Quando se fala de trabalho, sucesso profissional, metas, administração, comportamento, hierarquia, postura, ética e tudo o que envolve a pirâmide do equilíbrio de uma corporação, há todo um protocolo de exemplos aos quais nos baseamos. São livros de autores renomados, bem sucedidos, são estatísticas e números que nos dão a sensação de que aquilo é o modelo perfeito para a saga de um negócio em busca do lucro e da satisfação.
Não estudo administração, estou longe de ser entendido neste assunto. Aliás, quando tive aula de TGA na minha faculdade, só passei de ano porque conversei muito com meu então professor, afinal, faltei cerca de 70% da carga horária que me era estipulada. Isso porque minha única folga semanal era justamente no dia seguinte à aula em questão. Era a minha única noite para tomar minha cervejinha. Após esse papo com o “mestre”, consegui mostrá-lo que apesar das ausências, eu havia adquirido o conhecimento básico que nos era requerido no curso, principalmente pela experiência absorvida na empresa em que trabalhava na época, cuja qual exercia à risca o modelo atual de administração da “moda”.
Apesar disso, sempre questionei tal modelo. Eu estava enquadrado no sistema e obviamente a necessidade me mantinha na “linha”, mesmo não entendendo o por que de determinadas decisões, julgando-as arcaicas.
Hoje lembrei disso, e resolvi por em discussão.
Você provavelmente nunca verá um livro de uma pessoa que acumulou insucessos em suas empreitadas profissionais. Mas aí vai meu desafio. Será que não seria muito proveitoso ouvir a base da pirâmide hierárquica? Invertê-la talvez?
Se os lucros e a satisfação estão diretamente relacionados, porque não incluir, por exemplo, nas reuniões do corporativo, o colaborador que têm o mais constante contato com o cliente? Existem posições em determinadas empresas que são completamente obsoletas. A distribuição exagerada de funções faz com que se percam as informações.
Algumas supervisões tornam o que seria mecanismo de comunicação entre a alta gestão e o cliente, em vigilância inútil. Preocupa-se com o que o colaborador faz de errado, e não com o que ele pode trazer de vantajoso. Menospreza-se sua visão. Um grande equívoco. Trazê-lo para as decisões importantes da empresa não só o motivam como podem trazer resultados rápidos.
Alguns profissionais que hoje ocupam cargos “chave” nas grandes companhias começaram do posto incial, na função “menos importante”. Porém há muitos casos em que nessa evolução, se perde a essência de todo o processo. Parece que há uma “lavagem” para que a pessoa se comporte como se nunca tivesse vivido aquela experiência no passado. Experiência que na verdade, foi fundamental para que chegasse ali, e que continuará sendo para que permaneça obtendo seus resultados.
Sabe-se que muitos fatores escusos são cruciais em um momento de contratação de um quadro funcional, e esperar que haja uma avaliação justa e profissional em todos os lugares, é ingenuidade. Mas não se deve menosprezar profissionais em início de carreira, ou com alguns insucessos em seu currículo. Esta pessoa pode ser a chave para seu negócio desde que seja respeitada e ouvida como tal.
Os modelos de administração pré-fabricados vendidos por aí podem estar sucateados em sua estrutura.
Flexibilidade e interação são uma boa alternativa aos novos empreendedores.
Bom Café.
Muito bem escrito o artigo,aonde da mesma forma que vc,penso q deva se ouvir o operacional q está diretamente na operação.Recomendo a leitura de "Introdução a TGA" e um segundo livro q é "Teoria Geral da Administração", ambos de Idalberto Chiavenato.Parabéns pelo artigo!
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