Quantas vezes, nós, moradores de Foz do Iguaçu e vizinhos da maior Hidrelétrica em fornecimento de energia do Mundo a Itaipu, nos perguntamos em casos de queda de energia na cidade como seria isso possível?
A resposta que costumamos ouvir é que apesar de estarmos ao lado da hidrelétrica, não somos diretamente abastecidos por ela.
De fato, e vos digo, agradeçam por isso!
A noite de ontem nas maiores cidades do país foi de calor, desordem e mosquitos. Pelo menos aqui no Rio de Janeiro.
Cerca de 10 estados do país foram afetados pelo mais novo histórico apagão ocorrido em nosso território. Um período mínimo de 40 minutos e máximo de até 6 horas de falta de energia em determinados locais.
De todos os problemas imagináveis numa situação como esta, praticamente todos concretizaram-se. Trânsito caótico, acidentes, pessoas presas em elevadores, trens e metrôs e o pior deles, a violência urbana.
Várias questões ainda são postas à mesa uma vez que até o momento presente, o qual escrevo este texto, por volta de 11 da manhã de quarta, não há uma versão oficial e convincente para às causas do “black-out”.
Ontem, assim que ocorreu a queda, como ao maioria, imaginei ser um problema local. Mas logo recebi uma ligação de São Paulo, aonde vive meu irmão, relatando o problema. Sintonizei o rádio no celular, e comecei a ouvir as possíveis causas e explicações.
Estas já são de conhecimento de todos, não há aqui espaço e nem intenção de repeti-las, e sim debatê-las.
Das mais importantes declarações dadas, as principais são do nosso conhecido diretor geral da Itaipu Jorge Samek, que explicou a todos num primeiro momento, a razão pela qual a Usina deixou de fornecer a energia, e os fatos que levaram a isso. Questões de segurança, nada mais justo e correto.
Horas mais tarde, Samek provavelmente recebendo todo o tipo de informação e solicitação, foi ao ar para deixar claro que o problema não foi da hidrelétrica, que estava cumprindo seu papel de produzir energia, e que a mesma não os faltava, e sim das linhas de transmissão, responsabilidade de Furnas. Acrescentou que há cerca de mil quilômetros de linhas e que justamente por isso seria difícil identificar o foco do problema.
Antes de expor minhas dúvidas, gostaria de dizer que assim como grande parte dos que lêem este texto, conheço a Usina, e apesar de leigo, sou muito seguro quanto a eficiência de Itaipu e seus profissionais.
As duvidas levantadas por vários desde ontem, é quanto à fragilidade mostrada pelas tais linhas de transmissão de energia, caso esta tenha sido de fato a razão do ocorrido. De que adianta possuir toda uma tecnologia de produção quando sua distribuição demonstra falhas? É algo intrigante e difícil de acreditar.
Hoje pela manhã, Furnas se pronunciou dizendo que não houve grandes avarias em suas torres e cabos de transmissão. Dando a entender que a causa não foi essa.
Sabe-se que o Oeste do Paraná vem sofrendo com muitos fenômenos climáticos, ventos, chuvas fortes, enfim. Porém isso já ocorreu antes, e não causou apagões.
Até o momento, o que fica claro é que um país como o Brasil não pode ser refém de um sistema de fornecimento de energia único e isolado. Deve haver alternativas.
Sobre às explicações à população, entende-se que para que não haja pânico e desordem, até que se saiba o que houve, ponha-se panos quentes. Mas caso haja sabotagem ou invasão por hackers, a situação realmente preocupa.
Para fechar, lembro-vos que uma das principais candidatas à presidência da República nas eleições de 2010, Dilma Roussef, declarou à duas semanas: “O Brasil não corre mais riscos de apagão".
Bom Café...
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