quinta-feira, 6 de maio de 2010

Música ou ruído hipnótico?

Com pouco tempo, em meio a um falatório de cerca de 50 pessoas à minha volta e com “N” coisas na cabeça, começo minha resenha semanal.
Mesmo com tanta coisa acontecendo por aí, às vezes o trabalho te consome tanto que o contexto da sua vida limita-se à isso. Você fica meio aéreo e quando alguém te pergunta sobre tal coisa que está estampado em todas as capas de jornal, não teve tempo de ler. Mesmo assim, há certas coisas da qual não consegue fugir. Por exemplo, o engarrafamento no horário do “rush”. Ou a poluição visual dos outdoors, letreiros dos milhares estabelecimentos no seu trajeto diário casa/escritório. E finalmente os ruídos. Desses, você não consegue fugir nem na hora de dormir. Se há um cachorro na sua vizinhança a noite inteira, você sabe exatamente do que falo. As vezes, há mais que um cachorro,há vários. Ou, se moras num centro agitado, a onde a vida não tira nem um cochilo, sons de carros e pessoas nas ruas madrugada adentro o perturbam.
Quando falo de ruído, imagino utilizar o termo perfeito. O que difere na classificação sonora, o que é música e ruído?
Gosto não se discute. Isso é a primeira coisa que vêm a cabeça de todos quando se trata de preferência musical.
Eu sou um apaixonado por música. Carrego meu Ipod por onde vou, ouço no ônibus, no trem, em casa, andando na rua, até atendendo o celular às vezes, só tiro o fone de um ouvido e a música continua rolando solta do outro lado. Exagero? Sim, eu durmo ouvindo música.
Não colocarei em pauta o que escuto, o que gosto ou não, e sim o fenômeno da indústria fonográfica contemporânea.
O que acontece hoje com a artista de codinome Lady Gaga é um absurdo. De uma música com uma letra simplória “Just Dance”, à artista mais mencionada em qualquer canto do Mundo, virou ícone do que contraria os padrões da sociedade. Um bom exemplo é a simpatia que os gays tem com a artista. Aos que estudam propaganda e marketing, um caso de sucesso a ser minuciosamente estudado. Desde a escolha do nome artístico às melodias e produção do som hipnotizante. Pegando carona em um sucesso de uma das maiores bandas da história, o Queen, a Lady adotou o Gaga da música “Radio Gaga”. Ajuda? Há quem diga que não, eu já acho o contrário. Associar sua imagem a algo que fez muito sucesso tende a dar certo. Quanto a produção das músicas, quem nunca se pegou cantarolando sozinho: “Po pó pó pó pó pó Poker Face” ? Soa ridículo, mas atire a primeira pedra quem nunca fez isso. A atual música de trabalho não foge do estilo hipnose da cantora: “Stop telephone me me me me me me me me.” E não adianta fugir. Ela te persegue. É no rádio, seja do seu carro, ou na casa do vizinho. Ou você estará no ônibus e haverá um “Mané” com o celular soltando a música no mais alto volume.
Numa proporção menor, temos no nosso país, neste primeiro semestre, o rebolation. Sem mais palavras para isso.
Quanto tempo será que duram estes produtos? São descartáveis? Essa é a pergunta que reata meu questionamento, do que é música, e o que é ruído. Porque música como “ New years Day” de 1982 do U2, ou “Sultans of Swing” do Dire Straits, “Stairway to Heaven” do Led e Sweet Child O´Mine do Guns, são ouvidas até hoje com o mesmo gosto, são atemporais.
Você se imagina ouvindo Lady GaGa daqui a dez, vinte anos? E o Parangolé? Se é que lembrará do que se trata isso.
Eu termino o texto ao som atemporal que sai do meu Ipod.
Bom café...

Um comentário:

  1. Olha só quem ta aí! Se não é o meu amigo "pedreiro",hehehe! Primeiramente eu gostaria de lhe felicitar pelo artigo a respeito do "SANTÁSTICO"! Mas sobre o seu artigo atual vc me fez lembrar das noites de trabalho aqui no Bourbon em q nós escutavamos boas musicas, com excessão das musicas ambientes do hotel q são medonhas quanto as do "PARANGOLÉ". Há!Me manda o seu e-mail novo, pois o velho vc cld, bele! Abraços e se cuida!! Valeuu

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