Uma das maiores produções cinematográficas da história. Há tanto apelo em torno do filme, que é desnecessário gastar linhas deste texto com os milhares adjetivos cabíveis ao que já chamam de “obra-prima”.
Enquanto todos atentam para a revolução tecnológica por vir ao mundo das telonas, partindo deste pioneiro título, a real “sacada” está na simbologia e na mensagem presente no enredo do filme.
Não sou amante da ficção científica tampouco dos efeitos especiais exagerados. Lembro de ser resistente à entrar na fila imensa do cinema naquela noite de sábado, por não gostar de salas cheias e por não ter sido diretamente atingido pela massiva estratégia de marketing utilizada na promoção de Avatar. Não levo em consideração o fato de ser quase que uma obrigação do indivíduo “antenado” consumir o que está na moda. O que me fez optar por ver o filme foi o pedido da minha namorada.
Ao sair da sala, três longas porém não sentidas horas depois, a agradeci e voltei para casa extasiado.
Acho importante ressaltar que os efeitos especiais são realmente inovadores e bem feitos, isso sem mesmo assistir a tão falada e rara apresentação em 3D, aqui no Brasil.
Mas o mais sensacional mesmo do filme é a mensagem, muitas vezes exposta de forma nítida e noutras de forma bem complexa e enrustida em diálogos e cenas que só mesmo um diretor fora de série consegue captar.
Avatar, palavra que tem como significado a encarnação de uma divindade, fazendo uma síntese, é mostrada no filme como a manifestação dos anseios da alma. Na obra, Pandora e seus habitantes, os Navi, são transcritos como um paraíso natural aonde predomina o respeito e a fé imensa do ser pelo meio. A sensibilidade e a ligação entre a criatura e seu habitat se tornam elementos fundamentais para a existência da vida e o fortalecimento daquela espécie. O filme mostra os humanos, chamados “seres dos céus”, como coadjuvantes de uma filosofia de sobrevivência invejável, a qual ainda se mostra incompreensível e inaplicável a uma espécie totalmente corrompida por interesses mesquinhos e individuais. Uma alusão perfeita ao que se passa hoje no cenário mundial em sua relação do ser humano com o planeta, desde sua não preservação às guerras por fontes de energia e capital.
Outra clara simbologia demonstrada faz menção à forma como lidamos hoje com a tecnologia. Os avatares estão presentes em todos os lugares, em personagens e pseudônimos virtuais que realizam os desejos e vontades dos simples mortais através do utópico.
Voltando ao filme, confesso ter tido a sensação de “ser tarde demais” para que o homem respeite o Mundo da forma como deveria, assim como aqueles seres azulões o fazem na história. Dá uma ligeira vontade de viver num Mundo como aquele, puro, onde há a troca mútua de energia que fortalece todo o contexto. Assim como acontece com o “Marine”, que opta por viver entre eles. Um puxão de orelha e a projeção de como o planeta seria se o respeitássemos.
O lindo enredo conta com a cereja no bolo, o romance entre o homem e a criatura. Receita que nunca dá errado em qualquer produção do cinema. Quem não gosta de romance?
Nunca havia vivenciado uma sala de cinema toda de pé a aplaudir o filme no final. Realmente impressionante.
E pensar que o visionário diretor tinha seu enredo quase todo pronto desde meados da década de 90.
É um filme que te faz repensar em várias questões. Muito legal.
Bom café.
Eu gostei do comentário que tu deixou lá no blog. Deu pra dimensionar certinho como deve ter sido a tua experiência ao ter sido surpreendido pelo fator Cameron!
ResponderExcluirrs
abraço
Vou correndo assistir!!! VC me deixou super curiosa.Abraços!!!!
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