quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O superestimado e sua vítima

Na busca “sedenta” por assuntos interessantes, um leque de sensacionalismo estampado nas capas dos principais portais do Mundo. Violência, corrupção, fofocas e futebol.
Nunca escondi que o futebol é minha maior paixão e falaria sobre o tema todas as quintas-feiras se este espaço fosse destinado a isto. Na verdade o espaço é livre, mas minha intenção é debater sobre tudo um pouco.
Nesta semana, peço licença ao Jornal e ofereço minha coluna a meu irmão, Marcelo Tupper. É de família, amamos escrever.
O texto que seguirá é de sua autoria, e fala sobre a valorização da “marca” Brasil, o fortalecimento de sua economia, e o contraditório comportamento dos burocratas dinossauros que administram nossa república.
O Brasil está na moda, fama traz visibilidade, e consequentemente, expõe muito mais o mecanismo funcional do Governo. E expondo o Governo, há um grande risco de aparecerem coisas nada agradáveis, além do que tais fragilidades podem resultar a queda da “crista da onda” que o Brasil está posicionado hoje, ante o cenário global.
Nas linhas abaixo, meu brother:

“É notório percebermos o quanto o Brasil tem caminhado a passos largos em direção a uma política econômica salutar e estável, basta recapitularmos os últimos acontecimentos que nos inseriram como um país de firmeza e consistência em tal setor.
Para os que não se recordam, há pouco tempo atrás, ocorreu uma espécie de “recessão mundial”, em que grande parte das grandes potências mundiais foram prejudicadas.
Avesso à isso , o Brasil seguiu adiante dando os ombros para tal crise e mostrando de uma vez por todas um grande amadurecimento financeiro e um forte sistema bancário. A conseqüência: Grande demanda de capital estrangeiro investido no país, afinal, tais garantias o tornam como a grande saída para os países envolvidos naquela crise recessiva. Porém de maneira contrária caminha o nosso ministro da economia Guido Mantega , que num ato de puro tirocínio , resolve taxar de maneira reguladora a entrada de capital estrangeiro no país através do outrora já conhecido IOF , captando 2% do montante investido no país. Mas você, leigo como eu , se pergunta: Mas isso não vai contra o crescimento do país? A tributação de capital estrangeiro investido não irá diminuir ao ponto de frear esse avanço tupiniquim rumo ao status de nova potência do século XXI?
Como citou o jornal El País: “a primeira grande crise da globalização deixa, até o momento, dois grandes ganhadores: os emergentes asiáticos e o Brasil".
Sim, no popular, o Brasil é a bola da vez, o país do momento para quem quer investir e se dar bem e essa taxação do IOF veio para controlar os ânimos dos mais empolgadinhos e oportunistas. Vítima do seu próprio sucesso, o Brasil vê nesse marco regulador uma maneira de diminuir o excesso de aplicações especulativas dos outros países sobre o mercado de capitais, evitando o que se poderia se chamar de bolha na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F ) ou seja ,uma volatilidade , assim como percebemos nos mercados externos.
Somando-se a isso o nosso ministro Mantega ressaltou que a taxação tem como objetivo desestimular a sobrevalorização da moeda brasileira a fim de que as exportações e os empregos não sejam atingidos negativamente.
Quanto a esta certeza do ministro de que tal medida irá refletir de maneira positiva no mercado de ações só posso reagir com ceticismo.”
Marcelo Tupper escreve para o blog http://saladediscussoes.blogspot.com focando a política e a economia.

Bom Café.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

É difícil servir bem?

