cidade que há questões envolvendo esta prática tão comum.&lt;br /&gt;Diria que sempre olhei para as pessoas nos sinais de trânsito com certa complacência. Muitas vezes pensei: "vou aceitar, afinal, está um sol danado, eles estão aí de pé, o dia todo, para ganhar um "troquinho". O que há de errado nisso? Melhor que roubar." Isso é um pensamento primário. Acredito que muitos pensem assim.&lt;br /&gt;Mas os dias vão passando, os sinais vão ficando vermelhos, e lá vem eles, entregar-lhe o mesmo panfleto de ontem, seu carro começa a encher de papéis, você raramente olha para o conteúdo presente nas folhas... e a situação começa a incomodar.&lt;br /&gt;  Andei buscando informações, e de fato existem determinações e muitas cidades adotam rigor na fiscalização. Porém, vou apenas lançar questionamentos, para que cada um reflita e interprete da maneira que achar pertinente.&lt;br /&gt;A primeira coisa que me intriga. Os principais estabelecimentos comercias emissores dos panfletos, fazem questão de dizer que suas sacolas são feitas de material reciclado. Ora bolas, eles estão preocupados com o meio-ambiente ou não? A quantidade de lixo originado da papelada distribuída nas ruas é imensa. É o famoso cobertor curto, cobrem a cabeça e descobrem os pés. De que adianta?&lt;br /&gt;Mais perguntas.&lt;br /&gt;À partir do momento que o papel passa do entregador para o motorista por exemplo, de quem é a responsabilidade de se desfazer daquilo? Do motorista, que aceitou receber, correto? Até aí tudo bem. Agora, se eu estaciono meu veículo, e ao voltar encontro uma papelada no pára-brisas, na maçaneta, colocados sem meu consentimento? Eu terei que recolher, e levar à lixeira mais próxima (em muitos casos não há lixeiras próximas), ou colocar para dentro do carro para jogar fora depois? Sim e isso acontece constantemente. Justo? Não.&lt;br /&gt; Outra curiosidade. As pessoas que fazem o trabalho em si, os entregadores. Teriam eles algum vínculo empregatício? Trabalham sob supervisão de alguém? Possuem direitos trabalhistas, são maiores de idade, trabalham em condições adequadas? Sabemos que não. São informais, como muitos neste país. Sabe-se  que trabalhar em meio aos carros, em avenidas movimentadas, gera um risco muito maior. Se por acaso, um carro perde o controle e atinge um canteiro de uma avenida destas aonde eles costumam sentar esperando o sinal fechar? Pode ocorrer um acidente gravíssimo. Quem responde por isso?&lt;br /&gt;Penso ainda na questão da limpeza urbana, a cidade acaba ficando mais suja, pois muitos descartam o papel nas vias. Fora a poluição visual.&lt;br /&gt;Não sou contra as empresas, sou cliente de algumas delas, entendo que a propaganda seja a "alma do negócio", mas acredito que existam meios mais responsáveis e menos nocivos ao meio-ambiente do que essa panfletagem desenfreada que ocorre.&lt;br /&gt;Deve haver um respeito do comerciante com o cidadão e com sua cidade de atuação.&lt;br /&gt;Imagina que curioso seria se nós recolhêssemos todo a propaganda recebida num mês, por exemplo, e levássemos de volta aos estabelecimentos para que eles se responsabilizassem pelo lixo. &lt;br /&gt;Será que aceitariam? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4249698227039861843?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4249698227039861843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/06/mais-lixo-naoobrigado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4249698227039861843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4249698227039861843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/06/mais-lixo-naoobrigado.html' title='Mais lixo? Não,obrigado.'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1498717200005190892</id><published>2009-06-18T01:01:00.002-03:00</published><updated>2009-06-18T01:01:43.499-03:00</updated><title type='text'>Holofotes no turismo</title><content type='html'>E a cidade do turismo respira turismo. Foz do Iguaçu recebe esta semana os principais profissionais do trade a nível continental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Festival de Turismo das Cataratas em sua primeira edição reedita o trienal Festival Internacional de Turismo, e traz em sua essência o envolvimento dos profissionais do ramo com a nossa cidade, intuindo o melhor trato e o crescimento dos negócios na nossa região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato é sempre positivo que haja tal preocupação por parte dos responsáveis por eventos desta magnitude, afinal, Foz do Iguaçu é rica por si, oferece inúmeros e peculiares atrativos, e é de profunda importância que profissionais do segmento, saibam comercializar seu produto agregado à cidade da maneira a qual se aproveite ao máximo os resultados de tais parcerias comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião das mais importantes empresas, dos órgãos governamentais e da sociedade acadêmica regional faz com que haja uma boa perspectiva quanto aos resultados a serem obtidos ao final do acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de sua característica econômica, tendo como foco principal o Fórum Internacional e a Rodada de Negócios, o festival oferece aos convidados e participantes, uma série de atividades de entretenimento ao final de cada jornada diária. Ainda há no enredo a apresentação de projetos sociais envolvendo jovens da sociedade iguaçuense e região, integrando-os ao mercado de trabalho de forma qualificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foz do Iguaçu tem como principal atividade econômica o turismo, é sabido por toda e qualquer pessoa, e justamente por esta razão, faz-se necessário que se idealize, incentive-se e capte-se eventos como o Festival de Turismo das Cataratas. Em seu quarto ano, é data obrigatória nos calendários dos principais empresários e agentes de viagens do Mercosul, crescendo em tradição e trazendo muitos negócios interessantes para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito importante que nós, que vivemos aqui, mesmo que não possamos participar efetivamente do evento, entendamos que qualquer programação voltada à promoção positiva do Destino Iguaçu é extremamente importante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que há o apoio das Secretarias Municipal e de Turismo, assim como do Ministério, para que se agregue a credibilidade necessária para atrair investidores e por que não, curiosos que possam ser potenciais parceiros futuros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já escrevi anteriormente, num texto onde questionava a identidade iguaçuense, Foz do Iguaçu dispensa grandes apresentações, porém todo tipo de atividade que vem a destacar a magnitude de suas belezas, exponha suas qualidades, é de fundamental importância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que preferem a associação de notícias negativas à nossa cidade, problemas que entendo que toda cidade possui, sugiro que não esqueçam de cobrar melhorias, mas que voltem suas forças para a divulgação positiva de Foz, para que haja um crescimento em todos os sentidos e quem sabe acelere o processo de melhoria das nossas principais complicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Festival seja um sucesso em resultados para nossa cidade, e que todos tenham uma ótima semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1498717200005190892?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1498717200005190892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/06/holofotes-no-turismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1498717200005190892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1498717200005190892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/06/holofotes-no-turismo.html' title='Holofotes no turismo'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-5692615679877297259</id><published>2009-06-04T01:28:00.000-03:00</published><updated>2009-06-04T01:29:15.671-03:00</updated><title type='text'>AF 447: Vidas aos céus</title><content type='html'>Mais um triste acidente aéreo de grande magnitude abalou o Mundo esta semana. A aparente freqüência traz muitas questões à tona, a cada acidente de avião que ocorre. A primeira impressão é de que tem havido muitos acidentes ultimamente, que voar está cada vez mais perigoso, que o “caos” aéreo não cessa, enfim. Não é verdade. Por incrível que possa parecer, voar está cada vez mais seguro, uma vez que a quantidade de vôos em relação aos acidentes ocorridos cresce de forma inversamente proporcional.  