Doutor Monstro
Certas coisas são realmente dificílimas de entender. Um cidadão que passa anos entre formação e especialização, constrói uma reputação invejada, nomeia a própria clínica numa das regiões de maior poderio econômico do país. Pela descrição, uma pessoa realizada, um médico de sucesso. Eis que então revela-se o monstro.
Ao menos 56 vítimas confessas do médico, contam que sofreram lesões corporais íntimas após serem fortemente sedadas pelo “Doutor”, se é que ainda pode-se dar tal denominação ao “crápula”.
Agora, transferido para o presídio de Tremembé, passará por fase de adaptação, sozinho. Ah “Doutor”, não fique acanhado, afinal, esta penitenciária abriga o Nardoni. Quem sabe não encontrem-se para jogar um dominó ao sol e fazer uma disputa particular: jogar criança da janela do apartamento ou estuprar mais de 50 mulheres inconscientes?
Ironias à parte, nenhuma justiça e capaz de tirar o trauma destas mulheres e suas famílias.
Por mais incorreto que pareça, a expectativa é que ocorra a famosa justiça das celas, e o “Doutor” vire “Boneca”.
Preto no Branco
Sempre que se fala em cor, etnia ou raça, logo pensamos no “insistente” tema preconceito. É chato constatar que ainda hoje exista este tipo de sentimento dentro de determinadas pessoas e grupos. E é mútuo. Não só exclusividade dos chamados “brancos”. O fato é que pelo histórico, é notório que os afro-descendentes tenham sofrido muito mais com o racismo.
Esta semana foi divulgada uma matéria em que a Microsoft alterou uma de suas fotos publicitárias, aonde numa aparente reunião de negócios, a figura, mais especificamente o rosto de um cidadão negro foi trocado por um rosto “branco”.
A propaganda veiculou com a alteração na Polônia. Intrigante não? A empresa pronunciou-se, obviamente, desculpando-se pela gafe, mas nem a mesma conseguiu explicar o ocorrido.
Difícil é acreditar que um suposto hacker tenha alterado a arte publicitária de uma empresa como a Microsoft. Estranho.
A lebre e a (nem sempre) tartaruga
Sempre que posso, ironizo o Rubinho. Virou cultura nacional, como o samba, como a caipirinha, enfim, zoar o Rubinho faz parte do Brasileiro. Mas sou justo, e a “tartaruga” na sua perseverança venceu no Domingo passado. Bom acordar e ver o Brasil ganhar uma corrida de novo. O que não é legal é o Galvão Bueno gritando, mas aí é tecla mute no controle remoto.
Usain Bolt é o nome do momento. O cara voa no chão. Grandão, brincou com suas pernas longas no mundial de atletismo de Berlim. Quebrou vários recordes. E deve vir mais por aí. Só faço uma objeção ao seu estilo. Legal ele ser positivo e tudo, mas sua descontração, para minha particular opinião, beira a soberba, o desrespeito. Os repórteres adoraram quando ele “brincando” disse que os brasileiros deveriam jogar futebol ao invés de correr. Para mim, tudo bem, então eles que parem de jogar futebol também, porque a seleçãozinha de futebol da Jamaica sabe no máximo cantar um Reggae.
Por falar em empáfia, e o Maradona hein? Falou demais, de novo. Não aprende mesmo...
Bom Café
Espaço voltado para as publicações dos textos da coluna de quinta-feira de "A Gazeta do Iguaçu".
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Não se discute? Com respeito, por que não?
Futebol
Faço questão de mencionar uma das pessoas que me inspira e me faz companhia nas tardes semanais cotidianas desta cidade. Ao tomar meu cafezinho, tenho a honra de trocar muitas idéias com o grande Ulisses. Ao lado de sua esposa Sandra, vieram a Foz, e apesar de “forasteiros”, formam um casal de sucesso que fazem esta cidade tornar-se mais acolhedora.