Dias atrás lembro de ter saído de um restaurante prometendo nunca mais voltar. Acabei voltando. Em muitos lugares o produto “se vende”, e talvez a singularidade de tal, o faça ponderar a péssima prestação de serviço pela satisfação de consumi-lo.
Não me julgo capaz de propor através deste espaço um boicote às pessoas que são pessimamente tratadas por um serviço de atendimento “aleijado”. Mas posso sugerir que sejam mais exigentes e atentas aos que têm o dever de vos proporcionarem ao menos o bem estar naquele ambiente.
Não é de hoje que vivencio experiências inacreditáveis de descaso de funcionários com seus clientes, de forma explícita e revoltante.
Imaginar que numa cidade como Foz do Iguaçu, que recebe turistas do mundo todo, que tem uma população permanente exigente e consumidora, contempla em vários segmentos comerciais uma prestação de serviços tão mal preparada.
Um problema que parte da própria administração do local à consciência do colaborador quanto ao seu papel não só ate ao empregador, e sim ao cliente, a principal fonte de manutenção de seu próprio emprego e estabelecimento respectivamente.
Sabe-se que o investimento em treinamentos e a valorização do funcionário são fundamentais para que o mesmo desempenhe sua função com excelência. E valorização não significa simplesmente elevar salários. Eu falo em motivação, reconhecimento, condições ideais de trabalho. Pois certamente um funcionário satisfeito presta um atendimento melhor e o resultado disso é a cadeia de satisfação completa. Proprietário, colaborador e cliente.
Não é a toa que as maiores empresas do Brasil e do Mundo adotam periódicos programas de treinamento nos quais dá-se aos seus funcionários além do conhecimento pleno de como desempenhar seu papel na empresa, incentivo e reconhecimento inclusive nos cargos de menor nível hierárquico.
Este tipo de investimento é fundamental, mesmo que haja contratempos. Obviamente por razão ou outra existem extensões de determinadas empresas que evidenciam falhas em seu contato com o cliente e a forma como o produto é entregue, principalmente as maiores cadeias, pelo fato de alguns de seus responsáveis em determinadas localidades não administrarem da forma correta, colocando interesses particulares à frente dos interesses da empresa.
Quem sofre novamente é o consumidor.
Por isso, cabe ao maior atingido pelo mau profissionalismo, cobrar destas pessoas uma melhora. De que forma? Expondo a insatisfação. Geralmente saímos do local prometendo não voltar, como iniciei o texto, mas o fato é que a maioria das pessoas simplesmente esquece e volta, e só relembra o fato ao ser abordado novamente pela equipe do estabelecimento.
As maiores empresas possuem um canal direto de comunicação, enquanto nas menores geralmente se tem uma maneira de transmitir ao gerente e ou até ao próprio proprietário.
Converse, deixe uma anotação, sempre de forma educada.
Eu tenho certeza que alguns lugares específicos logo apresentarão mudanças, uma vez que seu serviço demonstra-se tão evidentemente insatisfatório.
É preciso que nossa cidade receba bem. Aliás, este é o “be a ba” do anfitrião. Não consigo mais acreditar que nesta cidade existam pessoas servindo tão mal a população e seus turistas.
É sabido que se trabalha muito para construir-se uma boa imagem e que um deslize qualquer suja esta mesma imagem com muita facilidade.
E considero injusto aos que trabalham bem e as empresas que investem nisso carregarem o estigma de que a prestação de serviços em Foz do Iguaçu é ruim.
E isso acontece.
Os setores de comunicação direta à população e turistas necessitam de um serviço excelente.

Bom café.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A parte boa do que somos

Quem nunca falou que a família só é boa em porta-retratos, à distância, que atire a primeira pedra. Eu mesmo já o fiz.

Condenada por alguns especialistas e sociólogos como instituição falida, a família ainda é fator fundamental na formação do indivíduo. Há uma visível mudança sócio-comportamental com o avanço tecnológico e econômico que nos remete a individualidade. Desde a inserção da mulher no mercado de trabalho, aos mais modernos apetrechos eletrônicos que nos dão a ilusória sensação de auto-suficiência. Você fecha negócios via mensagens em seu BlackBerry e comemora o Natal com a família numa vídeo conferência através do Skype. Mantêm-se atualizado quanto aos passos de amigos através de suas redes sociais diariamente atualizadas, e faz um pedido de fast-food via chat. Laptops e aparelhos de telefone celular são o sexto e o sétimo sentido da espécie humana contemporânea.