A tecnologia dos equipamentos é cada vez mais apurada, dando mais segurança aos vôos. O avião ainda é um dos meios de transportes mais seguros, perdendo apenas para os elevadores. Sim, muitos não sabem, mas os elevadores são considerados meios de transportes. A probabilidade de haver um acidente aéreo é menor do que você ser mordido por um tubarão branco, por exemplo. Engraçado? A matemática prova. Acidentes de automóveis no Brasil, por exemplo, são a maior causa de morte anual. Até mesmo acidentes de trem são mais freqüentes ao redor do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a preocupação é buscar culpados, apontar as falhas, especular, pré-julgar o quadro sem que se haja uma investigação completa e detalhada em caso de acidentes como este do vôo 447. Existe muita vaidade e interesses envolvidos, obviamente. Política, disputa de mercado, até questões diplomáticas são postas a frente do que julgo ser mais importante, a dor da perda por parte dos familiares e amigos.Argumenta-se que desde que a aviação tornou-se popular, ou seja, acessível à classe econômica inferior, as empresas foram obrigadas a aumentar o número de vôos realizados, sobrecarregando o equipamento, tornando o seu período de vida útil menor e exigindo uma manutenção mais regular em um espaço de tempo menor. Faria sentido se os números não contrariassem esta suposição. Desde a “popularização” dos vôos comerciais à partir da década de 70, o número de acidentes só diminuiu.Outra questão sugerida especialmente no Brasil é a questão dos órgãos reguladores da aviação nacional ser de responsabilidade federal. Há uma corrente defendendo que a privatização do setor poderia resolver o problema de infra-estrutura tecnológica de aeroportos e controladores, assim como os profissionais que atuam neste segmento. Algo que não se pode afirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à série de investigações e buscas, estão pessoas que passam a conviver com um sentimento que muitos não fazem idéia. A dor de perder alguém que ama em uma catástrofe como esta. Também às famílias dos profissionais da aviação, comandantes, co-pilotos e tripulação. Os dois primeiros geralmente carregam o “fardo” de poderem ter sido responsáveis pela tragédia. Tenho certeza que tanto este comandante da Air France, quanto o comandante da Tam no vôo 3054, quanto todos os outros que estiveram em tragédias aéreas fizeram de tudo para evitá-las. Um profissional desse lida com um nível de responsabilidade e stress inimagináveis. O índice de falha humana em relação à quantidade de acidentes é considerável sim, mas sempre há inúmeros outros fatores que contribuem para um acidente fatal. Em meio a tantas perguntas, como, “O que houve?” “Aonde?”, “Culpa de quem?”, as perguntas que mais me intrigam são outras. Por que um casal feliz, recém casado indo para sua sonhada lua-de-mel, porque uma criança de cinco anos, por que um grupo de italianos que veio ao país para fazer doações a uma cidade de Santa Catarina, por que pessoas boas, pais e mães, irmãos, amigos, por que partir de forma tão súbita e dolorosa? Sei que não há resposta.Os acidentes ocorrem, como a definição da palavra, é algo inesperado, fora da normalidade. A vida daquelas pessoas não voltará. É chocante e triste. O principal papel da sociedade deve ser de solidariedade às pessoas que perderam vidas importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom café, de luto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-5692615679877297259?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/5692615679877297259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/06/af-447-vidas-aos-ceus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5692615679877297259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/5692615679877297259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/06/af-447-vidas-aos-ceus.html' title='AF 447: Vidas aos céus'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-6596276876446353760</id><published>2009-05-28T09:11:00.000-03:00</published><updated>2009-05-28T09:14:33.383-03:00</updated><title type='text'>Ditadura do medo</title><content type='html'>Nesta quarta, Pyongyang, ditador norte-coreano ameaçou mais uma vez sua “irmã” e inimiga do Sul, de ataque militar, após a mesma aderir a uma iniciativa americana contra armas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo se alardeia, notícia uma possível guerra, com o risco de uso de armas nucleares, enfim, a mesma história que se arrasta por anos. A Coréia do Norte sustenta sua ideologia e sua independência política à base do medo imposto aos seus opositores, hoje, quase o Mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sob regime comunista, os norte-coreanos vivem sob um quadro social de miséria, fome, e desrespeito aos direitos humanos. Em certos momentos admitiu abandonar suas pesquisas e desativar suas usinas em troca de ajuda econômica. Mas nestes&lt;br /&gt;momentos viu sua soberania política ameaçada e alegou não comprimento dos acordos por parte dos países com os quais negociava. Hoje, pouco preocupados com a ONU e os interesses internacionais seguem desenvolvendo testes nucleares e lançando mísseis aos céus do Oriente, até de certa forma, como meio de provocar o Mundo e principalmente os países asiáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse quadro me faz recordar de quando tinha aulas de história no colégio, especificamente quando estudava sobre a Guerra Fria. Aquele tradicional jogo de ameaças “se você fizer isso eu faço aquilo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coréia do Norte vêm ao longo dos anos, desde 1953, dando prioridade ao potencial bélico nuclear e reprimindo qualquer tentativa de abertura ideológica, política e econômica. Financiou com a ajuda da China a formação de vários norte-coreanos o estudo científico voltado para tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construiu seu “respeito” com o resto do mundo com base no desconhecido, na sua postura agressiva, na imagem radical de seus ditadores e no fanatismo de seus seguidores. Parece de pouco interesse de Pyongyang qualquer tipo de acordo com os países vizinhos Japão e Coréia do Sul, e com os Estados Unidos, já que abdicando da sua principal “arma” de contenção dos opositores, o desenvolvimento nuclear, o ditador não teria como conter a abertura política de seu país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos, por sua vez, anunciam que a Coréia irá pagar por suas últimas decisões, mas parecem sucumbir à imposição do medo, de certa forma. Posicionamento até compreensível tratando-se deles. A Coréia do Norte não oferece nada que valha o risco aos americanos. Como citei antes, um país pobre, devastado, que sofre bastante com catástrofes climáticas, e de posição geográfica não tão interessante. Por alegar a ameaça do terrorismo ao Mundo, os americanos invadiram e devastaram o Iraque. O país comunista do Oriente vive ameaçando a diplomática “paz” Mundial, mas não possuem bacias petrolíferas. Além do arsenal nuclear e da imprevisível mentalidade do “governante” norte-coreano. Há de se convir que sua aparência de “louco” não transmite uma sensação boa. Pyongyang aparenta querer explodir o Mundo a qualquer sinal de ameaça aos seus interesses, de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente o impasse continuará, com a Coréia do Norte fazendo “pirraça” ante ao Mundo buscando manter sua soberania, ameaçando e fazendo seus testes, enquanto Coréia do Sul, Japão, Rússia e Estados Unidos se preparam e aguardam para que isso não venha a sair do controle, adotando suas medidas preventivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente uma suposta ameaça de guerra gerava certa expectativa negativa à longo prazo. Hoje, problema apesar de parecer distante do seu dia-a-dia, agita as bolsas de negócios do Mundo todo, afeta a economia do seu país, e acaba refletindo no seu trabalho, na sua empresa, na cotação do dólar, no seu bolso, enfim, tudo imediatamente. Antes fosse só o jogo de palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essas e outras que eu gosto de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-6596276876446353760?