quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Os bons vinte e poucos anos

Foi-se o tempo em que “mamãe” achava me achava bonito de qualquer jeito, por mais acabado e mal vestido que eu estivesse. Até acordando de ressaca com o cabelo bagunçado era o mais lindo. Agora as críticas são árduas e sinceras. Deu para me cobrar quanto aos meus textos. Disse que não estão mais como antes. Escrevo por prazer, em meio a uma quantidade enorme de telefonemas e e-mails do trabalho, geralmente às Quartas a 30 minutos do fechamento da edição do jornal. Mas tudo bem, eu prefiro assim, afinal não sou mais o filhinho predileto, já estou a mais perto dos 30 do que dos 20.
Por sinal, e nessa deixa que começo a história de hoje. A década da verdade. Sempre pensei que seria. Bom, meus pais com vinte e poucos anos eram casados e tinham filhos. Suas profissões eram estáveis. Tanto que minha mãe, por exemplo, ainda é professora do município do Rio de Janeiro até hoje. E grande parte dos meus tios e pais dos meus amigos, também já tinham situação parecida.
Vivendo em meio a este exemplo, a idéia que tinha de amadurecimento era a de que o tempo e a idade me trariam naturalmente essa condição de vida. Mas não hoje.
É redundante dizer que é uma época e geração diferentes. Avanços tecnológicos consideráveis que mudaram e muito as relações sociais e até a questão da religião e do conceito de família hoje muito mais discutidos, formam uma nova perspectiva de amadurecimento e acaba nos confundindo no que se refere ao limite da juventude.
A cobrança e a competição entre as pessoas no campo profissional e até no pessoal de certa forma força uma tendência individualista que reflete num comportamento voltado para a conquista estabilidade financeira em detrimento a princípios antes vistos como essenciais.
A quantidade de homens e mulheres já acima da faixa dos trinta que vivem sozinhos, não possuem compromisso afetivo e que ainda vivem sob os domínios de seus pais é enorme.
A pergunta que remete a idéia do texto: estamos nos tornamos adultos mais tarde?
Penso que sim baseado nos argumentos acima. Isso é bom ou ruim?
Ninguém quer envelhecer, ou a maioria das pessoas não quer. Se fosse basicamente por isso, ótimo. Mas há questões embutidas nesta discussão que nos obriga a olhar por diferentes aspectos. Um destes aspectos que me chama a atenção é a do preparo para a vida. O espaço entre a independência e o momento em que nossos pais tornam-se nossos dependentes é aonde você é o protagonista, é o “diretor”, e vai ter que andar sozinho, apanhar sozinho, se dar bem sozinho, enfim. E este retardo em “se tornar adulto” nem sempre significa melhor preparo. Soa como falsa conveniência.
Vivemos a geração das mudanças generalizadas. E estar no meio deste processo nos dificulta muito. Temos um modelo comportamental desatualizado e não possuímos um manual de como será amanhã, daqui a um ano ou a dez.
A vantagem talvez seja estar subsidiado pela versatilidade e o improviso. Nem tudo é tão certo e nem tão errado quanto era há poucos anos atrás.
Sendo a década da verdade ou não, os “vintões” que aproveitem, pois é o período em que nos apaixonamos loucamente, abusamos dos nossos corpos tinindo de saúde e justificamos as “cagadas” pela juventude.

Bom Café...

3 comentários:

  1. Leozinho(vc continua sendo assim para mim),realmente o tempo passa,o mundo está em constante movimento,as pessoas mudam....mas o q quero q tenha sempre em mente é q devemos sempre seguir em frente,dando sempre o melhor de nós mesmos...Tenho orgulho de vc,acho q escreve muito bem e tem o dom das palavras...a crítica faz parte,talvez por ser sua mãe e querer sempre o melhor para vc.Continue sendo vc mesmo.