O Mundo competitivo te oferece poucos espaços. E os espaços coletivos são escassos. E essa afirmação refere-se a todos os âmbitos. Desde o espaço físico, quanto o profissional. A corrida tecnológica e econômica é inversamente proporcional aos recursos que o planeta oferece.

Jovens cada vez mais jovens, sucumbem à pressão imposta por todos ao seu redor. E na maioria das vezes não estão preparados à isso. E tal pressão inicia-se dentro da própria casa.

Porém, o papel de prepará-los não foi substituído por nenhum computador. Ainda é da tão falada instituição falida, a família.

Princípios morais, caráter, autoconfiança, fé, educação e principalmente amor, são alicerces fundamentais para a nossa sobrevivência ante tantos desafios.

Que máquina é capaz de prover tais capacitações?

Sou da geração da transição, e minha família sofreu com o início do processo. Somos cinco membros distantes e isolados geograficamente. Porém tal distância física não nos faz separados. Resistimos a esta nova formação social com o que aprendemos de fundamental dentro do ambiente familiar.

Por isso, aos que ainda convivem em família, é fundamental o cultivo destes princípios para que haja um equilíbrio no futuro. Quando falo em tal ambiente familiar, não me refiro a casa cheia, e sim a sintonia entre os membros. Amem-se, ajudem-se, respeitem-se e sejam justos uns com os outros. Aos mais velhos, transmitam o que de bom lhes foi ensinado, e não façam pagar os mais novos as frustrações passadas. Lembre-se que há a responsabilidade de se manter a essência moral. Todos nós envelheceremos, e caberá aos sucessores transmitir o bem, numa sociedade aonde isso já é raro.

E é justamente pela enorme falta de características as quais aprendemos no inicio da vida, que é muito difícil hoje, encontrar correntes voltadas à preservação ambiental, a pessoas interessadas no agrupamento social, na verdadeira união de raças. A globalização, o rompimento de fronteiras, é de mero interesse político. Enquanto que o real interesse é a segregação individual. Carros compactos, apartamentos menores, computadores de mão, pontos eletrônicos, toda a tecnologia nos remete a uma suposta auto-suficiência ilusória e somente atingível aos de maior poderio econômico. Uma re-edição artificial da teoria da “seleção-natural”.

Ensina-se que o Mundo é dos mais fortes e espertos, e a busca pelo sucesso (poderia dizer, sobrevivência) nos faz homens muito mais pobres de espírito, amargurados e covardes.

E a verdade é que somos seres muito mais dependentes de algo que a evolução tecnológica não é capaz de nos prover. O sentimento recíproco. A união.

A primeira manifestação de união parte de dentro para fora, e é a família. E há muita força de fora para dentro para que ela se desfaça. Cultive a sua se ainda a têm.



E bom café.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ENEM: o "x" da questão!

O processo de seleção para o ingresso nas universidades e faculdades do país nunca foi o ideal, todos sabem.

Em meio à polêmicas quanto ao conteúdo aplicado, considerado retrógrado e ineficiente ao regime de cotas, explicitando um dos maiores problemas sociais deste país, a divergência econômica e a questão da etnia, o tema em pauta hoje é o ENEM, processo que substituirá de vez os vestibulares nacionais, prometendo distribuir de forma mais justa e coerente as vagas tão concorridas nas principais instituições de ensino superior.

Há anos tendo sua importância relegada à segundo plano, hoje o exame nacional do ensino médio é visto como um dos mais importantes concursos do país. Supervalorizado, o material da prova virou objeto de ganância dos impostores. Como uma filha indefesa de pais milionários, foi facilmente seqüestrada por dois larápios funcionários da gráfica "responsável" pela copia dos exemplares.

E como todo seqüestro tem sua motivação financeira, os rapazes espertos, pediram a membros da imprensa a "bagatela" de quinhentos mil reais pelo conteúdo.

