quinta-feira, 14 de maio de 2009

Uma "xícara" de cinema e leitura

Talvez sejam os ares do Festival de Cannes, que teve início ontem, e da semana cultural que terminou Domingo passado em nossa cidade que me inspiraram a escrever sobre duas das minhas grandes paixões, cinema e livros.
Muitas vezes, faz-se necessário descansar nossas cabeças do peso e das responsabilidades do dia-a-dia, com uma boa leitura ou um bom filme.
Sou a favor da “enxurrada” cultural em todos os sentidos, e festivais como os que ocorreram aqui na última semana, o Salão Internacional do Livro, e o Festival de Cannes na França, são fontes ricas de conhecimento em suas devidas proporções.
Apesar de geralmente associarmos cinema a lazer, há inúmeros filmes com potencial de informação imenso.
Já a leitura é questão de hábito. E adquirir o hábito da leitura é tão importante quanto escovar os dentes. O indivíduo acostumado a ler enriquece sua capacidade de interpretação e percepção em vários aspectos práticos de sua vida, além de refinar seu vocabulário e escrita.
E cinema e leitura estão diretamente ligados, vejamos o número de títulos literários que foram parar nas “telonas”. Existe a inevitável comparação entre filme e livro, obviamente, mas, quem consome os dois não sai perdendo em nada.
Por isso é muito importante que haja incentivo massivo tanto à leitura quanto a sétima arte, seja em feiras e festivais ou materiais institucionais variados.
Cannes construiu sua reputação basicamente pelo espaço, dado e valorizado à exibição de obras um tanto quanto alternativas, de menor orçamento e enredos os mais variados. Hoje já há mais apelo, talvez até pelo momento ruim da economia mundial, aos grandes e mais bem patrocinados longas, o que não tira nem um pouco o brilho e o glamour do festival, pelo contrário, aumenta os holofotes acerca do evento.
Mais como amante expectador do que estudioso em cinema, dou meus “pitacos” frequentemente em “blogs” do gênero, de amigos e cineastas, aonde colho prévias das principais estréias mundiais e suas devidas críticas. Aos que gostam tanto quanto, fica a dica.
Inevitável deixar de comentar “Wolverine Origins”, até porque houve grande expectativa por parte dos fãs leais dos quadrinhos, e até de todos, devido a tanto “barulho”. Hugh Jackman esteve no Brasil para a divulgação da obra e não decepcionou, tanto na simpatia quanto na atuação. O filme é bom, no mais claro sentido da palavra. Conseguiu ser fiel aos gibis, salvo pequenos detalhes como uma suposta boa relação entre Wolverine e Gambit, fato que provavelmente será “ajustado” na seqüência já anunciada, “Wolverine 2”. Jackman está no auge da carreira, sua atuação é magnífica, e a trama vale o ingresso. Eu, particularmente não sou fã de filmes de ação, que tendem a exceder nas seqüências mentirosas, mas este é personagem é uma lenda, impossível de ignorar.
Entre as próximas estréias, uma das mais aguardadas, polêmicas e já criticadas é “Anjos e Demônios”, do Best-Seller de Dan Brown.
Esse título é daqueles de gerar discussão em “botequim”. Tanto pelo conteúdo abordado, quanto pela reprodução em película de um livro muito bem vendido, perdendo vários e ricos detalhes alimentam a crítica negativa.
De qualquer maneira, vale à pena conferir sua estréia, com data marcada para 15 de maio, e principalmente a leitura da obra.
Nesse intercâmbio “tela-página”, quem vem dominando as listas de livros mais vendidos é Stephenie Meyer, autor de Crepúsculo e sua seqüência. A primeira reprodução do livro nos cinemas tem um apelo adolescente, mas não há nada de errado nisso. Aliás, agradar a esta faixa etária é um dos mais difíceis desafios.
E nesse clima de “contágio” cultural, preferi deixar de lado as polêmicas semanais, para dar espaço a algo que acredito ser essencial, e que ainda necessita de muito empurrão no nosso país.
Por minha vez, além dos textos, inicio meu projeto paralelo do primeiro livro, que na seqüência compartilharei com todos, até porque precisarei de todos para que isso se desenvolva.
Bom café...

2 comentários:

  1. Concordo plenamente contigo, Tupper. E por mais que eu escreva expondo minha opinião pessoal, eu acredito que somos seres únicos que precisam ver para saber se gostam ou não. O mesmo se aplica á leitura. Muito boa sua resenha, principalmente a parte que diz que quem lê e vê o filme só sai ganhando. Nunca tinha analisado por essa ótica. As vezes eu me sinto pior se vejo um filme que já tenha lido sua trama anteriormente, mas na verdade é um ganho a mais culturalmente falando. Excelente.
    Abraço

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  2. Muito interessante suas colocações.Aguardo ansiosa seu primeiro livro,pois vc escreve de forma tão apaixonada sobre os temas,que é contagiante.Parabéns!

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