quinta-feira, 22 de abril de 2010

O "Santos" do Brasil

Todos que me conhecem sabem o quanto gosto de futebol. Escrevi algumas vezes aqui, sobre isso. Evito ao máximo usar esse tema pois acabo restringindo o interesse a maioria masculina e a uma minoria feminina que gosta do esporte ou aquela parcela de pessoas que lêem tudo, independente do tópico.
Feriado prolongado, aquela preguiça generalizada, apesar de eu estar trabalhando, escolhi o futebol como pauta. É mais light. E haja assunto para abordar no futebol.
Aí é que vem a curiosidade. O que escreverei abaixo, apesar de diretamente ligado ao jogo de bola, já está fugindo do âmbito esportivo restrito. O Santos!
Quando você sai de casa num Sábado à noite, para se divertir, seja num show, seja num bar, numa boate, cria-se uma expectativa de que você se divirta.
O homem quando sai de casa hoje para ir ao jogo do Santos, ele não sai mais com a expectativa de ir a um jogo de futebol. Ele sai sem saber o que vai ver. É como ir a um espetáculo de teatro, a um show de circo inédito. Mas ele sabe que vai se divertir.
E isso é algo que intriga a todos. Homens, mulheres, crianças.
O que o time do Santos faz hoje, não é visto há tempos. Para quem gosta de futebol, para quem não gosta e para quem é indiferente.
Se você faz parte do grupo desinteressado, arrisque-se a ver um jogo do Santos na televisão. Você, o locutor e todos os que estarão assistindo àquilo ficarão surpresos.
O que esses “caras” e “moleques” vêm fazendo no campo é um absurdo. Impossível postar-se com antipatia ante a alegria com que eles exercem suas obrigações.
Para quem não tem noção do que isso significa, eu tento explicar: o time já fez na temporada 91 gols. Neste período, somente o Santos de Pelé, esse mesmo, o Rei do Futebol, fez. E como não vi o time de Pelé, só ouço histórias, acredito que estou presenciando algo mais mágico do que aquilo. Desculpem-me os mais “experientes”, mas em minha concepção, o Mundo é muito mais competitivo e hostil do que sempre foi, em tudo, inclusive dentro do relvado. Logo, acredito que o grau de dificuldade de hoje, louva ainda mais o que vem sido feito por eles.
O toque de bola rápido, pode ser comparado ao sincronismo dos malabaristas de um circo trocando os objetos jogados ao ar. A velocidade aplicada confunde os zagueiros e nossos olhos.
As goleadas antes ditas esparsas e aplicadas pela fragilidade adversária, hoje são comuns.
Sério, a quem lê este texto e não consegue compreender a magnitude do feito, envio-lhes meus pesares.
Sou Flamenguista, todos sabem disso, mas fico encantado mesmo com o Santos. Amo o futebol, e futebol é o que eles fazem. O Corinthiano, o São Paulino e o Palmeirense, rivais próximos do estado, tenho certeza, não conseguem sentir raiva deste time de branco.
Gostaria de ver a cara do sempre pessimista Sr.Orfeu ao comentar este Santos, com o José Olímpio faceiro ao seu lado, tentando convencê-lo. E o Thiago fanfarrão, e sua família de Santistas.
É legal ver algo tão raro em nossa geração.
Um jogador rápido, jovem, alegre, habilidoso e outro meia clássico, que joga como a muito não se vê, canhoto e com uma visão de jogo ampla.
A única coisa capaz de tirar toda essa minha euforia é o nosso selecionador nacional, “anão de conto de fadas”, o Dunga.
Estamos fadados a uma seleção que não condiz com o que é nosso futebol hoje. A Copa da África será alegre, provavelmente para Argentinos, Espanhóis e Africanos.
O nosso futebol vai ser de carrancudos, de jogadores travados, sem muito recurso, mas que são da confiança do desconfiado e inseguro “pseudo-treinador”.
Resta-nos aproveitar o Santos. Enquanto ainda é tempo. E ao que tudo indica, esse tempo é curto.

Bom Café...

Um comentário:

  1. Santos Sempre Santos
    meu caro amigo!!! Meu time esta de encher os olhos mesmo,
    abraços meu caro, Saudades

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