Pois bem, o furo já estava caracterizado, e gratuitamente. Se a idéia era expor o frágil sistema de proteção utilizado num procedimento tão importante, o objetivo foi atingido, e sendo assim, fica difícil acreditar que tal furto tenha tido a simples intenção enriquecimento. Parece coisa maior. Interesses difusos, não?

A proposta do ENEM não é de agrado unânime, isso já foi evidenciado assim que o ministro de educação Fernando Haddad manifestou sua vontade de promover o exame ao caminho exclusivo de acesso ao ensino superior em alguns anos.

Meses antes, houvera um problema de caráter documental que já ameaçara a prova de ser realizada em sua data prevista. Agora, dias antes, o material é roubado sem que haja uma motivação clara.

Seria muito mais compreensível se os dois envolvidos diretamente no ato do furto fossem pegos tentando vender o conteúdo da prova à candidatos. Faria algum sentido.

Porque procurar diretamente a imprensa para que se propagasse tal escândalo, senão com uma finalidade moral?

E a dupla de Felipes, os protagonistas do episódio, ousariam se expor por algo tão pequeno, sabendo que havia ali inúmeras câmeras de segurança?

Certamente fizeram tudo respaldados por alguém que os dera garantias de que a pena seria branda e vantajosa no final das contas.

Agora, cerca de quatro milhões de candidatos foram lesados, a nova data prevista para a realização das provas coincide com mais inúmeros vestibulares, e o sistema demonstrou falta de confiabilidade.

A forma como as empresas responsáveis são escolhidas é questionada. Licitações más redigidas dão brecha para que o serviço não seja eficaz. É inaceitável que indivíduos "comuns" manejem documento de tal importância.

O ideal seria a escolha por excelência. As empresas mais capacitadas fazem o serviço. E deve haver fiscalização severa.

Muitas universidades, incluindo a "nossa" Unioeste, ainda não decidiram se mudarão suas datas em virtude da proximidade de aplicação.

Mais que um furo de notícia, este acontecimento mexe com o futuro de milhares de jovens deste país. Sabe-se que o processo seletivo é tenso e concorrido, e qualquer desvio de concentração na reta final pode resultar na perda da vaga, numa prova mal feita, em mais um ano perdido.

Acima de tudo, o revolucionário ENEM sai enfraquecido, com sua credibilidade abalada, e com certeza, os mentores deste crime (que não foram os dois rapazes), com o seu objetivo selado.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Extraordinário !

Se você leu meu último texto, seja no jornal seja neste blog, provavelmente hoje lembrou-se das minhas palavras.
Posso ser julgado chato, sim, ao invés de torcer por algo inédito e grandioso ao nosso país, preferi me posicionar contra. Sim, porque sou um dos alguns indignados com um país com tanto para ser mais, ser um oasis de corrupção.
Porém hoje confesso, como brasileiro, especialmente como carioca, que foi inevitável me emocionar. Não com os rapazas de terno que nos representavam em Copenhague, sim com o povo, com as nossas belezas, com a nossa alegria, nossa paixão, como dizia o "slogan" da campanha. Apesar de sabermos que inevitavelmente muitos tirarão proveito dos investimentos a serem feitos, que muita coisa ainda não vai mudar desta vez, que o acesso a grande parte dos eventos quando se realizarem será restrito a um seleto grupo, a sensação de grandeza, de vitória, de orgulho é inegável.
Não estou me contradizendo e nem retiro o que escrevi a uns dias atrás.
Mas surpreendi-me com a sensação de felicidade hoje.
Resta agora a esperança de que o lado ruim fique de lado, que as pessoas aproveitem a magnitude e o espírito deste evento para deixar algo de bom a cidade, ao país, aos brasileiros.
Porque na verdade, se formos esperar por um país perfeito para realizarmos coisas grandes, talvez nunca tenhamos nada.
Então vai assim mesmo, fiscalizemos a grana pública e façamos história.
Parabéns Rio.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Rio 2016? Não apóio.