E é com o amigo Ulisses que troco minhas idéias futebolísticas. Sempre coerentes. Hoje, a moda no Campeonato Brasileiro é o bom e velho São Paulo, e seu novo apelido, Jason. Quando todo mundo o dá como acabado, eis que surge. Legal, o São Paulo é assim, nunca podemos descartá-lo. Só que por ser o time que sempre ganha, os demais torcedores têm que arrumar uma maneira de pegar no pé. E como meu time “morreu” no início da década de 90, eu aproveito pra tirar um sarro mesmo, é o que me resta. Os São Paulinos estão adorando o novo apelido, principalmente pelo fato de esquecerem momentaneamente o carinhoso “Bambi”. Mas, nunca escapam. A piada da vez é que o Jason, em seus filmes, sempre que via uma mulher nua, ao invés de “comê-la” (desculpem o termo) a matava.
Religião
Bispo Edir Macedo é a bola da vez. Demorou hein! O império construído pelo cidadão, subsidiado pela ignorância de uma grande camada da sociedade, e pelo suado dinheiro da mesma, chamou a atenção do Ministério Público. Eu desde que me entendo por gente acompanhei este “crescimento milagroso”. Chorei quando compraram os únicos dois cinemas que havia em meu bairro, no Rio de Janeiro. Mas isso não é nada perto do patrimônio que o rapaz possui hoje. Dono de uma das maiores emissoras de TV do país, a briga foi parar nas telas do país. Macedo acusa a Globo de “instigar” a justiça a iniciar esta “perseguição” ao mesmo, pelo medo do crescimento da rival, a Record, de propriedade do tal. Agora fica aquela troca de acusações públicas por todos os lados. Ainda bem que, apesar de pagar caro, eu tenho TV por assinatura. O fato tem que ser apurado, certamente. Aos religiosos mais fervorosos dou o mesmo respeito que peço, e não posso deixar de fazer este comentário: Nessa guerra midiática, difícil é saber quem representa o céu e quem carrega a bandeira do inferno.
Política
A corrida presidencial parece que ganhará novos participantes. Nada tão divertido quanto a “Corrida Maluca” dos desenhos, mas sempre com seus “Vigaristas” na espreita. O momento agora parece ser da mulherada. Em 2005, Angela Merkel, foi eleita Primeira Ministra da Alemanha. Legal para um país com uma história tão conservadora. Heloísa Helena já “meteu” as caras em uma eleição, e na próxima a mesma terá a companhia das prováveis candidatas Dilma Roussef e Marina Silva. Nada mais justo. O Mundo é das mulheres, elas estão aí, liderando multinacionais, representando os mais importantes grupos econômicos, e como sempre, ainda colocando ordem na casa. O que não pode é mudar o gênero do governante e continuarem os adjetivos, trocando apenas a vogal final pelo “a”.
Só para finalizar: nessa história toda do Sarney, sabe o que mais me intriga? O fato de existir um conselho de Ética no Senado. Não combina e nem me convence.
Bom café.
Faço questão de mencionar uma das pessoas que me inspira e me faz companhia nas tardes semanais cotidianas desta cidade. Ao tomar meu cafezinho, tenho a honra de trocar muitas idéias com o grande Ulisses. Ao lado de sua esposa Sandra, vieram a Foz, e apesar de “forasteiros”, formam um casal de sucesso que fazem esta cidade tornar-se mais acolhedora.
E é com o amigo Ulisses que troco minhas idéias futebolísticas. Sempre coerentes. Hoje, a moda no Campeonato Brasileiro é o bom e velho São Paulo, e seu novo apelido, Jason. Quando todo mundo o dá como acabado, eis que surge. Legal, o São Paulo é assim, nunca podemos descartá-lo. Só que por ser o time que sempre ganha, os demais torcedores têm que arrumar uma maneira de pegar no pé. E como meu time “morreu” no início da década de 90, eu aproveito pra tirar um sarro mesmo, é o que me resta. Os São Paulinos estão adorando o novo apelido, principalmente pelo fato de esquecerem momentaneamente o carinhoso “Bambi”. Mas, nunca escapam. A piada da vez é que o Jason, em seus filmes, sempre que via uma mulher nua, ao invés de “comê-la” (desculpem o termo) a matava.
