domingo, 18 de julho de 2010

Ouro Negro

Nunca estivemos com uma perspectiva tão boa no aspecto da economia, principalmente com as recentes descobertas da abundante quantidade de petróleo sob domínio nacional. Diria que em meio há tanta polêmica, tantos escândalos vindos à tona e tanta controvérsia e aparente omissão, Lula consolidou seus mandatos e sua forte popularidade mundial às custas do “ouro negro”.
Quem vai para uma negociação sem trunfos? Quem aposta muito numa rodada de pôquer sem as cartas certas? Há quem blefe, mas no caso do presidente do Brasil, muito do que foi construído e depositado em seu nome, deve-se ao grande poderio petrolífero do país, principalmente em tempos em que a oferta cresce no sentido inversamente proporcional ao do famoso mercado do Oriente Médio. Quem nunca ouviu falar de aproximação por interesse? Isso é comum nas relações mais primárias entre cidadãos de uma sociedade, o que diremos então na política. Estar bem com o governo brasileiro hoje é garantir negociações vantajosas num futuro aonde quem dará as cartas seremos nós.
Quem hoje consegue uma relação amistosa com o Iran, país declarado inimigo número um do resto do Mundo, adotar uma política de boa vizinhança com os loucos ditadores do Equador eda Venezuela, e ainda assim, ter uma relação estreita com os Estados Unidos? Tudo bem, o Brasil é país simpático, boa praça e tal, mas ninguém é criança nesse jogo político. Nós somos a bola da vez. Imaginem cães famintos presos por uma coleira a 30 centímetros de um pote de comida. Agora transponham a alusão.
Copa do Mundo, Olimpíadas, cadeira no G10, papel relevante na OPEP, crescimento do respeito internacional, nada disso se conquistou apenas por simpatia, carisma de uma figura simplória, popular e muito menos por estratégia governamental. É mais simples.
Já ouviram falar da expressão “You got the Green, we got the goods” ? É o que acontece. O Brasil tem o objeto de desejo, o tesouro, neste caso, o óleo. Eles têm o dinheiro, “the Green”, referência ao dólar.
Se muitos ambientalistas se preocupam com as conseqüências drásticas que a exploração de petróleo e derivados têm proporcionado ao planeta, e o fazem com toda a razão, o horizonte não parece animador. O número de sondas que vêm sendo construído em larga escala, a custo baixo, na China, por exemplo, é enorme. A perspectiva é de que haja até 2012 cerca de cem novas plataformas operando na costa “tupiniquim”, perfurando e deixando milhares de poços prontos para a coleta do líquido.
Quanto à escassez de recursos energéticos, neste caso específico, o petróleo parece algo com o qual não há preocupações. Ainda há muita coisa a ser explorada.
E em virtude dessa grande quantidade de oferta e demanda, o mercado ferve. Poucos sabem, principalmente fora dos estados que participam ativamente desse segmento, o quanto de capital que é disponibilizado e movimentado acerca da atividade.
Cursos técnicos são mais valiosos do que os de nível superior, e há vagas transbordando. As empresas agregadas à Petrobrás estão sedentas por mão de obra com a mínima capacitação. Uma vez dentro, o aprimoramento é remunerado, o plano de carreira é promissor e sólido. Fica a dica.

Bom café...

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