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/6596276876446353760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/05/ditadura-do-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6596276876446353760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6596276876446353760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/05/ditadura-do-medo.html' title='Ditadura do medo'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-1808097069079155974</id><published>2009-05-21T09:47:00.000-03:00</published><updated>2009-05-21T09:48:06.946-03:00</updated><title type='text'>Piada educacional</title><content type='html'>Desde que me entendo por gente ouço na politicagem, principalmente em épocas de eleições, um tom de preocupação e priorização da educação básica e fundamental do país. Usado como argumento fortíssimo no angario de votos, qualquer que sejam os programas voltados à educação seduzem nosso esperançoso anseio por melhorias consideráveis. De fato a educação deve ser vista sim como prioridade de qualquer plano de governo nacional. O alicerce da construção e evolução da sociedade. &lt;br /&gt;Mas o país ainda caminha bem distante de um plano de educação séria, seja pela estrutura física de suas escolas, quanto pelo respeito aos professores, passando pelo material didático proposto. Aliás, material tal que me “inspirou” a manifestar-me quanto ao assunto.&lt;br /&gt;Na maior cidade do país, livros didáticos que fazem parte de um programa de incentivo à leitura por parte de crianças do ensino fundamental começaram a ser recolhidos por seu conteúdo “inadequado”. Um livro contendo vocabulário “chulo”, no popular, os famosos palavrões, e “tiradas” de conotação sexual apelativas foi “escolhido” para fazer parte do tal programa para crianças de uma faixa etária entre 9 e 11 anos de idade. &lt;br /&gt;Detectado o “problema”, o governo prontamente ordenou o recolhimento do material. O governador José Serra declarou ter achado de muito “mau gosto” a escolha do título, e completou dizendo que encontrará os culpados e os punirá. &lt;br /&gt;Pergunto: o governador de São Paulo e suas respectivas secretarias, neste caso a de educação, não sabem de onde partem as indicações do material de apoio utilizado pelas escolas do Estado? Abrir-se-á uma sindicância para punir os responsáveis. O resultado deverá ser obtido em “breves” 20 dias. Isso porque haverá urgência no caso. Normalmente levaria um mês. Será que o assunto estará ainda estará em pauta na mídia? Tenho minhas dúvidas.&lt;br /&gt;O curioso é que não é a primeira vez no ano que São Paulo sofre com problemas na área educacional. Em Março foram recolhidos cerca de quinhentos mil livros de Geografia com erros gravíssimos de cartografia. Na ocasião, a América do Sul era ilustrada com dois “Paraguais” e com a exclusão do Equador do continente.&lt;br /&gt;Milhões foram gastos na escolha da editora que fornecia o material, assim como provavelmente acontece na situação atual, uma vez que foram recolhidos 1,2 mil livros de 1,8 milhão comprados.&lt;br /&gt;Além de preocupante, é patético imaginar que se disponibilize tal tipo de leitura num plano educacional, independente da faixa etária. Este título não deveria estar presente em quaisquer graus escolares, principalmente o fundamental. &lt;br /&gt;Nem como leitura de apoio à educação sexual, o que definitivamente não é o caso, este livro acrescentaria algo. &lt;br /&gt;O que nos faz parar para pensarmos. Por que “cargas d’água” quem quer que seja sugeriu tal “obra”? Boicote ao governo, propaganda gratuita do título em questão, ou brincadeira de mau gosto?&lt;br /&gt;Eu descartaria a última sugestão, prefiro acreditar que a finalidade foi comercial, tenho certeza de que muitas pessoas irão adquirir tal título principalmente pela curiosidade despertada, nem tanto pelo que ele pode oferecer. &lt;br /&gt;Ou será que a idéia é que se “passasse batido” aos olhos de todos, uma que cada vez mais estamos fadados ao consumo da futilidade, do empobrecimento cultural, e isso vem começando cada vez mais cedo? Querem que achemos normal que crianças absorvam conteúdo adulto logo nas escolas só porque já tem tal acesso a isso, infelizmente sem controle algum, através da internet e do que é mostrado na televisão aberta, principalmente, de uma forma nem um pouco educativa. &lt;br /&gt;Sou da opinião de que deve incluir na educação base do país, o desenvolvimento da lógica e raciocínio. Além de estar presente em quase todos os processos seletivos, ajuda a criar-se um campo de percepção muito maior quanto a toda informação que nos é oferecida. &lt;br /&gt;Bom Café.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-1808097069079155974?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/1808097069079155974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/05/piada-educacional.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1808097069079155974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/1808097069079155974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/05/piada-educacional.html' title='Piada educacional'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-2393838268296288193</id><published>2009-05-14T08:44:00.000-03:00</published><updated>2009-05-14T08:45:33.123-03:00</updated><title type='text'>Uma "xícara" de cinema e leitura</title><content type='html'>Talvez sejam os ares do Festival de Cannes, que teve início ontem, e da semana cultural que terminou Domingo passado em nossa cidade que me inspiraram a escrever sobre duas das minhas grandes paixões, cinema e livros. &lt;br /&gt;Muitas vezes, faz-se necessário descansar nossas cabeças do peso e das responsabilidades do dia-a-dia, com uma boa leitura ou um bom filme. &lt;br /&gt;Sou a favor da “enxurrada” cultural em todos os sentidos, e festivais como os que ocorreram aqui na última semana, o Salão Internacional do Livro, e o Festival de Cannes na França, são fontes ricas de conhecimento em suas devidas proporções.&lt;br /&gt;Apesar de geralmente associarmos cinema a lazer, há inúmeros filmes com potencial de informação imenso.&lt;br /&gt;Já a leitura é questão de hábito. E adquirir o hábito da leitura é tão importante quanto escovar os dentes. O indivíduo acostumado a ler enriquece sua capacidade de interpretação e percepção em vários aspectos práticos de sua vida, além de refinar seu vocabulário e escrita.&lt;br /&gt;E cinema e leitura estão diretamente ligados, vejamos o número de títulos literários que foram parar nas “telonas”. Existe a inevitável comparação entre filme e livro, obviamente, mas, quem consome os dois não sai perdendo em nada.&lt;br /&gt;Por isso é muito importante que haja incentivo massivo tanto à leitura quanto a sétima arte, seja em feiras e festivais ou materiais institucionais variados.