Tempo de reflexão, de reciclagem de pensamento e projeção de novas metas. Chegou a hora de pedir, de desejar, de sonhar e ter esperança.
Mas antes disso, sugiro que se pergunte: Eu estou feliz com a minha vida?
Sim, não, mais ou menos?
Por mais bem sucedido profissionalmente e pessoalmente, sempre vai haver uma coisinha. Mas não queria tudo. Não é saudável. Afinal o tudo já não será mais tudo quando atingi-lo e aí pode ser que fique frustrado com a sensação de insatisfação permanente.
Em contrapartida, se vive uma vida apenas cômoda, se mexa. A maior armadilha na qual podemos cair é a da acomodação. “Não é o que eu sonhava, mas pelo menos não me oferece riscos.” E os anos passarão como flecha e de repente estará velho demais para tentar recuperar certas coisas.
A vida é muito fugaz para que nos acomodemos com o mediano. Há bilhões de pessoas neste planeta e muitas dela correndo atrás de algo notável. Você se acha pior do que estas pessoas, menos capaz, mais indefeso? Somos todos mortais e pessoas nascidas em ambientes muito mais hostis encontram força para vencer.
Quando pensamos isso nos sentimos até ligeiramente envergonhados não é mesmo?
Portanto, neste final de ano, não espere que o Papai Noel traga todos os seus desejos em sua sacola, e os dê de mão beijada. Na verdade sugiro um pé atrás com o Papai Noel porque pelo que li hoje ele está tão em crise que anda assaltando bancos por aí. Trocadilhos à parte, o que quero dizer é que nós somos os responsáveis pela nossa própria história. Há mecanismos que nos guiam, nos impulsionam até certo ponto, mas de lá, é você quem deve guiar.
Ninguém é tão importante a ponto de ser responsável pela sua felicidade plena.
O risco existe para o mais corajoso, na mesma proporção que para o mais covarde. Viver fugindo do que é arriscado é abdicar da vida.
Não aceite a inexperiência nem a falta de dinheiro, tampouco o medo como obstáculos daqui para frente. São mais artifícios motivadores do que qualquer outra coisa. Ao inexperiente sobra audácia, a quem não possui dinheiro suficiente, sobra determinação para ir atrás do necessário, e o medo deve ser interpretado como juízo. Quem teme respeita, e respeito nunca é demais.
Aos que lêem meus textos, ou estão lendo pela primeira vez, imagino que paire a pergunta: Quem é esse cara para sugerir isto ou aquilo? Não sou um escritor renomado, não sou doutor em nada, e nem pregador de qualquer religião ou seita. Sou um cara comum. Mais comum do que você, provavelmente. Mas veja o lado interessante disso. Não é legal, ao menos diferente, pensar em coisas que um cara comum escreve? Ao menos compartilhamos de situações cotidianas semelhantes. Os exemplos simplesmente se encaixam.
Escrevo aqui há quase um ano, por hobby, e confesso que ainda não estou perto de algo que me satisfaça plenamente. Nem sei se um dia encontrarei isso.
Acho que posso passar a vida atrás e viver procurando me proporciona muita coisa boa. Como estar aqui hoje, nesta cidade linda, tendo visto tudo o que vi e conhecendo tantos que conheci. A busca é compensatória. As experiências ruins neste meio tempo só te engrandecem.
Portanto, em 2010 “mexa seu traseiro gordo” e vá atrás do que quer! Por mais que se ferre todo, ainda sim terá ganhado muito mais.
Todos merecem seus sonhos. Mas ninguém irá te trazer.
Esse texto poderia ser para a próxima Quinta-Feira, 31, mas para mim é um dia mais especial do que o dia da virada.
É o dia do aniversário do meu irmão, e escreverei pra ele.
Bom Café...
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