Aos que esporadicamente me acompanham através deste blog, provavelmente ficou perceptível a falta de atualização.
Depois de mais de ano e cerca de setenta publicações colaborando com a Gazeta do Iguaçu, em Foz, Paraná, deixo de fazer parte do periódico pela atual distância dos assuntos de interesse dos que participam e lêem aliada a minha própria indisponibilidade de tempo devido a minha atual atividade profissional.
O paixão pela escrita é natural e não se perderá. Essa experiêcia me fez crescer muito. Apesar de se tratar de uma cidade do interior do Paraná, Foz tem características de cidade cosmopolita, pela sua miscigenada população. A Gazetinha como é carinhosamente conhecida, é o veículo de maior credibilidade comunicativa na região. Cerca de 50 mil exemplares são lidos todos os dias, e todas as Quintas lá estavam meus textos na coluna então conhecida pelo nome "Café Expresso". Textos estes que ficarão aqui guardados, aos que quiserem recordar.
O Blog que costumava ser atualizado semanalmente, ficará ativo, porém com textos aleatoriamente postados de acordo com a minha disponibilidade de tempo e também com minha inspiração para a escrita.
Agradeço à direção do jornal e as pessoas que me confiaram o espaço semanal, e aos redatores com os quais tinha contato.
Aos que sempre acessam o blog, a maioria amigos, familiares e conhecidos, um grande agradecimento. Recebi alguns belos elogios nos comentários em alguns textos.
É pessoal, o café acabou ...
Espaço voltado para as publicações dos textos da coluna de quinta-feira de "A Gazeta do Iguaçu".
terça-feira, 22 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
O patriota
Nada como uma Copa do Mundo para evidenciar o que com muita discrição seguramos por quatro anos dentro de nós. O notório patriotismo. O brasileiro ama sua bandeira, sabe seu hino de cor, e morre pelo país. Tá, já deu pra ver que to forçando a barra, claro.
Você sabe que sua rua não está toda enfeitada por causa do sentimento nacionalista, pelo amor a pátria. Ela é fruto da alegria do povo em sair mais cedo do trabalho, ou mesmo enforcar a lida diária. Diria que a maioria do povo adora futebol e isso é verídico, mas existe outra grande parte que simplesmente não dá a mínima. O time, por exemplo, é o menos empolgante dos últimos tempos.
As cores, verde e amarelo por toda parte são mais uma alusão ao clima festeiro do que torcida em si.
O evento é realmente de magnitude imensa, principalmente este especificamente, por ser realizado num país que ha algumas décadas vivia a violência alimentada pela segregação racial. Tá certo que a cessão da realização por parte da FIFA à África do Sul tem muito cunho político. Mas é um avanço a ser considerado.
Política que mesmo disfarçada, nunca para por traz do pano em nosso Brasil. Aliás, a Copa do Mundo serve muito de cortina para o segundo semestre do ano, aonde viveremos aí sim, um momento de real importância nacional. Eleições presidenciais. Esta muito mais tensa pela possível mudança de toda uma ideologia, e do fim de um longo mandato, aonde tivemos o mais popular representante da história. Não digo o melhor ou o pior, e sim o mais popular.
E é nesse evento, aonde deveríamos sim ir às ruas para fazermos valer a tal democracia cantada, nos recuamos em omissão. O joguinho está sendo transmitido? Sua cervejinha está gelada na geladeira? Então está tudo bem né “Guerreiro”?
Concordo que assim como o time de futebol que nos representa este ano, as opções para a liderança da nossa República, desanimam. Mas enquanto cada um pensa dessa forma, seremos sempre 180 milhões de ilhotas que se unem de quatro em quatro anos para festejar um ex-esporte que virou circo. Só que desta vez os palhaços estão na platéia.
Não é porque escrevo que me excluo. Eu adoro futebol, desde que me entendo por gente e certamente assistirei a maior quantidade de jogos que conseguir. Beberei minha cerveja e zoarei um pouco. O problema é se alienar e imaginar que um bom jogo cure os problemas existentes no nosso dia-a-dia no plano tupiniquim. Tem muita coisa errada aqui.
