quinta-feira, 13 de maio de 2010

23 que representam quem?

Um Dunga e cento e noventa milhões de “zangados”. Ouvi isso hoje e achei hilário. E de fato descreve exatamente o sentimento generalizado que tomou conta do país após o “recrutamento” final rumo à África para em pouco mais de um mês, estejamos todos à frente das televisões, seja em casa, seja no churrasco na casa de amigos ou mesmo burlando o serviço, dando aquela fugida do setor, para dar uma espiada.
Para ter-se uma idéia do quão importante é a convocação final da Seleção Brasileira, minha mãe, que não entende nada de futebol chegou do trabalho exclamando: “Ele não levou o Ganso né?”
Eu nem imaginava que minha mãe sabia quem era o Ganso. O apelo nacional é sempre imenso nas proximidades desta data, e o momento é deles, mas enfim, o selecionado é da marionete Dunga sob a influencia das atrapalhadas mãos da CBF.
É isso,vou começar o ataque ao critério utilizado por ele, sua comissão ou seja lá de quem for a responsabilidade pela lista final.
Quem gosta, acompanha e entende o mínimo de futebol, não assina embaixo a escolha feita. E quem não entende também não, isso que é curioso.
Usando como argumento uma “coerência totalmente incoerente”, o rapaz testou nada mais nada menos que 89 jogadores em um período de três anos e meio. Dentre eles, um volante chamado Fernando, que na época jogava no Bourdeaux da França, que nunca ninguém viu jogar em lugar algum, e o caso mais clássico, Afonso Alves, um gigante horroroso que quando via a bola se assustava. E o resto vocês já conhecem, todas as “babas” que tiveram a honra (ou sorte) de vestir uma camisa tão importante como a “canarinho” sob a tutela desse cidadão quadrado.
Todos nós sabemos o quanto o povo brasileiro espera pela Copa, a ansiedade, a festa que é feita durante o torneio, o quanto se fatura em todos os segmentos econômicos, e a razão disso é que o evento é quadrienal, ou seja, um longo tempo.
Para nós, o legal é o jogo em si, torcer para o time de futebol mesmo, despertar o orgulho de sermos os melhores do Mundo em alguma coisa. Mas esse não é o sentimento desta vez. Sabemos o quanto somos bons, o quanto nossos jogadores são diferentes e despertam o interesse de todos ao redor do planeta. Mas estes não estarão lá.
A seleção hoje não é formada pelos melhores no esporte. O corporativismo empresarial o qual você convive no dia-a-dia na sua empresa, incluindo puxa-saquismo, favorecimento e injustiça, se faz bandeira deste time escolhido a dedo, de acordo com subserviência e acato. Dunga é o boneco perfeito para o posto. Ricardo Teixeira, um dirigente perpetuado por sua própria assinatura, a mais de 15 anos no cargo, convocou Ronaldinho Gaucho gordo e lesionado nas Olimpíadas e hoje tira o mesmo, assim como veta Ganso e Neymar. O pseudo-treinador obedece às ordens e fica incumbido de explicar a opinião pública num português paupérrimo, suas supostas opções.
Por isso, não acho justo que esses homens que dirigem nosso futebol hoje, sejam lembrados historicamente por uma conquista de um torneio tão importante como a Copa do Mundo. O moço com apelido de um dos sete anões já ganhou um às custas do Romário em 94. Já considero muito para um sujeito que aparenta arrogância e mau humor, beirando a falta de educação às vezes. Ele não merece ser campeão do Mundo. E nós não merecemos essa “Seleção”. Certamente não é a nossa Seleção de verdade.
Bom Café...

Um comentário:

  1. O Dunga foi coerente em tudo o que falou até hoje. O problema é que suas crenças contrariam tudo o que o povo pensa sobre futebol. Ele acredita que o comprometimento e o patriotismo estão acima do talento. Mas essa equação não encaixa num país que até hoje exalta uma seleção, a de 82, que não venceu, mas convenceu. Se ele tem tanto compromisso "com o povo sofrido" como fala, não basta vencer. Tem que trazer alegria!

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