&lt;br /&gt;Cannes construiu sua reputação basicamente pelo espaço, dado e valorizado à exibição de obras um tanto quanto alternativas, de menor orçamento e enredos os mais variados. Hoje já há mais apelo, talvez até pelo momento ruim da economia mundial, aos grandes e mais bem patrocinados longas, o que não tira nem um pouco o brilho e o glamour do festival, pelo contrário, aumenta os holofotes acerca do evento. &lt;br /&gt;Mais como amante expectador do que estudioso em cinema, dou meus “pitacos” frequentemente em “blogs” do gênero, de amigos e cineastas, aonde colho prévias das principais estréias mundiais e suas devidas críticas. Aos que gostam tanto quanto, fica a dica. &lt;br /&gt;Inevitável deixar de comentar “Wolverine Origins”, até porque houve grande expectativa por parte dos fãs leais dos quadrinhos, e até de todos, devido a tanto “barulho”. Hugh Jackman esteve no Brasil para a divulgação da obra e não decepcionou, tanto na simpatia quanto na atuação. O filme é bom, no mais claro sentido da palavra. Conseguiu ser fiel aos gibis, salvo pequenos detalhes como uma suposta boa relação entre Wolverine e Gambit, fato que provavelmente será “ajustado” na seqüência já anunciada, “Wolverine 2”. Jackman está no auge da carreira, sua atuação é magnífica, e a trama vale o ingresso. Eu, particularmente não sou fã de filmes de ação, que tendem a exceder nas seqüências mentirosas, mas este é personagem é uma lenda, impossível de ignorar.&lt;br /&gt;Entre as próximas estréias, uma das mais aguardadas, polêmicas e já criticadas é “Anjos e Demônios”, do Best-Seller de Dan Brown.&lt;br /&gt;Esse título é daqueles de gerar discussão em “botequim”. Tanto pelo conteúdo abordado, quanto pela reprodução em película de um livro muito bem vendido, perdendo vários e ricos detalhes alimentam a crítica negativa.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, vale à pena conferir sua estréia, com data marcada para 15 de maio, e principalmente a leitura da obra.&lt;br /&gt;Nesse intercâmbio “tela-página”, quem vem dominando as listas de livros mais vendidos é Stephenie Meyer, autor de Crepúsculo e sua seqüência. A primeira reprodução do livro nos cinemas tem um apelo adolescente, mas não há nada de errado nisso. Aliás, agradar a esta faixa etária é um dos mais difíceis desafios.&lt;br /&gt;E nesse clima de “contágio” cultural, preferi deixar de lado as polêmicas semanais, para dar espaço a algo que acredito ser essencial, e que ainda necessita de muito empurrão no nosso país. &lt;br /&gt;Por minha vez, além dos textos, inicio meu projeto paralelo do primeiro livro, que na seqüência compartilharei com todos, até porque precisarei de todos para que isso se desenvolva. &lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-2393838268296288193?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/2393838268296288193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/05/uma-xicara-de-cinema-e-leitura.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2393838268296288193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/2393838268296288193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/05/uma-xicara-de-cinema-e-leitura.html' title='Uma &quot;xícara&quot; de cinema e leitura'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8170491854971638940</id><published>2009-05-07T15:14:00.000-03:00</published><updated>2009-05-07T15:15:22.328-03:00</updated><title type='text'>À minha mãe, à sua mãe.</title><content type='html'>Acostumados a um calendário cheio de feriados e datas comemorativas, muitas vezes nós deixamos de lado a reflexão do que realmente significa a escolha de um determinado dia a uma homenagem ou a lembrança de um fato ou uma classe importante.&lt;br /&gt;Ta certo que muitas destas datas são pura estratégia de marketing e vendas, e o comércio depende desse “boom” proporcionado por datas especiais, sobretudo em épocas de crise.&lt;br /&gt;Mas existem alguns destes dias que devem ser tratados de maneira muito mais especial. E o próximo domingo é um deles.&lt;br /&gt;Mãe. Como uma palavra tão pequena significa tanto?&lt;br /&gt;Também acho que as mães merecem ser reverenciadas todos os dias do ano, mas sabe-se que na prática, no dia-a-dia, dificilmente se dá a atenção e o reconhecimento a elas.&lt;br /&gt;É legal que haja esse dia. Para que elas ouçam nas propagandas de televisão, para que recebam aquele presente feito à mão pelo filhinho no colégio, confeccionado com a ajuda das “tias”, para que ganhe flores e café na cama do marido na manhã de domingo, para que seja tratada como rainha, como uma recompensa ainda desproporcional a tudo que representa.&lt;br /&gt;Nós homens, nunca saberemos a magnitude da responsabilidade e as sensações incríveis de gerar uma vida de seu próprio umbigo. Privilégio da mulher. E parece que tudo é perfeitamente explicado. Não temos “cacife” para suportar esse peso, é verdade.&lt;br /&gt;Instinto? Alguns especialistas dizem que há explicações científicas que envolvem transformações no corpo da mulher, principalmente no campo do sistema nervoso central e na produção de hormônios durante a gravidez e o parto, como que “capacitando-a” a partir de então a ser mãe.&lt;br /&gt;Ouvi certa vez de um professor de sociologia que “ser mãe” vem de toda uma seqüência comportamental, que depende da educação e aprendizado da mulher durante toda sua vida, assim como questões sócio-econômicas e culturais, sobrepondo a idéia de “instinto materno”. Particularmente acho que a “ser mãe” não é algo que possamos definir assim com a exatidão científica, tampouco com a complexidade dos estudos feitos por sociólogos. É um pouco de tudo, algo fora do alcance dos mortais. É sublime.&lt;br /&gt;Todos nós provavelmente não saibamos o quanto nossas mães fizeram por nós, em nossa caminhada desde o início. Especialmente porque nada foi feito à espera de retribuição. É um amor gratuito, que por ser assim recebido sem esforço algum, talvez não o valorizemos da devida forma. Quanto elas engordaram para nos manter ali dentro por tanto tempo, para que nascêssemos com saúde, quanta dor sentiram no nosso parto, quantas noites sem dormir para amamentar-nos e fazer-nos dormir, quanta fralda suja tiveram que trocar, quanto tempo gasto em broncas e conselhos para que aprendêssemos, quanto tiveram de abdicar de seus próprios interesses e sonhos para poder realizar os nossos? Algumas tiveram que dar suas próprias vidas para que seus filhos pudessem nascer. &lt;br /&gt;E minha admiração pela figura materna vai além daquela mãe convencional, de propaganda de margarina. A mãe solteira encontra dificuldade dupla, pois em muitas ocasiões têm que suprir a figura do pai, a adotiva, que consegue transbordar um amor de invejar muita mãe biológica, mesmo sabendo que seu filho foi gerado por outra mulher, a mãe trabalhadora, que quase não acompanha o crescimento do filho para que ele possa de fato crescer e até a mãe-avó, que mesmo já tendo criado seus próprios filhos, cuida de seus netos como se fosse mãe novamente. &lt;br /&gt;Ao escrever sobre elas, tenho como inspiração a minha mãe, que assim como a sua, é a melhor do Mundo. Sou apenas a extensão dela, tanto na aparência quanto na personalidade, e agradeço por isso. Que mulher.&lt;br /&gt;No colo dela, não tenho medo nem de doença, nem da morte, nem do fim dos tempos. Mesmo grande e barbado assim... &lt;br /&gt;Nesse domingo, talvez não compre um presente caro para sua mãe, mas dedique-se a ela, sente e converse, ouça-a. Elogie-a. Ame-a. E ainda não será tudo. Ela merece mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8170491854971638940?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8170491854971638940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/05/minha-mae-sua-mae.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8170491854971638940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8170491854971638940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/05/minha-mae-sua-mae.html' title='À minha mãe, à sua mãe.'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-6474194680216870789</id><published>2009-04-30T08:38:00.000-03:00</published><updated>2009-04-30T08:40:47.911-03:00</updated><title type='text'>Quinze anos de saudade</title><content type='html'>Parecia não ser real, aquele Domingo que começou como qualquer outro, terminar como nenhum jamais terminou desde então. &lt;br /&gt;Acostumados a vê-lo com o punho em riste a comemorar vitórias, com o olhar confiante e com um sorriso de vencedor, naquela manhã algo parecia errado. Sua fisionomia era de quem sabia que ao entrar naquele carro, não sairia mais dele. E assim ele se foi, tão rápido quanto era nas pistas.