E o país vai vivendo este falso clima de festa, em um mês de dormência as coisas que realmente importam.
Muitas camisas serão vendidas a duzentos reais pela multinacional americana, e outras muitas outras vendidas a dez, pela industria nacional da pirataria. O território fica alegre e colorido. As pessoas felizes. Cantos exaltarão a pátria, o hino será ouvido e aquele locutor chato da TV de bobo vai extrair de você um patriotismo ilusório. Não engane a si. Nem force gostar mais do seu pais. Ele precisa de muito mais que gols para nos fazer orgulhar. Principalmente por parte dos próprios nativos, ou seja, nós mesmos.
À partir do final deste final de semana, somos brasileiros, com muito orgulho, com muito amor. São as férias quadrienais da vida real.
Mas não esqueçamos, o final de ano cinza está por vir. E este sim pode mudar alguma coisa em sua vida.
Vida normal, só ao final de Julho.
Bom Café...
Você sabe que sua rua não está toda enfeitada por causa do sentimento nacionalista, pelo amor a pátria. Ela é fruto da alegria do povo em sair mais cedo do trabalho, ou mesmo enforcar a lida diária. Diria que a maioria do povo adora futebol e isso é verídico, mas existe outra grande parte que simplesmente não dá a mínima. O time, por exemplo, é o menos empolgante dos últimos tempos.
As cores, verde e amarelo por toda parte são mais uma alusão ao clima festeiro do que torcida em si.
O evento é realmente de magnitude imensa, principalmente este especificamente, por ser realizado num país que ha algumas décadas vivia a violência alimentada pela segregação racial. Tá certo que a cessão da realização por parte da FIFA à África do Sul tem muito cunho político. Mas é um avanço a ser considerado.
Política que mesmo disfarçada, nunca para por traz do pano em nosso Brasil. Aliás, a Copa do Mundo serve muito de cortina para o segundo semestre do ano, aonde viveremos aí sim, um momento de real importância nacional. Eleições presidenciais. Esta muito mais tensa pela possível mudança de toda uma ideologia, e do fim de um longo mandato, aonde tivemos o mais popular representante da história. Não digo o melhor ou o pior, e sim o mais popular.
E é nesse evento, aonde deveríamos sim ir às ruas para fazermos valer a tal democracia cantada, nos recuamos em omissão. O joguinho está sendo transmitido? Sua cervejinha está gelada na geladeira? Então está tudo bem né “Guerreiro”?
Concordo que assim como o time de futebol que nos representa este ano, as opções para a liderança da nossa República, desanimam. Mas enquanto cada um pensa dessa forma, seremos sempre 180 milhões de ilhotas que se unem de quatro em quatro anos para festejar um ex-esporte que virou circo. Só que desta vez os palhaços estão na platéia.
Não é porque escrevo que me excluo. Eu adoro futebol, desde que me entendo por gente e certamente assistirei a maior quantidade de jogos que conseguir. Beberei minha cerveja e zoarei um pouco. O problema é se alienar e imaginar que um bom jogo cure os problemas existentes no nosso dia-a-dia no plano tupiniquim. Tem muita coisa errada aqui.
E o país vai vivendo este falso clima de festa, em um mês de dormência as coisas que realmente importam.
Muitas camisas serão vendidas a duzentos reais pela multinacional americana, e outras muitas outras vendidas a dez, pela industria nacional da pirataria. O território fica alegre e colorido. As pessoas felizes. Cantos exaltarão a pátria, o hino será ouvido e aquele locutor chato da TV de bobo vai extrair de você um patriotismo ilusório. Não engane a si. Nem force gostar mais do seu pais. Ele precisa de muito mais que gols para nos fazer orgulhar. Principalmente por parte dos próprios nativos, ou seja, nós mesmos.
À partir do final deste final de semana, somos brasileiros, com muito orgulho, com muito amor. São as férias quadrienais da vida real.
Mas não esqueçamos, o final de ano cinza está por vir. E este sim pode mudar alguma coisa em sua vida.
Vida normal, só ao final de Julho.
Bom Café...
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