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  2. O quê vc quer dizer quando aconselha os vintões a aproveitarem? O quê seria aproveitar?(Encher a cara por exemplo?Acabar com uma cirrose?E aquela frase boca de bêbado não tem dono?) Apaixonar-se loucamente(paixão conforme o dicionário não é muito legal não,pq quando acaba...já o amor ,apesar de sabermos dos defeitos,não acaba) e "abusar de nossos corpos tinindo"...(já visualizo vc na gaiola das loucas em pleno carnaval,topando qualquer parada e acordando no mínimo com uma dst);para justificar as"cagadas",atitudes pertinentes à juventude?Já li que "até a criança se dará a conhecer por suas acões,quer sejam boas ou más"e"alegra-te jovem nos dias da tua juventude e recrei-se o teu coração nos dias da tua mocidade;anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos;sabe,porém que de todas estas coisas Deus te pedirá contas";nós podemos aproveitar a força da juventude sim,com respeito por nossos corpos.
    I(da Tijuca)

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  3. I (da Tijuca), agradeço por ler meus textos, e opinar. Os comentários aos meus textos são moderados, e os publico desde que sejam respeitosos, independente de concordarem comigo ou não. A publicação deste comentário é prova disso. Não costumo replicar estas opiniões. Mas me sinto no direito de responder a este especificamente, para que você e a todos que lêem, entendam meu posicionamento. Eu escrevo estes textospara um jornal de Foz do Iguaçu, o mais lido inclusive, e exponho meu nome a uma população de 250 mil habitantes atingindo uma população flutuante de 1 milhão, por ser uma cidade turística. Assino meus textos com meu nome de registro em cartório. O Blog foi elaborado com a intenção de que amigos e familiares de outras cidades pudessem ter acesso a isso, afinal, sou natural do Rio e vivo aqui, além de ter amigos em diferentes partes do país.
    Meus textos têm um limite de 3500 caracteres com espaçamento. Tenho que sintetizar assuntos complexos demais, e muitas vezes não fico satisfeito com o resultado disso, entendendo que a interpretação possa ser equivocada.
    Digo isso em detrimento aos seus mencionamentos quanto ao texto acima. Você pergunta o que seria aproveitar, não é mesmo I? Foi uma retórica, uma vez que você mesmo respondeu. É você quem fala em encher a cara e ter cirrose. Nunca disse que aproveitar seria isso. Depois diz que apaixonar-se é ruím, pois quando acaba... e que amar é que é melhor, pois é duradouro, enfim. O dia que que me apresentar um artigo provando os benefícios da paixão e do amor, aplicando sobre estes os argumentos probatórios, darei razão a isso, hoje nada mais é sua opinião, a qual respeito a ponto de dar exposição em meu espaço. E a afirmação que mais me incomoda é a do "corpo tinindo", na qual diz que me imagina numa gaiola das loucas, insinuando promiscuidade e dizendo que posso acabar com uma DST. Cara ou caro I, aproveitar o corpo tinindo pode significar muito mais do que usá-lo para o sexo. Acordar de manhã,correr num dia ensolarado, jogar um futebol, entrar na água do mar e pegar um "jacaré" nas ondas, se alimentar da forma que quiser,comer besteiras, chocolate, fast food...
    Sobre as palavras citadas na sequencia, das frases que já ouviste, é legal que compartilhe aqui... não vejo problema algum. Só quero que saiba que sempre deixei bem claro aqui que não sigo tendência alguma, livro, religião ou partido, sou uma pessoa que tenta sempre respeitar a todos, no dia-a-dia. Pregação, ofensas e falso moralismo me incomodam muito. Eu assino a tudo que falo, penso e escrevo, minha cara está aí no blog,para todos verem, meu nome como já disse é esse, e fico vulnerável a pessoas de qualquer lugar, que vêm aqui e confundem opinião com sermão, colocam seus pontos de vista, e os têm respeitado, porém não assinam embaixo, não revelam suas identidades, ou colocam apenas letras, apelidos indecifráveis, ou lugares de onde são, como você fez. Assim é fácil caro/cara I (da Tijuca). Faço questão de deixar seu comentário publicado aqui, espero que continue lendo, que continue opinando, apenas peço que se identifique. O/A I(da Tijuca) para mim pode ser alguém apenas tímido, ou um ninguém covarde.
    Ler meus textos não é obrigatoriedade,muito menos comentá-los. Você o faz porque quer. Gostaria que você, e todos que passam por aqui, que entendessem que sou uma pessoa de caráter e que respeita a todos. Trabalho, pago impostos e não cometo contravenção alguma. Escrevo para um diário semanalmente por prazer, não ganho por isso, e não sou jornalista. Muito menos dono de verdades absolutas. Neste espaço exponho meu ponto de vista. Não sou doutrinado a sistema algum, apenas a minha consciência e comportamento respeitoso.
    Seus comentários maldosos são provenientes da sua fértil interpretação, e se me permite, para uma pessoa aparentemente preocupada com princípios, estão muito deturpados.
    Agradeço mais uma vez por visitar meu blog.

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