&lt;br /&gt;Lembro-me de ter colocado aquele meu pôster que costumava ficar atrás da porta do quarto, ao meu lado na cama, e jurar que quando acordasse seria Domingo de novo e tudo não teria passado de um pesadelo.&lt;br /&gt;Não quis abrir os olhos naquela Segunda-Feira e constatar o que já ouvia pela televisão ligada na sala, aonde o país simplesmente parou para acompanhar a “última volta” de Ayrton Senna pelas ruas de São Paulo.&lt;br /&gt;Passaram-se quinze anos e descrevo esse momento com a exatidão de quem acabou de vivenciá-lo. Quem viveu a época de Ayrton sabe que nada do que estou falando é exagero, e que sua partida trágica e precoce tirou um pouco de cada brasileiro. O sentimento por ele transgredia o gosto por corridas de ‘Fórmula 1’.&lt;br /&gt;Senna foi simplesmente mágico, único na história. &lt;br /&gt;Filho de pais ricos, conseguiu inserir na cultura de um país de terceiro mundo, o costume de acompanhar um esporte de elite, sem que sentíssemos essa distância social, com sua personalidade humilde e carismática.&lt;br /&gt;Toda criança daquela geração um dia chegou a dizer “quero ser piloto de Fórmula 1 quando crescer”.&lt;br /&gt;O Tema da Vitória fora “promovido à hino” por conseqüência de um brasileiro que se orgulhava de sua bandeira e à elevava com bravura, e fazia com que  esquecêssemos dos problemas que sempre nos afligiram, ao menos naquelas manhãs.&lt;br /&gt;Os que não puderam vivenciar, com o imenso arquivo disponível na internet, podem ter a real noção sobre o que falo. Dos momentos fantásticos protagonizados por ele, sugiro que busquem três específicos. A vitória no circuito de Donington Park, na Inglaterra, aonde o brasileiro largou nas últimas posições e ultrapassou a todos, colocando uma volta de diferença no segundo colocado. A perseguição de Mansel a Senna em Mônaco, por três voltas intensas, terminando com nosso ídolo em primeiro, mesmo com o carro infinitamente inferior, tendo segurado “no braço” o inglês “nervosinho”. Por fim a tão suada vitória no Brasil, depois da quebra do câmbio, manual naquela época, restando-lhe apenas uma marcha, tendo que guiar o carro com a mão esquerda no volante e a direita na marcha, prestes a desengatar, por oito voltas a fio. Inacreditável.&lt;br /&gt;Atualmente o que se vê é um “bando” de pilotos medianos com carros bem ou mal ajustados que revezam em vitórias inexpressivas. Schumacher foi o último suspiro de brilho na categoria, muito mais pela ausência de Senna e pela infinita superioridade tecnológica da Ferrari sobre as concorrentes em hegemônicos sete anos. Não ouso compara-los. &lt;br /&gt;Órfãos de Ayrton Senna, muitos nunca mais se propuseram a assistir uma corrida sequer, desgostosos. Compreensível.&lt;br /&gt;Aos que ainda acompanham, mesmo gostando muito, fica sempre a inevitável nostalgia. Tudo perdeu o brilho, as corridas perderam a emoção, os Domingos ficaram mais monótonos, e o Galvão Bueno ficou infinitamente mais chato.&lt;br /&gt;Fica o legado, que vai além de boas lembranças no esporte. Fundado com intuito de ajudar crianças, o Instituto Ayrton Senna já soma cerca de doze milhões de beneficiados desde seu início em 1994. &lt;br /&gt;Pouco preocupado com a organização das idéias, fico feliz em poder compartilhar o sentimento de admiração que tenho por Senna, como um “piá” que escreve uma redação de colégio, sobre seu maior ídolo.&lt;br /&gt;Minha mãe diz que mesmo depois da morte as pessoas permanecem vivas até que haja uma última lembrança delas entre nós, sendo assim, Senna nunca morrerá.&lt;br /&gt;Bom Café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-6474194680216870789?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/6474194680216870789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/quinze-anos-de-saudade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6474194680216870789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/6474194680216870789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/quinze-anos-de-saudade.html' title='Quinze anos de saudade'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4082568405798144505</id><published>2009-04-23T08:52:00.000-03:00</published><updated>2009-04-23T08:53:47.435-03:00</updated><title type='text'>Muita fumaça no ar</title><content type='html'>Anos oitenta e noventa, lembro bem daquelas belas propagandas, pessoas bonitas e felizes, praticando esportes. Era criança e não tinha discernimento para a estranha associação entre práticas saudáveis e o hábito de fumar, apenas gostava dos anúncios publicitários. Hoje penso que era uma ótima estratégia de marketing, afinal, eles não venderiam cigarros mostrando pessoas com câncer ou necrosadas em uma maca de hospital obviamente. As coisas mudaram em alguns países e a tolerância não é mais a mesma. No Brasil, proibiu-se a publicidade, exigiu-se que os fabricantes exibissem frases de alerta quanto ao consumo e fotos chocantes de pessoas que adoeceram pelo uso prolongado, nas embalagens.&lt;br /&gt;Incentivou-se uma cultura por parte da sociedade que reprime as pessoas que praticam o fumo em meio a lugares públicos, fechados ou abertos. &lt;br /&gt;A grande discussão na verdade baseia-se no fato de que as pessoas que não fumam serem supostamente prejudicadas pela fumaça alheia. Há muitos mitos que precisam ser esclarecidos quanto a isso. A exposição mínima dos não fumantes à fumaça dos cigarros não pode ser caracterizada como responsável por grandes conseqüências à saúde destas pessoas, segundo estudos comprovados. &lt;br /&gt;Foi recentemente aprovada na cidade de São Paulo, uma lei que proíbe as pessoas de fumarem em qualquer lugar fechado, incluindo bares, restaurantes, hotéis, enfim, a não ser em casa ou em ritos religiosos. A famosa área para fumantes foi extinta de vez.&lt;br /&gt; A maioria da população não fumante recebe essa notícia primeiramente como um grande passo na luta contra o cigarro. Mas será mesmo?&lt;br /&gt;A lei é confusa. A previsão é punir aos donos dos estabelecimentos e não aos que fumam, ou seja, transfere-se a responsabilidade principal a terceiros, que são passíveis até de multas exorbitantes.&lt;br /&gt;O que interpreto disso tudo é um grande passo atrás na democracia do país. Onde fica o livre-arbítrio? Há informações suficientemente necessárias as pessoas que optam por fumar quanto aos prejuízos à saúde. Esse tipo de combate proposto pelo governo de São Paulo, ao meu entender, só aumenta o preconceito, e não combate o problema. É claro, que em muitos casos não há bom senso por parte de alguns fumantes que simplesmente ignoram o fato de haver pessoas que não são obrigadas a compartilhar do seu hábito, e essas atitudes acabam evidenciando mais o problema, mas já há muitos que respeitam também os espaços coletivos. &lt;br /&gt;Não me parece muito claro o objetivo da medida, uma vez que para os fabricantes, não são impostas resistências que atinjam seus lucros. Sendo mais direto, quero dizer que as pessoas se adequarão às novas imposições e continuarão fumando, consumindo o tabaco. Se o foco é a saúde da população, porque não se proíbe de vez a comercialização do cigarro, ou se estabelece impostos que atinjam consideravelmente os bolsos dos interessados, no intuito de se estimular a redução da produção e do consumo?Talvez porque o governo teria de abrir mão de alguns bilhões de reais pagos pela indústria do tabaco? &lt;br /&gt;Por mais que pareça que sou favorável aos fumantes, ou acho normal convivermos com “baforadas esfumaçadas”, não sou, deixo claro apenas que detesto demagogia. Não posso permitir-me alimentar um sentimento preconceituoso. Acho que há uma imposição comportamental para que excluamos aos fumantes do convívio social. &lt;br /&gt; Aos que alegam invasão à privacidade alheia, o que dizer dos consumidores de bebidas alcoólicas, que saem por aí causando acidentes de trânsito, espancando filhos e mulheres em casa, provocando conflitos em lugares públicos? Isso ao meu entender é semelhante ou até mais grave que o “mal” que os fumantes vêm causando aos outros por aí.