De tempos em tempos falo de futebol. Hoje, o futebol é coincidentemente citado no meu texto, por ser o mecanismo revelador de uma personalidade digna de homenagem.
Não me sinto nem um pouco desconfortável em falar de um argentino com tanta satisfação, até porque essa rivalidade escancarada deve se limitar às brincadeiras saudáveis. Somos povos irmãos, países vizinhos e principalmente em Foz do Iguaçu isso é sentido. A Argentina faz parte do dia-a-dia do brasileiro que vive na fronteira, assim como o contrário. Se os dois países exercessem uma diplomacia mais esperta, conseguiriam consolidar uma representatividade muito mais sólida em relação ao Mundo, mas enfim, isso é outra história.
Estou aqui para falar de Lionel Andrés Messi.
Imagine você, na sua profissão, ser considerado o melhor do Mundo, receber um prêmio, uma medalha, uma placa, enfim, ser reconhecido como o melhor no que faz. É gratificante, obviamente. Talvez nem todos tenham essa ambição, apenas querem fazer seu papel com eficiência, e é aí que surge o reconhecimento. Não que a ambição seja ruim, mas se isso torna obsessão, tudo vai por água abaixo. Ou mesmo com o reconhecimento devido, seu desempenho muda diante de como absorve toda essa gratificação.
E foi ha dois dias atrás que assistindo a premiação do melhor jogador de futebol do mundo no ano de 2010, descobri que sou o mais novo grande fã desta figura, quando involuntariamente abri um sorriso ao ser anunciado o seu nome, em detrimento aos favoritos espanhóis.
Quem me conhece sabe que adoro futebol. Acompanho, jogo, leio sobre, enfim, sou louco mesmo, característica comum aos brasileiros, por sinal.
Mas essa minha admiração vai além do esporte.
Hoje em dia é tão difícil encontrarmos exemplos nas figuras públicas. Se usarmos o Brasil como campo de busca e observação mesmo, percebemos que há uma tendência ao estrelismo, uma preocupação com a exposição, com a forma como se porta diante da mídia e do povo, com uma falta de responsabilidade moral. Não é incomum ver jogadores ostentando ouro nos pescoços e orelhas Brasil afora, empinando o nariz e se destacando muitas vezes das suas origens.
O jogador argentino me surpreende por ser simplesmente o melhor, e isso é consenso, para quem entende de futebol, e até para quem não costuma ver muito, mas acompanha alguns lances. Acaba de ganhar o prêmio de melhor do mundo pela segunda vez, com apenas 23 anos, e se nenhum imprevisto ocorrer, ele tem tudo para ganhar mais vezes, e se tornar o recordista. E por tudo isso, me surpreende a discrição, o carisma, a responsabilidade e o respeito que ele tem com os que o cerca. Fãs, mídia, torcedores e até os brasileiros, ditos maiores rivais.
Sobre a comparação com Maradona, mesmo com a resistência dos saudosistas, eu acho perfeitamente possível que Messi ultrapasse seu desempenho. Ao menos em exemplo de comportamento e postura ele já está à frente. Dizem que para se consagrar, um jogador tem que levar uma Copa do Mundo. Maradona usa esse argumento, inclusive, para proteger seu status de ídolo e até Deus, como é considerado pelos “hermanos”. Mas vos digo: Zico nunca ganhou uma Copa, em contrapartida Paulo Sérgio já ganhou, em 1994. Sabem quem é Paulo Sérgio? E Zico? Logo...
À Lionel “Leo” Messi minha manifestação sincera de admiração àquele que merece todo status de um verdadeiro ídolo.
E bom café...
Joga bola mesmo...
ResponderExcluirMas pra fazer a Argentina roda, só um Conca mesmo.