Acostumados a um calendário cheio de feriados e datas comemorativas, muitas vezes nós deixamos de lado a reflexão do que realmente significa a escolha de um determinado dia a uma homenagem ou a lembrança de um fato ou uma classe importante.
Ta certo que muitas destas datas são pura estratégia de marketing e vendas, e o comércio depende desse “boom” proporcionado por datas especiais, sobretudo em épocas de crise.
Mas existem alguns destes dias que devem ser tratados de maneira muito mais especial. E o próximo domingo é um deles.
Mãe. Como uma palavra tão pequena significa tanto?
Também acho que as mães merecem ser reverenciadas todos os dias do ano, mas sabe-se que na prática, no dia-a-dia, dificilmente se dá a atenção e o reconhecimento a elas.
É legal que haja esse dia. Para que elas ouçam nas propagandas de televisão, para que recebam aquele presente feito à mão pelo filhinho no colégio, confeccionado com a ajuda das “tias”, para que ganhe flores e café na cama do marido na manhã de domingo, para que seja tratada como rainha, como uma recompensa ainda desproporcional a tudo que representa.
Nós homens, nunca saberemos a magnitude da responsabilidade e as sensações incríveis de gerar uma vida de seu próprio umbigo. Privilégio da mulher. E parece que tudo é perfeitamente explicado. Não temos “cacife” para suportar esse peso, é verdade.
Instinto? Alguns especialistas dizem que há explicações científicas que envolvem transformações no corpo da mulher, principalmente no campo do sistema nervoso central e na produção de hormônios durante a gravidez e o parto, como que “capacitando-a” a partir de então a ser mãe.
Ouvi certa vez de um professor de sociologia que “ser mãe” vem de toda uma seqüência comportamental, que depende da educação e aprendizado da mulher durante toda sua vida, assim como questões sócio-econômicas e culturais, sobrepondo a idéia de “instinto materno”. Particularmente acho que a “ser mãe” não é algo que possamos definir assim com a exatidão científica, tampouco com a complexidade dos estudos feitos por sociólogos. É um pouco de tudo, algo fora do alcance dos mortais. É sublime.
Todos nós provavelmente não saibamos o quanto nossas mães fizeram por nós, em nossa caminhada desde o início. Especialmente porque nada foi feito à espera de retribuição. É um amor gratuito, que por ser assim recebido sem esforço algum, talvez não o valorizemos da devida forma. Quanto elas engordaram para nos manter ali dentro por tanto tempo, para que nascêssemos com saúde, quanta dor sentiram no nosso parto, quantas noites sem dormir para amamentar-nos e fazer-nos dormir, quanta fralda suja tiveram que trocar, quanto tempo gasto em broncas e conselhos para que aprendêssemos, quanto tiveram de abdicar de seus próprios interesses e sonhos para poder realizar os nossos? Algumas tiveram que dar suas próprias vidas para que seus filhos pudessem nascer.
E minha admiração pela figura materna vai além daquela mãe convencional, de propaganda de margarina. A mãe solteira encontra dificuldade dupla, pois em muitas ocasiões têm que suprir a figura do pai, a adotiva, que consegue transbordar um amor de invejar muita mãe biológica, mesmo sabendo que seu filho foi gerado por outra mulher, a mãe trabalhadora, que quase não acompanha o crescimento do filho para que ele possa de fato crescer e até a mãe-avó, que mesmo já tendo criado seus próprios filhos, cuida de seus netos como se fosse mãe novamente.
Ao escrever sobre elas, tenho como inspiração a minha mãe, que assim como a sua, é a melhor do Mundo. Sou apenas a extensão dela, tanto na aparência quanto na personalidade, e agradeço por isso. Que mulher.
No colo dela, não tenho medo nem de doença, nem da morte, nem do fim dos tempos. Mesmo grande e barbado assim...
Nesse domingo, talvez não compre um presente caro para sua mãe, mas dedique-se a ela, sente e converse, ouça-a. Elogie-a. Ame-a. E ainda não será tudo. Ela merece mais.
Como mãe que sou só gostaria de dizer que ser mãe é algo que ultrapassa qualquer entendimento.Muitas vezes agimos com a melhor das intenções,mas quase sempre não é o bastante.Mas sou feliz por ter tido este privilégio,porque desde que fui mãe nunca mais fui a mesma.Ainda hoje,apesar de ter filhos adultos e independentes,penso neles como "meus pintinhos".Queria te-los debaixo das minhas asas e protegê-los de todo mal,de toda a dor.Sou feliz por ser mãe e ter três filhos maravilhosos e imperfeitos como eu.
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