&lt;br /&gt;Enquanto isso, nesse mesmo país, sociólogos famosos defendem a legalização da maconha. Há espaço na mentalidade de um povo para ideologias tão distintas? &lt;br /&gt;Acho que ainda há na causa “anti-tabagismo” muita hipocrisia.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4082568405798144505?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4082568405798144505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/muita-fumaca-no-ar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4082568405798144505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4082568405798144505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/muita-fumaca-no-ar.html' title='Muita fumaça no ar'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-452234620291554424</id><published>2009-04-16T09:25:00.001-03:00</published><updated>2009-04-16T09:25:50.221-03:00</updated><title type='text'>Geração de incertezas</title><content type='html'>Nada como depois de alguns anos, sentar-se com aquele primo, que da última vez que o viu era apenas um adolescente, na mesa de um “boteco” tipicamente carioca, a relembrar momentos de infância, analisar caminhos e decisões tomadas, dar boas risadas e aproveitar ao máximo estes poucos e raros momentos da tão comum “vida corrida” que levamos.Fiquei orgulhoso ao ver que meu priminho tornou-se um homem de grande caráter, bom papo, gosto para música e futebol, assuntos os quais nos estendemos a falar, e principalmente pela clareza na visão da realidade atual do nosso país. Estudante de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, propôs a mim uma discussão muitíssimo interessante sobre a característica da juventude atual, a qual nós dois fazemos parte e compartilhamos de experiências.&lt;br /&gt;Dois aspectos fundamentais para avaliarmos as razões pelas quais os jovens se comportam desta ou daquela tal forma são as rápidas evoluções tecnológicas ocorridas nas últimas décadas e a estrutura familiar, desfigurada também por razões interligadas.&lt;br /&gt;A rapidez e a quantidade de informações disponíveis às pessoas hoje é infinita e incontrolável. Há uma dificuldade notória de criar-se um parâmetro de educação por parte dos pais, uma vez que seus filhos encontram meios alternativos de obterem tais conteúdos, sejam eles produtivos ou não. &lt;br /&gt;Essa informação é o grande argumento dos jovens ante à sociedade, pulando estágios de sua educação antes propostos e com base na estrutura familiar. &lt;br /&gt;Estrutura que perde a força à medida que passam a ser postos à prova mecanismos ideológicos básicos de apoio ao “sistema familiar” como as religiões, e ao mesmo passo com a evolução do capitalismo e a inserção justa da mulher ao mercado de trabalho sob as mesmas condições que o homem, fato diretamente ligado a mudança da formação da família e seus conceitos.&lt;br /&gt;Os pais perderam de certa forma o espaço na transmissão das principais e importantes experiências de vida, ensinamentos e diretrizes. Até porque os mesmos também sofrem com as mudanças sociais promovidas pela “enxurrada” de evolução tecnológica das últimas décadas. &lt;br /&gt;O jovem convive hoje sob intensa influência dos meios de comunicação, diretamente ligados à evolução comportamental das sociedades. E essa influência tem sido instável, fazendo com que esse grupo seja suscetível e mutante. O que é interessante hoje pode não ser amanhã. O que se têm visto são pessoas sem muitos ideais, focadas em suprir suas necessidades momentâneas, sem muitas perspectivas. Planos de longo prazo são descartados por aventuras fugazes.&lt;br /&gt;No campo emocional, preferem acumular diversas pequenas experiências a relacionamentos intensos e duradouros. Fator que certamente influenciará na constituição familiar num futuro breve. Vivem escondidos no anonimato de uma vida virtual que os permitem ser de “gentlemen e ladies” a “animais” sem que ninguém precise saber disso. Alguns expõem suas vidas em “websites”, mas não conhecem a si. Estes jovens desenvolvem a incapacidade de comunicação direta, tornam-se impessoais e materialistas. Cada vez mais dependentes do poderio econômico, cada vez com menos espaço e tempo, são preparados para um mundo prestes a engoli-los.&lt;br /&gt;Jovens que aumentaram em grande número a procura por psicólogos e terapeutas, e ao consumo desenfreado de antidepressivos e medicamentos do gênero. &lt;br /&gt;Apelidei-nos de “a geração de incertezas”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-452234620291554424?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/452234620291554424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/geracao-de-incertezas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/452234620291554424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/452234620291554424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/geracao-de-incertezas.html' title='Geração de incertezas'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-108692191615532625</id><published>2009-04-09T08:46:00.000-03:00</published><updated>2009-04-09T08:48:38.143-03:00</updated><title type='text'>Polêmica Dominical</title><content type='html'>Domingo de manhã, começam os preparativos para aquele tradicional churrasco entre família e amigos, quando de repente, falta algo essencial. O sujeito pega seu carro, vai até o mercado mais próximo quando ao chegar, dá com a cara na porta. E agora?&lt;br /&gt;No mesmo dia, alguns turistas desembarcam em nossa cidade, seja por terra ou pelo ar, acomodam-se naquele descolado albergue e saem para comprar utensílios pessoais, algumas frutas, uns biscoitos e uma garrafa de suco. Não é que encontram o mesmo rapaz que saiu para comprar o que faltava para seu churrasco na porta do estabelecimento, indignado? &lt;br /&gt;Estas supostas situações não estão longe de serem verdade se é que já não ocorreram por aí.&lt;br /&gt;A representatividade dos trabalhadores do ramo propôs a preservação do direito de todos poderem estar com suas famílias aos Domingos. A primeira impressão é de uma medida até interessante, voltada para o bem estar do trabalhador. &lt;br /&gt;Mas este é só o início de uma grande polêmica fragmentada em inúmeros argumentos das partes envolvidas. &lt;br /&gt;Foz do Iguaçu é uma cidade turística, ponto importante a ser observado, com uma população “flutuante” de mais de um milhão de pessoas, ou seja, possui características de grandes cidades. Um dos mais importantes quesitos de uma cidade anfitriã é a infra-estrutura que inclui a prestação de serviços. Há uma grande preocupação por parte das principais frentes na busca pela excelência destes serviços prestados, com a finalidade de conforto e praticidade aos que usufruem disso, um determinado grupo de turistas e, consequentemente e principalmente, toda a população permanente.  O que me faz interpretar tal sugestão como um retrocesso.&lt;br /&gt;É citado que existem no Brasil e no exterior, cidades, algumas que se alimentam do turismo, preservam seus trabalhadores aos Domingos. Realmente há. Mas isso não significa que necessariamente devemos seguir o mesmo caminho, ou que tal posicionamento é favorável à cidade e a população daqueles locais.&lt;br /&gt;Uma mudança na carga horária destes funcionários pode e possivelmente acarretará em ajustes. Por mais que se diga que não, certas funções ficarão obsoletas como as dos “turnantes”. &lt;br /&gt;Uma outra curiosidade que envolve o entrave é a opinião dos próprios colaboradores das empresas. Muitos deles não concordam com tal medida, uma vez que estão adaptados ao sistema ao qual concordaram em enquadrar-se desde o início. Suas folgas são em regime de escala, bastante comum a uma cidade aonde as principais atividades e empresas são voltadas ao turismo.