Religião
Bispo Edir Macedo é a bola da vez. Demorou hein! O império construído pelo cidadão, subsidiado pela ignorância de uma grande camada da sociedade, e pelo suado dinheiro da mesma, chamou a atenção do Ministério Público. Eu desde que me entendo por gente acompanhei este “crescimento milagroso”. Chorei quando compraram os únicos dois cinemas que havia em meu bairro, no Rio de Janeiro. Mas isso não é nada perto do patrimônio que o rapaz possui hoje. Dono de uma das maiores emissoras de TV do país, a briga foi parar nas telas do país. Macedo acusa a Globo de “instigar” a justiça a iniciar esta “perseguição” ao mesmo, pelo medo do crescimento da rival, a Record, de propriedade do tal. Agora fica aquela troca de acusações públicas por todos os lados. Ainda bem que, apesar de pagar caro, eu tenho TV por assinatura. O fato tem que ser apurado, certamente. Aos religiosos mais fervorosos dou o mesmo respeito que peço, e não posso deixar de fazer este comentário: Nessa guerra midiática, difícil é saber quem representa o céu e quem carrega a bandeira do inferno.
Política
A corrida presidencial parece que ganhará novos participantes. Nada tão divertido quanto a “Corrida Maluca” dos desenhos, mas sempre com seus “Vigaristas” na espreita. O momento agora parece ser da mulherada. Em 2005, Angela Merkel, foi eleita Primeira Ministra da Alemanha. Legal para um país com uma história tão conservadora. Heloísa Helena já “meteu” as caras em uma eleição, e na próxima a mesma terá a companhia das prováveis candidatas Dilma Roussef e Marina Silva. Nada mais justo. O Mundo é das mulheres, elas estão aí, liderando multinacionais, representando os mais importantes grupos econômicos, e como sempre, ainda colocando ordem na casa. O que não pode é mudar o gênero do governante e continuarem os adjetivos, trocando apenas a vogal final pelo “a”.
Só para finalizar: nessa história toda do Sarney, sabe o que mais me intriga? O fato de existir um conselho de Ética no Senado. Não combina e nem me convence.
Bom café.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A história de um Paranaense-Paulista-Carioca
As semanas passam, os escândalos no Senado continuam, a gripe continua assustando e o São Paulo começa a subir na tabela. Tudo igual. Chato não é mesmo?
Por isso, peço licença em meu próprio espaço versátil para hoje contar uma história.
Geralmente contam-se histórias mirabolantes, de super-heróis, de uma grande aventura, de um menino inteligente, de um esportista vitorioso...
E se alguém se atreve a contar uma de um cidadão comum, simples, com vida semelhante à de outros milhões?
O conto “empaca”. Ninguém se interessa?
Bom, eu tenho uma resenha de um menino paranaense de Santo Antônio da Platina que cresceu na zona leste de São Paulo. Contador de causos. Eram muitos seus relatos das corridas de carrinhos de rolimã nas ladeiras da Penha. E haja “tampa” de dedão do pé saindo no asfalto. Futebol, sempre foi ruím. O seu melhor lance foi quando seus amigos cobriram o paralelepípedo com um couro de bola e pediu para ele chutar. Mais um tampão de dedo para o espaço.
Adolescente, aos 13 anos pegou o Fuscão de seu pai e capotou numa vala. Mas ele não era só travesso. Trabalhava desde cedo, seu pai não lhe dava moleza. Mais tarde com seu jeito para artefatos eletrônicos, e sua vitrola toda cheia de estilo, animava festas aos finais de semana.
Foi numa dessas que foi detido certa vez numa “mega” confusão. O coitado não tinha nada a ver. Passou a noite no xilindró!
Mas foi noutra noitada que conheceu aquela menina forasteira de sotaque estranho. Ficaram juntos, logo se apaixonou.
A distância os separava, até que um dia, encarando pais e o sogrão, abriu mão do emprego, dos amigos, da família e foi atrás do que seu coração pedia. Uma vez no Rio de Janeiro, casou-se com seu amor, pegou o sotaque do “R” e virou até flamenguista.
