Não, este não é e não passará a ser um espaço voltado às tendências da moda feminina, absolutamente. Discutir comportamento? Faço isso às vezes, e acho construtivo e divertido.
Fugindo um pouco do habitual e me arriscando e muito aos mais diferentes possíveis julgamentos, e com um “molde” absolutamente inspirador, resolvi jogar no ar algo que poucos homens se arriscam a fazer: analisar o estilo e o comportamento de uma mulher jovem e contemporânea sob a pressão das mais fortes campanhas comerciais e a imposição da moda inferindo os mais diferentes hábitos femininos.
Para os machistas já “mando a letra”: o que difere um malandro de um mané é a forma como ele trata uma dama. Notar a mudança na cor das unhas ou um leve corte na franja do cabelo delas, não vai pôr em dúvida sua masculinidade, e sim te fazer ganhar muitos pontos com a moça. Mulher gosta de atenção. Não é a toa que gastam horas e fortunas em salões de beleza. Logo, não seja bruto e insensível sempre. Há horas para tudo.
Para as meninas que julgarem meu tópico digamos, estranho para um homem, “mando a segunda letra” do dia: não sei a diferença entre Scarpin e Mocasin, isso sim seria demasiado estranho para um rapaz. Brincadeiras à parte, esses dias, numa conversa breve e informal com a moça do balcão da mercearia próxima a minha casa, ouvi o seguinte diálogo: A menina mais nova, pedindo para ser liberada mais cedo, pois sairia à noite e precisaria se arrumar. O dia estava claro e o sol forte. Deveriam faltar umas quatro horas no mínimo para que ela chegasse ao local. Prosseguindo o relato, a resposta da mãe foi seca: “Para que minha filha? Os homens nem reparam nisso.”
Adentrei a conversa sem pedir licença, concordando parcialmente com a moça, mas dando alento a jovem garota, dizendo que determinados homens prestavam sim atenção, mas que o maior charme não está nas quatro horas de preparo e seu resultado, e sim na postura e atitude da mulher. Ela pareceu não me dar ouvidos, claro, e foi pra casa com o aval da mãe.
Hoje, o mercado entope este segmento compulsivo e consumista que é a moda e a beleza feminina em geral.
O fato é que as mulheres querem e sentem-se seguras estando com um modelo similar ou próximo ao que vêem nas revistas de moda, nos programas de televisão e nos tapetes vermelhos espalhados ao redor do mundo.
E muitas vezes o homem é o alvo em segundo plano. A competição é acirrada, entre elas mesmas.
Aí é que entra um detalhe importantíssimo. A personalidade. Não a personalidade imposta pela propaganda, com o reles intuito de vender e vender. Esta personalidade é deteriorável, mutante.
A coisa mais linda numa mulher é a segurança que ela passa baseada na sua autenticidade e características originais. Realçar o que é mais lindo de uma forma sutil, e se demonstrar confiante. Ponto. Não depender de uma etiqueta, de uma bolsa ou um salto para estar bem. Isto é descartável de uma forma rápida. A mesma colunista de moda que te indicou “x” tendência hoje, vai acabar com você caso continue usando “x” por muito tempo.
Então meninas, trabalhem a atitude, o comportamento. Homens se demonstram irrelevantes quanto a isso, e realmente, muitos são simplesmente broncos, estúpidos. Mas um “cara” de verdade, sabe distinguir uma mulher, de uma carcaça.
Cabelos ao vento, um olhar consistente e brilhante, um sorriso, vários sorrisos, conteúdo cultural e segurança ao se expressar, a tornam a mulher mais linda andando sobre um par de All-Star. Parece simples, mas é o suficiente para me encantar, por exemplo. Em meio às seguidoras dos padrões impostos, se destaca com seu jeito simples aparentemente ingênuo, porém “maroto” de ser.
Não tenha medo de ser menina, tampouco de ser mulher. Há espaço para os dois, e é fundamental saber ser menina e ser mulher. Prender-se a um dos dois estados pode fazê-la nunca crescer, ou ser precocemente velha.
Bom café...
Leonardo, seu blog me foi apresentado por um amigo em comum e seria relapsa se não deixasse um elogio. Parabéns! A escrita é envolvente, o tema é pertinente e o raciocínio seria óbvio, mas somente aos olhos mais atentos.
ResponderExcluirO mundo transformou muitas mulheres em marionetes, mas felizmente existem outras muitas que são seres humanos. Simples, mas muito mais complexas aos olhos comuns.