&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, também sou “vítima” do trabalho aos Domingos, porém sei da importância e necessidade da minha função, aceitando as condições que me foram propostas e tendo meus direitos respeitados, como folgas e remuneração adequadas. Tenho absoluta certeza de que todos os trabalhadores em diferentes setores econômicos adorariam assegurar sua folga dominical. E não são diferentes dos que trabalham nos mercados. Também possuem famílias. &lt;br /&gt;Quanto ao lucro das grandes redes e estabelecimentos comerciais, os responsáveis pelo projeto alegam não haver alteração, uma vez que as compras feitas aos Domingos se distribuem pela semana. Questionável. Somente embasado em uma pesquisa para que se sustente tal afirmação.&lt;br /&gt;No meu “leigo” entendimento à complexidade de desenvolvimentos necessários a uma cidade, idealizo além. Penso numa Avenida Brasil 24 horas, feiras livres, eventos culturais, opções de entretenimento para todos que aqui vivem ou que visitam nosso espaço. A vinda de mais empreendimentos de prestação de serviços de qualidade, enfim, na contramão de propostas como esta que vigora.&lt;br /&gt;Enquanto as discussões perduram, e não há uma decisão definitiva, a população fica à deriva aos domingos. Por enquanto, na hora das compras, de Segunda a Sábado, não esqueçam de nada para não ameaçar o churrasquinho de Domingo como o cara do início do texto.&lt;br /&gt;Bom café...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-108692191615532625?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/108692191615532625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/polemica-dominical.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/108692191615532625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/108692191615532625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/polemica-dominical.html' title='Polêmica Dominical'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-4641708022374361653</id><published>2009-04-02T08:25:00.000-03:00</published><updated>2009-04-02T08:30:30.471-03:00</updated><title type='text'>Aos Saudosistas</title><content type='html'>Como apaixonado por futebol, considero missão quase impossível ficar sem escrever sobre isso por muito tempo. &lt;br /&gt;Motivado pelo fato de que nossa “Seleção” se apresenta duas vezes na semana, não aprecio o futebol apresentado pelos comandados de Dunga. Na verdade, não consigo ficar quieto ante tanta mediocridade.&lt;br /&gt; Tive a sorte de crescer em meio a um futebol ainda apaixonante, vi ainda garoto, Zico jogar no Maracanã. Figura mais que exemplar de uma geração que amava o esporte por si, arrastavam multidões, identificavam-se com seus clubes, e vestiam a camisa “canarinho” como se vestissem uma farda de exército, com orgulho e determinação,e o mais importante: jogavam o fino da bola.&lt;br /&gt;Naquele tempo, o jogador de futebol tinha que fazer muito para conquistar o “status” de ídolo de um clube, de seu país. Os salários não eram absurdos como os de hoje, os uniformes eram de pano, pesavam à medida que os jogadores suavam. Naquela época, os jogadores suavam.&lt;br /&gt;É natural que tenha havido uma evolução no mercado da bola ao longo destas duas décadas, porém triste constatar que o esporte deu lugar ao simples negócio. Hoje são as televisões que elaboram os calendários e tabelas dos principais campeonatos, são os patrocinadores que decidem as cores dos uniformes dos times, ignorando tradições de anos, são empresários detentores dos jogadores e seus contratos, e não mais os clubes que os formam desde jovens. É comum clubes rivais possuírem jogadores pertencentes a um mesmo grupo empresarial. E eles pulam de “galho em galho” a cada seis meses, não criando identidade alguma com os escudos que defendem. A carreira de um jogador não é construída intuindo uma gloriosa história de títulos por suas equipes, e sim em busca de contratos milionários, seja lá onde for. Ignorando fatores culturais, probabilidade de adaptação, eles optam por deixar uma possível carreira promissora e consistente por aventurarem-se em países como Qatar, Ucrânia, Uzbequistão. Apenas pelo dinheiro. &lt;br /&gt;Os que conseguem projeção maior, ou um bom empresário, conseguem jogar por grandes clubes da Europa, e em alguns casos, obtêm uma carreira de sucesso. Mas a proporção é mínima em relação aos que fracassam.&lt;br /&gt;Todo esse “papo” nos remete ao time do Brasil, hoje, formado por jogadores sem o mínimo de sentimento coletivo, voltados para seu próprio desempenho, valorização de mercado. Resultado: um futebol medíocre.&lt;br /&gt;Dunga, respeitado pelo passado como jogador, é apenas uma extensão dos interesses políticos da CBF, a quem costumo chamar de “pseudo-treinador”. Suas convocações são incoerentes e manipuladas, uma vez que a seleção por definição, seria a convocação dos melhores brasileiros na atualidade, o que não ocorre. O que se vê, salvo raras exceções, é um time formado por jogadores fora de forma, que sequer são titulares em seus times, cujos interesses são meramente comerciais ou por imposição dos diretores da confederação.&lt;br /&gt; Mesmo relevando esse aspecto, o mais preocupante é a indiferença demonstrada pelos atuais “atletas”. Os “caras” parecem não ter mais o espírito do que é vestir a amarelinha. O que nossos ídolos do passado construíram parece ter sido esquecido, uma vez que a magnitude de uma pedalada inútil para o lado torna-se mais marcante do que títulos e desempenhos memoráveis. O que mais importa hoje, são os quilates dos brincos e das correntes de ouro com as iniciais das “estrelas” e seus cortes de cabelos “fashion”. Figuram tablóides de fofocas e não os do esporte. Conduta resultante de uma ascensão despreparada e súbita de quem sai de um subúrbio pobre num dia e no outro desfila com uma Lamborghini Gallardo pelas ruas da Europa.&lt;br /&gt;Aos mais jovens e jogadores de “Playstation”, sugiro que dêem uma vasculhada nos vídeos do Brasil das décadas de setenta a meados de oitenta, antes que considerem meu texto um absurdo.&lt;br /&gt;Aos mais “antigos”, compartilho de meu sentimento nostálgico e saudosista. &lt;br /&gt;Bom café...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Não é uma vitória simples sobre a fraquíssima Seleção do Peru que muda minha minha opinião acerca do contexto geral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-4641708022374361653?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/4641708022374361653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/aos-saudosistas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4641708022374361653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/4641708022374361653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/04/aos-saudosistas.html' title='Aos Saudosistas'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-8283463825860050278</id><published>2009-03-26T07:59:00.001-03:00</published><updated>2009-03-26T08:00:09.901-03:00</updated><title type='text'>A identidade iguaçuense</title><content type='html'>Desde que cheguei à Foz, faz aproximadamente quatro anos, imaginei o dia em que poderia compartilhar minha visão sobre o amor do iguaçuense pela sua cidade. Antes que sofra algum tipo de objeção, deixo claro que me baseio nas minhas experiências de convívio direto e indireto com os habitantes de Foz, e que não tenho o intuito de generalizar ou rotular o comportamento de um povo que aprendi a gostar bastante, e justamente por isso, sinto-me na obrigação de alertá-los do quanto é importante sua valorização.&lt;br /&gt;Identifiquei ao longo desse tempo, uma tremenda falta de orgulho, de identidade de grande parte das pessoas nascidas na cidade.  É notório que há uma influência enorme das mais de setenta diferentes etnias aqui existentes, porém vejo que essa diversidade é o grande charme das pessoas daqui. O crescimento em meio a tantas idéias e costumes ajuda a minimizar preconceitos, agregar conhecimentos, ser aberto às mais exóticas culturas, enfim, tudo o que dificilmente cidadãos de outras cidades possuem. As grandes capitais sofrem tanto com o stress e correria diários que dificilmente lhes sobra espaço, seu mundo é restrito às obrigações, são escravos do tempo. Outras, principalmente de cunho turístico, eventualmente recebem visitantes, de inúmeros lugares, mas não compartilham de tanta diversidade.