Sempre mantendo a ordem em casa, saía cedo e voltava bem tarde. Os filhos mal o viam, só escutavam o barulho da chave perto da meia-noite. E ele sempre trazia um sacão de pipocas.
Planejava muitas coisas, mas a vida imprevisível nunca o permitiu concretizar seus reais sonhos.
Os filhos cresceram, seguiram rumos diferentes e distantes. Num momento novo e difícil, perdeu sua sustentação, seu grande amor e seu emprego seguro.
Estava sozinho. Ao andar por ruas escuras à noite, quase se rendeu.
Mas, apesar de aparentar fraqueza, e de não ter mais qualquer pessoa para empurrá-lo, ele reergueu-se.
Hoje têm uma vida que muitos gostariam. Dono do próprio negócio, “faz” seus horários, têm seus amigos, e é ainda o porto-seguro de seus filhos.
Essa é uma história comum para muitos. Mas essa é a história do meu pai. Um pai diferente daquele das propagandas. Um pai mais real. Ele nunca foi de dar muitos conselhos, mas o mais importante que me deu, sigo à risca: “Filho, não tenho muita experiência em dar conselhos, mas siga seu coração, eu sempre fiz isso.”
E hoje eu estou aqui e sou o que sou por isso.
O dia dos pais é mero calendário. Faz parte de uma política voltada à economia. Marketing, comércio.
Hoje, mais do que nunca, entenderei o que é ser pai, muito mais do que antes.
Obrigado pai.
Por isso, peço licença em meu próprio espaço versátil para hoje contar uma história.
Geralmente contam-se histórias mirabolantes, de super-heróis, de uma grande aventura, de um menino inteligente, de um esportista vitorioso...
E se alguém se atreve a contar uma de um cidadão comum, simples, com vida semelhante à de outros milhões?
O conto “empaca”. Ninguém se interessa?
Bom, eu tenho uma resenha de um menino paranaense de Santo Antônio da Platina que cresceu na zona leste de São Paulo. Contador de causos. Eram muitos seus relatos das corridas de carrinhos de rolimã nas ladeiras da Penha. E haja “tampa” de dedão do pé saindo no asfalto. Futebol, sempre foi ruím. O seu melhor lance foi quando seus amigos cobriram o paralelepípedo com um couro de bola e pediu para ele chutar. Mais um tampão de dedo para o espaço.
Adolescente, aos 13 anos pegou o Fuscão de seu pai e capotou numa vala. Mas ele não era só travesso. Trabalhava desde cedo, seu pai não lhe dava moleza. Mais tarde com seu jeito para artefatos eletrônicos, e sua vitrola toda cheia de estilo, animava festas aos finais de semana.
Foi numa dessas que foi detido certa vez numa “mega” confusão. O coitado não tinha nada a ver. Passou a noite no xilindró!
Mas foi noutra noitada que conheceu aquela menina forasteira de sotaque estranho. Ficaram juntos, logo se apaixonou.
A distância os separava, até que um dia, encarando pais e o sogrão, abriu mão do emprego, dos amigos, da família e foi atrás do que seu coração pedia. Uma vez no Rio de Janeiro, casou-se com seu amor, pegou o sotaque do “R” e virou até flamenguista.
Sempre mantendo a ordem em casa, saía cedo e voltava bem tarde. Os filhos mal o viam, só escutavam o barulho da chave perto da meia-noite. E ele sempre trazia um sacão de pipocas.
Planejava muitas coisas, mas a vida imprevisível nunca o permitiu concretizar seus reais sonhos.
Os filhos cresceram, seguiram rumos diferentes e distantes. Num momento novo e difícil, perdeu sua sustentação, seu grande amor e seu emprego seguro.
Estava sozinho. Ao andar por ruas escuras à noite, quase se rendeu.
Mas, apesar de aparentar fraqueza, e de não ter mais qualquer pessoa para empurrá-lo, ele reergueu-se.
Hoje têm uma vida que muitos gostariam. Dono do próprio negócio, “faz” seus horários, têm seus amigos, e é ainda o porto-seguro de seus filhos.
