quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O famoso cobertor curto

Dá gosto ver um brasileiro com uma superioridade notória em relação aos seus adversários como a que César Cielo vem tendo nos últimos campeonatos.
Méritos para ele. O Brasil tem a mania de tratar vitórias como essa, raridades, feitos históricos. Só são históricos porque não estamos tão habituados a vencer com tal propriedade. O que é errado. O país com 200 milhões de habitantes, com extensão territorial de caráter continental, e diferentes panoramas climáticos, nos dá plenas condições de sermos potência no esporte. Produzir um ídolo por geração é pouco, é uma vergonha na verdade. Cielo obviamente não é o culpado por isso. Ele faz a parte dele, e bem. As condições de treinamento e os patrocínios são praticamente os mesmos para os atletas. Não que sejam os ideais. Mas não são terríveis. Temos que parar com esse complexo de inferioridade e achar que chegar num oitavo lugar numa final já é grande feito. Talvez para um país menor como a Eslovênia. Para nós não. Tem que ter ambição, vontade, demonstrada em exagero por César.

No próximo ano teremos eleições. Já citei isso em textos anteriores. Venho tentando acompanhar como a Internet fará diferença no quadro político do país. O brasileiro em geral não é interessado no assunto. Se for pra tirar o “rabo” da cadeira, sair de frente do computador e ir para as ruas, a maioria não vai. O impeachment do Collor foi um acontecimento importantíssimo para a história nacional, mas se fosse nos dias de hoje, as pessoas iriam às ruas como foram? A comodidade e a proteção que a Internet fornece, faz com que as pessoas achem que estão fazendo sua parte seguindo manifestações como #forasarney, ou repassando e-mails sobre escândalos políticos e pedindo que seus receptores os enviem a mais pessoas, sendo que praticamente ninguém lê. Se você envia um e-mail com fotos de um ex-BBB fazendo algo inusitado você abre na hora. Se recebe uma planilha do Excel com desvio de verbas públicas por parte de um político importante, por exemplo, você já exclui, joga para a lixeira. Essa é a nossa cultura.
Na Espanha, a TVE, produz debates com eleitores enviando seus vídeos via Youtube para os candidatos responderem ao vivo no programas. Nos EUA, Obama arrecadou “zilhões” em venda de produtos com sua marca, seu famoso rosto sorridente. Cada país utiliza os mecanismos da forma que lhes é interessante. No Brasil, certamente a Internet será interessante para os próprios políticos, que vêem nela ferramenta ideal e abrangente para suas próximas campanhas.
Por sua vez, os “internautas” ainda preferirão sites de fofocas, relacionamento e jogos...

Com a suspensão das aulas em grande parte do país por conta da gripe, o país ficou dividido quanto à eficácia da medida. Especialistas e cidadãos divergem. O fato é que não há garantia de que o vírus não se propagará com a suspensão das atividades escolares. Algumas escolas encontram na Internet a solução para que não haja perda de conteúdo e a extensão do período das aulas ao final do ano letivo. Uma alternativa limitada às classes com mais condições, escolas particulares, enfim. Infelizmente imagina-se que grande parte dos alunos da rede pública dificilmente tem acesso a “web” de suas casas. E as mães que trabalham e não podem ficar com seus filhos em casa? Não poderão se abster da obrigação profissional. Um problema. Penso também, que dependendo do período de afastamento, dificilmente as escolas conseguirão encaixar o conteúdo programático de maneira correta. Haverá uma compressão, certamente.
Uma vez que se passa a limitar espaços coletivos, logo estaremos fechando mercados, lojas, hotéis, shoppings, e ficaremos isolados em quarentena, dentro de casa.
Eu quero mais é que volte logo aquele calor “infernal” de Foz. Pelo menos ficamos longe dos resfriados que nos assustam, e diminui a resistência do vírus.

Certos fatos “cobrem o colo e deixam os pés de fora”. Atente-se.

Bom Café.

Nenhum comentário:

Postar um comentário