&lt;br /&gt;Muitas pessoas com quem convivo ou tive a oportunidade de me relacionar, seja num ambiente presente à minha rotina, ou em cinco minutinhos de conversa enquanto tomava um café, não souberam me explicar o porquê da falta de auto-estima dos “nativos”. Em muitos casos, ouvi a seguinte réplica ao fato de ter escolhido viver aqui: “Você é louco, trocar o Rio de Janeiro por Foz?” geralmente seguido de: “Não vejo a hora para sair deste lugar”.&lt;br /&gt;Entendo que haja uma vontade coletiva, principalmente por parte dos jovens, em qualquer lugar do mundo, de sair, viajar, conhecer lugares, expandir idéias. É uma fase a qual todos passam e todos têm o direito e devem vivenciar. Só não acho que isso deve estar associado à falta de carinho e orgulho pela cidade. Desvalorizar Foz do Iguaçu, supervalorizar outros centros, é ao meu entender, a desvalorização da própria identidade.&lt;br /&gt;Se há algo que eu e os inúmeros “forasteiros” os quais já encontrei por essa “terra” sentimos falta, é essa energia e orgulho de seu próprio povo. &lt;br /&gt;Ainda jovem, tive a experiência de viver em diferentes lugares, no Brasil, e na Europa, aonde há toda uma reputação de primeiro mundo. Digo que na minha visão atual, apesar de diferenças sócio-econômicas, é possível se equiparar a qualidade de vida, sim. Há diferentes estilos e costumes, porém, não necessariamente melhores. Cidades da Europa como do Brasil têm problemas semelhantes. &lt;br /&gt;E sou enfático ao dizer que Foz do Iguaçu é uma das melhores em que vivi. &lt;br /&gt;Violência, diferenças sociais, alguma dificuldade de infra-estrutura e até o calor fazem parte do contexto de muitas cidades, é normal. Um povo tão pluralizado e lindo, convivendo em paz, deixando de lado preconceitos e rivalidades estúpidas, uma cidade que possui um verde farto e preservado, escasso e invejado em todo o Mundo, que abriga um dos mais belos cenários vivos do planeta, as Cataratas do Iguaçu, aonde julgo que todo ser humano deve estar pelo menos uma vez na vida antes de morrer, poucos lugares possuem, e são alguns dos argumentos que uso para “chacoalhar” o ego dos iguaçuenses. &lt;br /&gt;Não aceito ser taxado de louco por ter escolhido Foz, pelo contrário, acredito ter feito uma escolha interessante. Aos que vivem dizendo que querem ir embora, é possível que encontrem muitos bons lugares, de fato. Mas levem o sentimento, o orgulho de serem nascidos num dos mais belos lugares. &lt;br /&gt;E aos que ficarem, que emanem esse sentimento, para que os que vêm de fora sintam-se ainda melhores e seguros de que vieram ao lugar certo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-8283463825860050278?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/8283463825860050278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/03/identidade-iguacuense.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8283463825860050278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/8283463825860050278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/03/identidade-iguacuense.html' title='A identidade iguaçuense'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7837538368669616875.post-440878461984130730</id><published>2009-03-19T14:26:00.000-03:00</published><updated>2009-03-19T14:57:26.915-03:00</updated><title type='text'>O brasileiro e o acesso à cultura</title><content type='html'>Muito discute-se em nosso país os níveis culturais de grande parte da população brasileira, argumentados por fatores como falta de incentivo público,  disparidade de poderio econômico e uma sócio elitização de certos segmentos como o teatro,o cinema e as bibliotecas.&lt;br /&gt;Cultura por definição, no contexto abordado, engloba o conjunto de padrões de comportamento de certo grupo social, desenvolvimento intelectual, civilização. Comumente, usa-se o termo “ter cultura”, para pessoas que acumulam as mais diversas experiências de vida, ou aquele sujeito intelecto, de gosto refinado para música, arte, literatura e gastronomia, por exemplo. &lt;br /&gt;Seguindo esta linha de raciocínio, costuma-se dizer que o brasileiro não tem acesso à cultura, por esta ser destinada às camadas mais ricas da sociedade. De fato, eventos como peças de teatro ainda são remotos às classes média e baixa. Tanto pela oferta quanto pelos preços dos ingressos. O cinema é outro exemplo. A maioria das salas de exibição de filmes estão concentradas nas grandes capitais Rio de Janeiro e São Paulo, porém ainda restritas por preços e localização inacessíveis à maioria. As salas têm capacidade limitada, o que dificulta a possibilidade de redução de custos dos assentos. A indústria do cinema nacional previa para 2009 investimento pesado com o intuito de incentivar o hábito do cinema, ao mesmo tempo que pudesse reduzir preços dos tickets. Porém com a crise, possivelmente haverá a retenção de tais incentivos financeiros.As produções nacionais são promovidas e vendidas com a mesma magnitude dos filmes “Holywoodianos”. Mas ainda há uma dificuldade de inserção dos títulos nacionais no mercado em detrimento ao mercado estrangeiro. &lt;br /&gt;Outro agravante é a comercialização de títulos pirateados no mercado. Enquanto não há solução para isso, as pessoas conseguem adquirir por menos de cinco reais, lançamentos cinematográficos ainda em cartaz nos cinemas. Uma vez que com uma média de quinze reais a entrada para um filme, transporte, mais pipoca e refrigerante, um casal chega a gastar cinqüenta reais, ficando impraticável a freqüência de pessoas de baixa renda. Concorrência desleal.&lt;br /&gt; Porém, cultura não está limitada apenas a teatro e cinema, como muitos associam. A leitura é por exemplo, tanto de títulos literários, fictícios e até mesmo de jornais e periódicos, desprezada, e agravou-se com o advento da internet. O hábito da leitura é raro, as bibliotecas públicas são basicamente freqüentadas por um grupo específico, estudantes ou professores. “Mal-acostumado” culturalmente, nem a recente inclusão digital alavanca esperança de que haja uma mudança comportamental do brasileiro, já que mesmo com todo o mundo disponível a ser explorado virtualmente, muitos se restringem a sites de relacionamentos ou inutilidades.&lt;br /&gt;Conseqüência deste conjunto de fatores, o brasileiro abastece-se da televisão aberta, artefato “obrigatório” até nas mais humildes residências do país afora. Com programação limitada e muitas vezes tendenciosa e formadora de opinião,  a massa se abstêm de um desenvolvimento intelectual. A qualidade “cultural”, sendo assim, fica diretamente ligada ao que se oferece e se incentiva ao público.  &lt;br /&gt;Um povo com tanta diversidade étnica e cultural poderia ser razoavelmente rico em informação. Temos uma história musical peculiar, uma literatura vasta, porém pouco aprofundada pela maioria, toda uma história a ser explorada. &lt;br /&gt;Não é a toa que o Brasil é conhecido por ser o país do futebol, das novelas (“soap-operas”), do samba e do sexo. &lt;br /&gt;Infelizmente não é difícil compreender o porquê ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7837538368669616875-440878461984130730?l=leonardotupper.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardotupper.blogspot.com/feeds/440878461984130730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/03/o-brasileiro-e-o-acesso-cultura.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/440878461984130730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7837538368669616875/posts/default/440878461984130730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardotupper.blogspot.com/2009/03/o-brasileiro-e-o-acesso-cultura.html' title='O brasileiro e o acesso à cultura'/><author><name>Leonardo Tupper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12188449581348572820</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-DnL-rWbO4go/Tw9wwJBYt5I/AAAAAAAAACY/ypyfVaHX70U/s220/IMG0017.1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