Essa é uma história comum para muitos. Mas essa é a história do meu pai. Um pai diferente daquele das propagandas. Um pai mais real. Ele nunca foi de dar muitos conselhos, mas o mais importante que me deu, sigo à risca: “Filho, não tenho muita experiência em dar conselhos, mas siga seu coração, eu sempre fiz isso.”
E hoje eu estou aqui e sou o que sou por isso.
O dia dos pais é mero calendário. Faz parte de uma política voltada à economia. Marketing, comércio.
Hoje, mais do que nunca, entenderei o que é ser pai, muito mais do que antes.
Obrigado pai.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O famoso cobertor curto
Dá gosto ver um brasileiro com uma superioridade notória em relação aos seus adversários como a que César Cielo vem tendo nos últimos campeonatos.
Méritos para ele. O Brasil tem a mania de tratar vitórias como essa, raridades, feitos históricos. Só são históricos porque não estamos tão habituados a vencer com tal propriedade. O que é errado. O país com 200 milhões de habitantes, com extensão territorial de caráter continental, e diferentes panoramas climáticos, nos dá plenas condições de sermos potência no esporte. Produzir um ídolo por geração é pouco, é uma vergonha na verdade. Cielo obviamente não é o culpado por isso. Ele faz a parte dele, e bem. As condições de treinamento e os patrocínios são praticamente os mesmos para os atletas. Não que sejam os ideais. Mas não são terríveis. Temos que parar com esse complexo de inferioridade e achar que chegar num oitavo lugar numa final já é grande feito. Talvez para um país menor como a Eslovênia. Para nós não. Tem que ter ambição, vontade, demonstrada em exagero por César.
No próximo ano teremos eleições. Já citei isso em textos anteriores. Venho tentando acompanhar como a Internet fará diferença no quadro político do país. O brasileiro em geral não é interessado no assunto. Se for pra tirar o “rabo” da cadeira, sair de frente do computador e ir para as ruas, a maioria não vai. O impeachment do Collor foi um acontecimento importantíssimo para a história nacional, mas se fosse nos dias de hoje, as pessoas iriam às ruas como foram? A comodidade e a proteção que a Internet fornece, faz com que as pessoas achem que estão fazendo sua parte seguindo manifestações como #forasarney, ou repassando e-mails sobre escândalos políticos e pedindo que seus receptores os enviem a mais pessoas, sendo que praticamente ninguém lê. Se você envia um e-mail com fotos de um ex-BBB fazendo algo inusitado você abre na hora. Se recebe uma planilha do Excel com desvio de verbas públicas por parte de um político importante, por exemplo, você já exclui, joga para a lixeira. Essa é a nossa cultura.
Na Espanha, a TVE, produz debates com eleitores enviando seus vídeos via Youtube para os candidatos responderem ao vivo no programas. Nos EUA, Obama arrecadou “zilhões” em venda de produtos com sua marca, seu famoso rosto sorridente. Cada país utiliza os mecanismos da forma que lhes é interessante. No Brasil, certamente a Internet será interessante para os próprios políticos, que vêem nela ferramenta ideal e abrangente para suas próximas campanhas.
Por sua vez, os “internautas” ainda preferirão sites de fofocas, relacionamento e jogos...
Com a suspensão das aulas em grande parte do país por conta da gripe, o país ficou dividido quanto à eficácia da medida. Especialistas e cidadãos divergem. O fato é que não há garantia de que o vírus não se propagará com a suspensão das atividades escolares. Algumas escolas encontram na Internet a solução para que não haja perda de conteúdo e a extensão do período das aulas ao final do ano letivo. Uma alternativa limitada às classes com mais condições, escolas particulares, enfim. Infelizmente imagina-se que grande parte dos alunos da rede pública dificilmente tem acesso a “web” de suas casas. E as mães que trabalham e não podem ficar com seus filhos em casa? Não poderão se abster da obrigação profissional. Um problema. Penso também, que dependendo do período de afastamento, dificilmente as escolas conseguirão encaixar o conteúdo programático de maneira correta. Haverá uma compressão, certamente.
Uma vez que se passa a limitar espaços coletivos, logo estaremos fechando mercados, lojas, hotéis, shoppings, e ficaremos isolados em quarentena, dentro de casa.
