Tentei buscar algo diferente para escrever nesse meu retorno desse breve recesso, mas fica difícil fugir deste acontecimento infeliz e bárbaro envolvendo um famoso jogador de futebol e a jovem com a qual o mesmo se envolveu.
Delicado tocar neste assunto, afinal, trata-se de uma investigação que não se dá por concluída, além do que sou ignorante aos procedimentos legais atados à seqüência do episódio.
Desde já registro meu respeito pela família da vítima,que por sinal é de Foz do Iguaçu, deixando claro que minhas próximas palavras não referem-se diretamente aos envolvidos em questão, e sim a um questionamento generalizado em torno de escolhas que determinados jovens tomam e a influência direta exercida por status social e ascensão efêmera.
É sabido que grande parte dos atletas, especialmente jogadores de futebol provêm de origem humilde, de comunidades aonde os caminhos futuros postos à disposição são mínimos e até únicos. A educação infantil é deficitária, o que reflete diretamente na formação do caráter do indivíduo. A marginalização, no sentido literário e não pejorativo, já cresce com ele.
O esporte, neste caso o futebol, surge como um trampolim de salvação a milhares de crianças. É tentador a eles ver como um jogador de sucesso é famoso e respeitado, bem remunerado e cercado de mulheres bonitas. E muitos tentam esse caminho. É claro que uma porcentagem mínima atinge o patamar que no início desejou. Aos que chegam, falta base e orientação para suportar uma vida completamente diferente da qual estava acostumado.
A oportunidade de ter muito, ou até tudo, usando o termo mais comum, “sobe à cabeça” e os mesmos distorcem a realidade achando ter poder de fazer tudo o que quiser, sem nenhum senso.
Se apoiar na figura de ídolo de esporte achando que deixou de ser um cidadão comum que deve respeitar as leis, como qualquer estudante, médico, advogado, professor, etc.
Ele é só um homem passível dos mais absurdos erros.
De outro lado, fica outra intrigante pergunta. O que leva uma jovem bonita, que independente do que faça ou tenha feito profissionalmente, a se envolver com pessoas que demonstram claramente não ser dignas de serem levadas a sério?
Sem hipocrisia, mulheres jovens e bonitas com o mínimo de educação e informação têm inúmeras oportunidades de serem bem sucedidas profissionalmente. A quantidade de portas que se abre é muito maior.
Não digo tenha sido isto que tenha acontecido neste caso específico, mas será que vale a pena um envolvimento com alguém em troca de rápido enriquecimento, fama ou status-social? Alguém que não se sabe aonde é capaz de ir, que não tem senso de realidade para limitar suas ações dentro de um padrão de comportamento aceitável.
O resultado pode ser catastrófico. Duas vidas se acabaram. Uma por inocência e menosprezo aos mais bizarros instintos, outra por total falta de equilíbrio e caráter, provenientes da ausência de orientação e educação.
Espero que os culpados sejam penalizados, e que a família se recupere da melhor forma.
Bom Café...
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