Quem acompanha o noticiário certamente tem notado como intensificou o lobby pela candidatura do Rio de Janeiro à sede dos jogos olímpicos de 2016.
Antes de falar sério, gostaria de dizer que essas escolhas de sedes para Copas do Mundo e Olimpíadas me fazem mal. Porque estamos em 2009 e os “caras” já têm contratos e projetos firmados para eventos daqui há 10 anos. Entendo a necessidade de antecipação das decisões para que haja o preparo necessário e adequado para a realização de tais eventos. Qualquer dia, estarei tratando de datas que sequer terei certeza se estarei vivo.
Comentários pessoais inúteis à parte, esta candidatura, assim como sua possível realização, deve ser vista com diferentes olhos dos que nos passam os interessados.
A Copa do Mundo de 2014 está confirmada, e não há o que fazer, a não ser nos conformarmos e fingir que tudo será muito legal e positivo, para o país, para a sociedade direta e diretamente envolvida. Os Jogos Olímpicos são da mesma, ou até maior proporção do que um evento do porte da Copa. O “x” da questão é: o Brasil têm condições de sediar eventos desta magnitude, sendo carente de outras prioridades, havendo tamanha desigualdade social, violência e falta de infra-estrutura?
O Pan-Americano de 2007 no Rio de Janeiro, foi um “rascunho” da incompetência de planejamento e da incapacidade dos responsáveis de organizarem. Para quem assistiu aos jogos até o último dia, gostou das competições, se divertiu e parou por ali, talvez tenha sido legal. Mas um dos principais argumentos dos defensores da realização destes jogos, o progresso, a melhoria de infra-estrutura, a mobilização da sociedade e o emprego, não têm base alguma.
O Rio de Janeiro possui hoje vários “elefantes brancos” do esporte. As arenas que custaram milhões estão largadas, sem manutenção, obsoletas. A Prefeitura poderia, por exemplo, fornecer determinados espaços para as crianças das comunidades carentes praticarem esportes. Isso não ocorre.
A rede de transportes que teve como promessa uma melhoria considerável, se mantêm problemática.
A segurança que supostamente aumentaria, restringiu-se aos dias de evento, obviamente.
O Brasil por ser um país de características continentais, tem poucos atletas bem sucedidos no esporte, se comparado a pequenas nações européias. Justamente pela falta de estrutura e incentivo.
E essa é mais uma “lorota” que nos contam para que apoiemos tal candidatura. O Brasil se tornará uma potência no esporte. Mentira. Com essa administração, com esses cargos perpétuos e mentalidade retrógrada e oportunista, continuaremos sendo enganados.
Sobre no legado do Pan, até hoje não se conseguiu declarar à União o destino da verba disposta para a realização dos jogos, incluindo as obras de preparação, e as necessidades básicas. E o mais legal disso tudo? O dinheiro é público, ou seja, meu e seu. E mesmo sem conseguir explicar para onde foi tanto dinheiro, o que aconteceu com os “caras”? Se re-elegeram em seus cargos.
O problema é que tais informações não chegam a grande maioria.
Enquanto um monte de gente faz festa para recebem a Copa do Mundo em 2014, e faz campanha para eleger o Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o país continua com seus crônicos problemas postos de lado.
Eu adoro esporte, mas detesto ser tratado como otário.
Se você acha que conseguirá assistir a algum jogo na Copa do Mundo, sem despender de um valor com no mínimo quatro dígitos, acorde. Metade da carga será para políticos, 40% será para patrocinadores, e 10% para o público, provavelmente estrangeiro. Se você acha que a violência vai diminuir, que sua cidade vai ficar um “brinco”, que o transporte será eficaz e que o Brasil será uma potência do esporte, tire o “cavalinho da chuva”. No Brasil é diferente. Agora, se você tem consciência de que o país continuará o mesmo, e os principais envolvidos na realização enriquecerão, você está certo.
Ah, e tudo por nossa conta.

Bom Café.