Eu quero mais é que volte logo aquele calor “infernal” de Foz. Pelo menos ficamos longe dos resfriados que nos assustam, e diminui a resistência do vírus.
Certos fatos “cobrem o colo e deixam os pés de fora”. Atente-se.
Bom Café.
Méritos para ele. O Brasil tem a mania de tratar vitórias como essa, raridades, feitos históricos. Só são históricos porque não estamos tão habituados a vencer com tal propriedade. O que é errado. O país com 200 milhões de habitantes, com extensão territorial de caráter continental, e diferentes panoramas climáticos, nos dá plenas condições de sermos potência no esporte. Produzir um ídolo por geração é pouco, é uma vergonha na verdade. Cielo obviamente não é o culpado por isso. Ele faz a parte dele, e bem. As condições de treinamento e os patrocínios são praticamente os mesmos para os atletas. Não que sejam os ideais. Mas não são terríveis. Temos que parar com esse complexo de inferioridade e achar que chegar num oitavo lugar numa final já é grande feito. Talvez para um país menor como a Eslovênia. Para nós não. Tem que ter ambição, vontade, demonstrada em exagero por César.
No próximo ano teremos eleições. Já citei isso em textos anteriores. Venho tentando acompanhar como a Internet fará diferença no quadro político do país. O brasileiro em geral não é interessado no assunto. Se for pra tirar o “rabo” da cadeira, sair de frente do computador e ir para as ruas, a maioria não vai. O impeachment do Collor foi um acontecimento importantíssimo para a história nacional, mas se fosse nos dias de hoje, as pessoas iriam às ruas como foram? A comodidade e a proteção que a Internet fornece, faz com que as pessoas achem que estão fazendo sua parte seguindo manifestações como #forasarney, ou repassando e-mails sobre escândalos políticos e pedindo que seus receptores os enviem a mais pessoas, sendo que praticamente ninguém lê. Se você envia um e-mail com fotos de um ex-BBB fazendo algo inusitado você abre na hora. Se recebe uma planilha do Excel com desvio de verbas públicas por parte de um político importante, por exemplo, você já exclui, joga para a lixeira. Essa é a nossa cultura.
Na Espanha, a TVE, produz debates com eleitores enviando seus vídeos via Youtube para os candidatos responderem ao vivo no programas. Nos EUA, Obama arrecadou “zilhões” em venda de produtos com sua marca, seu famoso rosto sorridente. Cada país utiliza os mecanismos da forma que lhes é interessante. No Brasil, certamente a Internet será interessante para os próprios políticos, que vêem nela ferramenta ideal e abrangente para suas próximas campanhas.
Por sua vez, os “internautas” ainda preferirão sites de fofocas, relacionamento e jogos...
Com a suspensão das aulas em grande parte do país por conta da gripe, o país ficou dividido quanto à eficácia da medida. Especialistas e cidadãos divergem. O fato é que não há garantia de que o vírus não se propagará com a suspensão das atividades escolares. Algumas escolas encontram na Internet a solução para que não haja perda de conteúdo e a extensão do período das aulas ao final do ano letivo. Uma alternativa limitada às classes com mais condições, escolas particulares, enfim. Infelizmente imagina-se que grande parte dos alunos da rede pública dificilmente tem acesso a “web” de suas casas. E as mães que trabalham e não podem ficar com seus filhos em casa? Não poderão se abster da obrigação profissional. Um problema. Penso também, que dependendo do período de afastamento, dificilmente as escolas conseguirão encaixar o conteúdo programático de maneira correta. Haverá uma compressão, certamente.
Uma vez que se passa a limitar espaços coletivos, logo estaremos fechando mercados, lojas, hotéis, shoppings, e ficaremos isolados em quarentena, dentro de casa.
Eu quero mais é que volte logo aquele calor “infernal” de Foz. Pelo menos ficamos longe dos resfriados que nos assustam, e diminui a resistência do vírus.
Certos fatos “cobrem o colo e deixam os pés de fora”. Atente-se.
Bom Café.
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